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terça-feira, agosto 11

Empresas mineiras desenvolvem soluções para reduzir consumo de energia

Apoiados pelo Sebrae Minas, pequenos negócios buscam alternativas para que as concessionárias e a população possam disponibilizar e consumir energia de forma mais sustentável



O Brasil tem presenciando uma das piores estiagens dos últimos tempos, o que levou reservatórios de águas em diversos estados a operarem com níveis muito baixos. Frente à equação escassez de recursos X aumento do consumo energético, o Sebrae Minas criou o projeto Coletivo, que apoia 20 micro e pequenas empresas, a maior parte incubada na Universidade Federal de Itajubá (Unifei), com o intuito de incentivar o desenvolvimento e a competitividade do setor de smart grid, isto é, na criação de equipamentos e serviços que utilizem redes e dispositivos inteligentes com foco no consumo mais intenso da tecnologia em todo o ciclo da produção de energia.
A iniciativa, que teve início em junho deste ano, possui diversas ações que se estenderão até 2017, com o objetivo de capacitar e estimular a abertura de novos mercados. “O objetivo é que até o final já do próximo ano, as micro e pequenas empresas participantes conquistem um aumento de faturamento de até 50% e incremento de 5% de produtos de alto impacto de inovação que possam ser lançados no mercado, estimulando, assim, o desenvolvimento de novas soluções”, explica Elaine de Fátima Rezende, analista do Sebrae Minas.
Entre as empresas que participam do projeto do Sebrae Minas está a S.O. Esco, uma das incubadoras da Unifei, que desenvolveu projetos na linha de economia de energia e água. Renato Swerts Carneiro, sócio da empresa, conta que, entre os produtos criados, está um monitor que acompanha em tempo real o consumo desses dois recursos naturais. “O diferencial é que ele faz a medição e transmite as informações para uma plataforma, via internet, e tem funções que ajudam a melhorar a gestão do consumo de energia e água.”
Entre as soluções desenvolvidas está um alarme que é acionado sempre que o valor do consumo ultrapassa o pré-estabelecido. Com isso, as indústrias podem analisar com antecedência o gasto de energia de um determinado setor ou equipamento e, assim, adotar ações corretivas e que garantam o gerenciamento eficiente do seu uso. Basta instalar o monitor no quadro da rede elétrica, sendo que um primeiro equipamento faz a leitura e transmite os dados via rádio para uma central, que, então, publica na internet. A central de energia pode ser integrada ao sistema da empresa.
“Trata-se uma ferramenta de gestão dentro de um serviço que nós vendemos. Junto dela, nós realizamos projetos de eficiência energética, em que estudamos os principais consumos, as possibilidade de melhoria, o custo e benefício dessas melhorias, entre outros serviços. Por meio dessa consultoria é detectado o que realmente precisa ser monitorado, possibilitando uma melhor gestão do consumo”, esclarece Renato Carneiro. “Outro diferencial é que monitor pode ser personalizado de acordo com as necessidades do usuário. Por exemplo: uma indústria calçadista pode se informar sobre a quantidade de energia elétrica gasta para produzir um lote de mil sapatos.”
A solução começou a ser desenvolvida com o Sebratec no final de 2013, tendo um protótipo instalado no prédio da incubadora, na Unifei. “A ideia é que o valor final reduza para que as empresas consigam fazer o maior número de monitoramentos possíveis, gerando mais informações”, vislumbra.
Apesar disso, a S.O. Esco já emitiu algumas propostas comerciais para a própria universidade, além de uma indústria automotiva, prefeituras, com foco em iluminação pública, e hospitais, para o monitoramento de material esterilizado e lavanderia. A partir desse investimento, espera-se que a economia de energia chegue a 20%.
Redução tarifária
Já a empresa Sete é destinada à indústria e ao comércio e trata dos aspectos de reajuste e revisão dos custos das Distribuidoras de Energia Elétrica, para que as tarifas de energia elétrica possam ser estimadas pelos usuários. “É um software de estimativa de energia. O cliente contrata o serviço, através de uma assinatura anual, e coloca as premissas dele no sistema, o que influenciará no valor da tarifa. A partir desses dados, o sistema apresenta uma estimativa, mas esse valor pode mudar de acordo com os parâmetros apresentados”, esclarece a empreendedora.
Dessa forma, o usuário consegue entender um pouco mais como a tarifa de energia influencia no custo final da empresa, na produção, ou no próprio planejamento de gastos para o ano seguinte.
Até agosto deste ano, o Sete já possuía 41 usuários ativos nas áreas de comercialização e distribuição de energia elétrica, produção e refino de petróleo, associações e grandes consumidores.
Prevendo falhas
Desde 2000 no mercado, a empresa PS Soluções cria projetos de manutenção preditiva de motores elétricos, especialmente motores de indução, o que permite realizar o diagnóstico e predição de falhas com métodos não invasivos e com os motores operando normalmente.
De acordo com Erik Leandro Bonaldi, sócio-diretor, a solução permite prever as falhas desses equipamentos, possibilitando que seja feita a programação de intervenções. “Imagine um motor de uma refinaria da Petrobras. Se ele quebrar, dependendo de que parte do processo for responsável, poderá provocar um prejuízo de R$ 600 mil por dia. Se ele ficar dez dias parado, o prejuízo será de R$ 6 milhões. O nosso equipamento evita que isso aconteça. Ele avisa que o motor pode estragar e, com isso, programa a intervenção, e, ao invés de ficar parado dez dias, fica apenas um”, explica. O mesmo produto pode ser usado em geradores, evitando paradas com interrupções de energia pela unidade geradora afetada.
Apesar de a manutenção preditiva já estar no mercado desde 2004, o empresário decidiu participar do grupo coletivo devido à possibilidade de apresentar a solução em outros países, além do contato com as demais empresas participantes, que acaba trazendo outros benefícios.


