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segunda-feira, agosto 17

Veja como vão funcionar as novas regras para o seguro-desemprego

Na opinião do especialista Wagner Luiz Verquietini, as regras atuais poderão diminuir a rotatividade de pessoal, contribuindo para uma melhor qualificação profissional e consequente melhoria na produtividade e resultados das empresas





As novas normas para o seguro-desemprego entrarão em vigor no início do próximo mês. Dentre as mudanças estão as que envolvem os prazos de carência para a concessão do benefício e o número de parcelas que serão recebidas pelo trabalhador.


Na opinião do especialista em Direito do Trabalho do Bonilha Advogados, Wagner Luiz Verquietini, as regras atuais poderão diminuir a rotatividade de pessoal, contribuindo para uma melhor qualificação profissional e consequente melhoria na produtividade e resultados das empresas. “Por outro lado, prejudica os trabalhadores que terão um período maior de carência para a obtenção do benefício”, ressalta.



“Pela nova regra, a primeira solicitação do benefício só poderá ser feita pelo trabalhador caso nos últimos 24 meses ele tenha trabalhado por, no mínimo, 18 meses. Na segunda solicitação ele terá que ter um tempo mínimo de carência de 12 meses de vínculo empregatício”, explica o especialista.



Ele acrescenta que da terceira solicitação em diante continuam valendo as regras anteriores, ou seja, prova de trabalho por um período de 6 meses nos últimos 16 meses.

Com relação ao número de parcelas, Alexandre Bonilha, do mesmo escritório, esclarece que, na primeira solicitação o trabalhador terá direito a até quatro parcelas, desde que tenha trabalhado entre 18 e 23 meses nos 36 meses anteriores, ou cinco parcelas, desde que tenha trabalhado a partir de 24 meses nos 36 meses anteriores. Na segunda solicitação, ele poderá receber até quatro parcelas, desde que tenha trabalhado entre 12 e 24 meses nos 36 meses anteriores.



“Por fim, a partir da terceira solicitação do benefício, continua valendo a regra anterior. Ou seja, o recebimento de até três parcelas para quem trabalhou entre seis e 11 meses nos 36 meses anteriores”, afirma.



Para os advogados, a antiga regra era mais favorável ao beneficiário. Porém, ela trouxe algumas distorções com profundos reflexos nas contas do FAT que, somente em 2014, pagou seguro desemprego para 8 milhões de trabalhadores.



“Antes das mudanças entrarem em vigor, bastava que o trabalhador se fixasse na empresa por um período mínimo de seis meses para ter direito a três parcelas do benefício previdenciário”, finalizam Wagner Verquietini e Alexandre Bonilha.




FONTE: administradores

Os temas em alta nos tempos de crise

Saúde, talentos e diversidade são alguns dos 

principais assuntos do CONARH



É recente, mas muita gente já está sentindo saudades do tempo em que o Brasil do Pré-Sal e da Copa do Mundo era considerado a “bola da vez”, uma potência emergente em meio à crise econômica mundial. A aposta no crescimento era alta e, para dar conta do recado, as empresas aceleraram contratações, investiram em políticas sofisticadas de atração e retenção de talentos e intensificaram programas de qualificação profissional. Mas (sempre tem um “mas”) alguns obstáculos de percurso desviaram o país da rota. Alguns poucos anos e sete gols depois, o desafio é sobreviver ante uma economia enfraquecida, alta da inflação e do dólar e crise de confiança decorrente de casos como os do empresário Eike Batista e da Petrobras.

Hoje, empresas distintas em tamanho e segmento de atuação veem-se mais uma vez diante da necessidade de apertar o cinto. Como fazer isso sem abrir mão de iniciativas e talentos que favorecem a competitividade do negócio?

“O mundo corporativo exige urgência dos resultados e reações imediatas às situações. A gestão de pessoas apresenta uma oportunidade de combinar a esse cenário a dose certa de sensibilidade, observação e criatividade, para pensar e repensar velhos hábitos, de maneira a inspirar as pessoas a entregarem o melhor de seu profissionalismo”, avalia Leyla Nascimento, presidente da ABRH-Brasil.

É por acreditar nesse caminho que a associação traz para seu grande evento anual, o CONARH ABRH 2015, o tema central A arte da gestão de pessoas – desafios, incertezas e complexidade. A proposta é jogar luzes – com criatividade e pragmatismo – nos assuntos que mais tocam as empresas neste momento.


O melhor de cada um

“Já não era fácil fazer gestão de pessoas em um país que estava crescendo. Mas hoje, tendo de apertar o cinto, há uma mudança de foco. Precisamos criar programas diferenciados, fazer mais com pouco, enfim, ter muita arte e criatividade para dar os passos corretos”, assinala Sandra Gioffi, sócia-diretora de prática de strategy para talent & organization da Accenture para América Latina e uma das integrantes do comitê de criação do congresso.

Como conter custos sem perder o aporte já feito na gestão de pessoas? Como fazer o essencial para a organização sobreviver sem perder programas que sejam carros-chefes de competitividade? Essa é a abordagem da palestra A gestão de pessoas em tempo de crise – Como mudar o foco sem perder o propósito?

Já a palestra Método e arte para desenvolver talentos vai traçar um paralelo entre uma orquestra e uma equipe empresarial. A ideia é mostrar que é possível fazer aflorar o que cada integrante tem de melhor a dar em prol do coletivo, seja esse trabalho feito por um profissional de recursos humanos, um gestor de pessoas ou… um maestro.


