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terça-feira, agosto 11

Jovens brasileiros querem empreender, mas não se preparam para isso, aponta pesquisa

Estudo Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras também indica que quase 6 em cada 10 universitários pensam em empreender, mas poucos pensam em inovar e ter muitos funcionários


Reprodução/ Endeavor Brasil
Mais de 5 mil alunos e mais de 600 professores de todo o Brasil participaram da pesquisa

Romero, assim como a maioria dos universitários, também queria empreender já na época da faculdade: “Desde o primeiro dia (da faculdade), eu comecei a encontrar pessoas que dividiam essa paixão comigo”. Ele então começou um negócio junto com seus colegas de turma, Rodrigo e Ronaldo. Depois de quatro tentativas malsucedidas, o trio começou a colher resultados de uma nova empreitada, que tinha foco no mercado de e-commerce, ainda pequeno no ano de 1998. Depois de 5 anos de muito suor e desafios, a empresa, que tinha começado com apenas três pessoas, já contava com cerca de 120 funcionários. O Buscapé, empresa fundada por Romero Rodrigues e seus dois colegas de faculdade, hoje conta com 1,7 mil funcionários em todos os seus sites e é o líder global em comparação de preços.
Apesar de a maioria dos universitários brasileiros ter a vontade de empreender como a de Romero, poucos deles estão pensando em ter empresas que cresçam rápido em poucos anos, como o Buscapé. Entre os 58% dos universitários entrevistados que indicaram pensar em empreender no futuro, apenas 11% esperam que suas empresas tenham mais de 25 funcionários cinco anos após a abertura. Mesmo entre outros 11% dos pesquisados, que já são empreendedores, o sonho de ter um negócio que cresça rápido também está longe de ser uma unanimidade: apenas 17,4% esperam alcançar esse resultado.
Esses e outros números fazem parte da pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras, feita pela Endeavor e pelo Sebrae. Os resultados do estudo foram divididos em quatro relatórios, que podem ser acessados gratuitamente aqui. Em sua terceira edição, mais de 5 mil alunos e mais de 600 professores de todo o Brasil participaram da pesquisa, que contém resultados quantitativos e qualitativos.
A pesquisa também aponta que alunos que consideram suas ideias de negócio mais inovadoras têm expectativa de criar empresas maiores, se comparados com a média da pesquisa. Entre os empreendedores que não consideram suas empresas inovadoras, 21,4% acreditam que sua empresa terá mais de 10 funcionários em 5 anos, número que atinge 47,6% entre aqueles que acreditam que inovam.


MUITO SONHO E POUCA PREPARAÇÃO

O fato de a maioria dos universitários não sonhar com grandes negócios não é o único resultado que deixa a desejar. A maioria dos alunos pesquisados também não se prepara para empreender. Apenas 14,1% dos pesquisados indicam que gastam tempo aprendendo a iniciar um novo negócio. Mesmo entre os alunos que “pensam muito em empreender”, apenas 22,6% disseram ter a mesma dedicação para começar a empreender.
Essa falta de prática para empreender também pode ter impacto nos resultados sobre a confiança dos alunos para realizarem atividades típicas de um empreendedor, como contratar, gerir as finanças ou definir uma estratégia para um novo produto. Entre os alunos que apontam baixa dedicação para empreender, apenas 20% se sentem muito confiantes para abrir um negócio. Entre os que dizem se dedicar, esse número dobra: cerca de 40% se sentem muito confiantes. “Se tivermos mais universidades e professores que estimulem seus alunos a inovar, a se preparar e a sonhar grande, com certeza o Brasil poderá ter no futuro muito mais grandes histórias como a do Romero”, afirma Pamella Gonçalves, Gerente de Pesquisa da Endeavor.


Conteúdo Endeavor Brasil gentilmente cedido ao Administradores.com.

segunda-feira, junho 29

Empreendedorismo nas Universidades: vontade é grande, mas sonho é pequeno

Pesquisa indica que quase 6 em cada 10 universitários pensam em empreender, mas poucos pensam em inovar e ter muitos funcionários


Romero, assim como a maioria dos universitários, também queria empreender já na época da faculdade: “Desde o primeiro dia (da faculdade), eu comecei a encontrar pessoas que dividiam essa paixão comigo”. Ele então começou um negócio junto com seus colegas de turma, Rodrigo e Ronaldo. Depois de quatro tentativas malsucedidas, o trio começou a colher resultados de uma nova empreitada, que tinha foco no mercado de e-commerce, ainda pequeno no ano de 1998.
Depois de 5 anos de muito suor e desafios, a empresa, que tinha começado com apenas três pessoas, já contava com cerca de 120 funcionários. O Buscapé, empresa fundada por Romero Rodrigues e seus dois colegas de faculdade, hoje conta com 1,7 mil funcionários em todos os seus sites e é o líder global em comparação de preços.
Apesar da maioria dos universitários brasileiros ter a vontade de empreender como a de Romero, poucos deles estão pensando em ter empresas que cresçam rápido em poucos anos, como o Buscapé. Entre os 58% dos universitários entrevistados que indicaram pensar em empreender no futuro, apenas 11% esperam que suas empresas tenham mais de 25 funcionários cinco anos após a abertura. Mesmo entre outros 11% dos pesquisados, que já são empreendedores, o sonho de ter um negócio que cresça rápido também está longe de ser uma unanimidade: apenas 17,4% esperam alcançar esse resultado.
Esses e outros números fazem parte da pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras, feita pela Endeavor e pelo Sebrae. Os resultados do estudo foram divididos em quatro relatórios, que podem ser acessados gratuitamente aqui. Em sua terceira edição, mais de 5 mil alunos e mais de 600 professores de todo o Brasil participaram da pesquisa, que contém resultados quantitativos e qualitativos.
A pesquisa também aponta que alunos que consideram suas ideias de negócio mais inovadoras têm expectativa de criar empresas maiores, se comparados com a média da pesquisa. Entre os empreendedores que não consideram suas empresas inovadoras, 21,4% acreditam que sua empresa terá mais de 10 funcionários em 5 anos, número que atinge 47,6% entre aqueles que acreditam que inovam.
Muito sonho e pouca preparação
O fato da maioria dos universitários não sonhar com grandes negócios não é o único resultado que deixa a desejar. A maioria dos alunos pesquisados também não se prepara para empreender. Apenas 14,1% dos pesquisados indicam que gastam tempo aprendendo a iniciar um novo negócio. Mesmo entre os alunos que “pensam muito em empreender”, apenas 22,6% disseram ter a mesma dedicação para começar a empreender.
Essa falta de prática para empreender também pode ter impacto nos resultados sobre a confiança dos alunos para realizarem atividades típicas de um empreendedor, como contratar, gerir as finanças ou definir uma estratégia para um novo produto. Entre os alunos que apontam baixa dedicação para empreender, apenas 20% se sentem muito confiantes para abrir um negócio. Entre os que dizem se dedicar, esse número dobra: cerca de 40% se sentem muito confiantes. “Se tivermos mais universidades e professores que estimulem seus alunos a inovar, a se preparar e a sonhar grande, com certeza o Brasil poderá ter no futuro muito mais grandes histórias como a do Romero”, afirma Pamella Gonçalves, Gerente de Pesquisa da Endeavor.




