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terça-feira, agosto 11

Empresas mineiras desenvolvem soluções para reduzir consumo de energia

Apoiados pelo Sebrae Minas, pequenos negócios buscam alternativas para que as concessionárias e a população possam disponibilizar e consumir energia de forma mais sustentável



O Brasil tem presenciando uma das piores estiagens dos últimos tempos, o que levou reservatórios de águas em diversos estados a operarem com níveis muito baixos. Frente à equação escassez de recursos X aumento do consumo energético, o Sebrae Minas criou o projeto Coletivo, que apoia 20 micro e pequenas empresas, a maior parte incubada na Universidade Federal de Itajubá (Unifei), com o intuito de incentivar o desenvolvimento e a competitividade do setor de smart grid, isto é, na criação de equipamentos e serviços que utilizem redes e dispositivos inteligentes com foco no consumo mais intenso da tecnologia em todo o ciclo da produção de energia.
A iniciativa, que teve início em junho deste ano, possui diversas ações que se estenderão até 2017, com o objetivo de capacitar e estimular a abertura de novos mercados. “O objetivo é que até o final já do próximo ano, as micro e pequenas empresas participantes conquistem um aumento de faturamento de até 50% e incremento de 5% de produtos de alto impacto de inovação que possam ser lançados no mercado, estimulando, assim, o desenvolvimento de novas soluções”, explica Elaine de Fátima Rezende, analista do Sebrae Minas.
Entre as empresas que participam do projeto do Sebrae Minas está a S.O. Esco, uma das incubadoras da Unifei, que desenvolveu projetos na linha de economia de energia e água. Renato Swerts Carneiro, sócio da empresa, conta que, entre os produtos criados, está um monitor que acompanha em tempo real o consumo desses dois recursos naturais. “O diferencial é que ele faz a medição e transmite as informações para uma plataforma, via internet, e tem funções que ajudam a melhorar a gestão do consumo de energia e água.”
Entre as soluções desenvolvidas está um alarme que é acionado sempre que o valor do consumo ultrapassa o pré-estabelecido. Com isso, as indústrias podem analisar com antecedência o gasto de energia de um determinado setor ou equipamento e, assim, adotar ações corretivas e que garantam o gerenciamento eficiente do seu uso. Basta instalar o monitor no quadro da rede elétrica, sendo que um primeiro equipamento faz a leitura e transmite os dados via rádio para uma central, que, então, publica na internet. A central de energia pode ser integrada ao sistema da empresa.
“Trata-se uma ferramenta de gestão dentro de um serviço que nós vendemos. Junto dela, nós realizamos projetos de eficiência energética, em que estudamos os principais consumos, as possibilidade de melhoria, o custo e benefício dessas melhorias, entre outros serviços. Por meio dessa consultoria é detectado o que realmente precisa ser monitorado, possibilitando uma melhor gestão do consumo”, esclarece Renato Carneiro. “Outro diferencial é que monitor pode ser personalizado de acordo com as necessidades do usuário. Por exemplo: uma indústria calçadista pode se informar sobre a quantidade de energia elétrica gasta para produzir um lote de mil sapatos.”
A solução começou a ser desenvolvida com o Sebratec no final de 2013, tendo um protótipo instalado no prédio da incubadora, na Unifei. “A ideia é que o valor final reduza para que as empresas consigam fazer o maior número de monitoramentos possíveis, gerando mais informações”, vislumbra.
Apesar disso, a S.O. Esco já emitiu algumas propostas comerciais para a própria universidade, além de uma indústria automotiva, prefeituras, com foco em iluminação pública, e hospitais, para o monitoramento de material esterilizado e lavanderia. A partir desse investimento, espera-se que a economia de energia chegue a 20%.
Redução tarifária
Já a empresa Sete é destinada à indústria e ao comércio e trata dos aspectos de reajuste e revisão dos custos das Distribuidoras de Energia Elétrica, para que as tarifas de energia elétrica possam ser estimadas pelos usuários. “É um software de estimativa de energia. O cliente contrata o serviço, através de uma assinatura anual, e coloca as premissas dele no sistema, o que influenciará no valor da tarifa. A partir desses dados, o sistema apresenta uma estimativa, mas esse valor pode mudar de acordo com os parâmetros apresentados”, esclarece a empreendedora.
Dessa forma, o usuário consegue entender um pouco mais como a tarifa de energia influencia no custo final da empresa, na produção, ou no próprio planejamento de gastos para o ano seguinte.
Até agosto deste ano, o Sete já possuía 41 usuários ativos nas áreas de comercialização e distribuição de energia elétrica, produção e refino de petróleo, associações e grandes consumidores.
Prevendo falhas
Desde 2000 no mercado, a empresa PS Soluções cria projetos de manutenção preditiva de motores elétricos, especialmente motores de indução, o que permite realizar o diagnóstico e predição de falhas com métodos não invasivos e com os motores operando normalmente.
De acordo com Erik Leandro Bonaldi, sócio-diretor, a solução permite prever as falhas desses equipamentos, possibilitando que seja feita a programação de intervenções. “Imagine um motor de uma refinaria da Petrobras. Se ele quebrar, dependendo de que parte do processo for responsável, poderá provocar um prejuízo de R$ 600 mil por dia. Se ele ficar dez dias parado, o prejuízo será de R$ 6 milhões. O nosso equipamento evita que isso aconteça. Ele avisa que o motor pode estragar e, com isso, programa a intervenção, e, ao invés de ficar parado dez dias, fica apenas um”, explica. O mesmo produto pode ser usado em geradores, evitando paradas com interrupções de energia pela unidade geradora afetada.
Apesar de a manutenção preditiva já estar no mercado desde 2004, o empresário decidiu participar do grupo coletivo devido à possibilidade de apresentar a solução em outros países, além do contato com as demais empresas participantes, que acaba trazendo outros benefícios.