Saúde em xeque

Outro assunto em destaque no mundo corporativo são os investimentos na saúde dos profissionais, uma vez que os planos de assistência privada vêm se mostrando um benefício importante para os colaboradores e, ao mesmo tempo, crítico para as organizações. “Principalmente do ponto de vista emocional, as empresas estão adoecendo mais. Em contrapartida – e por conta disso –, há toda uma máquina dos planos de saúde revendo seus contratos”, explica Sandra.

Lilian, da Natura: parceria para atingir melhores resultados
Ao levar especialistas na área para o CONARH, a ABRH objetiva explicitar que a empresa pode ser criativa tanto do ponto de vista da gestão dos contratos como da prevenção de doenças do seu efetivo.

E, para mostrar que não se trata somente de teoria ou discurso, o case A saúde tem cura vai contar como isso se dá na prática e qual é a atuação efetiva de RH na saúde organizacional, seja no aspecto preventivo ou no gerenciamento do binômio custo versus eficiência. Trata-se de um projeto desenvolvido na GE. A médica sanitarista Márcia Agosti, gerente de projetos de saúde da companhia, vai dar o exemplo prático de gestão corporativa da saúde, mostrando como a empresa atuou para evoluir nessa área, desde a criação de programas para os colaboradores até como melhorou a saúde e otimizou os seus custos. 


Pessoas versus finanças

A dicotomia entre as áreas financeira e de recursos humanos não é novidade, mas ganha relevo em tempos bicudos. Se é preciso administrar custos com rédea curta, de outro lado, os investimentos na produtividade e no desenvolvimento do capital humano não podem ser simplesmente cortados. É possível estabelecer uma parceria diferenciada entre essas duas áreas para que, juntas, atuem a favor do negócio e das pessoas.

“Queremos unir o ‘hard’ e o ‘soft’, explorar uma parceria na qual a área de finanças não tenha uma visão só focada em custos, mas também humana, e RH tenha uma visão não só humana, mas também objetiva quanto à adoção de indicadores. Essa combinação pode resultar em uma excelente parceria para atingir melhores resultados”, detalha Lilian Guimarães, vice-presidente de pessoas e cultura da Natura e diretora da ABRH-SP, que também está no comitê de criação do CONARH 2015. Esse é o foco da palestra Financeiro e RH: Como construir parceria em tempos de escassez de recursos (veja mais em Um parceiro chamado RH).

E por falar em finanças, como a remuneração pode impactar a formação e gestão de uma cultura organizacional ou acelerar a produtividade da equipe? O congresso levará ao público o case da Cielo na qual a remuneração é gerenciada como ferramenta para o aumento da performance e criação de um ambiente meritocrático. A apresentação está a cargo de Roberto Dumani, vice-presidente executivo de desenvolvimento organizacional da empresa.


Experiência e diversidade

Outro tema que não pode ficar de fora deste CONARH é a sincronia das empresas com as demandas do momento, porém, sem tirar os olhos do futuro. Nesse sentido, já faz algum tempo que a geração Millennium vem tomando parte da agenda corporativa. Como lidar com as urgências dos mais jovens e criar ambientes para que eles queiram permanecer no emprego são questões ainda debatidas à exaustão. Entretanto, com o aumento da expectativa de vida da população mundial, a tendência é que as pessoas permaneçam por mais tempo ativas.

As empresas estão preparadas para lidar com um público interno composto, em boa parte, por profissionais com 60 anos ou mais? Como será conciliar esses dois mundos e aumentar a participação dos profissionais mais experientes nas empresas? (veja mais em Projeção futura, na pág. 54).

A diversidade em sua amplitude também está contemplada na programação. E nada melhor do que uma experiência prática para ilustrar como compor um público diverso e falar dos resultados que são obtidos com essa iniciativa na palestra O que é e como produzir mais com o diverso.

Intraempreendedorismo, educação como solução para produtividade, ética e transparência, liderança com arte e o diálogo como ferramenta de negociação trabalhista são alguns dos demais temas que complementam a programação.


Um parceiro chamado RH 
A programação do congresso conta com participações de expressão e, em não raras oportunidades, vai derrubar mitos da gestão de pessoas, mostrando como RH pode mudar a realidade da empresa. Um deles é o de que recursos humanos tem em finanças um impeditivo para avançar em suas políticas e estratégias.

Ao contrário do que se prega, essa dobradinha pode dar muito certo a partir de uma gestão eficaz, eficiente e compartilhada de indicadores financeiros alinhados aos indicadores de RH.

E não se trata de teoria. Essa parceria de sucesso será comentada por Fernando Salinas, diretor de RH para a América Latina da Johnson & Johnson Medical, e José Roberto Beraldo, diretor executivo financeiro e de relações com investidores do Grupo Contax. Eles estão juntos na palestra Como construir parceria em tempos de escassez de recursos.

Em outra atividade, um painel vai reunir heads de RH de importantes empresas para um debate sobre liderança. Além de compartilhar suas visões com o público, eles vão contar como têm apoiado seus líderes nas respostas aos desafios que se apresentam em um mundo complexo e, ao mesmo tempo, cheio de oportunidades.

