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terça-feira, junho 23

Sem fronteiras para a educação


Em quatro Estados, experiências diferentes se destacam quando o propósito é ajudar a melhorar educação com auxílio da tecnologia

Canais de YouTube com conteúdo de física, matemática e química, além de uma plataforma que reúne várias disciplinas do vestibular. Experiências diferentes, em quatro Estados brasileiros, se destacam quando o propósito é ajudar a melhorar a educação com auxílio da tecnologia.
Sucesso com seu conteúdo de física, o alagoano Ivys Urquiza teve algumas aulas visualizadas mais de 250 mil vezes no YouTube. Seu público-alvo  é formado principalmente por estudantes que se preparam para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os tradicionais vestibulares. E a adesão dos alunos ao projeto Física Total é tamanha que Urquiza está agora investindo em um aplicativo para smartphones sobre a disciplina. “A ideia é ter a convergência de todos os vídeos e informações do site, além do conteúdo do Facebook e do nosso canal”, explica Urquiza. Segundo o professor, o aplicativo está em fase de testes e deve estar disponível no primeiro bimestre de 2015.
Além de vídeos e textos, a ferramenta contará com uma programação por meio de rádio e uma biblioteca de fórmulas. “Ao pesquisar a fórmula, automaticamente o estudante terá acesso a um vídeo personalizado para orientá-lo, ao Facebook, ao site ou a qualquer outro conteúdo que ofereça maior compreensão.” No rádio, a versão podcast será a responsável por trazer dicas sobre o Enem e os vestibulares mais concorridos, com informações sobre o calendário e os locais de prova.
Idealizador do canal Química em Ação, o goiano Paulo Valim se propõe a mostrar a disciplina no cotidiano, de forma mais acessível. “Sempre vi que muitas coisas em química, por serem tão microscópicas e longe da realidade de um aluno de 15 anos, causavam a má compreensão de uma série de fenômenos”, explica. “Assim, as pessoas conseguem associar a química ao que acontece à nossa volta e até mesmo cuidar melhor do planeta.”
Valim, no entanto, faz um alerta: o sucesso desses canais depende principalmente da vontade do aluno - e não somente das explicações do professor. “Se ele vem de fato atrás do conhecimento, o desempenho é outro.”
Também entusiasta do uso da tecnologia na educação, o paulistano César Medeiros, mais conhecido como Nerckie pelos que acompanham a plataforma Vestibulândia, diz que as novas ferramentas dão aos professores recursos como gráficos e animações em 3D, que facilitam a compreensão dos alunos. “O ensino presencial possui vantagens, como a interatividade, mas também desvantagens. Usando apenas a lousa, o professor muitas vezes fica impedido de ser plenamente claro”, afirma Medeiros, que atualmente vive em Santa Catarina. Ele salienta, porém, que as máquinas nunca poderão substituir um professor. “A tecnologia complementa, socializa, mas o trabalho intelectual, em qualquer caso, sempre será feito pelo educador.”
E vários deles passaram de fato a utilizar essas plataformas, como mostra uma pesquisa recente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br). O trabalho constatou que 61% dos professores da rede pública de ensino utilizaram, em 2013, videoaulas da internet para auxiliar seus alunos em sala de aula e 96% contaram com conteúdos da internet para preparar as aulas.
Por trás do sucesso Matemática Rio, com cerca de 350 mil visualizações por mês, Rafael Procópio se entusiasma com o alcance de seu conteúdo. “Com o canal ‘Matemática Rio’, consigo dar aulas em um único dia mais do que daria em minha vida toda.” Ele acredita que os docentes precisam ser apoiados em suas iniciativas criativas. 

SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Da esquerda para a direita: Leon Domarco Botão (Unimep), Rafaela Tavares Kawasaki (Unitoledo), Marcos Madureira, vice-presidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil, Natasha Kawanishi Mazzaro (PUC-SP), Ricardo Rossetto, Juliana Verri Ribeiro (Unitau), Lucas Gabriel Santiago Rangel (Faat), Roberto Gazzi, diretor de Desenvolvimento Editorial do Grupo Estado, e Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado.