FONTE: administradores

terça-feira, abril 14

TECNOLOGIA: Projeto de carro japonês vem equipado com grill, karaokê e drone para selfies

A Nissan quer tornar o projeto realidade através de uma campanha de crowdfunding







Os japoneses estão planejando transformar o sonho de viajar e poder preparar um churrasco onde bem imaginar em realidade. A Nissan, em parceria com a Associação Japonesa de Churrasco, apresentou o projeto para seu novo carro multifuncional, o Nissan Ultimate Smart BBQ. Ele vem equipado com churrasqueira, pia, máquina de karaokê e até mesmo um drone para capturar selfies dos momentos de comilança e descontração.
O carro é baseado no modelo e-NV 2000, uma mini-van totalmente elétrica. Entretanto, o Nissan Ultimate Smart BBQ ainda é um projeto e precisa da ajuda de financiadores para sair do papel. O crowdfunding para arrecadação de pouco mais de 8 mil dólares está sendo realizado via Green Funding Lab e encerra dia 31 deste mês. 
Caso o financiamento coletivo dê certo, os donos dessa churrasqueira ambulante poderão usufruir de itens como: um grill elétrico de 1500W de potência, um sistema de proteção contra mosquitos por ondas ultrassônicas, chuva artificial para dias de calor escaldante, janela com monitor e conexão direta com smartphones, karaokê com tela integrada à janela, drone dedicado a selfies acoplado ao teto, pia, lixo e utensílios de cozinha acoplados ao porta-malas, toldo para armação anexa ao carro. Apesar das expectativas, vale uma ressalva para os brasileiros: a empresa não tem planos de lançar o modelo nas Américas.
Confira o vídeo de divulgação: 











FONTE: administradores

quarta-feira, março 18

7 dicas do fundador do PayPal para inovar nos negócios

Para Peter Thiel, se você está copiando o produto/serviço de grandes empreendedores, não está aprendendo com eles. Veja dicas do cofundador do PayPal para inovar nos negócios

7 dicas de Peter Thiel para inovar



Toda inovação começa do zero. Veja dicas do cofundador do PayPal para inovar nos negócios.

Para Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups de alta inovação, como o Facebook, o próximo Bill Gates não criará um sistema operacional. O próximo Larry Page ou Sergey Brin não desenvolverá um mecanismo de busca. E o próximo Mark Zuckerberg não criará uma rede social. Se você está copiando essas pessoas, não está aprendendo com elas. É mais fácil copiar um modelo que inovar e criar algo novo.
O progresso vem do de um conhecimento inovador, não da competição. Se você faz o que nunca foi feito e consegue fazer melhor do que qualquer um, tem uma espécie de monopólio — e qualquer negócio tem mais chances de ser bem-sucedido quando não pode ser copiado. Mas quanto mais você compete, mais se torna parecido com todo o resto. A competição destrói os lucros dos indivíduos, das empresas e da sociedade como um todo.
Em 2014, Peter lançou o livro De zero a um: O que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício. Ele não oferece fórmula para o sucesso. O paradoxo de ensinar empreendedorismo é que tal fórmula não pode existir. Como cada inovação é única, nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como inovar. Toda inovação vai de 0 a 1.
Confira as principais ideias abordadas por Peter Thiel no livro:
 1) Pense em quais empresas ou negócios ainda não foram criados. Empreendedores precisam pensar no diferente, naquilo que ainda não é oferecido no mercado. Competir é para fracassados. É preciso focar em inovar, ser único.
2) Para Thiel, ensinar empreendedorismo é um paradoxo, uma vez que tal fórmula não pode existir. Toda inovação vai de 0 a 1, na medida em que passa a ocupar uma fatia do mercado que antes era inexistente.
3) Existem apenas dois tipos de empresas no mundo: aquelas que estão em uma competição acirrada e aquelas que detêm algum conhecimento totalmente novo. As melhores empresas investem em deter o conhecimento do que ela criou.
4) Empresas e pessoas diferenciadas serão mais importantes na definição do futuro do que aquilo que está na moda ou é segmentado. Mas não é preciso ter medo de estar em um setor badalado, apenas certifique-se de estar criando/produzindo algo único. As melhores oportunidades estão nos problemas sem solução. Aprenda a fazer as perguntas certas para descobri-las.
5) É preciso ter uma tecnologia que seja a melhor. Só assim a empresa ganha tempo e evita que alguém a copie. Quando se começa uma empresa, é preciso começar pequeno e mirar um mercado pequeno, mas tendo espaço para sonhar grande e crescer.
6) A maneira como a equipe trabalha é muito importante. Uma startup de sucesso é sempre resultado de uma combinação de três elementos essenciais: pessoas certas, boa tecnologia e um plano de negócios. Uma empresa bem-sucedida não é resultado de um voo solo.
7) A empresa nunca deve ser burocrática. Ela precisa ser dinâmica. Os papeis precisam ser bem definidos, mas podem ser redefinidos.
Sobre Peter Thiel
Peter Thiel é cofundador do Paypal e da Palantir Technologies, uma empresa de software especializada em análise de dados. Investiu em centenas de startups, incluindo o Facebook. É sócio da Founders Fund, empresa de capital de risco que financiou startups como SpaceX e Airbnb. Fundou a Thiel Fellowship, cujo objetivo é estimular jovens a colocar o aprendizado acima da escolaridade. No Brasil, investiu na Oppa, loja de móveis.