FONTE: administradores

terça-feira, abril 14

TECNOLOGIA: Projeto de carro japonês vem equipado com grill, karaokê e drone para selfies

A Nissan quer tornar o projeto realidade através de uma campanha de crowdfunding







Os japoneses estão planejando transformar o sonho de viajar e poder preparar um churrasco onde bem imaginar em realidade. A Nissan, em parceria com a Associação Japonesa de Churrasco, apresentou o projeto para seu novo carro multifuncional, o Nissan Ultimate Smart BBQ. Ele vem equipado com churrasqueira, pia, máquina de karaokê e até mesmo um drone para capturar selfies dos momentos de comilança e descontração.
O carro é baseado no modelo e-NV 2000, uma mini-van totalmente elétrica. Entretanto, o Nissan Ultimate Smart BBQ ainda é um projeto e precisa da ajuda de financiadores para sair do papel. O crowdfunding para arrecadação de pouco mais de 8 mil dólares está sendo realizado via Green Funding Lab e encerra dia 31 deste mês. 
Caso o financiamento coletivo dê certo, os donos dessa churrasqueira ambulante poderão usufruir de itens como: um grill elétrico de 1500W de potência, um sistema de proteção contra mosquitos por ondas ultrassônicas, chuva artificial para dias de calor escaldante, janela com monitor e conexão direta com smartphones, karaokê com tela integrada à janela, drone dedicado a selfies acoplado ao teto, pia, lixo e utensílios de cozinha acoplados ao porta-malas, toldo para armação anexa ao carro. Apesar das expectativas, vale uma ressalva para os brasileiros: a empresa não tem planos de lançar o modelo nas Américas.
Confira o vídeo de divulgação: 











FONTE: administradores

quarta-feira, março 18

Lousa inteligente promete que aluno nunca mais terá de anotar nada durante as aulas

Aparelho pode ser uma alternativa ao consumo do papel dentro das empresas

Empresas preocupadas com questões de sustentabilidade buscam reduzir o consumo de materiais, sobretudo o papel, ou substituí-los por alternativas muitas vezes eletrônicas ou processos de uso consciente.
Uma dessas opções que aparecem no mercado é a Smart Kapp, uma lousa que reproduz anotações em tablets, smartphones ou qualquer outro device conectado a ela. É o fim da era dos blocos de rascunho, definitivamente.
O conteúdo criado no aparelho pode ser compartilhado nos formatos JPG e PDF. O Smart Kapp custa US$ 899 e está disponível para venda no site da empresa.







FONTE: PME.estadao

Garota de 17 anos inventa sistema portátil que limpa água e produz energia





Com apenas 17 anos, a jovem australiana Cynthia Sin Nga Lam desenvolveu um sistema portátil que pode facilitar muito a vida de pessoas que vivem em comunidades isoladas. A pequena tecnologia é capaz de purificar a água ao mesmo tempo em que gera energia.

A invenção foi apelidada de H2prO e tem como base apenas dois agentes principais: dióxido de titânio e luz. Ao entrar em contato com a luz, o titânio absorve a energia ultravioleta e gera radicais que auxiliam o processo de oxidação de compostos orgânicos, que se decompõem para produzir CO2 e H2O.

Os testes que usam o titânio para separar poluentes da água foram feitos pela primeira vez pelo japonês Akira Fujishima e serviram de inspiração para Cynthia em seu experimento. Para tornar o sistema efetivo, a jovem precisou testas diferentes combinações, com a adição de um agente de oxidação, como metanol, gliverol e EDTA, que atuam como excelentes redutores. Essa mistura eleva a produção de hidrogênio, usado como combustível, e tornam a decomposição mais eficaz.

O dispositivo é pequeno e composto por duas partes. A unidade superior é usada para a purificação da água, enquanto a divisão inferior serve para a geração de hidrogênio, conectada a uma célula de combustível e à unidade base para a filtração da água.


Fotos: Divulgação

Os testes feitos mostraram que o H2prO tem eficiência de 90% na remoção dos poluentes orgânicos, finalizando o processo em até duas horas. No entanto, em relação à produção de energia, o sistema ainda é instável, mesmo que a produção de hidrogênio fotocatalítico tenha sido satisfatória.

A jovem inventora é uma das finalistas do concurso de ciência do Google e, em sua apresentação, ela garante que continuará trabalhando para tornar o sistema ainda mais eficiente. 

Clique aqui para saber todos os detalhes deste sistema. 