A arte de liderar: para tempos incertos, líderes inquietos é o tema desse encontro, em que estão Alessandra Ginante, vice-presidente de RH da Avon Cosméticos, Luiz Carlos França Duarte, diretor de RH & TI para a América do Sul da Kordsa Global, e Renato Senna, líder da área de RH Internacional da Merck.

Eixos do CONARH 2015 
O evento oferecerá aos congressistas uma programação pautada por três eixos:

> Desafios – abordará práticas e conteúdo de inovação; tendências em estratégias em gestão de pessoas; cenários do futuro e de superação; tecnologia e ciência intervindo no ser humano e o que permanece e o que não cabe mais na área.

> Incertezas – neste eixo, serão compartilhadas situações vividas diante de adversidades: como se preparar no imediato para os cenários que nos esperam; estratégias de reação; RH como condutor deste momento incerto global e Brasil e comunicação organizacional como instrumento de integração e alinhamento.

> Complexidade – nesta grade, serão discutidos ambientes complexos, do coletivo para o pessoal, conflitos e soluções, como trabalhar em cenários adversos, ferramentas de RH como apoio estratégico.

+ Destaques 
Drauzio Varella: atuação do RH na saúde
Confira outros temas relevantes que serão discutidos e seus debatedores

Os emergentes
O português Joe Santos, professor de gestão global no Insead (França), pesquisador e consultor organizacional com ênfase em integração e inovação globais, está na palestra A arte de lidar com o emergente. Joe vai abordar os impactos das economias e dos mercados emergentes nas empresas e como os gestores e profissionais de RH desses países devem atuar diante desse cenário, a fim de fomentar a compreensão dos desafios e contribuir na preparação das pessoas e das organizações para lidar com o “emergente”.

Na saúde e na doença
Um dos mais respeitados médicos do Brasil, Drauzio Varella participa, com Maurício Ceschin, diretor-presidente da Qualicorp e membro do Conselho de Administração do Hospital Sírio-Libanês, de palestra para falar, claro, de saúde e doenças nas organizações. As deficiências do sistema público de saúde no Brasil, a preocupação das empresas com a saúde dos profissionais e a atuação de RH nesse contexto são alguns dos aspectos a serem tratados.

RH de alto impacto
Quem quer ter novos insights e fazer a diferença em Recursos Humanos não pode perder a palestra de Anna Tavis. Russa, de São Petersburgo, ela ocupou posições de gerência em grandes empresas, como Motorola, Nokia, United Technologies e AIG. Hoje, é professora adjunta de gestão e organização da New York University (EUA), consultora organizacional sênior e executive coach.
Anna vai falar sobre o RH de alto impacto, assunto pelo qual transita com destreza: como professora, ela prepara a próxima geração de profissionais globais de RH, influenciando, treinando e desenvolvendo talentos corporativos. Além disso, acumula larga experiência em gerar impacto global e acelerar o desenvolvimento de talentos e a transformação organizacional. Em seus programas de talento, a consultora considera o gerente em nível executivo.
Para completar o currículo, ela também é editora executiva do People and Strategy Journal, publicação da HR People & Strategy (HRPS), uma afiliada da Society for Human Resource Management (SHRM), entidade norte-americana de RH.


Rápidas

> Pedro Passos, um dos fundadores da Natura, se apresenta com o líder empresarial Fabio Barbosa na palestra Os caminhos e soluções das empresas para o momento Brasil. 

> Já Fabio Kapitanovas, vice-presidente de gente e gestão da Ambev, fala de empreendedorismo ao lado de Leila Velez, cofundadora da rede Beleza Natural.

> Técnico da seleção de vôlei masculino e do time feminino Rexona-Ades, Bernardinho vai abrir o congresso com o tema Excelência: conquista e sustentabilidade. Na palestra patrocinada pelo Itaú, ele vai levar sua vivência como esportista e técnico para inspirar as empresas no diálogo transparente e na força da comunicação como fator de engajamento.

FONTE: RevistaMelhor

quarta-feira, agosto 12

As regras de trabalho que mais irritam os funcionários


Ambiente de trabalho rígido pode levar bons profissionais a pedir demissão

O ambiente de trabalho é cheio de regras que precisam ser obedecidas, muitas delas fruto do bom-senso, mas existem determinados padrões que às vezes são desnecessários ou que irritam profundamente os empregados.
Há casos de regras que irritam tanto que acabam fazendo com que funcionários desistam de trabalhar no lugar. A BBC conversou com dois especialistas no assunto para identificar as piores "regras tolas" e para saber como se deve lidar com cada situação.

