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domingo, novembro 24

6 características em comum dos empreendedores bem sucedidos

Steve Jobs

Cada um de nós tem a sua própria personalidade e é ela que nos torna incrivelmente únicos. No entanto, existem traços de personalidades comuns em determinados grupos de seres humanos que merecem ser destacados quando nos dispomos a estudá-los. No nosso caso, o objeto de estudo são empreendedores e no artigo a seguir, destaco as seis principais características que, na minha opinião, fazem a diferença na vida de qualquer empreendedor que esteja começando a sua carreira e que são comuns na vida dos empreendedores bem sucedidos.

1. Desejo insaciável

“O ponto de partida de toda realização é o desejo. Tenha isso sempre em mente. Desejos fracos trazer resultados fracos, assim como uma pequena quantidade de fogo faz uma pequena quantidade de calor.” 
Napoleon Hill
O que fazemos se queremos concluir uma corrida? Primeiro visualizamos o objetivo e depois treinamos para conseguir concluir o percurso que objetivamos concluir. O mesmo acontece quando queremos namorar alguém ou mesmo pegar um copo de água na cozinha. Agora, imagine que o seu desejo de tomar um copo de água, namorar alguém ou concluir aquela corrida seja tão insaciável que você não pare de pensar naquilo. Imagine que você lê, conversa com pessoas e assiste vídeos na internet sobre como concluir o seu objetivo? Melhor: antes de dormir você se percebe ainda pensando em como conquistar aquilo pelo qual está apaixonado!
A maioria dos empreendedores de sucesso também agem assim. Depois que eles determinam um objetivo para si, eles simplesmente “não largam o osso” até que concluam aquele objetivo. Eles são capazes de sonhar com a conclusão dos seus projetos, contratar mais gente, vender o próprio carro e a casa para conquistar aquilo que eles querem. É incrível que o simples desejo insaciável de se conseguir algo, faça com que eles conquistem aquilo que queriam.

2. Coragem

“Só quem arrisca ir longe pode, eventualmente, descobrir o quão longe pode ir.” 
Thomas Eliot
É preciso ter coragem para seguir o coração. Podemos querer muito ser dono do próprio nariz á frente do nosso próprio negócio, mas às vezes falta coragem para apagar tudo o que a nossa mente fala, para nos dedicarmos exclusivamente a fazer aquilo que o nosso coração manda. Felizmente, os empreendedores bem sucedidos à frente das suas empresas não se comportam dessa forma. Eles são totalmente apaixonados pelo o que fazem e têm coragem suficiente para colocar em jogo todas as suas fichas.
Empreender é como atravessar uma sala para ir falar com aquela paquera que está olhando para nós do outro lado. Sentimos frio na barriga por causa do medo de sermos reprovados, mas a aventura de ir até lá e fazer o nosso melhor discurso de vendas tornam o processo incrível! Quantas oportunidades podemos ter perdido por pura falta de coragem? Seja pessoal ou profissionalmente?

3. Começaram com pouco dinheiro

“O dinheiro é apenas uma ferramenta. Ele irá levá-lo onde quiser, mas não vai substituir você como o motorista. “ 
Ayn Rand
Sílvio Santos no início da sua carreira no rádio
Sílvio Santos no início da sua carreira no rádio
O empresário Sílvio Santos começou vendendo plástico para encapar título de eleitor no meio da rua e a partir desse negócio chegou a montar uma das maiores emissoras de televisão do Brasil. Bill Simon, atual CEO do Wallmart iniciou a sua carreira lavando pratos por US$ 2,50 por hora e hoje está à frente de um negócio que gera 34 mil dólares por minuto!
Em todas as biografias dos empreendedores bem sucedidos você vai encontrar o mesmo traço de personalidade. O dinheiro sempre ficou em segundo plano, servindo apenas como uma ferramenta para conseguirem atingir os seus objetivos. Se não tinham dinheiro, procuravam quem tinha, faziam conexões, iniciavam negócios menores para levantar dinheiro, mas sempre mantinham seus objetivos maiores à frente.

4. Focam no simples

“Fazer algo simples pode ser mais difícil do que fazer algo complexo: você tem que trabalhar duro para conseguir manter o seu pensamento limpo para torná-lo simples. Mas vale a pena no final, porque uma vez que você chegue lá, você poderá mover montanhas.” 
Steve Jobs
A escola nos ensinou tanta coisa que ficamos acostumados a pensar que é fazendo muita coisa que conquistamos o sucesso. Entretanto, somente o contrário é verdadeiro. É quando colocamos o foco naquilo que fazemos de melhor que conseguimos realmente atingir o sucesso.
Basta darmos uma olhada nas coisas que nos cercam e perceber quais são aquelas que mais gostamos. Provavelmente serão as mais simples e funcionais, as que não incomodam e não causam desconforto. Simples é o essencial, é aquilo que precisamos e que gera o melhor resultado com a maior eficiência.
Existe uma pequena história que diz que a NASA contratou uma empresa para criar uma caneta que funcionasse em ambientes com gravidade zero, pois o líquido dentro da caneta flutuava quando ela era utilizada no espaço. A empresa foi contratada e gastou alguns milhares de dólares para criar a tal caneta, enquanto do outro lado do mundo, na Rússia, os astronautas utilizavam lápis para escrever no espaço. Putz!
No livro Trabalhe 4 Horas por Semana, o autor Tim Ferris fala muito bem da regra dos 80/20 que diz que 80% das consequências advêm de 20% das causas. Inúmeros empreendedores ao redor do mundo fazem uso desta regra para “podar” suas empresas eliminando produtos, serviços e até clientes concentrando seus esforços para melhorar aqueles 20% que geram os melhores resultados. Eu sou um deles.