Aluna da Unitau, Juliana Verri Ribeiro foi finalista do 9º Prêmio Santander Jovem Jornalista
A fase final e a cerimônia de premiação ocorreram na segunda-feira, na sede do banco, com a participação dos diretores de Conteúdo e Desenvolvimento Editorial do Grupo Estado, Ricardo Gandour e Roberto Gazzi, respectivamente, e de Marcos Madureira, vice-presidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil.  Rossetto e os outros cinco universitários finalistas - Leon Domarco Botão (Unimep), Rafaela Tavares Kawasaki (Unitoledo), Natasha Kawanishi Mazzaro (PUC-SP), Juliana Verri Ribeiro (Unitau) e Lucas Gabriel Santiago Rangel (Faat) - receberam laptops e garantiram a publicação de suas matérias. A reportagem do vencedor também está hoje no jornal O Estado de S. Paulo. 
Confira os textos de todos os finalistas: 


FONTE: estadao

quinta-feira, abril 16

Pesquisa conjunta de institutos brasileiro e argentino avança na busca por droga anti-Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma das que mais debilita seu portador e ainda não é suficientemente conhecida pela ciência para se encontrar uma cura. Mas os caminhos para se desbravar esse mal são abertos continuamente mundo afora. Uma pesquisa de laboratório feita entre institutos de Brasil e Argentina descobriu um composto orgânico capaz de evitar o acúmulo de metais fisiológicos no cérebro, o que pode ajudar a retardar a progressão da doença.

O estudo é fruto da parceria entre o Departamento de Química do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e o Instituto de Biologia Molecular e Celular de Rosario, na Argentina.

Nicolás A. Rey, um dos coordenadores da pesquisa, explicou que os testes experimentais comprovaram que o composto hidrazona se mostrou eficaz no seqüestro de biometais como zinco, cobre e ferro da beta-amiloide, uma proteína encontrada em grande quantidade em pacientes com Alzheimer. Essa proteína pode bloquear a sinalização entre as células nas sinapses, que é o primeiro passo para se chegar à perda de neurônios e aos sintomas da doença.
“Os metais que se acumulam na beta-amiloide produzem radicais-livres que atacam os próprios neurônios. O hidrazona tem boa absorção no cérebro, não é tóxico, e seu processo [de produção] é ambientalmente correto e de baixo custo”, disse.
Após testes preliminares em animais, a reação do grupo de controle foi muito positiva, de acordo com os pesquisadores. Os testes devem durar mais um ano e meio e a equipe vai buscar parceiros para a fase de testes farmacológicos na busca por drogas anti-Alzheimer.




FONTE: Agência Gestão CT&I, com informações da Agência Brasil

quarta-feira, março 18

Lousa inteligente promete que aluno nunca mais terá de anotar nada durante as aulas

Aparelho pode ser uma alternativa ao consumo do papel dentro das empresas

Empresas preocupadas com questões de sustentabilidade buscam reduzir o consumo de materiais, sobretudo o papel, ou substituí-los por alternativas muitas vezes eletrônicas ou processos de uso consciente.
Uma dessas opções que aparecem no mercado é a Smart Kapp, uma lousa que reproduz anotações em tablets, smartphones ou qualquer outro device conectado a ela. É o fim da era dos blocos de rascunho, definitivamente.
O conteúdo criado no aparelho pode ser compartilhado nos formatos JPG e PDF. O Smart Kapp custa US$ 899 e está disponível para venda no site da empresa.