LIZ RYAN, DA HUMAN WORKPLACE

A executiva americana fundou a consultoria Human Workplace, que estuda o ambiente de trabalho e dá dicas a empresas sobre como tratar os funcionários. Ela elencou algumas políticas que irritam os funcionários a ponto de fazê-los se demitirem:
HORÁRIO DE CHEGADA CONTROLADO. Pessoas que recebem salários não precisam de políticas de horário controlado para chegar no trabalho, argumenta Ryan. Grande parte dos chefes faz cara feia para quem chega dez minutos atrasado, mas ignora que os seus funcionários estão ficando uma hora a mais no fim do expediente.
REGRAS SOBRE ROUPAS. "Nós costumamos criar políticas sobre roupas a serem usadas porque como chefes morremos de medo de ter que falar cara a cara com alguém sobre a roupa excessivamente informal que usam para trabalhar", diz ela. "Mas somos administradores e essas situações pouco confortáveis são parte da nossa função. É melhor se livrar de regras escritas sobre roupas e simplesmente falar diretamente que os funcionários precisam se vestir profissionalmente."
CURVA FORÇADA DE DESEMPENHO. Uma tática usada por muitos chefes é de classificar o desempenho em um gráfico cujo formato se assemelha a um sino. Na ponta da esquerda estão os poucos funcionários com pior desempenho; na ponta da direita, os poucos com ótimo desempenho; e no meio está a grande maioria que está "na média". O objetivo da tática é estimular a competição. Mas Ryan diz que esse tipo de classificação só desmoraliza os chefes, pois dá a entender que eles não sabem contratar direito.
APROVAÇÃO NECESSÁRIA. É de se entender que grandes orçamentos sempre precisem passar pelo crivo de alguém com mais competência na empresa. "Mas será que é preciso conseguir aprovação do chefe só para trocar o crachá defeituoso? Mais burocracia só reduz o ritmo da empresa", diz Ryan.
POLÍTICA DE MILHAGEM DE VOOS. Viagem a trabalho é sempre um ônus para o funcionário, que precisa deixar sua vida pessoal de lado. Ryan acredita que os pontos acumulados em programas de milhagem de companhias aéreas devem ser dadas ao funcionário, e não à empresa. "Qualquer empresa sovina o suficiente para roubar de seu funcionário as suas milhas não é um empregador que está disposto a investir em você."

JOHN NEARY, DA CARITE

O executivo da empresa de concessionárias americana de carros CARite, John Neary, tem experiência administrando gerentes e funcionários. Ele dá três dicas para evitar que os empregados se sintam oprimidos por regras desnecessárias.
"ESTOU CONTRIBUINDO." As pessoas precisam sempre estar cientes de qual é a missão da empresa, e de preferência elas devem concordar e se inspirar com essa missão. "Quando elas entendem claramente qual é o seu papel em cumprir essa missão, elas reagem de forma positiva", diz Neary.
"ESTOU CRESCENDO." Quando as pessoas em vários níveis têm oportunidades de subir na carreira, seja com treinamentos ou tentando coisas novas, elas reagem de forma positiva. Neary também recomenda que chefes permitam que seus funcionários cometam pequenos erros, para poderem ter a sensação de que estão aprendendo.
"ESTOU CONECTADO." "A confiança mútua entre empregador e empregado é importante", escreve Neary. "As pessoas se sentem mais felizes se acreditam que são parte de uma família coesa e confiável."


FONTE: BBC

segunda-feira, agosto 10

O poder do planejamento positivo

Precisamos de um foco negativo para sobreviver, mas de um positivo para prosperar




Se tudo funcionar perfeitamente na sua vida, o que você estará fazendo daqui a dez anos?
Essa pergunta nos convida a considerar o que realmente importa para nós, e como isso pode guiar nossas vidas. Seguir esse exercício simples encoraja a abertura para novas possibilidades.
“Falar sobre seus objetivos positivos ativa centros no cérebro que tornam as pessoas suscetíveis a novas possibilidades. Mas se mudar o tom da conversa para o que você deveria fazer para se consertar, isso fecha você”, diz Richard Boyatzis, psicólogo na Escola de Gestão da Weatherhead da Universidade Case Western Reserve.
Sua pesquisa explorou esses efeitos contrastantes no coaching. Boyatzis e seus colegas escanearam os cérebros de estudantes universitários enquanto eles eram entrevistados. Para alguns, a entrevista focou em pontos positivos: o que eles amariam fazer em dez anos e o que eles esperavam ganhar dos seus anos na Universidade. Os scanners cerebrais revelaram que durante as entrevistas focadas em pontos positivos havia uma maior atividade nos circuitos de recompensa do cérebro e áreas que trazem sensação de bem-estar e memórias felizes. Pense nisso como uma assinatura neural da abertura que sentimos quando estamos inspirados por uma visão.
Para outros, o foco foi mais negativo: o quão exigentes eles consideram seus horários e tarefas, dificuldades em fazer amigos e receios acerca da sua performance. À medida em que os estudantes enfrentavam questões mais negativas, seus cérebros ativaram áreas que geravam ansiedade, conflito mental e tristeza.
Focar nos pontos fortes, argumenta Boyatzis, nos conduz em direção a um futuro desejado e estimula a abertura a novas ideias, pessoas e planos. Em contraste, a ênfase nas fraquezas provoca um senso defensivo de obrigação e culpa, tornando-nos fechados.
Um olhar positivo mantém a alegria em praticar e aprender — a razão pela qual atletas e músicos experientes continuam exercendo seu ofício. “Precisamos de um foco negativo para sobreviver, mas de um positivo para prosperar”, afirma Boyatzis.
Boyatzis explica que essa positividade também se aplica ao coaching — seja por um professor, pai, chefe ou coach executivo. Um diálogo que começa com as esperanças de uma pessoa pode resultar em uma alegre troca, uma que apoia aquela visão. Tal diálogo pode extrair alguns objetivos concretos da visão geral, estimar o que é necessário para atingir esses objetivos e determinar que capacidades necessitam ser melhoradas para chegar lá.
Para entender quão bem esse processo funciona, Boyatzis faz avaliações sistemáticas daqueles que passam pelo seu curso. Colegas de trabalho anonimamente classificam os estudantes em comportamentos específicos que demonstram uma ou mais das competências de inteligência emocional típicas de pessoas com alto desempenho (por exemplo: “compreende os outros ouvindo ativamente”). Então Boyatzis rastreia os estudantes anos depois, e eles são novamente classificados pelos seus atuais colegas.
“No momento, temos prontos 26 estudos longitudinais separados”, disse-me Boyatzis. “Descobrimos que as melhorias que os estudantes promovem na primeira rodada duram até sete anos depois”.