FONTE: Endeavor

Garota de 17 anos inventa sistema portátil que limpa água e produz energia





Com apenas 17 anos, a jovem australiana Cynthia Sin Nga Lam desenvolveu um sistema portátil que pode facilitar muito a vida de pessoas que vivem em comunidades isoladas. A pequena tecnologia é capaz de purificar a água ao mesmo tempo em que gera energia.

A invenção foi apelidada de H2prO e tem como base apenas dois agentes principais: dióxido de titânio e luz. Ao entrar em contato com a luz, o titânio absorve a energia ultravioleta e gera radicais que auxiliam o processo de oxidação de compostos orgânicos, que se decompõem para produzir CO2 e H2O.

Os testes que usam o titânio para separar poluentes da água foram feitos pela primeira vez pelo japonês Akira Fujishima e serviram de inspiração para Cynthia em seu experimento. Para tornar o sistema efetivo, a jovem precisou testas diferentes combinações, com a adição de um agente de oxidação, como metanol, gliverol e EDTA, que atuam como excelentes redutores. Essa mistura eleva a produção de hidrogênio, usado como combustível, e tornam a decomposição mais eficaz.

O dispositivo é pequeno e composto por duas partes. A unidade superior é usada para a purificação da água, enquanto a divisão inferior serve para a geração de hidrogênio, conectada a uma célula de combustível e à unidade base para a filtração da água.


Fotos: Divulgação

Os testes feitos mostraram que o H2prO tem eficiência de 90% na remoção dos poluentes orgânicos, finalizando o processo em até duas horas. No entanto, em relação à produção de energia, o sistema ainda é instável, mesmo que a produção de hidrogênio fotocatalítico tenha sido satisfatória.

A jovem inventora é uma das finalistas do concurso de ciência do Google e, em sua apresentação, ela garante que continuará trabalhando para tornar o sistema ainda mais eficiente. 

Clique aqui para saber todos os detalhes deste sistema. 



FONTE:  CicloVivo

terça-feira, março 17

Torneio de robótica estimula inovação no ensino feita por estudantes

Robô construído pela equipe de José Eduardo ajuda a organizar as letras para as crianças em processo de alfabetização - Foto: Agência Gestão CT&I
Robô construído pela equipe de José Eduardo ajuda a organizar as letras para as crianças em processo de alfabetização - Foto: Agência Gestão CT&I

Como os processos de aprendizagem no início do ensino fundamental se tornaram defasados ao longo dos anos, as crianças continuam cada vez mais desestimuladas a aprender. Contudo, soluções inovadoras para estimular os jovens nas escolas brasileiras foram apresentadas por cerca de 600 estudantes, de 9 a 16 anos, oriundos de vários estados do País, durante a abertura do Torneio de Robótica First Lego League (FLL), realizada nesta sexta-feira (13) em Brasília (DF).

Vindo de Natal (RN), o estudante José Eduardo Moura, de 13 anos, construiu junto com sua equipe um robô capaz de tornar o método de alfabetização bem mais interessante para as crianças de 4 a 7 anos. “Por controle remoto, ele vai pegando e organizando as letras das imagens que a gente mostrar, para então formar as palavras. O preço não é muito acessível, então criamos o braço hidráulico, que vai fazer basicamente a mesma coisa que o robô faz”, contou.

Segundo José, ao conversar com profissionais da área de ensino sobre o processo de alfabetização, descobriu que os alunos se interessam mais pelo assunto quando estão interagindo diretamente com ele. “O problema é que as crianças estavam achando o método de alfabetização tradicional muito chato. Não estavam interessados em aprender e ficavam desestimulados. Mas quando interagem, gostam mais e se divertem mais”, explicou.

Esta etapa nacional do torneio tem as 60 melhores equipes do Brasil, que garantiram vaga em dez seletivas regionais. Os times são formados por estudantes vindos de escolas públicas, particulares e do Serviço Social da Indústria (Sesi), que organiza o evento.

Estímulo

De acordo com o diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi, a alta tecnologia utilizada pelos estudantes estimula a percepção deles nas áreas de ciência, matemática e engenharia, além de criar uma resolução para o problema da educação nacional.

“Temos escolas do século 19, com professores do século 20 e alunos do século 21. Com o torneio, estamos criando processos de aprendizagem modernos, em um contexto que dialoga com a realidade dos estudantes. Eles compreendem muito mais o que está por de trás dos conceitos de ciência a partir de soluções no mundo real”, comentou.