Artigo publicado originalmente no site da Endeavor Brasil e cedido gentilmente ao Administradores.com

terça-feira, junho 23

5 Temas para se tornar um Empreendedor de Alto Impacto

Muito do sucesso dos empreendedores brasileiros se deve a uma intuição privilegiada e energia acima da média para superar obstáculos. O foco do artigo, no entanto, é apresentar cincos temas que precisam ser atacados ao longo do crescimento do negócio, independentemente do talento nato do empreendedor.
 1. Modelo de Negócio inovador
É comum o empreendedor iniciar a empresa com boas sacadas de produtos, como App's de monitoramento da saúde, equipamentos de alta tecnologia para limpeza de tubulações, entre outros. Faça a pergunta: quem é o meu cliente? Visite os locais em que ele realiza as compras, observe e anote as reações, entenda o que ele valoriza (hábitos de consumo) e em que aspectos a sua demanda não é atendida. Estime, com dados e fatos,  o tamanho do mercado (quanto dinheiro circula) e como ele vem crescendo). Veja como os atuais concorrentes atendem ao mercado e quais oportunidades estão abertas: qualidade e conveniência (supermercados gourmet), tendências tecnológicas (educação virtual estimulante para o jovem), conceito de produto e presença no PDV. Defina ou atualize seu modelo de negócio, considerando diferenciais difíceis de serem construídos ou copiados.
 2. Cultura Organizacional
Uma empresa é o conjunto de gente correndo atrás de atingir resultados. O time precisa ter uma razão muito forte, além do atendimento das necessidades básicas (A. Maslow), para fazer a diferença na rotina da empresa. Como o trabalho e a empresa fazem sentido para a vida do colaborador? Qual o sonho grande (em que tamanho quero chegar em 10-15 anos)? Quais os valores que pautam a rotina (como os líderes de fato decidem, não o que dizem)? A empresa pauta a remuneração, promoção e decisões em critérios meritocráticos (melhores tratados de forma diferenciada)? Se quiser, genuinamente, construir time engajado em atingir as metas desafiadoras, o empreendedor deve apresentar respostas convincentes a estas questões. Consulte os casos de sucesso e palestras no site da Endeavor Brasil.
 3. Sistema de Gestão orientado a resultados
 Simplesmente, entenda e execute o que o Professor Vicente Falconi ensina sobre Formulação Estratégica, Desdobramento de Metas e Gerenciamento da Rotina. São livros baratos e fáceis de ler, além disso, há vários vídeos disponíveis no Youtube. Como empreendedor de alto-impacto, é seu dever patrocinar com energia e consistência as metas estabelecidas, a execução das ações de melhoria, ações corretivas em caso de desvios - o método PDCA.
 4. Formação do Time
O empreendedor deve estruturar um processo em que o atingimento de cada meta seja um ciclo de aprendizado. Os desafios (metas, job rotation) puxam a necessidade de aprendizado, as boas fontes de informação e conhecimento dão os recursos, recrutamento de gente de elevado potencial aumenta a produtividade e, por fim, o estímulo para o time melhorar cada vez mais. Investir em formação de time de ponta garantirá o crescimento do seu negócio nos próximos anos.
 5. Boas práticas de Governança Corporativa
Lembre-se que paz, alinhamento e sonho grande compartilhado entre os sócios é fundamental para os quatro elementos acima rodarem. Boa governança é equilibrar os interesses entre família, sócios e executivos em prol do crescimento e perpetuação do negócio. Procure se informar no IBGC (www.ibgc.org.br) sobre boas práticas de governança como contrato social e acordo de acionistas. Não é algo apenas para grandes empresas, vários negócios de alto potencial fracassaram por problemas na cúpula da organização.
 O empreendedor transforma em realidade os cinco temas
Quem faz os cinco temas sairem do papel é o líder, o empreendedor de alto-impacto. Ou melhor, o conjunto de empreendedores que aceleram a empresa no dia a dia. Nós promovemos micro-revoluções no meio econômico e social, e geramos muitas oportunidades para quem acredita e mergulha com tudo no projeto e nas mudanças!


FONTE: Endeavor

Como uma cidade pequena atrai dezenas de investidores internacionais

Em uma pequena cidade europeia, um programa inovador que conecta investidores a empreendedores ajudou a aumentar a quantidade de capital estrangeiro nas empresas locais em mais de 500%, em apenas três anos. Qual é o segredo desse programa? E será que o modelo pode ser replicado em outros lugares, como no Brasil?