Leituras adicionais

Essa aula magna ministrada por Richard Boyatzis (co-autor de Primal Leadership e diretor de desenvolvimento organizacional na Escola de Gestão da Weatherhead School) oferece as ferramentas para que você se torne o líder que deseja ser — incluindo exercícios para reavaliar técnicas efetivas e mensuráveis.

O vídeo, dividido em uma coleção com oito partes, inclui mais de oito horas de resultados de pesquisas, estudos de caso e experiência industrial através de entrevistas em profundidade com respeitados líderes em gestão executiva, pesquisa organizacional, psicologia no local de trabalho, negociação e contratação de profissionais de alto nível. Licenciamento corporativo e educacional disponível.

Uma compilação de meus artigos na Harvard Business Review e escritos de outras revistas de negócios em um só volume. Esse material, efetivo e frequentemente citado, se tornou leitura essencial para líderes, coaches e educadores comprometidos em fomentar gestão de grandes resultados, aumentando a performance e conduzindo a inovação.

‘Focus’ desvela a ciência da atenção em todas as suas variedades — apresentando um olhar sem precedentes a esse ativo já demasiadamente estudado e subestimado, e por que ele é tão importante para a maneira como nos sentimos e temos sucesso na vida.


Texto publicado originalmente no perfil do autor no LinkedIn e cedido gentilmente ao Administradores.com


FONTE: administradores

segunda-feira, junho 29

Empreendedorismo nas Universidades: vontade é grande, mas sonho é pequeno

Pesquisa indica que quase 6 em cada 10 universitários pensam em empreender, mas poucos pensam em inovar e ter muitos funcionários


Romero, assim como a maioria dos universitários, também queria empreender já na época da faculdade: “Desde o primeiro dia (da faculdade), eu comecei a encontrar pessoas que dividiam essa paixão comigo”. Ele então começou um negócio junto com seus colegas de turma, Rodrigo e Ronaldo. Depois de quatro tentativas malsucedidas, o trio começou a colher resultados de uma nova empreitada, que tinha foco no mercado de e-commerce, ainda pequeno no ano de 1998.
Depois de 5 anos de muito suor e desafios, a empresa, que tinha começado com apenas três pessoas, já contava com cerca de 120 funcionários. O Buscapé, empresa fundada por Romero Rodrigues e seus dois colegas de faculdade, hoje conta com 1,7 mil funcionários em todos os seus sites e é o líder global em comparação de preços.
Apesar da maioria dos universitários brasileiros ter a vontade de empreender como a de Romero, poucos deles estão pensando em ter empresas que cresçam rápido em poucos anos, como o Buscapé. Entre os 58% dos universitários entrevistados que indicaram pensar em empreender no futuro, apenas 11% esperam que suas empresas tenham mais de 25 funcionários cinco anos após a abertura. Mesmo entre outros 11% dos pesquisados, que já são empreendedores, o sonho de ter um negócio que cresça rápido também está longe de ser uma unanimidade: apenas 17,4% esperam alcançar esse resultado.
Esses e outros números fazem parte da pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras, feita pela Endeavor e pelo Sebrae. Os resultados do estudo foram divididos em quatro relatórios, que podem ser acessados gratuitamente aqui. Em sua terceira edição, mais de 5 mil alunos e mais de 600 professores de todo o Brasil participaram da pesquisa, que contém resultados quantitativos e qualitativos.
A pesquisa também aponta que alunos que consideram suas ideias de negócio mais inovadoras têm expectativa de criar empresas maiores, se comparados com a média da pesquisa. Entre os empreendedores que não consideram suas empresas inovadoras, 21,4% acreditam que sua empresa terá mais de 10 funcionários em 5 anos, número que atinge 47,6% entre aqueles que acreditam que inovam.
Muito sonho e pouca preparação
O fato da maioria dos universitários não sonhar com grandes negócios não é o único resultado que deixa a desejar. A maioria dos alunos pesquisados também não se prepara para empreender. Apenas 14,1% dos pesquisados indicam que gastam tempo aprendendo a iniciar um novo negócio. Mesmo entre os alunos que “pensam muito em empreender”, apenas 22,6% disseram ter a mesma dedicação para começar a empreender.
Essa falta de prática para empreender também pode ter impacto nos resultados sobre a confiança dos alunos para realizarem atividades típicas de um empreendedor, como contratar, gerir as finanças ou definir uma estratégia para um novo produto. Entre os alunos que apontam baixa dedicação para empreender, apenas 20% se sentem muito confiantes para abrir um negócio. Entre os que dizem se dedicar, esse número dobra: cerca de 40% se sentem muito confiantes. “Se tivermos mais universidades e professores que estimulem seus alunos a inovar, a se preparar e a sonhar grande, com certeza o Brasil poderá ter no futuro muito mais grandes histórias como a do Romero”, afirma Pamella Gonçalves, Gerente de Pesquisa da Endeavor.