Torneio

Até domingo (15) o torneio receberá estudantes para apresentarem suas invenções. O vencedor poderá participar do World Festival, evento mundial realizado em Saint Louis (EUA), com as melhores equipes de robótica do mundo.

A competição é promovida pelo grupo dinamarquês Lego e pela organização norte-americana For Inspiration and Recognition of Science and Technology (First) em mais de 80 países e envolve mais de 200 mil jovens por ano. No Brasil, este é o 11° ano do campeonato, que ocorre há 17 anos no mundo. A expectativa por organizadores é que aproximadamente oito mil pessoas visitem diariamente o evento em Brasília.


(Leandro Cipriano, da Agência Gestão CT&I)

quinta-feira, março 5

A modernidade no ambiente de trabalho


Foto
À medida que a tecnologia avança, mais as pessoas se distanciam. Este é um fato cruel e que muitos não se dão conta. No tempo em que as comunicações não tinham a facilidade atual, as pessoas procuravam umas às outras para trocar ideias pessoalmente ou, no máximo, usavam o telefone. Profissionais sentados lado a lado, no mesmo espaço físico, trocam mensagens durante o expediente com muita naturalidade sabendo que certamente, mais rápido e produtivo, seria o diálogo “olho no olho”.


Mas, nós que trabalhamos com recursos humanos e temos “paixão por pessoas”, não podemos nos deixar levar por esta, que não é mais uma tendência, e sim uma dura realidade. É preciso preservar o quanto possível o contato pessoal e a troca de informações. Enfim, ter interação.



Com frequência vemos em ambientes de lazer casais, amigos sentados frente a frente e, cada um ‘fazendo’ o uso do WhatsApp (que literalmente quer dizer “qual é o problema?”, “o que está acontecendo?”) para dialogar virtualmente com outra pessoa. Mas, afinal, por que estão ali e juntas? Supostamente para conversar, exercitar a convivência, papear, planejar alguma coisa. No entanto, essa troca de experiências acontecerá em que momento? Talvez façam isso online.



Outro uso indevido e, este absolutamente reprovável, é a ofensa através do e-mail. Em 100% dos casos, pessoas que não têm a coragem de dizer o que pensam olhando para o interlocutor, utilizam o e-mail para ofender, agredir, diminuir o próximo. Esta prática deve ser banida com a arma que mais fere o ser humano: o desprezo. Simplesmente devemos ignorar e não responder.



Um novo fato que vem causando inúmeros problemas no ambiente de trabalho é o vício dos celulares. Existem empresas que proíbem o uso do aparelho no horário de expediente, porém com esta ação, estão, aparentemente, cerceando a liberdade dos profissionais. Entretanto, se chegaram a este ponto, sem dúvida foi porque constataram a utilização indevida e exagerada do telefone móvel. O bom senso deve sempre prevalecer.



Já se tem notícia de que em reuniões sociais os anfitriões pedem que os celulares, devidamente identificados, fiquem fora do recinto onde as pessoas estão reunidas, pois somente assim é possível manter-se um diálogo sem interrupções. E o resultado foi o melhor possível. As pessoas puderam realmente exercitar a transferência de ideias e de experiências, constatando ser absolutamente possível permanecerem algumas horas sem a escravidão do celular.



Agora, referindo-me ao exercício profissional, uma coisa é certa: o uso constante do celular fará com que o profissional não foque nas funções que desempenha, causando um atraso produtivo, diminuição nos resultados e, em casos extremos, acarretar desavenças no ambiente de trabalho. Em uma citação curiosa de um conhecido empresário, ele diz: “Você já pensou se os jogadores de futebol entrassem em campo com celular?”.



Em paralelo ao uso do celular está a utilização indevida e indiscriminada da internet no local de trabalho. É sabido que as redes sociais são consideradas hoje importantes ferramentas em muitas áreas e, entre as mais importantes está o RH, pois os perfis dos profissionais estão disponíveis para consultas. Porém, assim como o uso de celulares, o abuso do uso da internet (Facebook, Instagram, entre outros), traz problemas ao ambiente produtivo. Observamos inúmeras postagens de assuntos bem pessoais alternados indevidamente com assuntos profissionais.



Precisamos preservar a imagem da empresa, uma vez que o colaborador ao se expor leva consigo a imagem desta. Em nosso caso, trabalhando com recursos humanos no nível em que atuamos, a situação é extremamente delicada e por este motivo a atenção deve ser redobrada.



No momento que vivemos, especialmente no Brasil na atual economia, a verdade é que devemos raciocinar muito, pois o desemprego está ‘batendo à porta’ e somente há lugar para poucos e bons: não temos tempo durante o expediente para uso indevido de celulares, redes sociais e e-mails particulares. A dedicação e o compromisso de todos serão os diferenciais em situações como esta. “No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo: ou você faz uma coisa bem feita, ou não faz.” – Citação de Ayrton Senna.