Em 2010, Micah Gland, o CEO da Helsinki Business Hub, começou a identificar maneiras de melhorar a situação dos negócios em Helsinki, a capital da Finlândia. Embora a cidade seja sede de uma das maiores fabricantes de telefones celulares do mundo, Gland considerou que o acesso ao capital privado para empresas locais e em estágios iniciais era bastante restrito.  “A Grande Helsinque é o motor de crescimento que conduz o investimento estrangeiro finlandês e há uma necessidade especial por novos investimentos em nosso país”, disse.
Helsinki não é uma cidade muito grande. Tem pouco mais de 600 mil habitantes e sua região metropolitana abriga cerca de 1,3 milhão de pessoas. Considerando essas dimensões, Gland imaginou como a comunidade local poderia atrair investidores de alta qualidade. Ele trabalhou com William Cardwell, um professor experiente especializado em empreendedorismo da Universidade de Aalto, para pensar em uma solução: a Zona Internacional de Capital de Risco (International VC Zone – IVCZ, em inglês).
UM PROGRAMA NA FINLÂNDIA CONECTA INVESTIDORES INTERNACIONAIS FOCADOS EM TECNOLOGIA ÀS STARTUPS LOCAIS
A IVCZ busca aumentar o acesso ao investimento inicial (early-stage) em Helsinki conectando investidores de capital de risco focados em tecnologia de fora da Finlândia à startups locais com alto potencial de crescimento. Em longo prazo, o objetivo da IVCZ é transformar Helsinki em um centro de capital de risco para a região báltica, incluindo fortes conexões entre a Finlândia e a comunidade empresarial internacional.
O programa oferece os seguintes serviços para os fundos de investimento:
Bussiness Intelligence: Acesso a um banco de dados sobre investimentos que abrange toda a região nórdica (Finlândia, Dinamarca, Islândia, Noruega e Suécia);
Matchmaking: Encontros com empreendedores pré-selecionados e convites para eventos importantes na região.
Os investidores precisam ser selecionados para poderem se unir ao programa.  O processo de seleção possui três critérios-chave: o número e o tamanho das empresas ativas no fundo, o nível de interesse dos investidores na região nórdica e o compromisso da companhia em melhorar o ecossistema local.
Hoje, a IVCZ envolve mais de 75 fundos internacionais de capital de risco baseadas tanto nos Estados Unidos como na Europa, incluindo empresas líderes globais como a Index Ventures (US$ 3 bilhões em ativos sob gestão), Wellington Partners (€ 800 milhões) e Balderton Capital (US$ 2,2 milhões).
O programa é uma parceria público-privada que une a Universidade de Aalto, o governo municipal de Helsinki, a cidade de Tampere (com pouco mais de 200 mil habitantes e a duas horas da capital), e empresas finlandesas já consolidadas. Através dessas parcerias, a IVCZ, que não é uma entidade juridicamente independente, tem o equivalente a quatro funcionários em tempo integral sem possuir qualquer equipe própria.
Até o final de 2013, a organização havia ajudado 76 startups finlandesas focadas em tecnologia a garantir investimentos de mais de US$ 465 milhões entre 2010 e 2013 – um investimento médio de US$ 6 milhões por empresa. Durante este período, os investimentos estrangeiros aumentaram mais de 500%, de US$ 47 milhões em 2010 para US$ 280 milhões em 2013. A IVCZ também ampliou suas atividades para aumentar significativamente o número de investidores de capital de risco que fazem parte do projeto, que passou de 19 para 75 em três anos. No último ano, os fundos fizeram 27 investimentos nas empresas da região.
Uma das histórias de sucesso que mais se destaca na IVCZ é a Beneq, uma empresa de nanotecnologia local que recebeu o “Internationalization Award” do presidente da Finlândia em 2012. Com a ajuda da IVCZ, a Beneq conseguiu um investimento internacional de US$ 47 milhões, que colaborou para a empresa conquistar novos clientes em diversos mercados estrangeiros. Como resultado, a empresa cresceu 80% nas suas receitas e contratou 20 novos funcionários.
Para mais informações sobre a International VC Zone, acesse aqui.
Artigo originalmente publicado e gentilmente cedido pela Endeavor Insights.


FONTE: Endeavor



quarta-feira, março 18

7 dicas do fundador do PayPal para inovar nos negócios

Para Peter Thiel, se você está copiando o produto/serviço de grandes empreendedores, não está aprendendo com eles. Veja dicas do cofundador do PayPal para inovar nos negócios

7 dicas de Peter Thiel para inovar



Toda inovação começa do zero. Veja dicas do cofundador do PayPal para inovar nos negócios.

Para Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups de alta inovação, como o Facebook, o próximo Bill Gates não criará um sistema operacional. O próximo Larry Page ou Sergey Brin não desenvolverá um mecanismo de busca. E o próximo Mark Zuckerberg não criará uma rede social. Se você está copiando essas pessoas, não está aprendendo com elas. É mais fácil copiar um modelo que inovar e criar algo novo.
O progresso vem do de um conhecimento inovador, não da competição. Se você faz o que nunca foi feito e consegue fazer melhor do que qualquer um, tem uma espécie de monopólio — e qualquer negócio tem mais chances de ser bem-sucedido quando não pode ser copiado. Mas quanto mais você compete, mais se torna parecido com todo o resto. A competição destrói os lucros dos indivíduos, das empresas e da sociedade como um todo.
Em 2014, Peter lançou o livro De zero a um: O que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício. Ele não oferece fórmula para o sucesso. O paradoxo de ensinar empreendedorismo é que tal fórmula não pode existir. Como cada inovação é única, nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como inovar. Toda inovação vai de 0 a 1.
Confira as principais ideias abordadas por Peter Thiel no livro:
 1) Pense em quais empresas ou negócios ainda não foram criados. Empreendedores precisam pensar no diferente, naquilo que ainda não é oferecido no mercado. Competir é para fracassados. É preciso focar em inovar, ser único.
2) Para Thiel, ensinar empreendedorismo é um paradoxo, uma vez que tal fórmula não pode existir. Toda inovação vai de 0 a 1, na medida em que passa a ocupar uma fatia do mercado que antes era inexistente.
3) Existem apenas dois tipos de empresas no mundo: aquelas que estão em uma competição acirrada e aquelas que detêm algum conhecimento totalmente novo. As melhores empresas investem em deter o conhecimento do que ela criou.
4) Empresas e pessoas diferenciadas serão mais importantes na definição do futuro do que aquilo que está na moda ou é segmentado. Mas não é preciso ter medo de estar em um setor badalado, apenas certifique-se de estar criando/produzindo algo único. As melhores oportunidades estão nos problemas sem solução. Aprenda a fazer as perguntas certas para descobri-las.
5) É preciso ter uma tecnologia que seja a melhor. Só assim a empresa ganha tempo e evita que alguém a copie. Quando se começa uma empresa, é preciso começar pequeno e mirar um mercado pequeno, mas tendo espaço para sonhar grande e crescer.
6) A maneira como a equipe trabalha é muito importante. Uma startup de sucesso é sempre resultado de uma combinação de três elementos essenciais: pessoas certas, boa tecnologia e um plano de negócios. Uma empresa bem-sucedida não é resultado de um voo solo.
7) A empresa nunca deve ser burocrática. Ela precisa ser dinâmica. Os papeis precisam ser bem definidos, mas podem ser redefinidos.
Sobre Peter Thiel
Peter Thiel é cofundador do Paypal e da Palantir Technologies, uma empresa de software especializada em análise de dados. Investiu em centenas de startups, incluindo o Facebook. É sócio da Founders Fund, empresa de capital de risco que financiou startups como SpaceX e Airbnb. Fundou a Thiel Fellowship, cujo objetivo é estimular jovens a colocar o aprendizado acima da escolaridade. No Brasil, investiu na Oppa, loja de móveis.