Artigo publicado originalmente no site da Endeavor Brasil e cedido gentilmente ao Administradores.com

Como causar uma boa impressão na entrevista de emprego

Boas qualificações profissionais não são a única forma de impressionar recrutadores nos processos seletivos. Demonstrar interesse na empresa e autocrítica na medida certa podem garantir pontos extras na 

entrevista de emprego

Entrevista de emprego
A entrevista pode ser a última etapa de um disputado processo seletivo (Getty Images)
Estar bem preparado é o primeiro passo para controlar a ansiedade e o nervosismo do candidato às vésperas de uma entrevista de emprego. Afinal, esta etapa da seleção pode ser o último obstáculo antes de o profissional alcançar um salário maior, dar um salto na carreira ou concretizar um sonho. "O candidato tem entre uma hora e uma hora e meia, que é o tempo médio de uma entrevista de emprego, para convencer o selecionador de que é o profissional mais capacitado para o cargo", diz Mariana Schwarz, gerente de marketing da consultoria Hays.
Veja cinco dicas dos especialistas em recrutamento e seleção para impressionar bem na entrevista de emprego: 
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Banque o detetive


Os especialistas são unânimes: dados financeiros, histórico da empresa, posição no mercado e número de funcionários são informações que se devem ter na ponta da língua na véspera de uma entrevista, independente do cargo, do nível e da área de atuação. Vale captar informações no site da empresa, na imprensa e nas redes sociais. Além de se sair bem ao ser questionado sobre a companhia, o candidato bem preparado não formula perguntas ingênuas, que revelam falta de conhecimento e interesse na empresa






Fontes: empresas de recrutamento e seleção Michael Page, Robert Half, Hays e ManpowerGroup Brasil

terça-feira, junho 23

Será que funciona? Equipe bem treinada + diálogo = missão cumprida com sucesso

Equipe bem treinada + diálogo = missão cumprida com sucesso



Imagine a seguinte situação: você lidera uma equipe ou recebe uma missão muito importante. A tarefa exige uma dedicação adicional e não será possível atingir o alvo sem a ajuda de seus colegas de trabalho. Mas, ao mesmo tempo, você precisa participar de outro evento e se ausentar do escritório. Aí vem aquela terrível indagação: “Será que tudo vai caminhar bem durante o período em que eu estiver fora?”
Aposto que alguma vez na vida você já teve essa atitude, não é mesmo? Conversando com um amigo ouvi um comparativo muito interessante sobre esse cenário: síndrome da ausência. É quando você precisa delegar funções mas não confia o bastante ou fica com a pulga atrás da orelha sobre cada processo a ser executado sem a sua vigilância.
Concordo que o navio desbrava os mares sob a liderança do capitão mas em certos momentos os marinheiros recebem autonomia para assumir algumas tarefas. Essa ação faz parte, inclusive, da formação de novos e futuros líderes.
Se você não confia o bastante precisa pensar a respeito: ou a equipe não está bem treinada ou o ato de delegar funções precisa ser revisto. Ninguém consegue “equilibrar todos os pratos” ao mesmo tempo. Mesmo que insista algum irá cair mais cedo ou mais tarde.
O relato de hoje não abrange apenas o ambiente de trabalho. Pode acontecer dentro de casa, na universidade ou até mesmo em atividades de entretenimento. O escritor Stephen R. Covey em seu livro O Líder em Mim diz que “toda cultura tende a desenvolver um conjunto de tradições.” Sei que não é fácil quebrar rotinas mas pode ser que seja necessário, principalmente para sua saúde emocional.
Pense nisso: equipe bem treinada + diálogo = missão cumprida com sucesso!


FONTE: administradores

segunda-feira, junho 22

‘Mindfulness': a atenção plena é ideal para combater as distrações

Ser plenamente consciente do que está ocorrendo aqui e agora é um desafio na era digital



Mal acabo de começar a escrever este artigo quando meu computador me avisa que tenho três e-mails novos na minha caixa de entrada. Além disso, recebi duas ligações e várias mensagens. Então aproveitei e entrei no site do jornal As para ver se havia acontecido algo de relevante no mundo do esporte. Meia hora se passou e ainda não escrevi uma só linha.

A falta de concentração é contínua, o bombardeio não para. Meu único consolo, se podemos chamar assim, é que não acontece apenas comigo, mas é o sinal dos tempos digitais. Segundo as estatísticas, passamos cerca de onze minutos no máximo concentrados em uma atividade antes que alguém nos interrompa. E, se ninguém faz isso, somos nós mesmos que nos desconectamos. Se isso fosse pouco, cada momento de falta de concentração faz com que se leve entre dez e 20 minutos para recomeçar a atividade. Não estamos acostumados a estar situados no presente. Nosso corpo está, mas nossa cabeça não. Nos acostumamos com a distração, a atenção parcial, algo parecido a uma praga universal da síndrome de déficit de atenção. Temos tanta vontade em estarmos conectados que nos esquecemos de primeiro conectar com nós mesmos. E isso produz estresse, ansiedade, sensação de opressão, de estar sempre atrasado, de não ter tempo para nada.