FONTE:  CicloVivo

quarta-feira, março 11

Inpa deposita seis novos pedidos de patente ao INPI em 2015




Neste início de 2015, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) já enviou seis pedidos de depósito de patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). São resultados de quatro pesquisas nos campos da nutrição, tecnologia e engenharia de alimentos, além de uma invenção relacionada às áreas das engenharias civil e de materiais e de uma tecnologia associada aos setores da farmácia, da medicina e da fitoquímica.

Dentre as novidades, há uma viga compósita combinada com duas camadas de materiais diferentes para prover soluções construtivas de grande flexibilidade de aplicação. Há também uma composição alimentícia funcional (que oferecem vários benefícios ao organismo e ajudam a prevenir ou reduzir o risco de algumas doenças) à base de um extrato de planta que confere ao produto final propriedades farmacológicas com capacidade de prevenção ou tratamento da úlcera gástrica e a constipação estomacal.



(Agência Gestão CT&I, com informações do MCTI e do Inpa)

quinta-feira, março 5

Estudantes brasileiros constroem casa de garrafa PET






Uma casa ecologicamente correta, que oferece maior conforto térmico e ainda é mais barata que uma construção tradicional em alvenaria. Esse foi o projeto CASA PET, que rendeu a conquista do 5º Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários 2013 para uma equipe dez alunos da FATEC de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

A ideia, nascida em 2012, começou a ganhar forma quando o grupo de estudantes – monitorados por três professores – se inscreveu e venceu em 2013 a quinta edição do concurso com o projeto da CASA PET. “Fomos premiados e, com isso, ganhamos R$ 30 mil para transformar a proposta em realidade no prazo de um ano. Sem dúvida, um desafio ainda maior”, conta a estudante Adriana Roberta Mendonça.

Com o troféu na mão e o dinheiro na conta, a equipe colocou a mão na massa. Em outubro de 2013, os alunos iniciaram a construção de uma casa de 24m² – incluindo uma sacada – no campus da FATEC de Presidente Prudente, com o uso de 4 mil garrafas PET preenchidas com areia lavada e solo cimento (uma mistura de terra com 10% de cimento), que substituíram os tijolos desde as fundações até o teto. A estrutura da edificação, como as colunas de sustentação, é a mesma de uma residência de alvenaria. “Da maneira como foi feita, a obra fica tão resistente quanto as casas comuns”, explica a professora Camila Pires Cremasco Gabriel, da UNESP de Tupã, uma das coordenadoras do projeto.


Foto: Divulgação/3M

Além da reciclagem das embalagens PET, outro grande benefício do projeto implementado pelos alunos da FATEC é a economia. Enquanto uma obra com as mesmas medidas erguida com tijolos gasta 10 sacos de cimento, a CASA PET só precisa de quatro. Contabilizando a mão de obra, material e acabamento (pintura, instalações elétrica e hidráulica) o custo foi de R$ 15 mil, ou seja, 30% a menos do que seria gasto em um projeto igual com uso dos materiais tradicionais.

“O projeto CASA PET é de fundamental importância, pois prova que uma construção ecologicamente correta feita de embalagens PET é uma alternativa econômica viável e que pode ser utilizada por pessoas de baixa renda”, avalia Camila.


Fotos: Divulgação/3M

As vantagens não param ai. Além da economia, a estimativa é que os cômodos que substituem tijolos por garrafas PET sejam 20% mais frescos. Isso porque as paredes são bem mais espessas: 35 cm de largura, enquanto as convencionais têm, em média, 13 cm. “Com a obra concluída e entregue, o grupo de estudantes começa agora a fase de medições de temperatura dentro da residência, com o objetivo de comprovar esta tese. Esse trabalho deverá ser concluído no segundo semestre de 2015”, completa Camila.

Desde sua criação, o Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários já ajudou a tirar do papel várias ideias inovadoras. Uma delas, por exemplo, é o Projeto Bambu, desenvolvido por alunos da UNESP de Bauru, com o objetivo de capacitar agricultores da cadeia produtiva do bambu a gerarem renda por meio da produção de artesanato. A 6º edição do concurso ocorrerá no primeiro semestre de 2015 para estudantes universitários de todo o país.