5. Paciência e persistência

“Paciência, persistência e transpiração fazer uma combinação imbatível para o sucesso.” 
Napoleon Hill
Apesar de termos passado grande parte da nossa vida construindo situações que hoje nos desagradam, queremos nos livrar delas da noite para o dia. Agimos por impulso e não nos educamos. Refletimos pouco sobre as nossas decisões e investimos pouco tempo em pesquisa. O resultado acaba sendo mais dias desagradáveis fazendo aquilo que já odiávamos fazer.
Os empreendedores bem sucedidos pensam a longo prazo e por isso cultivam paciência e persistência para progredir ao longo do caminho. Eles sabem que o sucesso não estará no mês seguinte, mas nos anos que estão vindo lá longe. Assim, eles mantém suas empresas na “estrada” consumindo o mínimo de combustível possível para chegar cada vez mais longe, sem acidentes de percurso ou tragédias que poriam fim a viagem. Eles sabem que a criação de um negócio é um processo e que a sua estabilidade enquanto negócio depende diretamente da sua própria estabilidade pessoal e profissional, cultivam a paciência em relação aos negócios, a vida e a si mesmo e por isso conseguem “de grão em grão encher o papo”.

6. Conhecem a si mesmos

“As pessoas do mundo não olham para si mesmos, e assim eles culpam um ao outro.” 
Mevlana Rumi
Para mim, a mais importante característica.
Precisamos saber quando ficamos nervosos e quando estamos nos sabotando. Também precisamos saber o que nos faz bem e aquilo que nos deixa desconfortável. Empreendedores bem sucedidos, assumem total responsabilidade sobre tudo que lhes acontece porque compreendem que foi por causa de uma pequena distração que algo desagradável aconteceu.
Muitas pessoas ainda batem na tecla comigo dizendo que nem tudo que nos acontece é nossa responsabilidade, mas se voltarmos tempos atrás veremos que quem tomou a decisão de andar fomos nós. Quem tomou a decisão de ir para a faculdade ou namorar, fomos nós. Quem tomou a decisão de dirigir um determinado tipo de carro ou comprar um determinado imóvel fomos nós.
Toda empresa está alicerçada nas costas de uma só pessoa e o quanto mais esta pessoa se conhecer e for forte o suficiente para lutar contra si mesma é melhor para a empresa.


FONTE: negociodozero

sábado, novembro 23

Gente jovem, desafios idem

O ajuste de políticas para atrair e reter a chamada Geração Y invade a agenda das empresas. Mas saber alinhar os desejos das equipes multigeracionais não deve ser deixado de lado


O mundo corporativo mudou. A chegada ao mercado de novos perfis e gerações de profissionais representa às empresas e, em especial, à área de gestão de pessoas inúmeros desafios e novas posturas de trabalho. Mais exigentes, os profissionais da Geração Y, por exemplo, buscam mais do que salários e benefícios diferenciados; eles compõem um grupo movido a desafios contínuos. São profissionais que passam aos gestores a mensagem de que o comprometimento e a permanência deles na companhia estão estreitamente ligados à capacidade de inovação da organização. Assim, de acordo com pesquisa do Great Place do Work (GPTW), o investimento das empresas deve estar conectado a tendências emergentes para manter esse funcionário estimulado. 

Entre as práticas de gestão de pessoas que têm boa receptividade por parte dos Ys estão a possibilidade de atuar no exterior e de se engajar em iniciativas de responsabilidade socioambiental, e a valorização do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 

Relações de confiança 

Para Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work Brasil, a construção de um ambiente em que a hierarquia não seja sinônimo de burocracia profissional é uma característica importante para as companhias que desejam atrair e reter talentos dessa geração. Ele conta que as respostas dadas pelos funcionários da Geração Y às 58 afirmativas do questionário aplicado pelo GPTW mostram que, na essência, as aspirações não diferem das apresentadas pelos profissionais de outras gerações. "Os Ys mantêm a mesma busca das gerações anteriores: um excelente lugar para trabalhar no qual possam desenvolver relações de confiança", destaca.

Mas não apenas dessa nova turma é construído o novo cenário corporativo. Segundo dados do levantamento feito pelo instituto com as melhores empresas para trabalhar no Brasil, 31% dos postos de trabalho são ocupados por essa geração, enquanto 57% são desempenhados por pessoas da Geração X; e 13% pelos baby boomers. Em outro estudo do GPTW, agora um fórum realizado em Londres, em 2009, constatou-se que o grande desafio das organizações está em engajar os grupos, motivando-os a deixar as diferenças de lado. "Os empregadores estão tendo de lidar com a ameaça de aposentadoria. Nos EUA, 79 milhões de profissionais irão se aposentar entre 2010 e 2020, mas somente 40 milhões de profissionais de ambas as gerações estão aptos a substituí-los", detalha José Tolovi Jr., CEO Global do Great Place to Work. Dessa forma, o gerenciamento dos jovens profissionais exige uma nova postura dos líderes da Geração X. 