FONTE: PME.estadao

terça-feira, março 17

As coisas que o Galaxy S6 faz e o iPhone, não




Os novos smartphones da linha Galaxy não têm muitas inovações em relação à versão anterior. Ao invés de adicionar recursos, a Samsung preferiu aprimorar itens como design, o sensor de impressões digitais e outras características. Ainda assim, há muitas funcionalidades que os Galaxy S6 possuem e os iPhones, não. Confira:
  1. Você pode usar o Galaxy S6 e S6 Edge para realizar pagamentos em qualquer loja com cartão de crédito através do Samsung Pay. Enquanto o Apple Pay só funciona no iPhone 6 e 6 Plus em terminais habilitados para NFC.
  2. Você pode recarregar a bateria do seu novo smartphone da Samsung usando um pad de carga sem o uso de cabos. iPhones precisam estar conectados a cabos.
  3. Segundo a Samsung, 10 minutos de carregamento da nova linha garante bateria por 4 horas de uso. O iPhone não possui uma tecnologia de carregamento rápido.
  4. No o Galaxy S6 Edge você pode atribuir uma cor a um contato e o celular acende nessa cor escolhida quando recebe uma chamada. Essa tecnologia não existe no iPhone.
  5. Você pode ativar a câmera do Galaxy S6 e S6 Edge clicando duas vezes no botão home. No iPhone você precisa ir até o aplicativo da câmera ou no ícone de câmera no teclado bloqueado.
  6. A câmera do Galaxy acompanha um objeto quando ele se move para não perder o foco. O iPhone não faz isso, embora a Apple tenha algumas novas funcionalidades ao iOS 8.
  7. Ambos os modelos do Galaxy vêm com um aplicativo de gerenciamento inteligente que permite limpar o aparelho apertando um botão. Alguns aplicativos terceirizados, como o Checker, pretendem fazer isso para o iPhone, mas ainda não há detalhes de como funcionarão.
  8. O Galaxy permite executar mais de um aplicativo ao mesmo tempo na tela inicial. No iPhone é necessário abrir um aplicativo por vez na tela inicial.
  9. Os Galaxy S6 e S6 Edge podem medir sua freqüência cardíaca. Apesar de aplicativos para a saúde, nenhum iPhone ainda é capaz de medir a frequência cardíaca.
  10. No Galaxy S6 Edge você pode verificar a previsão do tempo mesmo com o restante da tela desligada. Isso é impossível no iPhone.




FONTE: olhardigital

quarta-feira, março 11

Inpa deposita seis novos pedidos de patente ao INPI em 2015




Neste início de 2015, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) já enviou seis pedidos de depósito de patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). São resultados de quatro pesquisas nos campos da nutrição, tecnologia e engenharia de alimentos, além de uma invenção relacionada às áreas das engenharias civil e de materiais e de uma tecnologia associada aos setores da farmácia, da medicina e da fitoquímica.

Dentre as novidades, há uma viga compósita combinada com duas camadas de materiais diferentes para prover soluções construtivas de grande flexibilidade de aplicação. Há também uma composição alimentícia funcional (que oferecem vários benefícios ao organismo e ajudam a prevenir ou reduzir o risco de algumas doenças) à base de um extrato de planta que confere ao produto final propriedades farmacológicas com capacidade de prevenção ou tratamento da úlcera gástrica e a constipação estomacal.



(Agência Gestão CT&I, com informações do MCTI e do Inpa)

terça-feira, março 3

SC firma acordo com Berlim para pesquisas em inovação





Um protocolo de intenções internacional foi assinado entre o governo de Santa Catarina e Berlim para reforçar pesquisas na área de inovação no estado catarinense. O acordo foi assinado pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) e pela Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais de SC e por Berlin Partner für Wirtschaft und Technologie GmbH, entidade público-privada que representa o Estado de Berlim, na Alemanha.

O acordo tem o objetivo de viabilizar mais cooperação para pesquisas em inovação, principalmente na área de fotônica, ou seja, a ciência que estuda a aplicação de luz em diferentes níveis. Outro memorando, com o mesmo tema, foi assinado entre a Berlin Partner, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e a Fundação Certi.

O presidente da Fapesc, Sergio Gargioni, defende maior volume de recursos para transformar conhecimento em inovação ou outros benefícios para o Brasil. “É preciso investimento na área de CTI independente da situação do país. A Alemanha, mesmo durante a crise, não deixou de investir de 3% a 3,5% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento”, disse.

O senador Luiz Henrique da Silveira salientou a presença de grandes empresas alemãs no Estado, como a Bosch, a Netzch e, mais recentemente, a BMW. “Queremos ainda mais parcerias e, em 2015, teremos o encontro econômico entre Brasil e Alemanha aqui em Santa Catarina, em Joinville”, revelou. Este é um dos maiores eventos econômicos, e a última vez que o encontro aconteceu numa cidade catarinense foi em 2007, em Blumenau.