FONTE: Adnews

quarta-feira, março 4

Energia Inteligente

Com a pressão do consumo global de energia aumentando de ano para ano, cientistas e engenheiros estão, cada vez mais, à procura de maneiras criativas e inovadoras para combater a tendência crescente. Com foco no acesso à energia, confiabilidade e geração de energia alternativa, energia inteligente é uma área em que o mundo realmente exige a nossa maior atenção.
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O que você acha: no futuro, quais serão as principais fontes de energia onde você mora? De acordo com a maioria das principais organizações, a maior parte, com certeza, será proveniente de recursos renováveis. Por exemplo, a quota global de geração de energia renovável está projetada para aumentar até 40% de 2012 a 2018, de acordo com o Medium-Term Renewable Energy Market Report 2013 (MTRMR), da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês). Os materiais renováveis constituirão quase um quarto da geração de energia bruta mundial até 2018, ante uma estimativa de 20% em 2011. A maior parte ainda virá da água. Prevê-se  que a participação de fontes não-hídricas, como a eólica, a solar, a bioenergia e a geotérmica na geração total de energia chegue a 8% até 2018.
Mas há problemas! Em grande medida, a energia renovável não é competitiva no momento sem os subsídios. A longo prazo, essas energias só podem se tornar parte importante do nosso mix energético se competirem em termos de custo e de segurança do abastecimento. Serão necessários especialistas de muitas áreas para fazer isso acontecer. A química pode desempenhar um papel importante. Por exemplo, soluções inovadoras, como estabilizadores UV, de calor e de luz ou novos sistemas de impressão, podem tornar mais eficiente  o uso de painéis solares, melhorar a produção de energia e aumentar a vida útil dos sistemas. A química também possibilitar que turbinas eólicas sejam fabricadas e instaladas de forma mais eficiente e também contribuir para que sua operação seja mais econômica.
Além disso, novas ideias visionárias são testadas em projetos-piloto inovadores mundo afora, como a tecnologia de captação de energia. A captação de energia explora a energia do ambiente através da geração de eletricidade a partir de fluxos de movimento, de pressão e de ar. Dois exemplos: em veículos híbridos, os freios são conectados a um gerador de energia; e placas de energia que possuem fibras piezoelétricas, presentes em calçadas, convertem o movimento dos pedestres em energia.
Um fator importante em cenários futuros de energia é o fator custo. Não só as inovações dentro do campo das energias renováveis​​, mas também o desenvolvimento de novos depósitos não convencionais de combustíveis fósseis com métodos inovadores de extração, os custos subsequentes de armazenamento e distribuição (link para o respectivo desafio) de energia, redução do consumo de energia (link para o respectivo desafio) e legislação local, terão um grande impacto sobre o desenvolvimento do setor das energias renováveis​​.
Fontes de energia renováveis ​​certamente terão importância crescente. Mas quais são os fatores que impulsionam e quais são os obstáculos para a utilização de mais energias renováveis? Em quais áreas específicas precisamos de mais pesquisas e inovações? Como isso tudo difere entre as regiões? Quais são suas experiências com energia proveniente de fontes renováveis? Junte-se à discussão online no Creator Space agora!

FONTE: creator-space.basf.com

quarta-feira, fevereiro 25

Elevadores devem ganhar movimentação horizontal e por magnetismo



Se você já assistiu filmes futuristas, provavelmente se perguntou quando andaria em um dos elevadores que anda não só para cima e para baixo, mas também para os lados. Finalmente, a ideia está perto de se concretizar.

A empresa alemã ThyssenKrupp anunciou nesta semana que está desenvolvendo um protótipo de elevador que se movimenta horizontalmente. Batizado de "Multi", o conceito se desloca por meio de magnetismo, assim como os trens "maglevs" do Japão. Sendo assim, grandes campos magnéticos movimentam o elevador por meio de trilhos, sem a necessidade de fios ou cordas.

A única diferença é que os elevadores não devem se movimentar tão rápido e a expectativa é que eles andem em "loop", o que significa que um novo elevador estará disponível para o usuário entre 15 a 30 segundos.

O primeiro protótipo do Multi deve ser apresentado no final de 2016. Confira abaixo um vídeo explicando o conceito:







FONTE: Bloomberg

Bateria de alta capacidade pode promover independência energética individual






Uma bateria desenvolvida pela Tesla, montadora norte-americana, promete revolucionar a produção doméstica de energia limpa. O modelo possui alta capacidade e permite o armazenamento de grande quantidade de energia, possibilitando às residências se tornarem independentes das redes de transmissão.

A novidade tem sido muito esperada, principalmente, nos Estados Unidos, devido à popularização das placas fotovoltaicas. Com os baixos preços, a produção de energia solar para uso individual tem crescido em ritmo acelerado. Em 2014, o setor foi o que mais gerou empregos em todo o país.

De acordo com o chefe executivo da empresa, Elon Musk, em declaração ao jornal The Washington Post, a bateria será revelada ao público dentro de um ou dois meses e a produção em larga escala está a, aproximadamente, seis meses de distância.

Mesmo que os custos ainda não tenham sido informados, a expectativa é de que a opção seja muito mais barata do que os tradicionais sistemas de geradores, que custam, em média US$ 20 mil. A utilidade do sistema seria bastante semelhante, mas ao invés de armazenar energia proveniente de gás ou outras fontes não renováveis, o abastecimento seria feito apenas com energia limpa.

A bateria também oferece mais liberdade aos consumidores. Produzir energia solar no telhado de sua própria casa e ter como armazenar o excedente para o uso posterior, permitirá que as residências sejam desconectadas das linhas de transmissão e funcionem como pequenas usinas elétricas individuais.