Na opinião de Tolovi, os estudos mostram que a habilidade para ouvir e estar atento às novas demandas são cruciais. "A autenticidade na liderança é um dos aspectos mais respeitados pelos jovens. Eles valorizam, ainda, a liberdade para inovar", afirma. Entre as práticas adotadas pelas empresas que são benchmark em gestão de jovens, o executivo destaca perceber os talentos e ajudá-los a potencializar o desempenho individual; oferecer oportunidades de desenvolvimento (inclusive, oportunidade para que o jovem se torne líder); dar feedback contínuo; cultivar o respeito mútuo; ter mente aberta para ouvir sugestões; mostrar que existem diretrizes e objetivos claros a serem seguidos; não valorizar em demasia a hierarquia; autenticidade; mais colaboração; e firmeza na comunicação. "Mostrar que a tecnologia pode ser um condutor importante para guiar a cultura da empresa é uma postura muito admirada pelos jovens funcionários", acrescenta.
Aprendizado mútuo 

Por outro lado, o embate de gerações tem afetado os negócios das empresas e demandado novas habilidades de gestão por parte dos líderes de empresas de diferentes segmentos. No cenário corporativo mundial, enquanto milhões de baby boomers estão se retirando do mercado de trabalho, um contingente de profissionais da Geração Y passa a ocupar postos de trabalho sob o comando da Geração X. Pesam sobre os ombros dos jovens nascidos a partir de 1980 inúmeras críticas provenientes dos profissionais mais experientes. A mais contundente delas talvez seja a afirmação de que os Ys exigem que as empresas se adaptem a eles - não o contrário.

De acordo com análises globais do GPTW, as empresas têm de estar atentas às vantagens de contar com uma equipe multigeracional. Entre as características dos Ys, por exemplo, destacam-se o otimismo; a disposição em exercer o dever de cidadão; a sociabilidade; o apego às amizades; o aprendizado fácil; e o alto interesse na vida profissional. Especialistas apontam que a geração é a favor do trabalho coletivo, demonstrando tenacidade e, até, heroísmo. 

Embora sejam bons em lidar com diversas funções e tecnicamente aptos, esses profissionais não têm habilidades emocionais para lidar com pessoas difíceis no ambiente corporativo - é nesse contexto que entra a importância da liderança da Geração X, que deve entender que esses jovens preferem sair do trabalho às 17 horas porque têm uma vida para viver. Na prática cotidiana, ambos demonstram uma excelente oportunidade de aprender mutuamente.

No que se refere a estratégias de recrutamento - outro ponto relevante nesse ambiente multigeracional -, o interesse pelo desafio e a flexibilidade tornam os Ys mais atraídos por empresas que apresentam claramente as oportunidades de desenvolvimento profissional. É importante que as companhias utilizem ferramentas como YouTube e blogs, além de envolver profissionais Ys nesse processo de seleção de novos talentos - pessoas que possam oferecer mais autonomia aos novos "recrutas". As organizações cujas marcas têm como atributo a imagem associada a "fazer a diferença", que são mais flexíveis, que atuam com respeito ao meio ambiente, que possuem uma cultura de colaboração, que valorizam a informalidade e que são inovadoras saem na frente na preferência dos jovens profissionais.

Mas como lidar com tantas diferenças? Segundo Andrea Veras, diretora de marketing e de desenvolvimento de liderança do GPTW, o papel dos líderes é essencial para a adoção de práticas motivacionais destinadas a equipes multigeracionais. "Para inspirar a melhor performance dos talentos Y, é preciso oferecer um ambiente baseado em práticas que cultivem a confiança, que construam uma nova cultura e que tenham comunicação transparente - extremamente relevante quando se lida com essa geração. E cabe lembrar que os líderes devem agir como agentes dessa transformação corporativa", ressalta a executiva.

Desenvolvimento profissional 

A pesquisa analisa, ainda, práticas diferenciadas de gestão de pessoas, voltadas a jovens. Em 2010, a melhor empresa para o jovem trabalhar, de acordo com a pesquisa, foi o McDonald's. A maior e mais conhecida rede de serviço rápido de alimentação do mundo representa para o jovem a porta de entrada no mercado de trabalho. Hoje, cerca de 70% dos atendentes que ingressam na rede estão no primeiro emprego; 89% dos funcionários (porcentagem de um total de 48 mil) são jovens; 98% dos funcionários diretos têm entre 16 e 35 anos. Com 91% do quadro de funcionários com menos de 25 anos, o McDonald´s consolida a imagem de ser um grande gerador de postos de trabalho para jovens no país.

Treinamento contínuo 

Com uma política de incentivo voltada ao desenvolvimento profissional, a empresa investe no treinamento contínuo por meio de vários cursos e programas, que são ministrados nos próprios restaurantes, em centros de treinamento regionais e na Universidade do Hambúrguer. Em 2010, estão sendo investidos 40 milhões de reais em treinamento e desenvolvimento profissional. A companhia também oferece convênios com instituições renomadas, ações muito valorizadas pelos jovens funcionários - 71% apontam o investimento em desenvolvimento profissional como um dos principais motivos de satisfação com o ambiente de trabalho. Não por acaso, a empresa possui um reconhecido núcleo de formação profissional, no qual os jovens profissionais participam de atividades educativas que visam desenvolver qualificação técnica, senso de comprometimento com o negócio e valores como espírito de equipe e responsabilidade social.