A assinatura contou com a presença da responsável pela cooperação internacional do Ministério de Economia, Tecnologia e Pesquisa do Estado de Berlim, Barbara Staib; do presidente da Divisão de Indústrias de Manufatura do Berlin Partner für Wirtschaft und Technologie GmbH, Sebastian Saule; do cônsul geral da Alemanha em Porto Alegre, Stefan Traumann; do secretário de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Vinícius Lummertz; e do presidente da Fundação Certi, Carlos Alberto Schneider.





Fonte: Economia SC

sexta-feira, fevereiro 20

Observatório deve receber nova infraestrutura para pesquisa em astrofísica de partículas na América do Sul



Astrofísica
Além de se beneficiar com a atualização do Observatório Pierre Auger, países da região são candidatos a sediar o maior observatório de radiação gama do mundo (Steven Saffi / Fapesp)
A comunidade de pesquisa em Astrofísica de Partículas na América do Sul espera receber nos próximos anos importantes reforços de infraestrutura para a realização de experimentos nessa área interdisciplinar, voltada a estudar raios cósmicos de ultra-alta energia – as partículas subatômicas mais energéticas conhecidas na atualidade, de origem ainda incerta.
O maior observatório de raios cósmicos do mundo, o Observatório Pierre Auger – instalado na província de Mendoza, na Argentina, e com participação do Brasil financiada pela FAPESP e por outras agências de fomento –, deve passar por um programa de atualização até 2018.
Já em 2015 também será feita a escolha do país-sede, no hemisfério Sul, do Cherenkov Telescope Array (CTA) – que deverá ser o maior observatório do mundo dedicado ao estudo de corpos celestes que emitem radiação gama, de mais alta energia.

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Além disso, está sendo discutida a construção do Agua Negra Deep-Underground Experiments Site (Andes) – o primeiro laboratório subterrâneo da América Latina, projetado para ser construído anexo a um túnel previsto para ser escavado na fronteira andina entre Argentina e Chile, para realização de experimentos em diversas áreas, incluindo a Astrofísica de Partículas.
“A comunidade de Astrofísica de Partículas na América do Sul está passando atualmente por uma fase muito importante e excitante em razão da expectativa de concretização desses projetos”, disse Luiz Vitor de Souza Filho, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), à Agência FAPESP.
A fim de discutir as perspectivas desses projetos de infraestrutura para a área na América do Sul, Souza Filho e um grupo de cem pesquisadores de diversos países reuniram-se em novembro no Instituto de Física da USP, durante o 3rd Astroparticle Physics Workshop: The future in South America.
“O objetivo do evento foi reunir a comunidade internacional de pesquisadores em Astrofísica de Partículas para começarmos a planejar o futuro dos experimentos na área de uma forma mais organizada”, disse Souza Filho, que foi um dos organizadores do encontro.
“O momento é propício para tentarmos criar um plano de investimentos e de pesquisa, levando em conta questões científicas importantes que podemos responder com a construção desses projetos”, afirmou.