FONTE: Endeavor

quinta-feira, fevereiro 26

Empreendedorismo é sempre tudo a mesma coisa?

Antigamente, o bom era fazer carreira em corporação. Hoje, tudo é empreendedorismo. Mas empreendedorismo é tudo igual?




Falar de empreendedorismo virou moda. Antigamente, o bom era fazer carreira numa instituição pública que garantisse estabilidade. Hoje, tudo é empreendedorismo. Empreendedorismo social. Empreendedorismo criativo. Empreendedorismo corporativo. Intra-empreendedorismo. É impressionante como determinadas palavras se transformam em mantras no ambiente corporativo.
Apoiado em nossa experiência em assessorar grandes empresas a inovar e em nossa atuação junto a start ups, como investidor e mentor na Endeavor, resolvi fazer uma distinção básica importante entre dois tipos de empreendedorismo.
Seriam todos os tipos de empreendedorismo iguais?
Para responder a tais perguntas comparei duas situações que vivenciei como empreendedor, uma dentro de uma empresa estabelecida e outra montando um novo negócio.
A Start Up – Marketplace de Crédito Imobiliário
No final dos anos 90, enquanto executivo de uma instituição financeira, participei do desenvolvimento de um portal de crédito imobiliário para venda de financiamento da casa própria pela internet. Percebemos que havia uma enorme dificuldade de acesso a tal produto e que o processo de compra era bastante frustrante para o consumidor final. Também identificamos que para os bancos o cliente de crédito imobiliário era alguém pouco atrativo pois demandava uma venda consultiva de ciclo longo para um produto que, na época, tinha taxas de juros pouco interessantes. Pensamos na possibilidade de montar um marketplace (palavra bonita hoje em dia) onde conectaríamos os compradores de imóveis com os agentes financeiros. Pensávamos que seria possível cobrar dos dois lados. Montamos um business plan. Submetemos a uma competição de planos de negócios no MIT e fomos selecionados. Viajamos até os EUA como um dos escolhidos para apresenta-lo para três potenciais investidores.
Antes de saber o resultado das negociações vamos conhecer a segunda experiência.
A pequena empresa – Restaurante buffet
Tempos atrás, com um grupo de mais dois amigos, montamos um restaurante no modelo de buffet por quilo na principal avenida de uma das cidades mais movimentadas do país. Conseguimos um ótimo ponto de venda. Entendíamos que não havia algo bom e barato na localidade, havia enorme fluxo de gente no local. Acreditávamos ser possível uma operação oferecendo qualidade e preço baixo. Optamos por disponibilizar refrigerante liberado incluso no preço, investimos bastante para fazer um bom ambiente e contratamos um gerente que havia sido o responsável por outro restaurante para ser nosso sócio gestor. Rapidamente conseguimos atingir um volume de mais de 500 almoços/dia. O faturamento atingiu mais de R$ 150 mil reais no quarto mês. Ponto de equilíbrio no segundo mês.
Mas, afinal de contas, o que esses negócios têm em comum em termos de empreendedorismo? Pouca coisa. Aprendi no MIT a dividir o empreendedorismo em 2 tipos: Innovation Driven Entrepreneurship – IDE e Small and Medium Enterprises – SME 
A primeira experiência que apresentei é um IDE, enquanto que a segunda é um SME. A primeira tem potencial inovador e alcance global, enquanto que a segunda é um negócio local, conhecido, bastante convencional e que pode gerar resultado para o empreendedor. O IDE é, normalmente, baseado em algum tipo de inovação e tem potencial de crescimento exponencial, enquanto que o SME não necessariamente envolve inovação e tende a apresentar maior linearidade de crescimento. Cabe comparar algumas variáveis para entender as diferenças e aprofundar nosso entendimento sobre empreendedorismo no Brasil.
O grau de incerteza
O nível de incerteza estrutural da primeira ideia é muito maior do que o da segunda. Não sabíamos como seria o modelo de receita, qual seria a resposta dos bancos, nem mesmo a adoção dos consumidores. Aprendemos a duras penas que o negócio não estava pronto. Já no restaurante, tínhamos uma série de benchmarks. Podíamos fazer apostas erradas, mas eram apostas conhecidas.
A possibilidade da replicabilidade
O restaurante poderia ser, no futuro, uma rede, claro. Mas a replicabilidade é muito menor, mesmo com sonho grande. Já o marketplace de crédito imobiliário poderia crescer geograficamente e também em termos de produto.
Potencial Retorno
O potencial de retorno do portal era muito maior. O business plan original previa vendas de R$ 100 milhões no ano 5. O restaurante seria, no máximo, um investimento de renda para substituir as alternativas de baixo retorno atuais da poupança.
Oportunidades de Saída
Não há dúvidas de que pode haver oportunidades de saída para pequenos negócios. Nós mesmos conseguimos vender o restaurante antes de deteriorar seu desempenho pelo mesmo investimento que realizamos, ou seja, não tivemos ganho. Já na start up, vivenciamos discussões com grandes e reconhecidos fundos de investimentos, mas fomos pegos pela crise das pontocom em abril de 2000. As propostas em debate, que eram muito superiores ao investimento realizado, acabaram não se confirmando.
O final da história do portal de crédito imobiliário foi, depois de 2 anos, ser incorporado pela empresa mãe para ser sua operação digital, algo que aconteceu com outras start ups da época. A inovação disruptiva não aconteceu. O Restaurante, por outro lado, acabou sendo vendido. Saímos no zero a zero. Nem todo empreendedorismo é igual. Há empreendedorismo sem inovação. Mas não há inovação sem empreendedor ou intra empreendedor (a figura do empreendedor dentro de grandes empresas).
É fundamental compreender a diferença entre o innovation driven entrepreneurship e as pequenas e médias empresas. Os IDE’s tem potencial de alcance global, geração de riqueza, empregos e inovação, assim como apresentam desafios absolutamente distintos de gestão.
Fique atento!