O McDonald's tem vários exemplos de ascensão profissional de jovens; cerca de 30% dos gerentes e supervisores iniciaram a carreira como atendentes. Esse é o caso da diretora de T&D para América Latina, Íris Barbosa, e do presidente da companhia no Brasil, Marcelo Rabach. Entre as políticas de gestão adequadas aos jovens está o horário flexível, que permite ao funcionário conciliar trabalho, estudo e lazer. No Brasil, mais da metade dos gerentes dos restaurantes da empresa começaram como atendentes, o que comprova o sucesso no direcionamento de gestão de pessoas do McDonald's e o slogan adotado: Empregando jovens, construindo carreiras. 


Do que os jovens gostam?
Confira, abaixo, as práticas que mais atraem os talentos da Geração Y
  • possibilidade de atuar no exterior
  • de se engajar em iniciativas de responsabilidade socioambiental
  • valorização do equilíbrio entre vida pessoal e profissional 
  • agradecimento pessoal
  • design do local de trabalho
  • recompensar a equipe (não apenas o indivíduo)
  • reconhecimento (financeiro e não financeiro)
  • colaboração em projetos de outras organizações
  • inclusão social
  • desenvolvimento (pessoal e profissional)
  • maior tempo com os líderes seniores
  • intervalo na carreira (período sabático)
  • férias e folgas periódicas
  • flexibilidade no horário
  • descontos e vantagens
  • aconselhamento financeiro



FONTE: RevistaMelhor

quinta-feira, agosto 22

Arquitetos apresentam protótipo de unidade habitacional sustentável em Paraisópolis

O apartamento de 50m2 é exemplo de práticas eficientes e sustentáveis na habitação popular.

Um protótipo em escala real de uma Unidade Habitacional de Paraisópolis foi apresentado durante a São Paulo Design Weekend, que aconteceu na semana passada.

Agraciado com o Selo Casa Azul Ouro, principal instrumento do programa de construção socioambiental da Caixa Econômica Federal, o projeto, é exemplo de práticas eficientes e sustentáveis na habitação popular.

Reprodução de uma moradia implementada pelo Programa de Urbanização de Favelas de Paraisópolis – a segunda maior favela de São Paulo – o apartamento de 50m2 conta com economizadores de água e arejadores em todas as torneiras e chuveiros (o que diminuí os respingos e o desperdício), além da especificação de bacias sanitárias com dispositivo duplo de acionamento da descarga. Além disso, a unidade é totalmente adaptada para garantir acessibilidade a pessoas com dificuldades motoras e deficientes físicos.

“A aplicação de conceitos de sustentabilidade na habitação popular é uma grande conquista da comunidade de Paraisópolis dentro do Plano de Urbanização. Moradores e lideranças contribuíram ativamente para o desenvolvimento de um conjunto de ações que levassem em conta o cuidado com a preservação do meio ambiente e a economia de recursos tanto para a construção quanto manutenção futura destas moradias por seus ocupantes”, comenta Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis.


A construção do protótipo foi idealizada pela LCP Engenharia & Construções em parceria com o escritório Elito Arquitetos Associados, autor do projeto do condomínio vertical em Paraisópolis - integrante do Programa de Urbanização de Favelas da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab). Também participam da iniciativa o escritório de análise de ciclo de vida dos materiais Quanta Stúdio Consultoria Ambiental e Green Design Consultoria Sustentável, responsável pela análise de atendimento aos critérios das certificações socioambientais.



FONTE: CicloVivo

Gestão horizontalizada e descentralizada


Em pleno século XXI, com os apelos da geração Y que ingressa no mercado de trabalho, com maior conscientização das pessoas e humanização dos relacionamentos, as organizações estão mudando sua forma de gestão, no sentido de “dar voz aos que realmente fazem a empresa”. E estão averiguando que empresas onde os colaboradores participam das decisões, têm cada vez mais mostrado resultados positivos.

A questão é: como convencer líderes que aprenderam a gerir empresas no século passado de que a gestão participativa realmente funciona?

De acordo com levantamento da empresa de pesquisas SurveyMonkey, 36% dos profissionais brasileiros querem mudar de emprego nos próximos seis meses e entre os jovens, essa parcela sobe para 49%. Na pesquisa, os jovens apontaram que querem ir a corporações nas quais existam “bom ambiente de trabalho, flexibilidade nos horários e possibilidade de serem ouvidos”.

Só existe uma forma de fazer com que o líder desperte para essa nova realidade: conscientização.

Então, no episódio de hoje de Marcia Luz TV você vai ter acesso a 3 argumentos que mostram porque é urgente a necessidade de mudança no perfil do líder. Você vai descobrir:

  • O que a geração Y deseja, o que mantém os jovens motivados e de que forma estão mudando a “cara” de nossas empresas;

  • O que mudou no perfil do cliente e porque isso fez com que elementos como criatividade, iniciativa e comprometimento passaram de desejáveis a fundamentais no perfil dos colaboradores das empresas;

  • Por que a transformação do perfil do líder é mais do que um desejo, é uma necessidade urgente, capaz de agregar valor à vida de todos e potencializar os resultados da empresa.



“A chefia se consegue por indicação e decreto; a liderança, por caráter e atitudes”.

E aqui estão as minhas perguntas para você hoje:

1. Você exerce cargo de comando? Se sim, você se considera CHEFE ou LÍDER? Se não, você tem mais CHEFES ou LÍDERES em sua empresa?