FONTE: RHCentral

quarta-feira, março 4

Energia Inteligente

Com a pressão do consumo global de energia aumentando de ano para ano, cientistas e engenheiros estão, cada vez mais, à procura de maneiras criativas e inovadoras para combater a tendência crescente. Com foco no acesso à energia, confiabilidade e geração de energia alternativa, energia inteligente é uma área em que o mundo realmente exige a nossa maior atenção.
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O que você acha: no futuro, quais serão as principais fontes de energia onde você mora? De acordo com a maioria das principais organizações, a maior parte, com certeza, será proveniente de recursos renováveis. Por exemplo, a quota global de geração de energia renovável está projetada para aumentar até 40% de 2012 a 2018, de acordo com o Medium-Term Renewable Energy Market Report 2013 (MTRMR), da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês). Os materiais renováveis constituirão quase um quarto da geração de energia bruta mundial até 2018, ante uma estimativa de 20% em 2011. A maior parte ainda virá da água. Prevê-se  que a participação de fontes não-hídricas, como a eólica, a solar, a bioenergia e a geotérmica na geração total de energia chegue a 8% até 2018.
Mas há problemas! Em grande medida, a energia renovável não é competitiva no momento sem os subsídios. A longo prazo, essas energias só podem se tornar parte importante do nosso mix energético se competirem em termos de custo e de segurança do abastecimento. Serão necessários especialistas de muitas áreas para fazer isso acontecer. A química pode desempenhar um papel importante. Por exemplo, soluções inovadoras, como estabilizadores UV, de calor e de luz ou novos sistemas de impressão, podem tornar mais eficiente  o uso de painéis solares, melhorar a produção de energia e aumentar a vida útil dos sistemas. A química também possibilitar que turbinas eólicas sejam fabricadas e instaladas de forma mais eficiente e também contribuir para que sua operação seja mais econômica.
Além disso, novas ideias visionárias são testadas em projetos-piloto inovadores mundo afora, como a tecnologia de captação de energia. A captação de energia explora a energia do ambiente através da geração de eletricidade a partir de fluxos de movimento, de pressão e de ar. Dois exemplos: em veículos híbridos, os freios são conectados a um gerador de energia; e placas de energia que possuem fibras piezoelétricas, presentes em calçadas, convertem o movimento dos pedestres em energia.
Um fator importante em cenários futuros de energia é o fator custo. Não só as inovações dentro do campo das energias renováveis​​, mas também o desenvolvimento de novos depósitos não convencionais de combustíveis fósseis com métodos inovadores de extração, os custos subsequentes de armazenamento e distribuição (link para o respectivo desafio) de energia, redução do consumo de energia (link para o respectivo desafio) e legislação local, terão um grande impacto sobre o desenvolvimento do setor das energias renováveis​​.
Fontes de energia renováveis ​​certamente terão importância crescente. Mas quais são os fatores que impulsionam e quais são os obstáculos para a utilização de mais energias renováveis? Em quais áreas específicas precisamos de mais pesquisas e inovações? Como isso tudo difere entre as regiões? Quais são suas experiências com energia proveniente de fontes renováveis? Junte-se à discussão online no Creator Space agora!

FONTE: creator-space.basf.com

segunda-feira, março 2

Programa do Sebrae e do CNPq atua no desenvolvimento da inovação

A parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Programa Agentes Locais de Inovação (ALI) já atendeu 50 mil empresas desde 2010. A iniciativa disponibiliza gratuitamente bolsistas para auxiliar empresários no desenvolvimento de produtos e processos inovadores, ajudando empresas de pequeno porte dos setores de indústria, comércio ou serviços que tenham faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões.

Os 1.202 agentes de campo que atuam em todo o País orientam de forma personalizada os empresários, auxiliam na verificação de editais de fomento e fazem o acompanhamento do negócio por até dois anos. Junto com os empresários, esses profissionais, que recebem bolsa do CNPq, fazem o diagnóstico da situação do empreendimento e elaboram um plano de ação para melhorias nos produtos e processos. As soluções são apresentadas conforme a necessidade da empresa e validadas por um especialista do Sebrae.

O proprietário da empresa Facinatus Cosméticos, Henner Menezes, decidiu aderir ao programa ALI em março de 2014, quando foi procurado pela farmacêutica e bioquímica Nathalia Barbosa, bolsista do CNPq. Após a adesão, o empreendimento já firmou parceria com universidade para o desenvolvimento de novo cosmético sustentável, participou da Feira do Empreendedor de 2014 e está concorrendo ao Prêmio Nacional de Inovação.

"Foi fundamental participar do ALI por conta do nível de qualificação da agente local de inovação", disse Menezes. "Abriu muitas portas na universidade. Eu, como empresário, não tenho tempo de buscar algumas informações úteis para o desenvolvimento de novos projetos. Sem esse facilitador nós não teríamos alcançado sucesso para a implantação do nosso novo produto e nem participado de eventos e prêmios."

O programa Agentes Locais de Inovação é um acordo de cooperação técnica entre o CNPq e o Sebrae que prevê um investimento de R$ 362 milhões por ano, de 2015 até 2019. O ALI tem abrangência nacional e está consolidado como estratégia de competitividade e diferencial competitivo para as empresas de pequeno porte.