Plano de atualização

Entre essas questões, segundo o professor, estão a origem dos raios cósmicos de ultra-alta energia e o tipo de partículas subatômicas que chegam à Terra com energias macroscópicas da ordem de 10 elevado a 18 (um bilhão de bilhões) elétron-volts (eV).
O Observatório Pierre Auger permitiu observar nos últimos 10 anos dezenas de raios cósmicos acima de 10 elevado a 20 eV e foi muito bem-sucedido nesse propósito, avaliaram os pesquisadores presentes no encontro.
Os resultados obtidos pela colaboração Auger, porém, ainda não permitem identificar totalmente as fontes desses raios cósmicos de energia ultra-alta.
“Medimos várias propriedades dos raios cósmicos, mas ainda não conseguimos localizar a fonte ou fontes deles. E não sabemos exatamente se as partículas que chegam à Terra são puramente prótons ou núcleos atômicos mais pesados, ou ainda uma mistura deles”, afirmou.
De acordo com pesquisadores da área, um dos desafios para identificar a fonte e a composição dessas partículas vindas do espaço é que elas são medidas de forma indireta.
Quando uma partícula cósmica ultraenergética atinge a atmosfera terrestre, ela colide com um núcleo do ar, produzindo novas partículas que, por sua vez, também colidem e interagem, em um efeito multiplicativo em cascata, formando um chuveiro atmosférico extenso, constituído de um bilhão de partículas ou mais.
O Observatório Auger estuda os raios cósmicos ultraenergéticos que chegam até a Terra medindo esses chuveiros atmosféricos extensos produzidos por eles na atmosfera.
A expectativa é que o programa de atualização pelo qual o Observatório Auger deve passar permita responder a essas questões ao melhorar consideravelmente a resolução dos detectores de partículas do observatório.
“A atualização permitirá a medição de diferentes tipos de partículas e com maior precisão”, estimou Souza Filho.
Atualmente, várias propostas de atualização do Observatório Auger estão sendo avaliadas internamente por um comitê de físicos. Todas elas têm como foco melhorar a resolução da composição dos raios cósmicos.
Cada uma das várias propostas envolve uma técnica diferente para a identificação de múons – partículas subatômicas ultraenergéticas presentes nos chuveiros atmosféricos – e requer combinações diferentes de novos produtos eletrônicos, novos detectores e modificações internas nos 1,6 mil detectores do observatório.
Espalhados por uma área de 3 mil km2, em uma região plana ao lado dos Andes, os detectores são tanques de polietileno, preenchidos com 12 mil litros de água purificada e instrumentalizados com sensores fotomultiplicadores.
Quando as partículas de um chuveiro atmosférico atravessam a água no interior do tanque é emitida luz que pode ser medida nos sensores.
Antenas acopladas ao tanque transmitem os dados via rádio para a sede do observatório em Malargüe, na Argentina, de onde são enviados para análise de cerca de 450 pesquisadores em outros pontos do mundo.
As propostas de atualização do observatório preveem a adição de novos detectores de múons nos chuveiros identificados. Para isso, seriam necessárias mudanças em todos os detectores existentes, a um custo estimado de US$ 15 milhões.
Para avaliar se realmente funcionam, estão sendo testados protótipos dos sistemas de detecção de múons propostos.
“No início de 2015, uma das propostas deverá ser escolhida. Esperamos que seja possível instalar em breve os novos detectores e operá-los até, no mínimo, 2023”, disse à Agência FAPESPCarola Dobrigkeit Chinellato, professora do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que preside a Comissão de Publicações do Pierre Auger.
A professora também participou, como representante da FAPESP, de um encontro da Comissão de Finanças do Observatório Auger, que reuniu as agências de fomento dos 18 países membros da Colaboração para a prestação de contas anual. A reunião ocorreu no dia 15 de novembro na sede da FAPESP, em São Paulo.

CTA

No início de 2015 também será escolhido o país-sede no hemisfério Sul do CTA – consórcio internacional formado por 28 países, entre eles o Brasil – que pretende construir, até 2020, o maior observatório astronômico do mundo dedicado ao estudo de objetos astrofísicos que emitem raios gama.
O observatório contará com cerca de 100 telescópios que serão instalados em dois lugares distintos, um no hemisfério Sul e outro no Norte.
No hemisfério Sul, os países candidatos a sediar o observatório são o Chile e a Argentina, na América Latina, e a Namíbia, na África, disse Souza Filho, um dos pesquisadores brasileiros participantes do projeto (leia mais emhttp://agencia.fapesp.br/maior_observatorio_de_astronomia_gama_tera_part...).
Segundo ele, a ideia inicial é construir um conjunto de sete telescópios – que formarão um arranjo embrionário do observatório, denominado CTA Mini-Array – em torno do qual o restante do observatório será posteriormente construído.
Dos sete primeiros telescópios três serão construídos pelo Brasil no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP.
O primeiro deles entrou em fase de testes em Catania, na Itália, no fim de setembro (leia mais em http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/10/07/prototipo-de-telescopio-para...).
“A meta é testar inicialmente esse pequeno conjunto de telescópios, obter os primeiros dados científicos e, a partir disso, avançar até atingir uma centena de telescópios”, disse Souza Filho.
Durante o workshop na USP, Werner Hofmann, porta-voz do projeto e pesquisador do Max-Plack-Institut für Kernphysik, na Alemanha, disse que dificilmente o CTA deixará de vir para a América do Sul.