2. A sua equipe o enxerga da mesma forma como você se enxerga?

3. O que você pode fazer para melhorar a sua condução de grupo ou dos líderes de sua empresa?

Por favor, deixe um comentário abaixo com suas respostas.

Agradeço antecipadamente por você ler, assistir e compartilhar!

Acredito que estamos construindo um espaço rico em aprendizagens para todos nós.


FONTE: marcialuz

Mais de 50% das profissionais deixam trabalho após terem filhos

Uma pesquisa da companhia de recrutamento Catho indicou que 53% das profissionais que têm filhos deixam o mercado de trabalho para se dedicar à criança. Destas, 18,6% não voltam ao mercado de trabalho.

Um quarto das profissionais (25,8%) leva entre um a dois anos para retomar a vida corporativa. "O que percebemos é que mulheres de classe social mais baixa colocam na ponta de lápis os custos para criação dos filhos, e algumas preferem ficar em casa a pagar uma babá", afirma a diretora de recursos humanos da Catho, Telma Souza.

Segundo ela, as mulheres de classe alta também acabam deixando o mercado de trabalho, mas por outros motivos. "Elas demoram mais para ter filhos e encaram a maternidade como algo muito importante, então querem se dedicar a isso com toda energia", diz.

Já as profissionais de classe média tendem a conciliar a carreira e a maternidade. "Elas às vezes saem do mercado, mas voltam mais rápido", afirma.

De acordo com Telma, a demora para retornar ao mercado deve-se a duas coisas: o tempo de recolocação e a idade das crianças. "A maior parte das mulheres se condiciona a ficar com o filho até o primeiro ano, que é quando a criança começa a ter mais autossuficiência. Quando ela volta, além do tempo de recolocação ser maior do que o dos homens, assume o ônus de retornar com salários mais baixos do que os anteriores", explica.

Tim Sloan - 5.ago.10/AFP
Mais de um quarto das mães leva entre um e dois anos para voltar ao mercado
Mais de um quarto das mães leva entre um e dois anos para voltar ao mercado

Segundo a pesquisa, o tempo de recolocação das mulheres é de cerca de seis meses, enquanto os homens demoram cerca de cinco para conseguir um novo emprego.

O levantamento ouviu 53,6 mil profissionais de 1.677 cidades do país, entre fevereiro e março deste ano.

MULHERES NA LIDERANÇA

As mulheres brasileiras aumentaram sua participação em cargos de liderança nas empresas, mas ainda ocupam menos essas altas posições. Elas representam 45% da força de trabalho do país, mas ocupam apenas 7,9% dos cargos de diretoria, 7,7% dos postos em conselhos de administração e 3,5% das posições presidente-executivo.

Em cargos de gerente, houve crescimento de 72% na participação feminina entre 2002 e 2013 --ainda assim, as mulheres representam apenas 38,25% do total. Nos postos de coordenação, a participação feminina aumentou 61%.
As áreas de destaque na participação feminina são: recursos humanos, educação, administração, relações públicas e medicina.

ESTUDO

A pesquisa mostrou que as mulheres têm, em média, um ano a mais de estudos em comparação ao sexo masculino -- 9,2 contra 8,2 anos, respectivamente.

50,8% das mulheres que responderam a pesquisa têm formação completa no curso superior, enquanto apenas 47,1% dos homens tem graduação completa. Elas também saem na frente na pós-graduação, com 14,6% contra 12,4% do gênero masculino.

Já na fluência de línguas estrangeiras, os homens estão na frente. 33,1% dos homens falam inglês fluente, enquanto 28,1% das mulheres tem a mesma facilidade. No espanhol, são 15,2% dos homens frente a 12,7% das mulheres.

TRABALHO X VIDA PESSOAL

A preocupação com a família faz com que as mulheres sejam mais conservadoras na hora de aceitar mudanças na sua vida profissional.
Enquanto apenas 7,2% dos homens não aceitariam mudar de estado sob nenhuma condição, 15,7% das mulheres negariam a proposta. O mesmo acontece quanto às mudanças de país: 24% das entrevistadas não aceitariam a realocação de jeito nenhum, enquanto apenas 14% dos entrevistados declinariam a troca.

A diferença também é grande em relação a cargos que só permitam passar os finais de semana em casa. Enquanto 80,6% dos homens aceitariam o posto, apenas 68,4% das mulheres fariam o mesmo.