(Agência Gestão CT&I, com informações do MCTI)

quinta-feira, fevereiro 26

NRF 2015: 5 lições do maior evento de varejo do mundo


A 104ª edição do evento anual promovido pela NRF (National Retail Federation) dos EUA aconteceu este ano entre os dias 11 e 13 de Janeiro em Nova York. Palestras sobre vendas e marketing trouxeram novidades do setor e soluções dos principais provedores desde tecnologia até embalagens.

Em um cenário tão amplo e complexo, são muitos os interesses e diversas as pautas abordadas nas mais de 45 apresentações. Resumo parte das milhares de ideias e tendências em cinco pontos:

1) Pé no chão

Parece que os gurus acordaram; O Brick’n Mortar (varejo tradicional) ocupou papel importante nas discussões, e não é para menos: algo entre 75% e 95% das vendas de produtos ao consumidor acontecem dentro de lojas. Como já ocorre há centenas de anos, o bom e velho ponto de venda físico impera, e este é um sinal de maturidade, o mercado cansou de promessas fantásticas. Deixar lojas físicas para o segundo plano era realmente incoerente e, em algum momento, a razão precisava voltar a prevalecer. Esta hora chegou.

2) Milhares de reis, preferências diversas

O cliente é o rei. Com a abundância de oferta de produtos e canais de distribuição eficientes, o consumidor passou a ter ainda mais poder de decisão com ferramentas de comparação de preços, redes sociais, sites de reclamações e acesso em qualquer lugar graças aos dispositivos móveis. O consumidor é quem decide sua jornada de compra e os varejistas precisam se preparar. Comprar online e retirar na loja, comprar via celular e receber em casa, comparar artigos e preços dentro da loja. Ninguém segura o comprador sem oferecer uma experiência de canais de vendas integrados e conteúdo relevante.

3) Lojas Anabolizadas

As lojas físicas estão firmes e fortes, os clientes estão cada vez mais ariscos; o que fazer? Anabolizar a experiência dentro da loja, claro! A tecnologia já consegue superar problemas de tempo e distância quando o assunto é comprar. Integrações sem emendas entre canais de vendas (o chamado Omni-Channel) está na pauta dos grandes varejistas. O desafio agora é tornar a tecnologia evidente e tátil. Se os compradores têm smartphones, os vendedores precisam estar conectados também. Experiências com nossos clientes comprovam que vendedores com tablets integrados aos sistemas da loja conseguem mais vendas e consumidores mais satisfeitos.

4) Mobile primeiro, segundo, terceiro...

Há alguns anos surgiu o conceito de mobile first, em que o processo de design parte da tela pequena e depois se adapta aos formatos maiores, no caso, tablets e desktops. A questão é: mobile de quem, para o quê e quando? Os hábitos de uso de dispositivos móveis são diferentes para millennials (em resumo, quem tem entre 25 e 45 anos, aproximadamente) e adultos maduros. Seus bolsos também são diferentes. O desafio é criar experiências customizadas e relevantes para os dispositivos móveis. Chega de pensar que o celular é apenas uma tela semelhante ao desktop. É o momento de aproveitar o potencial da mobilidade para melhorar os resultados.

5) Caminho reverso

Desde o surgimento da internet, o e-commerce foi considerado um braço do varejo tradicional. Agora, os varejistas online estão indo para o mundo físico. Birchbox sai da tela da web e vai para a rua, noticiou o Los Angeles Times; Bonobos planeja lojas físicas, anuncia o New York Times. Varejistas apresentaram dados em que suas vendasonline ganham alavancagem com o aumento de pontos de venda físicos. Se antes o mundo online apoiava o varejo físico, hoje sabe-se que a recíproca também é verdadeira.

Os muros estão caindo, a tecnologia está no DNA do varejo e quem ficar de fora desta nova dinâmica, corre o risco de ficar para trás. A experiência do cliente não tem mais fronteiras e a relação com a marca deve ser contínua, relevante e impactante. Rede social, loja física, site mobile, emails... Nem e-commerce , nem loja física: o comércio é digital, não importa o canal. Não por acaso, desde 2013 a Itelios incorporou em sua assinatura: Digital Commerce & Services.




FONTE: Adnews

quarta-feira, fevereiro 25

Elevadores devem ganhar movimentação horizontal e por magnetismo



Se você já assistiu filmes futuristas, provavelmente se perguntou quando andaria em um dos elevadores que anda não só para cima e para baixo, mas também para os lados. Finalmente, a ideia está perto de se concretizar.

A empresa alemã ThyssenKrupp anunciou nesta semana que está desenvolvendo um protótipo de elevador que se movimenta horizontalmente. Batizado de "Multi", o conceito se desloca por meio de magnetismo, assim como os trens "maglevs" do Japão. Sendo assim, grandes campos magnéticos movimentam o elevador por meio de trilhos, sem a necessidade de fios ou cordas.

A única diferença é que os elevadores não devem se movimentar tão rápido e a expectativa é que eles andem em "loop", o que significa que um novo elevador estará disponível para o usuário entre 15 a 30 segundos.

O primeiro protótipo do Multi deve ser apresentado no final de 2016. Confira abaixo um vídeo explicando o conceito:







FONTE: Bloomberg

Bateria de alta capacidade pode promover independência energética individual






Uma bateria desenvolvida pela Tesla, montadora norte-americana, promete revolucionar a produção doméstica de energia limpa. O modelo possui alta capacidade e permite o armazenamento de grande quantidade de energia, possibilitando às residências se tornarem independentes das redes de transmissão.