FONTE: CicloVivo

sexta-feira, fevereiro 20

Observatório deve receber nova infraestrutura para pesquisa em astrofísica de partículas na América do Sul



Astrofísica
Além de se beneficiar com a atualização do Observatório Pierre Auger, países da região são candidatos a sediar o maior observatório de radiação gama do mundo (Steven Saffi / Fapesp)
A comunidade de pesquisa em Astrofísica de Partículas na América do Sul espera receber nos próximos anos importantes reforços de infraestrutura para a realização de experimentos nessa área interdisciplinar, voltada a estudar raios cósmicos de ultra-alta energia – as partículas subatômicas mais energéticas conhecidas na atualidade, de origem ainda incerta.
O maior observatório de raios cósmicos do mundo, o Observatório Pierre Auger – instalado na província de Mendoza, na Argentina, e com participação do Brasil financiada pela FAPESP e por outras agências de fomento –, deve passar por um programa de atualização até 2018.
Já em 2015 também será feita a escolha do país-sede, no hemisfério Sul, do Cherenkov Telescope Array (CTA) – que deverá ser o maior observatório do mundo dedicado ao estudo de corpos celestes que emitem radiação gama, de mais alta energia.

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Além disso, está sendo discutida a construção do Agua Negra Deep-Underground Experiments Site (Andes) – o primeiro laboratório subterrâneo da América Latina, projetado para ser construído anexo a um túnel previsto para ser escavado na fronteira andina entre Argentina e Chile, para realização de experimentos em diversas áreas, incluindo a Astrofísica de Partículas.
“A comunidade de Astrofísica de Partículas na América do Sul está passando atualmente por uma fase muito importante e excitante em razão da expectativa de concretização desses projetos”, disse Luiz Vitor de Souza Filho, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), à Agência FAPESP.
A fim de discutir as perspectivas desses projetos de infraestrutura para a área na América do Sul, Souza Filho e um grupo de cem pesquisadores de diversos países reuniram-se em novembro no Instituto de Física da USP, durante o 3rd Astroparticle Physics Workshop: The future in South America.
“O objetivo do evento foi reunir a comunidade internacional de pesquisadores em Astrofísica de Partículas para começarmos a planejar o futuro dos experimentos na área de uma forma mais organizada”, disse Souza Filho, que foi um dos organizadores do encontro.
“O momento é propício para tentarmos criar um plano de investimentos e de pesquisa, levando em conta questões científicas importantes que podemos responder com a construção desses projetos”, afirmou.

Plano de atualização

Entre essas questões, segundo o professor, estão a origem dos raios cósmicos de ultra-alta energia e o tipo de partículas subatômicas que chegam à Terra com energias macroscópicas da ordem de 10 elevado a 18 (um bilhão de bilhões) elétron-volts (eV).
O Observatório Pierre Auger permitiu observar nos últimos 10 anos dezenas de raios cósmicos acima de 10 elevado a 20 eV e foi muito bem-sucedido nesse propósito, avaliaram os pesquisadores presentes no encontro.
Os resultados obtidos pela colaboração Auger, porém, ainda não permitem identificar totalmente as fontes desses raios cósmicos de energia ultra-alta.
“Medimos várias propriedades dos raios cósmicos, mas ainda não conseguimos localizar a fonte ou fontes deles. E não sabemos exatamente se as partículas que chegam à Terra são puramente prótons ou núcleos atômicos mais pesados, ou ainda uma mistura deles”, afirmou.
De acordo com pesquisadores da área, um dos desafios para identificar a fonte e a composição dessas partículas vindas do espaço é que elas são medidas de forma indireta.
Quando uma partícula cósmica ultraenergética atinge a atmosfera terrestre, ela colide com um núcleo do ar, produzindo novas partículas que, por sua vez, também colidem e interagem, em um efeito multiplicativo em cascata, formando um chuveiro atmosférico extenso, constituído de um bilhão de partículas ou mais.
O Observatório Auger estuda os raios cósmicos ultraenergéticos que chegam até a Terra medindo esses chuveiros atmosféricos extensos produzidos por eles na atmosfera.
A expectativa é que o programa de atualização pelo qual o Observatório Auger deve passar permita responder a essas questões ao melhorar consideravelmente a resolução dos detectores de partículas do observatório.
“A atualização permitirá a medição de diferentes tipos de partículas e com maior precisão”, estimou Souza Filho.
Atualmente, várias propostas de atualização do Observatório Auger estão sendo avaliadas internamente por um comitê de físicos. Todas elas têm como foco melhorar a resolução da composição dos raios cósmicos.
Cada uma das várias propostas envolve uma técnica diferente para a identificação de múons – partículas subatômicas ultraenergéticas presentes nos chuveiros atmosféricos – e requer combinações diferentes de novos produtos eletrônicos, novos detectores e modificações internas nos 1,6 mil detectores do observatório.
Espalhados por uma área de 3 mil km2, em uma região plana ao lado dos Andes, os detectores são tanques de polietileno, preenchidos com 12 mil litros de água purificada e instrumentalizados com sensores fotomultiplicadores.
Quando as partículas de um chuveiro atmosférico atravessam a água no interior do tanque é emitida luz que pode ser medida nos sensores.
Antenas acopladas ao tanque transmitem os dados via rádio para a sede do observatório em Malargüe, na Argentina, de onde são enviados para análise de cerca de 450 pesquisadores em outros pontos do mundo.
As propostas de atualização do observatório preveem a adição de novos detectores de múons nos chuveiros identificados. Para isso, seriam necessárias mudanças em todos os detectores existentes, a um custo estimado de US$ 15 milhões.
Para avaliar se realmente funcionam, estão sendo testados protótipos dos sistemas de detecção de múons propostos.
“No início de 2015, uma das propostas deverá ser escolhida. Esperamos que seja possível instalar em breve os novos detectores e operá-los até, no mínimo, 2023”, disse à Agência FAPESPCarola Dobrigkeit Chinellato, professora do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que preside a Comissão de Publicações do Pierre Auger.
A professora também participou, como representante da FAPESP, de um encontro da Comissão de Finanças do Observatório Auger, que reuniu as agências de fomento dos 18 países membros da Colaboração para a prestação de contas anual. A reunião ocorreu no dia 15 de novembro na sede da FAPESP, em São Paulo.