Assim, não é de se estranhar que o conceito de mindfulness tenha surgido com tanta força. Essa prática de origem budista conta com mais de 2.500 anos, no entanto só passou a ser difundida no Ocidente há cerca de 30 anos para tratar problemas associados ao estresse e à dor crônica. Hoje, a aplicação desse conceito se estende a quase todos os campos, como por exemplo nas salas de aula. É normal ver as universidades oferecendo aos seus alunos oficinas de atenção plena, conscientes de que na maioria dos casos a distância que separa o sucesso do fracasso não tem a ver com o talento natural, mas com a capacidade de nos concentrarmos, que permite reter conceitos, relacioná-los, entendê-los e incorporá-los em nossas estruturas de pensamento. É porque, por mais que uma pessoa seja intelectualmente capacitada, sem atenção a reprovação é quase certa. É preciso entender que o cérebro não é multitarefa. Apenas podemos nos concentrar em uma coisa de cada vez e, se não fazemos isso, se tentamos estar em vários lugares ao mesmo tempo, não conseguimos um resultado satisfatório como aqueles que com igual ou menor capacidade que a nossa conseguem, colocando o foco de toda sua atenção na atividade concreta que estão desenvolvendo.

"A atenção é um músculo que deve ser treinado
As pesquisas científicas demonstraram o que os budistas já sabiam há mais de dois mil anos, quer dizer, que um estado de atenção consciente ajuda não apenas na redução do estresse ou da ansiedade, mas também a ser mais criativos, em poder julgar e avaliar as situações com maior clareza, aumentar a resistência emocional e desfrutar mais do que estamos fazendo.

Como tantas outras capacidades do ser humano, a atenção também pode ser treinada. Porque é um músculo que quando se utiliza é fortalecido e, quando não, atrofia. Os resultados, logicamente, são progressivos e podemos, pouco a pouco, ir conseguindo maiores cotas de atenção. Além disso, se vamos enfrentar atividades que exigem maior concentração, como por exemplo uma época de provas, treinar alguns minutos vai nos preparar para expandir os limites de nossa atenção, minimizar os efeitos das distrações, próprias e alheias, e desfrutar do momento. Assim vamos criar agora nossa própria academia de mindfulness. Para isso precisamos reservar entre cinco e 20 minutos por dia de treinamento e fazer estes três exercícios que podem ser repetidos à vontade e, inclusive, introduzir todas aquelas variações que nos venham à cabeça. O importante é praticar.

Para saber mais


Ilustración de Anna Parini


LIVROS

‘Focus’
Daniel Goleman (Kairos)
Neste livro encontrassem-se as chaves
de como aumentar a capacidade de atenção
para conseguir a excelência.


‘Colore mandalas’
Susanne F. Fincher (EDAF)
Com ele poderemos colorir 48
mandalas inspirados nas
formas da natureza.



A uva passa. Este é um dos exercícios mais utilizados nas oficinas de mindfulness em todo o mundo. É tão simples como revelador. Trata-se de pegar uma uva passa. Sim, uma simples uva passa. Mas não a comemos, não por enquanto.

Primeiro, observa-se a passa com detalhe e é preciso se concentrar e se dar conta do amplo leque de cores e tonalidades, de como a luz incide em suas dobras, em sua textura rugosa. Suas formas irregulares aos nossos olhos. A ideia é captar tudo o que possa ser visto. Depois, é preciso fechar os olhos e tocar a uva passa. Mas com carinho. Fazer com que ela dance entre os dedos para sentir sua textura e o nosso tato, de como sua pele se mescla com a nossa.

Depois, ainda com os olhos fechados, colocamos a passa na boca. Não a mordemos, mas a acariciamos com os dentes primeiro, para depois notar que cai em nossa língua, acomodando-a. Agora a exploramos com a língua, da mesma maneira que fizemos com os dedos. Lentamente. Sem pressa. Desfrutando de tudo o que uma simples e insignificante uva passa possa nos oferecer. No final, agora sim, a mordemos. E somos conscientes de uma explosão magnífica produzida em nossos sentidos.

Percebemos seu sabor, como se funde e confunde com o nosso, com a saliva, com o gosto. Tratamos de encher toda a boca com essa mescla, chegando a todos os cantos. Apenas então engolimos a uva passa e notamos como cai pela garganta, como abandona a boca e se integra em nosso interior. Um vez finalizado o exercício, esperaremos alguns segundos para abrir os olhos e comemorar que desfrutamos de uma uva passa, talvez pela primeira vez na vida, em vez de engoli-la. Exploramos todas as possibilidades que tinha para nos oferecer. Isso é o que ocorre com o presente, que se o engolimos com a pressa e a falta de atenção, não deixamos que nos dê tudo o que tem para oferecer.

Pintar e colorir. Não é a primeira vez que nesse espaço se comenta a importância de recuperar certas atitudes e atividades infantis em benefício do desenvolvimento pessoal. Sem dúvida, este é um dos casos mais chamativos. E, ultimamente, se insiste muito, em muitos âmbitos, nos benefícios de pintar e colorir, que todos já praticamos, para a obtenção do estado de atenção plena. Apenas são necessárias algumas folhas brancas e pretas, pegar dois lápis de cor e começar a pintar. Com atenção. Abstraídos. Concentrados. Da mesma maneira de quando éramos crianças.