A novidade tem sido muito esperada, principalmente, nos Estados Unidos, devido à popularização das placas fotovoltaicas. Com os baixos preços, a produção de energia solar para uso individual tem crescido em ritmo acelerado. Em 2014, o setor foi o que mais gerou empregos em todo o país.

De acordo com o chefe executivo da empresa, Elon Musk, em declaração ao jornal The Washington Post, a bateria será revelada ao público dentro de um ou dois meses e a produção em larga escala está a, aproximadamente, seis meses de distância.

Mesmo que os custos ainda não tenham sido informados, a expectativa é de que a opção seja muito mais barata do que os tradicionais sistemas de geradores, que custam, em média US$ 20 mil. A utilidade do sistema seria bastante semelhante, mas ao invés de armazenar energia proveniente de gás ou outras fontes não renováveis, o abastecimento seria feito apenas com energia limpa.

A bateria também oferece mais liberdade aos consumidores. Produzir energia solar no telhado de sua própria casa e ter como armazenar o excedente para o uso posterior, permitirá que as residências sejam desconectadas das linhas de transmissão e funcionem como pequenas usinas elétricas individuais.



FONTE: CicloVivo

sexta-feira, fevereiro 20

Observatório deve receber nova infraestrutura para pesquisa em astrofísica de partículas na América do Sul



Astrofísica
Além de se beneficiar com a atualização do Observatório Pierre Auger, países da região são candidatos a sediar o maior observatório de radiação gama do mundo (Steven Saffi / Fapesp)
A comunidade de pesquisa em Astrofísica de Partículas na América do Sul espera receber nos próximos anos importantes reforços de infraestrutura para a realização de experimentos nessa área interdisciplinar, voltada a estudar raios cósmicos de ultra-alta energia – as partículas subatômicas mais energéticas conhecidas na atualidade, de origem ainda incerta.
O maior observatório de raios cósmicos do mundo, o Observatório Pierre Auger – instalado na província de Mendoza, na Argentina, e com participação do Brasil financiada pela FAPESP e por outras agências de fomento –, deve passar por um programa de atualização até 2018.
Já em 2015 também será feita a escolha do país-sede, no hemisfério Sul, do Cherenkov Telescope Array (CTA) – que deverá ser o maior observatório do mundo dedicado ao estudo de corpos celestes que emitem radiação gama, de mais alta energia.

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Além disso, está sendo discutida a construção do Agua Negra Deep-Underground Experiments Site (Andes) – o primeiro laboratório subterrâneo da América Latina, projetado para ser construído anexo a um túnel previsto para ser escavado na fronteira andina entre Argentina e Chile, para realização de experimentos em diversas áreas, incluindo a Astrofísica de Partículas.
“A comunidade de Astrofísica de Partículas na América do Sul está passando atualmente por uma fase muito importante e excitante em razão da expectativa de concretização desses projetos”, disse Luiz Vitor de Souza Filho, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), à Agência FAPESP.
A fim de discutir as perspectivas desses projetos de infraestrutura para a área na América do Sul, Souza Filho e um grupo de cem pesquisadores de diversos países reuniram-se em novembro no Instituto de Física da USP, durante o 3rd Astroparticle Physics Workshop: The future in South America.
“O objetivo do evento foi reunir a comunidade internacional de pesquisadores em Astrofísica de Partículas para começarmos a planejar o futuro dos experimentos na área de uma forma mais organizada”, disse Souza Filho, que foi um dos organizadores do encontro.
“O momento é propício para tentarmos criar um plano de investimentos e de pesquisa, levando em conta questões científicas importantes que podemos responder com a construção desses projetos”, afirmou.