Projeto Andes

Outra iniciativa de pesquisa em Astrofísica de Partículas na América do Sul em discussão é a construção do laboratório subterrâneo profundo Andes.
A ideia da comunidade de pesquisa é fazê-lo anexo a um túnel de 14 quilômetros de extensão que Argentina e Chile pretendem escavar sob a Cordilheira dos Andes, para facilitar o acesso dos países da América do Sul ao Oceano Pacífico e, dessa forma, exportar mais facilmente para a Ásia.
O projeto do laboratório subterrâneo prevê a instalação de diversos equipamentos para estudos em diferentes áreas, como de um grande detector capaz de identificar neutrinos de baixa energia e geoneutrinos – neutrinos produzidos pela decomposição de produtos radioativos na Terra, como potássio, urânio e tório, que se estima tenham grande relevância no balanço de calor da Terra.
O túnel seria o lugar propício para a medição dessas partículas, avaliam os pesquisadores da área.
“O Andes possibilitaria a realização de experimentos, em diferentes áreas, que necessitam de baixo nível de radiação, como medições de matéria escura e de neutrino”, explicou Souza Filho.
Até o momento, apenas Argentina, Brasil, México e Chile têm se empenhado no projeto, que busca adesão de outros países.

  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0




FONTE: EBC

sexta-feira, janeiro 23

Empresa chinesa pretende reforçar cooperação com MCTI

Em reunião no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o vice-presidente da empresa chinesa Huawei, David Harmon, confirmou com o ministro Aldo Rebelo a intenção de aprofundar a colaboração com a pasta, com o governo federal e  com as instituições brasileiras. A multinacional de tecnologias da informação e da comunicação (TICs) assinou no ano passado um memorando de entendimento com o ministério, com 32 atos de cooperação firmados entre Brasil e China.

"Foi uma oportunidade de explicarmos o que estamos fazendo no Brasil e falarmos sobre a cooperação que manteremos com o MCTI ao longo dos próximos anos", conta Harmon.

O vice-presidente destacou a dimensão da economia brasileira, a expansão da banda-larga no País, a crescente importância da computação em nuvem e o campo do governo eletrônico (e-governo) como fatores de oportunidades na área das TICs. A seu ver, essas tecnologias podem melhorar a operação de áreas como saúde, educação, serviços sociais, energia e mobilidade e sua integração, além de ajudar a construir cidades mais inteligentes.

A Huawei é parceira do MCTI e do Ministério da Educação (MEC) nos Centros de Dados Compartilhados (CDCs) instalados em Manaus e Recife e tem acordo de cooperação com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social qualificada pela pasta.



(Agência Gestão CT&I, com informações do MCTI)

A contribuição da indústria brasileira de dispositivos móveis para a economia



A contribuição da indústria brasileira de dispositivos móveis para a economia
O comércio de dispositivos móveis não para de crescer. Mesmo em um ano de desconfiança econômica, que contou com a paralisação por conta da Copa do Mundo, e agora com as eleições, as vendas de smartphones e tablets continuam a fluir no país. O Brasil é um grande consumidor desses aparelhos, sendo o 4º maior mercado mobile do mundo. Entre abril e junho deste ano, foram vendidos mais de 100 smartphones por minuto.

Para se ter uma ideia deste cenário, o segundo semestre de 2013 conseguiu um crescimento de 110% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a IDC, foram vendidos 15 milhões de celulares de abril a junho, no Brasil. Deste total, 54% correspondem aos smartphones. No mesmo período de 2014, foram vendidos 17.9 milhões de aparelhos, 22% de aumento em comparação com o ano passado. As vendas de smartphones pularam para 75%. Um novo recorde. 

Já mundialmente, o Gartner aponta que as vendas de dispositivos móveis chegarão a 2,4 bilhões de unidades este ano. Isso mostra um crescimento de 4,22% em relação a 2013, segundo a consultoria.

Visando manter elevados os números de vendas pelo comércio varejista de notebooks, tablets, smartphones e roteadores digitais, o governo brasileiro decidiu, em agosto deste ano, prorrogar o incentivo que garante a alíquota zero de PIS/Cofins para esses produtos. O benefício fiscal conhecido como "Lei do Bem" expiraria no dia 31 de dezembro desse ano, mas passa a valer até o fim de 2018.