FONTE: classificados.uol

O primeiro grande desafio de todo estudante: a Monografia


Atendendo à sugestão da colega Elisa, vou fazer uma série de artigos tentando desmistificar os trabalhos científicos, começando pela monografia.
A ABNT conceitua monografia como: MONOGRAFIA Trabalho de conclusão de curso de graduação, trabalho de graduação interdisciplinar, trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento. Documento que apresenta o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador.
Em um estudo mais aprofundado temos que:
ETIMOLOGICAMENTE
Mónos (um só) + Graphéin (escrever): é um texto a respeito de um assunto único.
CLASSICAMENTE
Monografia é um estudo sobre um tema específico ou particular (em todos os seus ângulos), com suficiente valor representativo, obedecendo à rigorosa metodologia.
PRAGMATICAMENTE
Monografia é um trabalho de pesquisa de natureza científica, devendo, portanto, rigorosa obediência à metodologia científica.
Assim, temos que, uma monografia possui sentido lato e sentido estrito.
Em sentido estrito identifica-se com a tese e em sentido lato é todo trabalho científico de primeira mão, que resulte de pesquisa. E nisso, é muito importante que haja reflexão, pois sem ela a monografia torna-se simplesmente um relatório do procedimento da pesquisa, uma divulgação, uma compilação de obras alheias.
Uma monografia deve ser um trabalho escrito, para que possua um registro do que foi pesquisado. Deve ser um trabalho sistemático, que seja organizado em etapas, começando com o projeto, e que siga determinadas regras de execução. E deve ser completo, com qualidade, para que, apesar de apresentar um único problema, se possa compreender o todo do tema, integralmente.
Uma monografia deve apresentar um tema específico ou particular de uma ciência ou parte dela e em cima deste tema deve ser realizado um estudo pormenorizado e exaustivo, abordando vários ângulos e aspectos, esgotando tudo o que haja e se possa concluir a respeito do tema em questão. Deve possuir um tratamento extenso em profundidade, mas não em alcance.
Sua utilização mais usual é o TCC, que significa trabalho de conclusão de curso e pode ser, eventualmente, chamado trabalho de graduação interdisciplinar ou trabalho final de graduação. Este é um tipo de trabalho acadêmico amplamente utilizado no ensino superior como forma efetuar uma avaliação final dos graduandos que contemple a diversidade dos aspectos de sua formação universitária, no Brasil.
Porém a monografia não é a única forma admitida para o trabalho de conclusão de curso, é possível, também, que algumas instituições de ensino e determinados cursos, optem pela apresentação de um artigo científico.
Existem vários manuais, principalmente, de instituições de ensino que, além de seguir as regras da ABNT para a elaboração de uma monografia, acrescentam outras a fim de identificar o estilo da instituição.
Por isso, é sempre necessário que o aluno antes de iniciar o seu trabalho verifique se a instituição de ensino a que pertence possui um manual próprio para a elaboração de trabalhos científicos, caso contrário, é só seguir as normas da ABNT, aí não tem erro.

FONTE: posgraduando

quarta-feira, agosto 21

Pesquisadores criam biossensor para detectar pesticida

Princípio básico de sensor biológico para identificar pesticida altamente tóxico em água e alimentos também deu origem a um teste rápido de dengue (IFSC/USP)


Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com colegas da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), criaram um sensor biológico (biossensor) que detecta em minutos, na água, no solo e em alimentos, a presença de um pesticida altamente tóxico que está sendo banido no Brasil, mas que ainda é usado em diversas lavouras no país: o metamidofós.
Desenvolvido no âmbito do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INEO) – um dos INCTs apoiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Estado de São Paulo –, o sensor pode ser adaptado para detecção de outros tipos de pesticidas, afirmam os pesquisadores. O princípio básico do dispositivo também deu origem a um possível novo teste rápido para detecção de infecção pelo vírus da dengue.
“Escolhemos o metamidofós para ser detectado pelo sensor porque, apesar de já ter sido banido em diversos países, há indícios do uso desse pesticida, extremamente tóxico, sobretudo no Estado do Mato Grosso”, disse Nirton Cristi Silva Vieira, pós-doutorando no IFSC (com Bolsa da FAPESP) e um dos orientadores do projeto do biossensor de pesticida e do teste rápido de dengue, à Agência FAPESP.
Vieira conta que o metamidofós é utilizado principalmente em lavouras de soja para matar lagartas e percevejos que atacam a oleaginosa. O pesticida penetra facilmente o solo e os lençóis freáticos e, ao contaminar a água e os alimentos, atua no sistema nervoso central dos seres vivos, inibindo a ação da acetilcolinesterase – enzima que promove as ligações (sinapses) dos neurônios.
Nos humanos, além de ser prejudicial para as funções neurológicas, o metamidofós também pode causar danos nos sistemas imunológico, reprodutor e endócrino e levar à morte.
Em conjunto com Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, professor do IFSC e orientador de sua pesquisa de doutorado, Vieira orientou Izabela Gutierrez de Arruda, durante o seu mestrado na UFMT, a desenvolver um teste rápido e portátil para detectar a presença de metamidofós utilizando a própria enzima acetilcolinesterase.
Para isso, os pesquisadores desenvolveram um sensor de pH, que mede prótons (íons H+), constituído por uma lâmina de vidro – composta por camadas de óxido de silício em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) –, na qual a acetilcolinesterase é imobilizada, mantendo alta atividade.
Ao colocar o sensor em uma solução – como extrato de soja ou de tomate – contendo pequenas concentrações de metamidofós –, a atividade da acetilcolinesterase é inibida e a enzima produz menos prótons do que produziria se não estivesse na presença do pesticida.
Essa diferença da quantidade de prótons produzidos pela enzima presente no sensor, quando exposta a diferentes concentrações do pesticida, é medida por meio de um pequeno aparelho, também desenvolvido pelos pesquisadores, no qual a película sensora é introduzida.
Semelhante a um medidor de glicose utilizado por diabéticos, o aparelho indica o nível de atividade da enzima e, consequentemente, o índice de contaminação por metamidofós da amostra analisada, com base em padrões de tensão medidos pelos pesquisadores com diferentes concentrações de acetilcolina – substância que atua como neurotransmissor e com a qual o pesticida se assemelha muito.
“À medida que introduzimos o sensor em soluções com diferentes concentrações de pesticida, a atividade da acetilcolinesterase (medida em termos de diferença de potencial) variava e conseguimos quantificá-la”, explicou Vieira.
Outras aplicações
De acordo com Vieira, o sensor pode ser adaptado para detectar outras categorias de pesticidas das classes dos carbamatos e dos organofosforados – à qual pertence o metamidofós –, que também inibem a ação da acetilcolinesterase.
Para isso, no entanto, seria preciso medir a atividade da enzima em diferentes concentrações de cada pesticida especificamente, de modo que o sinal de um não mascare o do outro.
“O padrão de sinal elétrico em outras categorias de pesticidas pode variar, porque o mecanismo de inibição da ação da acetilcolinesterase para cada um deles é diferente. Por isso, seria preciso recalibrar o sensor para também poder detectá-los”, disse Vieira.
Segundo o pesquisador, o biossensor já despertou o interesse de fabricação e comercialização de uma empresa de biotecnologia de Minas Gerais. O custo estimado do aparelho – incluindo o sensor e o medidor – deverá ser entre R$ 100 e R$ 200 a unidade.
O componente que mais encarece o produto hoje, segundo os pesquisadores, é a acetilcolinesterase. Para tentar substituí-la, eles iniciarão nos próximos meses um processo com o intuito de tentar obter de frutas – como o abacate e a banana – um outro tipo de enzima com propriedades semelhantes às da acetilcolinesterase.
“Compramos hoje a enzima purificada, que é bem cara. A ideia é obter de frutas o extrato bruto de uma enzima com atividade semelhante à da acetilcolinesterase para ser utilizada em medições de concentrações de pesticidas”, disse Vieira.
Atualmente, de acordo com os pesquisadores, as análises de contaminação por pesticidas no Estado de Mato Grosso são enviadas para São Paulo ou Rio de Janeiro e levam dias para serem processadas.
Por meio do biossensor, será possível diminuir o custo e tempo de obtenção dos resultados para poucos minutos, ressaltam os pesquisadores. “Para analisar amostra de solo contaminado, por exemplo, basta misturá-lo com água para decantar a terra, deixar o sensor imerso por 15 minutos na solução contendo o pesticida dissolvido e colocá-lo no medidor para obter o índice de contaminação”, exemplificou Vieira.
A ideia do desenvolvimento do sensor – surgida durante um encontro entre os pesquisadores do IFSC com colegas da UFMT no INEO – resultou na primeira patente depositada pela universidade mato-grossense nos 40 anos de existência da instituição.
“Em uma das reuniões anuais do INEO entramos em contato com um grupo pesquisadores da UFMT que tinha a ideia de desenvolver um sensor de pesticida pelo fato de Mato Grosso ser o Estado que mais produz grãos no país atualmente e se usar muito metamidofós nas lavouras”, contou Guimarães.
“Na época, Vieira estava pesquisando exatamente sobre biossensores e decidimos iniciar uma colaboração com o grupo da UFMT – liderado pelo professor Romildo Jerônimo Ramos – para desenvolver esse biossensor de pesticida”, disse.
Detecção da dengue
Em seu atual pós-doutorado, Vieira pretende desenvolver biossensores que, em vez de enzimas, como a usada no biossensor de metamidofós, utilizem anticorpos para detecção de proteínas marcadoras de contaminação pelo vírus da dengue e de início de infarto agudo do miocárdio.
Em parceria com uma empresa brasileira de biotecnologia, Vieira desenvolveu – com a estudante de mestrado no IFSC Alessandra Figueiredo e o professor Guimarães – um sistema que detecta a proteína NS1 secretada pelo vírus da dengue nos primeiros dias de infecção. “Essa proteína marca a presença do vírus da dengue e, consequentemente, o início da infecção”, disse.
De acordo com ele, a maioria dos sensores existentes hoje voltados a detectar a infecção pelo vírus da dengue faz isso de forma indireta, por meio de um anticorpo imobilizado que se liga à proteína NS1 e necessita de um anticorpo secundário, geralmente marcado com outras moléculas.
Com base no mesmo princípio do biossensor para detecção de metamidofós, os pesquisadores desenvolveram um sensor que promete detectar de forma direta e com maior precisão a proteína NS1. “O sensor para detecção de infecção da dengue está em processo de patenteamento. Nós ainda não chegamos a um produto final”, disse Vieira. 


FONTE: FAPESP
 

Professor da USP cria curso de escrita científica gratuito e online

As oito videoaulas estão focadas em como 
estruturar o texto e dominar a linguagem 
do gênero utilizando o inglês 

Publicar o próprio trabalho é uma condição básica para quem deseja seguir a carreira acadêmica. No entanto, na hora de colocar as ideias no papel, começam as dificuldades: domínio na língua inglesa, estruturação do texto, clareza e concisão na escolha das palavras. 

Na última década, o professor Valtencir Zucolotto, coordenador do Laboratório de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP), vinha oferecendo disciplinas e cursos presenciais de escrita científica para auxiliar pesquisadores a publicarem textos melhores e à altura de seu trabalho. 

