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quarta-feira, março 11

Inpa deposita seis novos pedidos de patente ao INPI em 2015




Neste início de 2015, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) já enviou seis pedidos de depósito de patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). São resultados de quatro pesquisas nos campos da nutrição, tecnologia e engenharia de alimentos, além de uma invenção relacionada às áreas das engenharias civil e de materiais e de uma tecnologia associada aos setores da farmácia, da medicina e da fitoquímica.

Dentre as novidades, há uma viga compósita combinada com duas camadas de materiais diferentes para prover soluções construtivas de grande flexibilidade de aplicação. Há também uma composição alimentícia funcional (que oferecem vários benefícios ao organismo e ajudam a prevenir ou reduzir o risco de algumas doenças) à base de um extrato de planta que confere ao produto final propriedades farmacológicas com capacidade de prevenção ou tratamento da úlcera gástrica e a constipação estomacal.



(Agência Gestão CT&I, com informações do MCTI e do Inpa)

terça-feira, janeiro 20

Itaú, Bradesco e Skol são as marcas mais valiosas de 2014 do Brasil

Marca de cerveja desbancou o Banco do Brasil e assumiu o 3º lugar. Petrobras caiu da 5ª para a 7ª posição, segundo ranking da Interbrand.

O mercado financeiro dominou mais uma vez o topo do ranking das marcas brasileiras mais valiosas, cuja edição de 2014 divulgada nesta quinta-feira (4) pela consultoria Interbrand. O Itaú permaneceu na liderança, com valor de marca estimado em R$ 21,68 bilhões. Na vice-liderança permanece o Bradesco, cuja maca é avaliada em R$ 15,12 bilhões.

AS MARCAS MAIS VALIOSAS DO BRASIL EM 2014
MarcaValor (em R$ milhões)
1Itaú21.687
2Bradesco15.124
3Skol11.606
4Banco do Brasil10.461
5Brahma9.406
6Natura7.640
7Petrobras6.754
8Antactica3.605
9Vivo2.700
10BTG Pactual1.993
Fonte: Interbrand
O destaque do ano é a Skol, que teve um crescimento de 23%. A marca de cerveja desbancou o Banco do Brasil e assumiu a 3ª posição.
Outro destaque de queda foi a Petrobras, cujo valor da marca caiu 23% ou quase R$ 2 bilhões. A petroleira caiu da 5ª para a 7ª posição.
"Maior interferência governamental, resultados financeiros menos favoráveis e denúncias de corrupção reduziram a força destas marcas, historicamente fortes", destaca a Interbrand.
A Brahma assumiu a 5ª posição e a Natura subiu para a 6ª posição. Completam o Top 10: Antarctica, Vivo e BTG Pactual, que permaneceram nas mesmas colocações.
O relatório deste ano da Interbrand destaca que, pela primeira vez, a soma do valor das 25 marcas brasileiras mais valiosas ultrapassou R$ 100 bilhões (R$ 101,284 bilhões em 2014 ante  R$ 94,959 bilhões em 2013), registrando um crescimento de 7% na comparação com o ano anterior.
O setor de serviços financeiros continua líder em valor, concentrando 49% do valor de mercado de todo o portfólio. "Altas margens de lucratividade, comprometimento com
investimentos em marca e forte laço emocional com os consumidores fazem dessas marcas verdadeiras campeãs nacionais", destaca o relatório.

O setor de bebidas, vice-líder em concentração de valor, representa 25% do total. Segundo a Interbrand, as marcas de bebida foram beneficiadas em 2014 pelos grandes eventos como carnaval e Copa do Mundo.

As novidades no ranking deste ano são Magazine Luiza e a Rede, do mercado de meios de pagamento.
O ranking leva em conta principalmente os resultados financeiros da empresa, a influência da marca no processo de escolha do cliente e a capacidade de superar a concorrência e garantir a demanda e os ganhos ao longo do tempo.
Interbrand divulgou nesta quarta-feira (4) ranking das marcas brasileiras mais valiosas de 2014 (Foto: Reprodução)Interbrand divulgou nesta quarta (4) ranking das marcas brasileiras mais valiosas de 2014 (Foto: Reprodução)
















FONTE: G1 

sexta-feira, dezembro 5

Marcas mudam tática para manter destaque nas redes

Bruno Abdo Maia, 35, consultor de marketing da Lu Make Up, uma rede de franquias de maquiagem de longa duração (micropigmentação da pele), calcula que, "sendo conservador", o número de pessoas que veem os posts da empresa no Facebook caiu 50% neste ano ante 2013.

"Se você quer resultado, tem que pagar", resume. Não se trata de uma exclusividade da companhia. Grandes marcas também observaram o fenômeno, que começou em 2012 e está se intensificando.

Os posts "orgânicos" de marcas, que não são pagos, têm sido menos vistos por usuários. Levantamento feito pela agência Social@Ogilvy indica que o alcance das publicações de marcas (o índice de fãs que as veem), caiu de 12,05% em outubro de 2013 para 6,15% em fevereiro.