Não é difícil entender os benefícios que a desoneração gerou. Com a redução dos preços, a medida combateu vendas informais, que chegam a oferecer ao consumidor, por R$ 600,00, "réplicas" de qualidade duvidosa de smartphones que custam nas lojas em torno de R$ 1800,00, como no caso do IPhone e Samsung Galaxy.

Um mês após a lei entrar em vigor, os smartphones, por exemplo, apresentaram redução média de 30% de seu valor. Adicionalmente, a iniciativa gerou empregos e fortaleceu a economia, como um todo. A contribuição do setor de dispositivos móveis para a economia brasileira é de R$ 185 bilhões (cerca de 4,6% do PIB), sendo R$ 52,2 bilhões em impostos. Além disso, gerou mais de 250 mil empregos equivalentes a tempo integral (Fonte: Deloitte).

Fator importante dessa conjuntura são as novidades que as grandes marcas lançam com uma frequência cada vez maior. Isso faz com que a defasagem do aparelho atual seja mais rápida e, por consequência, instiga o usuário a trocar seu dispositivo. Outro ponto que contribui para esse crescimento é a utilização dos dispositivos em segmentos diversificados como o da Saúde, Educação, Turismo etc. além de diversos modelos de negócios que começaram a surgir, como os pagamentos bancários e compras on-line através do smartphone e até mesmo a reserva de passagens aéreas.

Os números citados acima comprovam que o perfil do brasileiro casou muito bem com essa demanda imediatista por novos aparelhos e tecnologia. Bom para o consumidor, melhor ainda para as empresas.



FONTE: Adnews

quinta-feira, janeiro 22

Software livre ajuda a gerenciar dados de experimentos em Neurociência






Programa está sendo desenvolvido pela equipe do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat), um dos CEPIDs apoiados pela FAPESP. Primeiro módulo já está disponível para download (foto: Juan Ojea)

O Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat) – um dos CEPIDs apoiados pela FAPESP – acaba de lançar o primeiro módulo do software livre Neuroscience Experiments System (NES), que auxilia na organização, controle e gerenciamento de dados neurofisiológicos clínicos e experimentais.
Essa primeira versão da ferramenta, disponível para download no site https://github.com/neuromat/nes, foi concebida para oferecer uma interface amigável para o armazenamento de dados clínicos e avaliações médicas de pacientes e voluntários de experimentos. Além disso, há uma interface para o gerenciamento dos questionários eletrônicos aplicados nas pesquisas.
“O software integra um projeto de construção de um banco de dados neurofisiológicos público, organizado pelo CEPID NeuroMat, uma iniciativa pioneira em Neurociência. Além disso, esperamos que essas iniciativas facilitem a cooperação entre pesquisadores”, disse Kelly Rosa Braghetto, professora do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) e membro do grupo responsável pelo desenvolvimento do NES.
Criado em 2013 na USP, o NeuroMat reúne cerca de 50 pesquisadores de áreas como Matemática, Ciência da Computação, Estatística, Neurociência, Biologia, Física e Comunicação, de universidades brasileiras e estrangeiras. O objetivo do grupo é integrar modelagem matemática e Neurociência, em busca de uma maior compreensão do funcionamento do cérebro humano.
De acordo com Braghetto, o primeiro módulo do software NES foi construído usando como modelo os experimentos conduzidos no Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a coordenação da professora Claudia Vargas, uma das pesquisadoras principais do CEPID.
“O grupo da UFRJ acompanha a reabilitação de pacientes com lesão no plexo braquial [um tipo de lesão neurológica que prejudica o movimento dos braços e das mãos]. Esse primeiro módulo foi desenvolvido para cadastrar dados ambulatoriais”, disse Braghetto à Agência FAPESP.
Também está em fase de implementação um módulo para o registro de informações dos protocolos experimentais e das medidas fisiológicas coletadas nas pesquisas.
“Muitas vezes o pesquisador não registra todos os detalhes do protocolo adotado durante a realização do experimento, como determinados parâmetros da configuração dos equipamentos. Esses detalhes podem ter impacto na análise dos dados. O software vai evitar esse tipo de situação”, disse Braghetto.
Código aberto 
Segundo a pesquisadora, como o código do programa é aberto, os interessados podem baixar e fazer adaptações para atender às necessidades de suas próprias pesquisas.
O próximo módulo a ser desenvolvido tem o objetivo de gerenciar dados coletados em exames de neuroimagem, como a ressonância magnética. Haverá ainda um módulo dedicado ao gerenciamento de dados obtidos em experimentos com animais.
A sequência de implementação dos módulos de aquisição de dados do NES será priorizada em função das demandas dos laboratórios associados ao CEPID.
A equipe do NeuroMat espera que, no futuro, as bases de dados de experimentos em Neurociência possam ser compartilhadas entre cientistas.
“O cuidado com a privacidade dos voluntários e pacientes de quem os dados são coletados é uma marca fundamental do desenvolvimento tecnológico do CEPID. A prática de disponibilização de bases de dados já ocorre em outras áreas da ciência com certa frequência, mas ainda é incomum em Neurociência”, comentou Braghetto.
Mais informações: http://neuromat.numec.prp.usp.br 