No entanto, mais recentemente o professor Zucolotto detectou um grande aumento da demanda por esse tipo de aula e, para conseguir mais capilaridade, decidiu gravar o curso em videoaulas e postar os vídeos e o material na internet gratuitamente. Segundo ele, o curso Escrita científica vem para ajudar a suprir uma enorme carência brasileira de treinamento nessa área. “Seja nos cursos de pós-graduação, seja depois de formados como doutores, a produção científica sempre é requerida, mas o processo de escrita em si nunca é abordado”, aponta o especialista. Isso gerou uma demanda por materiais que ajudem a estruturar bons artigos científicos e a resolver problemas de linguagem com a língua inglesa, fundamental para quem faz parte do meio acadêmico. 

Foco no inglês

Zucolotto decidiu focar o curso na produção de artigos em inglês, tendo em vista que a escrita científica, especialmente nas áreas de exatas e biomédicas, é toda feita nesse idioma. “Também temos que levar em conta as que boas revistas brasileiras de pesquisa estão em processo de internacionalização, então dominar o inglês é uma questão de sobrevivência”, observa. Segundo o professor, ainda que o pesquisador seja fluente na língua, muitas vezes tem dificuldade para estruturar sentenças e parágrafos, ser preciso na escolha das palavras e não ser redundante. 

O curso 

O objetivo do curso não é apenas produzir bons textos científicos, mas fazer com que eles sejam de alto impacto. “Um artigo de alto impacto é aquele cuja novidade científica fica clara para o leitor. 

O avanço científico é descrito de maneira muito rápida, concisa, precisa e clara”, explica. Ainda que o design do material seja pouco moderno e dinâmico, as videoaulas são recheadas de dicas úteis e práticas para os pesquisadores. São oito vídeos com uma média de 30 minutos, que tratam dos seguintes temas: o gênero literário (texto científico), a estrutura, títulos, autores, abstract, introdução, resultados, discussão e conclusões, estilo e, principalmente, linguagem – esse assunto ocupa quatro aulas. No ar desde maio deste ano, a primeira aula do curso já teve mais de 17 mil acessos em apenas três meses, um número dificilmente alcançável com aulas presenciais. Futuramente, o professor Zucolotto planeja criar avaliação para as aulas, além de lançar um livro com todas as informações do curso organizadas. 


FONTE: guiasdeeducacao

Planeta esgota hoje sua cota natural de recursos para 2013

Se a humanidade se comprometesse a consumir a cada ano só os recursos naturais que pudessem ser repostos pelo planeta no mesmo período, em 2013 teríamos de fechar a Terra para balanço hoje, 20 de agosto. Essa é a estimativa da Global Footprint Network, ONG de pesquisa que há dez anos calcula o "Dia da Sobrecarga".

Neste ano, o esgotamento ocorreu mais cedo do que em 2012 --22 de agosto--, e a piora tem sido persistente. "A cada ano, temos o Dia da Sobrecarga antecipado em dois ou três dias", diz Juan Carlos Morales, diretor regional da entidade na América Latina.

Para facilitar o entendimento da situação, a Global Footprint Network continua promovendo o uso do conceito de "pegada ambiental", uma medida objetiva do impacto do consumo humano sobre recursos naturais.

No Dia da Sobrecarga, porém, expressa-o de outra maneira: para sustentar o atual padrão médio de consumo da humanidade, a Terra precisaria ter 50% mais recursos.

Editoria de Arte/Folhapress
Sobrecarga global
Sobrecarga global
Para fazer a conta, a ONG usa dados da ONU, da Agência Internacional de Energia, da OMC (Organização Mundial do Comércio) e busca detalhes em dados dos governos dos próprios países.

O número leva em conta o consumo global, a eficiência de produção de bens, o tamanho da população e a capacidade da natureza de prover recursos e biodegradar/reciclar resíduos. Isso é traduzido em unidades de "hectares globais", que representam tanto áreas cultiváveis quanto reservas de manancial e até recursos pesqueiros disponíveis em águas internacionais.

A emissão de gases de efeito estufa também entra na conta, e países ganham mais pontos por preservar florestas que retêm carbono.

Apesar de ter começado a calcular o Dia da Sobrecarga há uma década, a Global Footprint compila dados que remontam a 1961. 

Desde aquele ano, a sobrecarga ambiental dobrou no planeta, e a projeção atual é de que precisemos de duas Terras para sustentar a humanidade antes de 2050. 

A mensagem é que esse padrão de desenvolvimento não tem como se sustentar por muito tempo.

"O problema hoje não é só proteger o ambiente, mas também a economia pois os países têm ficado mais dependentes de importação, o que faz o preço das commodities disparar", diz Morales. "Isso ocorre porque os serviços ambientais [benefícios que tiramos dos ecossistemas] já não são suficientes".

BRASIL "CREDOR"

No panorama traçado pela Global Footprint Network, o Brasil aparece ainda como um "credor" ambiental, oferecendo ao mundo mais recursos naturais do que consome. Isso se deve em grande parte à Amazônia, que retém muito carbono nas árvores, e a uma grande oferta ainda de terras agricultáveis não desgastadas.

Mas, segundo a ONG WWF-Brasil, que faz o cálculo da pegada ambiental do país, nossa margem de manobra está diminuindo (veja quadro à dir.), e exibe grandes desigualdades regionais. "Na cidade de São Paulo, usamos mais de duas vezes e meia a área correspondente a tudo o que consumimos", diz Maria Cecília Wey de Brito, da WWF. O número é similar ao da China, um dos maiores "devedores" ambientais.


FONTE: folha.uol