Em "fanpages" com mais de 500 mil "curtidas", a taxa foi de 4% a 2,1% no período. Isso deve ficar ainda mais claro a partir de janeiro, quando entram em vigor novas regras. A rede social anunciou em meados deste mês que usuários vão ver menos posts de conteúdo comercial, do tipo "faça agora o download do aplicativo".

A justificativa da companhia capitaneada por Mark Zuckerberg é que as pessoas querem ver mais publicações de amigos e menos conteúdo comercial. Há também uma explicação "física": mais gente está entrando no site, postando e curtindo as páginas, o que faz com que o conteúdo compita pelo espaço.

Segundo a empresa, em média há 1.500 posts que poderiam aparecer quando o internauta entra no site. Apenas 300 são mostrados.

Com isso, o número de empresas que decidem pagar para garantir que uma audiência maior, ou mais específica, veja seus posts cresceu de 1 milhão para 1,5 milhão em um ano. Há 30 milhões de pequenos negócios no site -2 milhões deles no Brasil.

Eduardo Pugnali, gerente de inteligência de mercado do Sebrae-SP, diz que as mudanças reforçam a necessidade de se pensar no Facebook como uma importante ferramenta de divulgação, mas não a única. "Uma boa estratégia digital tem várias frentes: Facebook, Twitter, Instagram e buscas no Google."

Divulgação
Bruno Abdo Maia, consultor de marketing da Lu Make UP
Bruno Abdo Maia, consultor de marketing da Lu Make UP

A Lu Make Up, por exemplo, transformou o Instagram no carro-chefe de divulgação. A rede de maquiagem tem 22 mil seguidores no aplicativo e 100 mil no Facebook. Mas consegue mais ligações de orçamento pelo primeiro. Maia diz que os seguidores ali são mais interessados.

A verba de posts pagos no Facebook se limita, por exemplo, a anúncios locais, quando profissionais da companhia prestam atendimento em determinada cidade.

"Um dos pecados ao anunciar no Facebook é não atentar ao público que se quer atingir. Se você deixa amplo, impacta gente sem interesse na empresa -e paga por isso", diz Fábio Lima, fundador da agência AdResults.

André Siqueira, cofundador da agência Resultados Digitais, diz que, antes de usar ferramentas pagas, é preciso que o empresário faça testes e verifique quais tipos de posts têm mais visualizações, curtidas e comentários e geram mais tráfego para o site da companhia.

Isso evita, segundo ele, um dos erros mais comuns nesse tipo de ação, que é não mensurar resultados. "A pessoa coloca dinheiro, mas não sabe como está contribuindo para o negócio", afirma.

Lima recomenda focar em posts que já estão dando certo. Se a marca fez dez postagens, e três têm mais "curtidas", vale a pena pagar para impulsioná-las. Quanto melhor a publicação, menor o custo da visibilidade, diz.
*
PARA SER VISTO NAS REDES SOCIAIS

USE VÍDEO A publicação de vídeos usando a própria plataforma do Facebook tem dado bons resultados. Um filme de até 3 minutos tem bom potencial para aparecer bastante

NÃO GASTE À TOA Quando for fazer publicações pagas, tenha algo relevante a contar: uma promoção ou um produto diferente. É melhor que seja algo que possa ter o resultado medido

ESCOLHA UM PÚBLICO A plataforma permite segmentar o público por sexo, localização, idade, empresa em que trabalha etc. Não gaste dinheiro falando com quem não interessa

TRACE UMA META O Facebook também ajuda a traçar a estratégia de divulgação. É possível escolher objetivos como "enviar pessoas para o seu site" ou "obter instalações para o seu aplicativo"

MEÇA OS RESULTADOS A ferramenta permite analisar quantas pessoas viram o anúncio, quantos clicaram etc. Fique atento a essas métricas e também aos dados de seu negócio, mesmo que ele não seja virtual. Até o dono de uma padaria pode perguntar se os clientes foram ao local por causa do Facebook .




FONTE: folha.uol

segunda-feira, dezembro 1

A estratégia de marca como diferencial competitivo durante a crise

O ano de 2015 anuncia-se, desde já, cheio de incertezas. A economia promete andar de lado. A situação do mundo não ajuda. A inflação é uma ameaça. A oposição, derrotada nas urnas, acordou de um torpor de mais de uma década e promete o combate democrático, o que indica turbulência política à frente. A sociedade, mais conectada e mobilizada, colocou muitas demandas sobre a mesa e pode novamente sair às ruas. Esse cenário é ruim para as empresas. Muitas já usam da cautela em seus planejamentos, revisando investimentos para baixo.