FONTE: Endeavor

terça-feira, fevereiro 24

Mulheres elevam escolaridade do empreendedorismo brasileiro

Mais da metade das donas de pequenos negócios possuem, no mínimo, o Ensino Médio incompleto


A participação das mulheres no empreendedorismo brasileiro tem elevado o índice de escolaridade dos donos de pequenos negócios. De acordo com o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 55% das donas de pequenos negócios tinham, pelo menos, iniciadoo Ensino Médio. Já entre os homens, esse percentual é de 38,5%.
A publicação ainda revela que, na última década, tanto homens quanto mulheres apresentaram aumento na proporção de pessoas com, no mínimo, o início do Ensino Médio, mas que as mulheres investiram mais tempo nos estudos. Há uma década, 39,3% das mulheres tinham, pelo menos, o Ensino Médio. Entre os homens, esse valor era de 26,4%. “Enquanto a quantidade de mulheres que possui pelo menos o Ensino Médio cresceu quase 16 pontos percentuais em dez anos, a dos homens cresceu 12 pontos percentuais”, destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Na média geral, o aumento dos anos de estudo de homens e mulheres empreendedores promoveu, na última década, um crescimento de 14 pontos percentuais. “As mulheres, que já tinham maior escolaridade, continuaram investindo na educação durante esse período, o que acabou elevando a média geral de escolaridade dos donos de negócios no país”, analisa Barretto.
As empresárias também procuram mais o curso superior. Atualmente, 18,6% delas já, pelo menos, iniciaram uma faculdade. Entre os homens, esse percentual cai para 12,1%. “As mulheres investem mais na educação, o que é muito positivo para a qualidade do empreendedorismo. Quanto mais o empreendedor se capacita, mais chance de sucesso tem”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
“Esse aumento da escolaridade é elemento fundamental para o incremento da produtividade e peça-chave para o crescimento econômico”, acrescenta o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. “E para as mulheres, especialmente, é muito importante, pois em longo e médio prazo tende a ser revertido em melhoria salarial".
O estudo revelou ainda o crescimento da participação das mulheres no empreendedorismo,. “Elas ainda são minoria no comando das empresas, mas cada vez ganham mais espaço. Em uma década, a presença de mulheres no comando de micro e pequenas empresas cresceu em 25 estados. Dos homens, em 18 estados”, revela o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. A maior proporção de empreendedoras está na região Sudeste, onde 32% das empresas são lideradas por mulheres. Com exceção da região Norte, nas outras quatro regiões brasileiras elas ampliaram a participação no empreendedorismo.


FONTE: administradores

terça-feira, janeiro 13

Os exemplos da capital nacional do empreendedorismo

Florianópolis lidera o Índice de Cidades Empreendedoras, recém lançado. O que as outras cidades podem aprender com ela?

Os exemplos da capital nacional do empreendedorismo



A Endeavor acaba de lançar o primeiro Índice de Cidades Empreendedoras(ICE), um estudo inédito que faz uma verdadeira radiografia do ambiente para empreender em 14 capitais brasileiras. Nele, Florianópolis lidera, seguida de perto por São Paulo. Floripa aparece na primeira posição por ter boas condições especialmente em aspectos importantes: infraestrutura, inovação e capital humano – este último, inclusive, é um dos principais pontos de atenção da capital paulista.
Mas, se hoje Florianópolis pode ser considerada uma das capitais do empreendedorismo nacional, essa conquista traz também uma lição para outras cidades: o planejamento de longo prazo faz diferença.
A LIDERANÇA DE FLORIANÓPOLIS TRAZ UMA LIÇÃO: O PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO FAZ DIFERENÇA
A história começa há mais de 50 anos, no início da década de 1960, quando a cidade era apenas o centro administrativo do estado, tinha um pequeno porto, sem grandes indústrias ou empresas. Tampouco tinha uma universidade, até que, em 1962, foi fundada a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mas ainda faltavam os professores. A solução foi “importar” doutores de outros países, que, de quebra, trouxeram experiências e inovações para as salas de aula e convênios com instituições internacionais.
Foi só em 1984, no entanto, depois de voltar do doutorado na Alemanha (em uma das faculdades parceiras da UFSC) cheio de ideias, que o professor Carlos Alberto Schneider começou a criar a Fundação CERTI, com o objetivo de fomentar a criação de tecnologias inovadoras. De lá pra cá, a CERTI ajudou a fundar uma incubadora, um condomínio de empresas (ambos ainda em 1986, quando poucos falavam no assunto) e um Parque Tecnológico (o Tec Alfa, em 1993, um dos primeiros do país). Desde 2002, o sonho grande tem se materializado no Sapiens Parque, outro parque tecnológico, que está sendo construído em uma área de 4,5 milhões de metros quadrados, e que já abriga um fundo de investimentos (o CVentures), diversos laboratórios de pesquisa e um centro de eventos para 5.000 pessoas.
O resumo esconde os desafios do percurso, que foram e ainda são muitos. Em particular, Florianópolis é uma cidade pequena – com o menor PIB das 14 capitais analisadas no ICE 2014 – e, consequentemente, tem um mercado local restrito, o que afeta também o nível de investimentos por lá. Por isso, empreendedores com sonhos grandes em geral tem de buscar outras cidades e regiões para conquistar clientes. Um sinal disso é o fato de Florianópolis, apesar do bom ambiente para os negócios, ter apenas 2 empresas entre as 500 maiores do Brasil.
Os gestores públicos da cidade sabem disso, e o grande objetivo da cidade para os próximos anos é formar um case mundial, como o Google do Vale do Silício ou o Waze de Israel. Ninguém acredita que será fácil, mas são poucas as dúvidas de que, com planejamento, também é possível.