CTA

No início de 2015 também será escolhido o país-sede no hemisfério Sul do CTA – consórcio internacional formado por 28 países, entre eles o Brasil – que pretende construir, até 2020, o maior observatório astronômico do mundo dedicado ao estudo de objetos astrofísicos que emitem raios gama.
O observatório contará com cerca de 100 telescópios que serão instalados em dois lugares distintos, um no hemisfério Sul e outro no Norte.
No hemisfério Sul, os países candidatos a sediar o observatório são o Chile e a Argentina, na América Latina, e a Namíbia, na África, disse Souza Filho, um dos pesquisadores brasileiros participantes do projeto (leia mais emhttp://agencia.fapesp.br/maior_observatorio_de_astronomia_gama_tera_part...).
Segundo ele, a ideia inicial é construir um conjunto de sete telescópios – que formarão um arranjo embrionário do observatório, denominado CTA Mini-Array – em torno do qual o restante do observatório será posteriormente construído.
Dos sete primeiros telescópios três serão construídos pelo Brasil no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP.
O primeiro deles entrou em fase de testes em Catania, na Itália, no fim de setembro (leia mais em http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/10/07/prototipo-de-telescopio-para...).
“A meta é testar inicialmente esse pequeno conjunto de telescópios, obter os primeiros dados científicos e, a partir disso, avançar até atingir uma centena de telescópios”, disse Souza Filho.
Durante o workshop na USP, Werner Hofmann, porta-voz do projeto e pesquisador do Max-Plack-Institut für Kernphysik, na Alemanha, disse que dificilmente o CTA deixará de vir para a América do Sul.

Projeto Andes

Outra iniciativa de pesquisa em Astrofísica de Partículas na América do Sul em discussão é a construção do laboratório subterrâneo profundo Andes.
A ideia da comunidade de pesquisa é fazê-lo anexo a um túnel de 14 quilômetros de extensão que Argentina e Chile pretendem escavar sob a Cordilheira dos Andes, para facilitar o acesso dos países da América do Sul ao Oceano Pacífico e, dessa forma, exportar mais facilmente para a Ásia.
O projeto do laboratório subterrâneo prevê a instalação de diversos equipamentos para estudos em diferentes áreas, como de um grande detector capaz de identificar neutrinos de baixa energia e geoneutrinos – neutrinos produzidos pela decomposição de produtos radioativos na Terra, como potássio, urânio e tório, que se estima tenham grande relevância no balanço de calor da Terra.
O túnel seria o lugar propício para a medição dessas partículas, avaliam os pesquisadores da área.
“O Andes possibilitaria a realização de experimentos, em diferentes áreas, que necessitam de baixo nível de radiação, como medições de matéria escura e de neutrino”, explicou Souza Filho.
Até o momento, apenas Argentina, Brasil, México e Chile têm se empenhado no projeto, que busca adesão de outros países.

  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0




FONTE: EBC

sexta-feira, janeiro 23

A contribuição da indústria brasileira de dispositivos móveis para a economia



A contribuição da indústria brasileira de dispositivos móveis para a economia
O comércio de dispositivos móveis não para de crescer. Mesmo em um ano de desconfiança econômica, que contou com a paralisação por conta da Copa do Mundo, e agora com as eleições, as vendas de smartphones e tablets continuam a fluir no país. O Brasil é um grande consumidor desses aparelhos, sendo o 4º maior mercado mobile do mundo. Entre abril e junho deste ano, foram vendidos mais de 100 smartphones por minuto.

Para se ter uma ideia deste cenário, o segundo semestre de 2013 conseguiu um crescimento de 110% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a IDC, foram vendidos 15 milhões de celulares de abril a junho, no Brasil. Deste total, 54% correspondem aos smartphones. No mesmo período de 2014, foram vendidos 17.9 milhões de aparelhos, 22% de aumento em comparação com o ano passado. As vendas de smartphones pularam para 75%. Um novo recorde. 

Já mundialmente, o Gartner aponta que as vendas de dispositivos móveis chegarão a 2,4 bilhões de unidades este ano. Isso mostra um crescimento de 4,22% em relação a 2013, segundo a consultoria.

Visando manter elevados os números de vendas pelo comércio varejista de notebooks, tablets, smartphones e roteadores digitais, o governo brasileiro decidiu, em agosto deste ano, prorrogar o incentivo que garante a alíquota zero de PIS/Cofins para esses produtos. O benefício fiscal conhecido como "Lei do Bem" expiraria no dia 31 de dezembro desse ano, mas passa a valer até o fim de 2018.