Plano de atualização

Entre essas questões, segundo o professor, estão a origem dos raios cósmicos de ultra-alta energia e o tipo de partículas subatômicas que chegam à Terra com energias macroscópicas da ordem de 10 elevado a 18 (um bilhão de bilhões) elétron-volts (eV).
O Observatório Pierre Auger permitiu observar nos últimos 10 anos dezenas de raios cósmicos acima de 10 elevado a 20 eV e foi muito bem-sucedido nesse propósito, avaliaram os pesquisadores presentes no encontro.
Os resultados obtidos pela colaboração Auger, porém, ainda não permitem identificar totalmente as fontes desses raios cósmicos de energia ultra-alta.
“Medimos várias propriedades dos raios cósmicos, mas ainda não conseguimos localizar a fonte ou fontes deles. E não sabemos exatamente se as partículas que chegam à Terra são puramente prótons ou núcleos atômicos mais pesados, ou ainda uma mistura deles”, afirmou.
De acordo com pesquisadores da área, um dos desafios para identificar a fonte e a composição dessas partículas vindas do espaço é que elas são medidas de forma indireta.
Quando uma partícula cósmica ultraenergética atinge a atmosfera terrestre, ela colide com um núcleo do ar, produzindo novas partículas que, por sua vez, também colidem e interagem, em um efeito multiplicativo em cascata, formando um chuveiro atmosférico extenso, constituído de um bilhão de partículas ou mais.
O Observatório Auger estuda os raios cósmicos ultraenergéticos que chegam até a Terra medindo esses chuveiros atmosféricos extensos produzidos por eles na atmosfera.
A expectativa é que o programa de atualização pelo qual o Observatório Auger deve passar permita responder a essas questões ao melhorar consideravelmente a resolução dos detectores de partículas do observatório.
“A atualização permitirá a medição de diferentes tipos de partículas e com maior precisão”, estimou Souza Filho.
Atualmente, várias propostas de atualização do Observatório Auger estão sendo avaliadas internamente por um comitê de físicos. Todas elas têm como foco melhorar a resolução da composição dos raios cósmicos.
Cada uma das várias propostas envolve uma técnica diferente para a identificação de múons – partículas subatômicas ultraenergéticas presentes nos chuveiros atmosféricos – e requer combinações diferentes de novos produtos eletrônicos, novos detectores e modificações internas nos 1,6 mil detectores do observatório.
Espalhados por uma área de 3 mil km2, em uma região plana ao lado dos Andes, os detectores são tanques de polietileno, preenchidos com 12 mil litros de água purificada e instrumentalizados com sensores fotomultiplicadores.
Quando as partículas de um chuveiro atmosférico atravessam a água no interior do tanque é emitida luz que pode ser medida nos sensores.
Antenas acopladas ao tanque transmitem os dados via rádio para a sede do observatório em Malargüe, na Argentina, de onde são enviados para análise de cerca de 450 pesquisadores em outros pontos do mundo.
As propostas de atualização do observatório preveem a adição de novos detectores de múons nos chuveiros identificados. Para isso, seriam necessárias mudanças em todos os detectores existentes, a um custo estimado de US$ 15 milhões.
Para avaliar se realmente funcionam, estão sendo testados protótipos dos sistemas de detecção de múons propostos.
“No início de 2015, uma das propostas deverá ser escolhida. Esperamos que seja possível instalar em breve os novos detectores e operá-los até, no mínimo, 2023”, disse à Agência FAPESPCarola Dobrigkeit Chinellato, professora do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que preside a Comissão de Publicações do Pierre Auger.
A professora também participou, como representante da FAPESP, de um encontro da Comissão de Finanças do Observatório Auger, que reuniu as agências de fomento dos 18 países membros da Colaboração para a prestação de contas anual. A reunião ocorreu no dia 15 de novembro na sede da FAPESP, em São Paulo.

CTA

No início de 2015 também será escolhido o país-sede no hemisfério Sul do CTA – consórcio internacional formado por 28 países, entre eles o Brasil – que pretende construir, até 2020, o maior observatório astronômico do mundo dedicado ao estudo de objetos astrofísicos que emitem raios gama.
O observatório contará com cerca de 100 telescópios que serão instalados em dois lugares distintos, um no hemisfério Sul e outro no Norte.
No hemisfério Sul, os países candidatos a sediar o observatório são o Chile e a Argentina, na América Latina, e a Namíbia, na África, disse Souza Filho, um dos pesquisadores brasileiros participantes do projeto (leia mais emhttp://agencia.fapesp.br/maior_observatorio_de_astronomia_gama_tera_part...).
Segundo ele, a ideia inicial é construir um conjunto de sete telescópios – que formarão um arranjo embrionário do observatório, denominado CTA Mini-Array – em torno do qual o restante do observatório será posteriormente construído.
Dos sete primeiros telescópios três serão construídos pelo Brasil no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP.
O primeiro deles entrou em fase de testes em Catania, na Itália, no fim de setembro (leia mais em http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/10/07/prototipo-de-telescopio-para...).
“A meta é testar inicialmente esse pequeno conjunto de telescópios, obter os primeiros dados científicos e, a partir disso, avançar até atingir uma centena de telescópios”, disse Souza Filho.
Durante o workshop na USP, Werner Hofmann, porta-voz do projeto e pesquisador do Max-Plack-Institut für Kernphysik, na Alemanha, disse que dificilmente o CTA deixará de vir para a América do Sul.

Projeto Andes

Outra iniciativa de pesquisa em Astrofísica de Partículas na América do Sul em discussão é a construção do laboratório subterrâneo profundo Andes.
A ideia da comunidade de pesquisa é fazê-lo anexo a um túnel de 14 quilômetros de extensão que Argentina e Chile pretendem escavar sob a Cordilheira dos Andes, para facilitar o acesso dos países da América do Sul ao Oceano Pacífico e, dessa forma, exportar mais facilmente para a Ásia.
O projeto do laboratório subterrâneo prevê a instalação de diversos equipamentos para estudos em diferentes áreas, como de um grande detector capaz de identificar neutrinos de baixa energia e geoneutrinos – neutrinos produzidos pela decomposição de produtos radioativos na Terra, como potássio, urânio e tório, que se estima tenham grande relevância no balanço de calor da Terra.
O túnel seria o lugar propício para a medição dessas partículas, avaliam os pesquisadores da área.
“O Andes possibilitaria a realização de experimentos, em diferentes áreas, que necessitam de baixo nível de radiação, como medições de matéria escura e de neutrino”, explicou Souza Filho.
Até o momento, apenas Argentina, Brasil, México e Chile têm se empenhado no projeto, que busca adesão de outros países.

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FONTE: EBC