FONTE: Endeavor

segunda-feira, dezembro 8

EMPREENDEDORISMO: Jovem australiano prova que assumir riscos é caminho para o sucesso

Depois de fracasso inicial, Jack Delosa tornou-se um dos jovens mais influentes de seu país. Ele dedica-se ao desenvolvimento de novos empreendedores


Edoardo Ghirotto
Aos 27 anos, Jack Delosa é um dos jovens empreendedores mais influentes da Austrália
Aos 27 anos, Jack Delosa é um dos jovens empreendedores mais influentes da Austrália (Divulgação/VEJA)
Aos 18 anos, Delosa abandonou a faculdade de comércio e direito depois de conseguir um empréstimo de 20.000 dólares australianos (quase 42.000 reais) para abrir uma central de atendimento. A empresa não deu certo e ele perdeu praticamente todo o dinheiro. Mas a experiência, segundo ele, foi muito mais enriquecedora do que o período em que se dedicou às fórmulas tradicionais da universidade.O australiano Jack Delosa descobriu que os erros cometidos no início de sua carreira poderiam se transformar em um combustível para crescer profissionalmente. Desistir seria um caminho fácil depois que seu primeiro negócio fracassou, mas ele persistiu, criou duas empresas, e hoje, aos 27 anos, é um dos jovens mais influentes em seu país.
“A universidade só te ensina as coisas do jeito que elas têm sido feitas há anos. Se você quer ser bem-sucedido, você precisa inovar e desenvolver algo que ainda não foi feito. Pessoas inteligentes realmente existem fora das quatro paredes das universidades. Eu entrei em contato com as pessoas mais ricas da Austrália enviando apenas uma mensagem pelo Facebook”, defende em um trecho de seu livro ‘UnProfessional', que se tornou um dos mais vendidos na Austrália apenas três semanas depois do lançamento. E que tem o chamativo subtítulo ‘Como um jovem de 26 anos que abandonou a faculdade se tornou um milionário’.
Ironicamente, os projetos de sucesso de Delosa são voltados para o ensino. Uma de suas empresas, a MBE Education, ajuda empreendedores a atraírem investidores, e é uma das que mais cresce na Austrália. A outra, The Entourage, é uma instituição dedicada a formar e desenvolver uma nova safra de empreendedores. Com 35.000 membros espalhados por todo o mundo, a empresa é considerada o maior centro de formação de jovens empreendedores da Austrália.
Conselhos 
 “Eu acredito que o melhor aprendizado muitas vezes ocorre fora das salas de aula. A vida é um grande professor e o mundo é grande o bastante para oferecer vários ensinamentos. Eu acredito que o sistema de educação tradicional precisa lidar com questões mais práticas, como desenvolvimento emocional e gerenciamento financeiro. Ajudar as pessoas a não se tornarem estudantes bem-sucedidos, mas indivíduos de sucesso. Isso lhes dará poder para escolher seu próprio caminho”, afirmou.
Mesmo defendendo um aprendizado fora dos métodos tradicionais, ele admitiu em entrevista ao site de VEJA que, quando se lançou na criação da central de atendimento, “achava que sabia muito mais do que sabia na verdade”. Cercar-se de pessoas mais experientes e ter mais foco em seu objetivo foram decisões essenciais para mudar o rumo de sua carreira. “Descobri que uma pessoa bem-sucedida nos negócios poderia me ajudar a resolver um desafio em 15 minutos que, de outra forma, eu levaria 12 meses para resolver”. Percebeu também que era um erro diluir demais os negócios. "Meu conselho, escolha uma coisa e torne-se o melhor do mundo nisso".
O australiano também aconselhou quem está desenvolvendo o seu primeiro projeto a acreditar no seu potencial e trabalhar intensamente. "Eu defendo que as pessoas achem o seu próprio estilo de trabalhar. O mundo dos negócios está obcecado com profissionalismo e coisas certas a serem ditas. Eu sugiro que vocês joguem o livro de regras fora, escrevam o seu próprio manual e façam o que funciona para vocês. Essa é a fórmula e só você pode escrevê-la".





FONTE: VEJA

quinta-feira, dezembro 4

Como validar uma ideia de negócio – Veja um modelo simples e eficiente

Como validar uma ideia de negócio
Qual o empreendedor que nunca se perguntou sobre como validar uma ideia de negócio. Por vezes temos uma ótima ideia de negócio e fica aquela eterna dúvida: Será que isso tem chances de dar certo? Como é que posso validar essa ideia de negócio.

A questão de como validar uma ideia de negócio é a pergunta que surge logo após aquele grande estalo, o lampejo de genialidade empreendedora, e as vezes fica na nossa cabeça ou um esboço no computador e a gente vai deixando de lado até que um dia descobre que alguém colocou ela em prática e foi um sucesso.
Na maioria das vezes paramos porque a perspectiva de trazer essa ideia para o mercado parece assustadora ou arriscada, mas isso pode ser solucionado tomando-se algumas providências simples e baratas.
Se você validar a sua ideia, ou seja, provar que ela tem valor para além do guardanapo de bar no qual ele está rabiscada, o processo a seguir vai deixar esse desafio bem mais fácil de ser vencido.

Algumas dicas para validar uma ideia de negócio

Para que você não morra na dúvida ou se entregue a um negócio perdedor, por puro entusiasmo, aqui estão algumas coisas a considerar na próxima vez que você tiver uma grandeideia de negócio.

Avalie friamente a sua ideia

Muitas vezes, quando ouço falar em uma “ideia genial” pego meu celular e, muitas das vezes, em poucos minutos constato que o produto ou serviço “genial” já existe, simplesmente fazendo uma busca no Google.
Por isso, antes mesmo de se envolver mais profundamente em uma ideia, faça uma pesquisa minuciosa para descobrir se alguém já não pensou nisso antes. Se isso tiver acontecido, não desista de imediato.
Muitas vezes é possível melhorar uma coisa já existente ou então agregar valor a ela de forma a criar um diferencial em relação ao que já existe. Será que o mercado está satisfeito com o que é oferecido atualmente?
Se a sua ideia pode fazer a diferença, passe então para a próxima etapa.

Busque um feedback

Converse com outras pessoas sobre sua ideia, para ver o que elas acham, especialmente as pessoas que você confia e nas quais reconhece um com critério de avaliação. Nesta fase, o que você realmente quer é um feedback honesto e não apoio incondicional apenas para agradar.
Ouvidas as opiniões, como foi que a sua ideia se saiu? As pessoas gostaram, acham que tem chances de dar certo, ou você é o único ser na face do planeta que acha ela boa? Se esse for o caso, talvez seja melhor reavaliar.

Construaum MPV

Se a sua ideia parece boa e passou pelo teste de avaliação das outras pessoas, é então chegada a fase de construir um MPV – Mínimo Produto Viável, para ver se é é esse o produto que você imaginou e se as outras pessoas vão realmente querer consumir.
Crie um protótipo que seja o mais próximo possível do produto ou serviço que você deseja oferecer e teste-o em situações reais de consumo. Se o seu MPV passar pelo teste de uso com você e outras pessoas, vá em frente, mas se ele se revelar um fracasso, pare por aqui.