Não é difícil entender os benefícios que a desoneração gerou. Com a redução dos preços, a medida combateu vendas informais, que chegam a oferecer ao consumidor, por R$ 600,00, "réplicas" de qualidade duvidosa de smartphones que custam nas lojas em torno de R$ 1800,00, como no caso do IPhone e Samsung Galaxy.

Um mês após a lei entrar em vigor, os smartphones, por exemplo, apresentaram redução média de 30% de seu valor. Adicionalmente, a iniciativa gerou empregos e fortaleceu a economia, como um todo. A contribuição do setor de dispositivos móveis para a economia brasileira é de R$ 185 bilhões (cerca de 4,6% do PIB), sendo R$ 52,2 bilhões em impostos. Além disso, gerou mais de 250 mil empregos equivalentes a tempo integral (Fonte: Deloitte).

Fator importante dessa conjuntura são as novidades que as grandes marcas lançam com uma frequência cada vez maior. Isso faz com que a defasagem do aparelho atual seja mais rápida e, por consequência, instiga o usuário a trocar seu dispositivo. Outro ponto que contribui para esse crescimento é a utilização dos dispositivos em segmentos diversificados como o da Saúde, Educação, Turismo etc. além de diversos modelos de negócios que começaram a surgir, como os pagamentos bancários e compras on-line através do smartphone e até mesmo a reserva de passagens aéreas.

Os números citados acima comprovam que o perfil do brasileiro casou muito bem com essa demanda imediatista por novos aparelhos e tecnologia. Bom para o consumidor, melhor ainda para as empresas.



FONTE: Adnews

quinta-feira, janeiro 22

Google vai virar operadora de telefonia celular




Já está difícil imaginar uma área em que a digital do Google não esteja presente. A mais recente delas foi anunciada nesta quarta-feira, dia 21: o Google vai se tornar a mais nova operadora celular do Estados Unidos. Não será uma operadora convencional, dona de torres de transmissão e estações rádio base: será uma MVNO - Mobile Virtual Network, algo como Operadora Móvel Virtual. Na prática, o Google vai alugar a infra-estrutura da T-Mobile e da Sprint (operadoras convencionais que atuam no mercado norte-americano) e oferecer seus próprios pacotes diretamente aos consumidores. 



A notícia caiu como uma bomba no mercado do Tio Sam. Por lá, a competição entre as empresas já é bastante acirrada e, agora, todos se preparam para uma guerra de preços ainda maior, com a chegada do Google. O temor tem precedentes. O gigante das buscas já mexeu com mercado de banda larga de lá, ao oferecer conexões com 1 Gbps de velocidade a preços acessíveis em algumas cidades. O resultado do movimento foi um aumento do esforço das outras operadoras para oferecer conexões mais rápidas em seus mercados, em ações preventivas contra a "ameaça" do Google. Agora, espera-se que efeitos similares possam ser sentidos no mercado celular.


T-mobile e Sprint a princípio resistiram à aproximação do Google. O temor é que elas poderiam estar colocando a raposa para tomar conta do galinheiro, já que o Google poderia, no longo prazo, acabar modificando completamente o ecossistema celular. Mas, premidas pela grande competição (que, hoje, tem dois grandes líderes, AT&T e Verizon) as duas empresas acabaram cedendo à oferta de dinheiro sem risco e em grande quantidade oferecida pelo Google nos contratos de aluguel da infra-estrutura. Mas, as ambições da turma de Moutain View (sede do Google, no Vale do Silício) no setor celular devem ir além desses acordos recém-firmados.


Uma nova era de comunicação celular



Há tempos o Google vem pressionado o FCC (órgão do governo de lá parecido com nosso ministério das comunicações) para que uma parte do espectro anteriormente ocupado pela TV analógica seja liberado para redes Wi-Fi. No plano maior do Google, no futuro, essas redes Wi-Fi seriam a principal forma de conexão para os smartphones - eles só usariam a comunicação celular mais tradicional onde não houvesse oferta dessas redes. O detalhe é que esse desenho pode fazer com que os custos de todo o ecossistema caiam dramaticamente. Ótima notícia para os consumidores e para o processo de conexão como um todo. Nem tão boa perspectiva para as atuais operadoras celulares.




FONTE: olhardigital

terça-feira, janeiro 20

Produto que você compraria agora mesmo!

As batatas do Fastfood no porta-copos do seu carro (e com espaço pra ketchup!)

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FONTE: tudointeressante

Casa sustentável mescla técnicas tradicionais a novas tecnologias






A Soleta ZeroEnergy é uma residência sustentável e tecnológica construída na Romênia. O modelo, desenvolvido pela Fundação Capra Justin para Invenção e Tecnologias Sustentáveis, mostra que é possível mesclar técnicas antigas e novas para reduzir o impacto ambiental de uma construção.

“Acreditamos que as coisas são muito mais simples. Existem soluções tradicionais para quase todos os ‘problemas’ de nossas casas, precisamos apenas reinventá-las nas condições atuais”, diz o site do projeto. A Soleta é uma residência pensada para reduzir ao máximo o consumo de energia, ao mesmo tempo em que é abastecida, na maior parte, por fontes renováveis.