Um estado de atenção consciente ajuda não apenas na redução do estresse ou da ansiedade, mas também a ser mais criativo
Tentar não custa nada, na Internet podemos encontrar uma infinidade de modelos para pintar de todo tipo, especialmente mandalas, que são as representações do macrocosmos e do microcosmos usadas no budismo e no hinduísmo. Essa atividade, tão simples, reduzirá nosso ruído interior, nos permitirá treinar a arte de focarmos em apenas uma atividade, nos conectaremos com nossa parte criativa e estimularemos a psicomotricidade. Carl Jung, o grande psiquiatra suíço, não duvidava disso ao afirmar que “a prática da mandala é a única terapia que pode ser feita sozinho".

Respiração. Como os atletas, que aprendem que para melhorar o rendimento devem respirar corretamente, nós também temos que praticar a respiração em nossa academia de atenção plena. Apesar de existirem muitas técnicas de respiração, é possível começar com a mais simples, que é a respiração quadrada. Basicamente trata-se de cadenciar a respiração, se dando conta de que se está respirando e afastar todo pensamento que tente interferir neste exercício. Eduard Punset, em seu blog, ensina com sua aparente simplicidade carregada de pedagogia como praticar a respiração em benefício da atenção plena:

“Em primeiro lugar, adotar uma postura de descanso. Em segundo lugar, respirar profundamente graças a uma absorção moderada de ar e sua consequente e posterior exalação. Em terceiro lugar, deixar que o organismo supere o ato de respirar profundamente para acariciar, muito brevemente, os pensamentos aos quais se renuncia. Em quarto lugar, anotar que o ato de respirar foi interrompido por algum pensamento para voltar o quanto antes ao processo respiratório. Basta repetir durante dez minutos todos os dias o exercício —e esse é o quinto passo—para constatar que o foco da atenção melhorou”.

Pegue o coelho

Um estudante de artes marciais se aproximou do mestre para fazer a seguinte pergunta: “Querido mestre, apesar do muito que aprendo com o senhor, gostaria de melhorar meus conhecimentos das artes marciais. Além de aprender com o senhor gostaria de aprender com outro mestre para dominar outro estilo e outras visões que com certeza me enriqueceriam.
O que o senhor acha da ideia? O mestre, que havia escutado com atenção as palavras de seu discípulo, meditou por alguns instantes e disse: “O caçador que persegue dois coelhos não pega nenhum”.



FONTE: Elpaís


quinta-feira, abril 16

Como colocar-se no mercado de trabalho após os 50 anos

Cuide da aparência pessoal e siga todas as regras de entrevistas de emprego e tenha em mente e buscar emprego sempre é um desafio em qualquer idade



Neste final de semana estive pesando sobre o assunto e coincidentemente conheci o Sr. Antônio em um desses aniversários de criança de um ano. Quando fui tirar uma foto de recordação com o aniversariante Seu Antônio posicionou a câmara e tirou uma, duas e três fotos. Não estranhei porque todos fazem isso para tirar as melhores fotos. Quando eu estava retornando Sr. Antônio veio me mostrar as três fotos como se estivesse pedindo uma opinião acerca de qual ficou melhor.
Vi as fotos e começamos a conversar e ele falou que agora estava mais fácil exercer a profissão de fotografo pois não era mais necessário usar vários filmes como antigamente e que agora ele podia oferecer um serviço diferenciado pois as fotos escolhidas pelas pessoas poderiam passar por tratamento de Photoshop para a melhora de imagens com o objetivo de oferecer um diferencial ao cliente. Meio sem graça perguntei a sua idade e Sr. Antônio me disse que tinha 44 anos de profissão e 67 anos de idade e que para se manter no mercado tinha que fazer cursos de qualificação e atualizar os equipamentos de trabalho.
Depois desse exemplo de determinação e profissionalismo pensei quais seriam a qualidades que o profissional de 50 anos precisa ter para se manter no mercado de trabalho?

Em primeiro lugar é preciso saber que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e que o profissional de mais de 50 anos precisa encontrar uma maneira de desviar a atenção do entrevistador em relação ao quesito idade.
O primeiro passo é atualizar o seu currículo pois alguns cursos podem já não estar adequado ao mercado.

Também é preciso se atualizar com práticas atuais do mercado, hoje em uma rápida pesquisa no Google podemos atualizar nossos conhecimentos, existem muitos cursos gratuitos e muitos sites especializados no seu segmento de atuação.

Sempre é recomendável procurar nichos de mercado onde a sua experiência pode ser bem vinda, muitas empresas precisam de consultorias de pessoas que possam transmitir responsabilidade e confiança. Como alternativa considere trabalhar por projetos ou de forma autônoma como uma forma de poder ser mais competitivo (custo para as empresas) no mercado de trabalho.
Também considere que você precisa aprender a utilizar o Facebook, Whatsapp,

MySpace, Twitter, Linkedin e afins pois hoje muitos empregos e oportunidade são encontrados através dessas redes.

Por fim cuide da aparência pessoal e siga todas as regras de entrevistas de emprego e tenha em mente e buscar emprego sempre é um desafio em qualquer idade.  Tenha em mente que você ao mesmo tempo que leva para mesa do entrevistador anos de experiência o profissional mais velho leva duvidas como uma possível falta de flexibilidade para aprender coisas novas ou menor tolerância para acabar ordens de uma pessoa mais jovem.
Por isso tudo que escrevemos é muito importante que o profissional de mais de 50 anos faça um auto avaliação e veja quais são seus pontos fortes e fracos com a finalidade de mostrar ao mercado de trabalho que a sua idade não faz diferença quando o assunto é o perfil da vaga. Vamos refletir sobre isso!


FONTE: administradores