FONTE: FAPESP



terça-feira, janeiro 20

Produto que você compraria agora mesmo!

As batatas do Fastfood no porta-copos do seu carro (e com espaço pra ketchup!)

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FONTE: tudointeressante

PEC da Inovação é aprovada na CCJ e poderá ser promulgada pelo Senado ainda em 2015

Parlamentares terão agora de convencer o presidente da Casa a colocar a matéria na pauta do Plenário




O clima foi de alívio entre parlamentares e representantes das instituições de ciência e tecnologia (ICTs) na reunião desta quarta-feira (26) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Tudo porque foi aprovada Proposta de Emenda à Consituição (PEC) n° 12/2014, após mais de sete meses travada no colegiado. Apesar da votação unânime, foi necessário a figura de um relator ad hoc, senador Aníbal Diniz (PT-AC), em substituição a Eduardo Braga (PMDB-AM), para que finalmente a proposta fosse encaminhada ao Plenário da Casa.

Em ritmo de festa, o presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), parabenizou todos os envolvidos para que a proposta conseguisse andar nas casas e salientou o quão importante a medida é para o País. “A comunidade científica nacional há muito tempo está esperando uma modernização da legislação que trata de pesquisa, inovação e avanços da nossa alta tecnologia. Precisamos desburocratizar o sistema, oferecer condições aos nossos pesquisadores e esta PEC poderá formatizar todo esse processo”, explica o peemedebista.

Na mesma onda de felicidade estava o deputado Sibá Machado (PT-AC). Envolvido desde o início com a proposta de se criar um novo marco legal para CT&I, o parlamentar se diz bastante esperançoso para que a PEC seja promulgada pelo Senado ainda nesta legislatura.

“A gente está bem aliviado porque, de fato, há uma chance real de aprovarmos essa PEC no Plenário do Senado. É uma alegria, embora ela tenha tramitado com muita dificuldade de tempo. que la tenha sido aprovada na íntegra por unanimidade na CCJ”, destaca o deputado federal.

O deputado petista lembrou que a PEC da Inovação é o abre-alas para que todas as medidas que compõem o novo conjunto de normas para CT&I tramitem com segurança jurídica, tanto na Câmara quanto no Senado. “A PEC é a ponta de lança para que a gente possa votar outras matérias, especialmente, no caso do  PL 2177, que será uma espécie de lei complementar às mudanças que estamos propondo nessa PEC”, esclarece.

Sessão de convencimento

A felicidade com a aprovação da PEC da Inovação nesta manhã será transformada em trabalho de sensibilização à tarde. Uma força-tarefa formada por deputados, senadores e membros da comunidade científica se encontrarão, ainda nesta quarta-feira (26), com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tentar colocar a medida na pauta de votações já na semana que vem. Eles ainda proporão que a PEC seja votada com quebra de interstício, ou seja, com os dois turnos na mesma sessão de votação.

Na opinião do senador Aníbal Diniz (PT-AC), esta é uma medida perfeitamente possível dado ao teor suprapartidário que a matéria tem. “Acredito que ele [Renan Calheiros] seja sensibilizado, até porque se trata de uma matéria consensual. É uma matéria construída a muitas mãos, não é polêmica do ponto de vista de ter contraposição. A comunidade científica unanimamente defende essa matéria. Então, acredito que temos possibilidade de convencê-lo”, explica.


FONTE: Agência Gestão CT&I