Para alcançar este objetivo, os arquitetos contaram com sistemas de monitoramento energético, que controlam automaticamente o consumo e podem ser gerenciados por smartphones. Além disso, a casa é equipada com placas fotovoltaicas e coletores solares, que aproveitam a energia do sol para produzir eletricidade e aquecer a água.


Foto: Divulgação

Em termos de eficiência energética, a casa ainda conta com sistema de recuperação de calor. A iluminação da casa é feita com lâmpadas de LED e em um formato inteligente, com monitores de presença, que evitam o desperdício.


Foto: Divulgação

Outro diferencial da estrutura é o fato de não possui paredes externas. O próprio telhado cobre toda a casa e se estende até o chão. Segundo o site do projeto, este formato aumenta a iluminação natural, otimiza a proteção contra o vento e barateia a obra.


Foto: Divulgação

A madeira foi um dos principais materiais usados na construção, que também conta com muito vidro, para valorizar a iluminação natural. A matéria-prima foi, em sua maioria, obtida localmente e o projeto foi pensado para ter custos reduzidos.


Foto: Divulgação


A gestão adequada da água também é fator importante nesta residência. A Soleta conta com um sistema de captação da água da chuva e tratamento, para que o recurso seja reaproveitado na estrutura da casa, evitando desperdício e gastos constantes. Além de todas essas soluções, a casa ainda pode ser facilmente ampliada sem que grandes mudanças em sua estrutura sejam feitas.



FONTE:  CicloVivo 

segunda-feira, janeiro 19

Uma colher contra o Parkinson

Empresa americana cria talher eletrônico que reduz até 76% os tremores que podem impedir um paciente de se alimentar sozinho


Entre os muitos sintomas do Parkinson, poucos prejudicam tanto a qualidade de vida dos pacientes quanto os tremores. Os problemas de coordenação motora decorrentes do avanço da doença sobre o sistema neurológico fazem com que os doentes tenham uma série de dificuldades para se locomover, falar, se manter imóveis e, principalmente, comer sozinhos. Até agora, portadores de Parkinson precisavam aprender a conviver com os crescentes tremores para se alimentar sozinhos ou aceitar o fato de que teriam que receber alimentos na boca. Uma colher eletrônica que chega às lojas neste fim de ano promete, no entanto, transformar de forma considerável a qualidade de vida dos doentes de Parkinson reduzindo em até 76% os tremores na hora de levar o alimento do prato à boca.

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Apelidada de “Colher Inteligente”, a engenhoca foi criada pela empresa americana Lift Labs, uma startup comprada pelo Google há poucos meses, após um dos seus fundadores, Sergey Brin, conhecer o protótipo da colher. Além do potencial econômico, a aquisição teve uma boa dose de interesse pessoal. Brin carrega consigo um gene que amplia de forma considerável as suas chances de desenvolver Parkinson e já doou mais de R$ 125 milhões como pessoa física para pesquisas relacionadas à doença. Sua mãe é um dos 10 milhões de pessoas no mundo que sofrem com o Parkinson.

A colher inteligente, que é lançada por US$ 295 – cerca de R$ 750 –, utiliza um microcomputador localizado em sua base e mais de 100 algoritmos para calcular como reagir aos tremores de seus usuários e diminuí-los em até 76%. Ou seja, enquanto a mão do comensal e o cabo da colher tremem, a ponta do utensílio reage e se move na direção contrária. Dessa forma, a comida não cai enquanto é levada do prato à boca e a pessoa pode se concentrar em outras coisas, como no sabor da refeição ou em conversar com suas companhias.

Como a ponta da colher é destacável para facilitar a lavagem, ela pode ser substituída por outros utensílios. Os laboratórios prometem lançar uma versão com um garfo, uma colher de sopa, e até mesmo um porta-chaves, para facilitar o encaixe em uma fechadura.

Em nota em que anunciava a compra, a empresa, que começou em 1998 como um simples buscador da internet, afirmava: “Seu aparelho estabilizador de tremores pode melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas. Nós também vamos explorar como sua tecnologia pode ser usada de outras maneiras para aperfeiçoar o entendimento e o tratamento de doenças neurodegenerativas como o Parkinson e o tremor essencial”.


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O interesse do Google pela área é tão grande que ele poderia ser facilmente confundido com uma companhia de biotecnologia. A equipe da Lift Labs integra atualmente a divisão de ciências da vida do Google X, o laboratório de pesquisas avançadas da empresa, que conta com projetos como o de uma lente de contato “inteligente” que mede os níveis de glicose em diabéticos. O complexo também adquiriu recentemente parte de uma empresa de computação que analisa o genoma humano para entender os fatores genéticos das doenças cardíacas e do envelhecimento e pesquisa como nanopartículas no sangue podem ajudar a prevenir doenças.

“Eu meio que me dou uma chance de 50% de adquirir Parkinson em cerca de 20 a 25 anos”, afirmou Brin ao “The New York Times”. “Mas também acho que há 50% de chance da medicina avançar o suficiente a ponto de poder lidar com isso.” Ele certamente tem feito a sua parte.
Foto: Divulgação




FONTE: istoe