Comece a construir a sua identidade

Se correu tudo bem com os testes do seu MPV e ao que parece você está diante de uma ideia vencedora, é hora então de por a mão na massa. Em um mundo dinâmico como o em que vivemos, uma ideia que pode ser genial hoje, pode se tornar totalmente obsoleta em pouco tempo. Por isso é preciso agir rápido.
Neste ponto, alguns empreendedores temem que a exposição da sua ideia para o mercado possa levar alguém a roubá-la ou passá-la para alguém. Essa preocupação procede, principalmente em se tratando de Brasil, onde infelizmente nível ético de alguns “profissionais” é bem rasteirinho. Não generalizo é claro, mas você sabe muito bem do que eu estou falando.
Se a sua ideia é baseada em uma nova tecnologia, o primeiro passo é resguardar sua propriedade, tomando as medidas legais aplicáveis ao caso, como registro de marcas e patentes, para evitar o plágio ou cópia.
Em seguida, comece a construir a sua marca com um nome atraente e de alto poder de comunicação. Saia do lugar comum e comece a criar o diferencial do seu produto ou serviço, pelo próprio nome.
Em seguida, registre o domínio do site do seu produto ou serviço na FAPESP, para garantir a propriedade do endereço digital. Faça o mesmo nas redes sociais, criando perfis identificados com a sua marca para depois não passar pela desagradável situação de constatar que o perfil já está tomado.

Crie um plano de aquisição de clientes

Entra aqui uma inversão que muita gente pode até estranhar. Antes mesmo de criar um plano de negócios e começar a detalhar de forma mais minuciosa o seu projeto, elabore um plano básico de aquisição de clientes. Deixe o plano de negócios para uma segunda etapa.
Essa inversão é importante até mesmo para se ter uma ideia de quanto será necessário investir para a divulgação do negócio, um item fundamental para a sua estrutura de custos nos dias de hoje.
Você pode ter o melhor plano de negócios do mundo, mas sem clientes, o seu negócio não é nada. Ter uma estratégia e um plano de marketing é essencial para o sucesso do negócio, até mesmo para a obtenção de investidores para financiar a sua empreitada, ou parceiros comerciais.
Não se iluda com a história de que não faltarão clientes para uma boa ideia. Se ela não conseguir ser percebida como um bom produto ou serviço, será muito difícil ter sucesso com o negócio.
Se você estava em dúvida sobre como validar uma ideia de negócio, fica aqui a dica. Na próxima vez que um lampejo de genialidade aparecer, você já sabe qual o caminho.


terça-feira, dezembro 2

Educaçao empreendedora: o que pode melhorar no Brasil

A Rodada de Educação Empreendedora 2014, que ocorreu em meados de outubro, apresentou melhores práticas sobre como fomentar o empreendedorismo em universidades


Entre os dias 13 e 15 de outubro, cerca de 250 educadores de mais de 120 universidades de todo o Brasil estiveram reunidos na 5ª edição da Rodada de Educação Empreendedora (REE), organizada pela Endeavor Brasil e SEBRAE, em Angra dos Reis. O evento, que tem como objetivo a troca de práticas de ensino de empreendedorismo, contou com convidados nacionais e internacionais em uma programação que discutiu desde políticas públicas até táticas de jogos para engajamento dos alunos.
Conheça os destaques da Rodada e os principais aprendizados:
“Eu queria mudar a lógica do empreendedorismo para o setor público” - Emanuel Fernandes, Deputado Federal e ex-prefeito de São José dos Campos
Em painel que discutiu as Políticas Públicas em prol da Educação Empreendedora, o Deputado Federal Emanuel Fernandes (PSDB-SP) contou dos esforços para levar empreendedorismo ao ensino básico durante seus dois mandatos como prefeito de São José dos Campos. Ele lembrou que havia recursos, mas havia também um preconceito contra o empreendedorismo. Por isso, apesar da resistência, defendeu a atitude empreendedora como uma necessidade. “Se eu pudesse escrever uma constituição hoje, ela teria dois capítulos. 1) Toda criança tem o direito de sonhar e nenhum adulto pode dar pitaco; 2) Se alguém não quiser crescer na vida, esse é problema dele. Se quiser crescer, é um problema nosso” - comentou, sobre a importância de criar estruturas propícias para motivar e alavancar ideias, e completou: “Me perguntaram quantos empregos eu gerei como prefeito. Se eu tivesse apenas gerado empregos, minha tese de empreendedorismo estaria furada. Eu precisava despertar nas pessoas a vontade de serem protagonistas”. Após o painel, professores presentes se reuniram de forma autônoma para compor uma carta propositiva pela inclusão da educação empreendedora na agenda estratégica de desenvolvimento econômico do país. Batizada de Carta de Angra dos Reis, ela já recolheu 150 assinaturas de acadêmicos e deve ser apresentada ao Governo em breve.
“Trate seu programa para um ecossistema empreendedor na universidade como você trataria a sua empresa” - Audrey Iffert, diretora de Empreendedorismo e Inovação da Arizona State University (ASU)
Para Audrey, o maior desafio de alguém que empreende – seja na universidade, seja fora – é fazer os outros enxergarem o que você vê. Seu trabalho na ASU consiste em fomentar o empreendedorismo entre alunos, professores e funcionários e, para isso, ela destaca duas regras básicas: 1) Ninguém é dono do empreendedorismo, ou seja, os programas criados devem ser oferecidos a todas as unidades e abranger a maior diversidade de perfis possível; 2) Não confie em liderança top-down para resolver todos os problemas: há uma facilidade em implementar iniciativas quando seu reitor ou coordenadores têm uma mentalidade progressista, mas isso não é o suficiente e há muitas formas de provocar mudanças.
Há 8 anos, quando Audrey iniciou seu trabalho na ASU, identificou na linguagem uma grande barreira para a aceitação do empreendedorismo na universidade. Percebeu que a palavra “entrepreneurship”(empreendedorismo, em inglês) é difícil de pronunciar e permite aos alunos diferentes definições. Entre elas, a de que empreendedores eram gananciosos e valorizavam apenas o capital. Audrey então criou um focus group para listar palavras em resposta a “o que empreendedores podem criar?” e percebeu que termos como “ONG” e “Negócio Social” tinham percepção mais positiva. Para gerar consciência sobre o tema dentro do campus, reuniu diversas ideias que poderiam tornar o mundo um lugar melhor e mostrou que o que nos ajudaria a realizá-las seria incorporar um modelo de receita, para que essas ideias se sustentem. Audrey foi bem sucedida em engajar alunos e professores, além de formar parcerias para que negócios fossem investidos e que uma comunidade empreendedora fosse criada dentro da universidade. Como um dos resultados, a Startup Village surgiu como uma ideia conquistada por alunos, e consiste em espaços residenciais e colaborativos para empreendedores, que também envolve treinamentos e mentorias com os residentes.
“Não é necessário ter experiência em prototipagem para tornar suas ideias realidade” - Audrey Iffert, diretora de Empreendedorismo e Inovação da Arizona State University (ASU)
Um makerspace é um espaço de convergência colaborativa entre pensadores, engenheiros e designers, pessoas abertas e inclusivas, que buscam oportunidades de botar a mão na massa. Audrey deu dicas de como criar makerspace em universidades, mesmo com poucos recursos. Definir um propósito e gerar um ambiente aberto à criatividade são os pontos principais. “Competências do século 21 e making caminham lado a lado: pensar fora da caixa, resolução de problemas, interdisciplinaridade, criar algo de valor - tudo isso é desenvolvido em um makerspaces. Até fazer crianças se empolgarem com gramática ou matemática é fácil se elas estão construindo coisas” - defendeu Audrey. Sobre prototipagem, Audrey aplicou uma dinâmica com os professores divididos em grupos de 7 pessoas. Com 20 fios de espaguete, um fio de barbante e uma tira de fita crepe, em 15 minutos eles precisavam equilibrar e sustentar um marshmallow o mais alto possível. Apenas 1/5 grupos foram bem sucedidos, o que serviu de lição que, para ter um resultado rápido, você deve testar um protótipo diversas vezes. Neste exercício, Audrey mostrou que, apenas perdendo para arquitetos e engenheiros, grupos de crianças são os mais bem sucedidos. Por quê? Elas não planejam muito e não têm medo de falhar rápido - quanto mais rápido você prototipa, mais cedo descobre o que funciona.
“Estamos condicionados a esperar o conhecimento do professor, precisamos fazer uma migração” - Luis Vabo Jr., professor da PUC-RJ e empreendedor da Sieve
As principais competências hoje necessárias para o empreendedor não são ensinadas em sala de aula. A taxa de retenção de conteúdo em aulas expositivas é de apenas 5%, contra 90% de retenção quando o aluno ensina esse conteúdo. Vabo acredita que, passando por métodos que permitam uma transição, paulatinamente, o conhecimento poderá ser construído de forma conjunta, onde a carga de responsabilidade dos alunos aumenta e o professor poderá atuar muito mais como um facilitador. Perguntado sobre quem seria o melhor ou mais adequado facilitador: alguém que nunca empreendeu ou empreendedor, Vabo respondeu: “Há assuntos em que meus alunos sabem mais do que eu. Fica mais rica minha experiência como professor a partir do momento que posso vivenciar dores de crescimento e conquistas na minha empresa que me ajudam a enriquecer o debate em sala de aula. Acho que deveríamos ter mais do modelo integrado de experiência pratica e teórica”.


FONTE: Endeavor

sexta-feira, novembro 28

Três razões pelas quais empreendedores escolhem uma cidade

Três razões pelas quais empreendedores escolhem uma cidade



Muitos formadores de opinião acreditam que taxas baixas e um ambiente regulatório pró-negócios são as chaves para atrair grandes empreendedores. Isso até faz diferença, sim – especialmente em um país com impostos complexos como o Brasil.
Mas a Endeavor Global recentemente pesquisou e entrevistou 150 empreendedores de alto crescimento nos Estados Unidos para saber os motivos de terem escolhido as cidades que escolheram para iniciar seus negócios. Descobriram que esses empreendedores estão mais interessados em três coisas: qualidade de vida local, disponibilidade de talentos e acesso a mercados.
QUALIDADE DE VIDA
Quase metade dos entrevistados pelo estudo responde  ram que começar a empreender na cidade onde sempre moraram faz diferença. Os motivos mais comuns pra isso foram as conexões com a comunidade local e a qualidade de vida das cidades. As citações a seguir ilustram algumas dessas respostas.
Três razões pelas quais empreendedores escolhem uma cidade
ACESSO A TALENTOS
Quase 30% dos empreendedores citaram o acesso a talentos como fator de escolha de onde começar suas empresas, com muitos mencionando especificamente a mão de obra tecnicamente qualificada. Esse foi o motivo relacionado diretamente aos negócios (diferente da qualidade de vida, por exemplo) mais frequentemente citado pelos entrevistados.
Três razões pelas quais empreendedores escolhem uma cidade
ACESSO A MERCADOS
Aproximadamente um em cada cinco empreendedores citou o acesso a clientes e fornecedores como fator decisivo para decidir onde começar seu negócio. Esta resposta foi mais comum entre empreendedores que trabalham no modelo B2B, ou seja, vendendo para outras empresas.
Três razões pelas quais empreendedores escolhem uma cidade
CONCLUSÕES
De acordo com os empreendedores de alto crescimento nos Estados Unidos, esses são os três fatores mais importantes para cidades que querem fomentar o desenvolvimento de grandes negócios. No entanto, muitos gestores públicos estão mais preocupados em baixar impostos e criar isenções para determinantes tipos de empresas. Ao menos nos Estados Unidos, essas políticas não parecem ser as mais importantes para os empreendedores segundo o estudo da Endeavor Global. Apenas 5% dos entrevistados mencionaram taxas baixas e isenções de impostos como fatores essenciais para começar um negócio.
A mensagem dos empreendedores de lá é clara. A melhor fórmula para atrair e manter empreendedores com negócios de alto crescimento é um bom lugar para viver, oferta de talentos e muitos fornecedores e consumidores.
A realidade brasileira pode ser diferente, mas isso indica que, afinal, o ambiente regulatório não deve ser a única preocupação dos gestores públicos.
Para mais informações sobre o estudo e a metodologia utilizada, faça o download do relatório aqui, em inglês.


FONTE: Endeavor