Mas diante de um quadro como esse, não basta às empresas controlar os custos ou aumentar a eficiência (o que é necessário, claro, mas que todas farão). Só que isso não dará a nenhuma delas uma vantagem competitiva. Num momento de incertezas e dúvidas, sairá na frente a empresa que inovar em termos de mensagem. A que se posicionar de forma transparente acerca de seus valores corporativos e do diferencial de seus produtos, conjugando uma imagem com a qual o cliente se identifique, confie e aposte.

A boa notícia é que a criação de um novo posicionamento, diferenciado e competitivo, é a mais eficiente e duradoura ferramenta de gestão que existe. E em muitos casos, é também a mais barata. Ela está na raiz da cultura das empresas vencedoras, qualquer que seja seu porte.

Ela parte da definição da "estratégia da marca", que define a visão, o propósito com o qual a empresa se destaca no mundo, que faz ela ser o que ela é. Muitas empresas não fazem ideia do que são, do que representam. Na hora em que se apresentam diante do cliente, não conseguem "marcar presença" ou "causar uma impressão" porque usam discursos que não são seus, mas lugares comuns do mercado.

Já as empresas que sabem o que são e o que representam, porque existem e o que seus produtos significam, chegarão a uma combinação única. Porque essas empresas juntarão o que tem de mais "característico" com o produto que fabricam E ao descobrirem quem são e o que representam, elas definirão com maior segurança sua filosofia empresarial, o desenvolvimento de produtos, o relacionamento com os clientes.

Os empregados terão uma visão mais clara do caminho que tem à sua frente, saberão com maior clareza o que tem de fazer e se sentirão parte de um time atrás de um objetivo. Farão parte de uma "causa" comum. Isso gera engajamento. Para fora, poderão comunicar sua imagem com maior clareza, o que é importante num momento de muito bombardeio midiático em cima de consumidores "fechados", na defensiva. Já os consumidores que se identificarem com a marca, aderirão à ela uma vez que apresentam uma mensagem que faz sentido para eles.

A "estratégia da marca" promove a coerência entre o que a empresa faz e o que diz que faz, aumentando sua visibilidade e a credibilidade. Por isso, as empresas que apostarem agora e iniciarem seu planejamento para 2015 a partir de sua "estratégia de marca" terão maiores chances de se posicionar de forma contundente e significativa.



FONTE: Adnews

quarta-feira, novembro 26

2015: Ou sua marca muda ou morre



2015: Ou sua marca muda ou morre (@istock/mayra@)
A chamada polêmica deste artigo não se limita apenas em gerar a sua curiosidade em abrir o link e ler o texto. Acredito firmemente que é uma realidade para N marcas. Durante anos se fala das tendências do marketing digital e da mudança de hábitos de consumo, do domínio do mobile e tantas outras ligadas a essas mudanças exponenciais que estamos passando nos últimos meses, isso mesmo meses, não mais anos.

Tudo acontece ao mesmo tempo e o marketing digital não é mais uma diferença competitiva, é uma necessidade. Talvez em pouco tempo deixe de se chamar marketing digital e seja de fato apenas marketing. As mudanças do digital não se limitam apenas a ele e possuem uma influência gigantesca dentro da sua operação interna e suas ações de marketing, indiferente se o canal é on ou off.

Muitas empresas ainda precisam resolver o problema interno que possuem pela falta de visão omnichannel da equipe de trabalho e muitas vezes até do dono da empresa. Concorrências internas geram um câncer perigoso para a marca, que por vezes não tem um planejamento macro e se perde pela falta de preocupação com isso.

Seus clientes estão neste momento pesquisando sobre sua empresa no Google, no Reclame Aqui, nas redes sociais, etc. Se você não está lá ou está apenas de corpo presente irá passar uma insegurança perigosa para seus potencias clientes. Hoje em dia o famoso "disque 0800 para reclamação" está às moscas, porque ele praticamente já nasceu morto, visto a falta de efetividade para resolução de problemas. Hoje você atende seus clientes "ao vivo" na frente de muitas pessoas que estão torcendo por sua marca falar algo errado, ou fora de contexto para torná-la um meme ou o próximo mimimi do Facebook. E não pense que isso pode causar apenas um temporário enfraquecimento de marca, isso irá impactar no seu bolso, no caixa, nas vendas.

Pare ser canibal ‘eu como o cliente faria tal coisa, ou compraria tal produto de tal forma’, não é mais sua marca que decide isso. Eu sei, é duro ouvir isso, mas é verdade. Acredite. É possível que você queira ser a Apple, que ao lançar um novo produto deixa as pessoas enlouquecidas querendo comprar a novidade, não importando o preço ou que ele tem de novo e legal, mas veja que a Apple tem um proposito claro de marca. Se você não tem, não está nem no caminho de ser igual em seu mercado.

Contudo, esse pensamento digital é cada dia mais necessário, não apenas para fomentar as vendas da sua empresa, mas também para monitorar o que estão falando da sua marca, o que estão pensando dela. O branding não é mais algo ‘cool’, é uma necessidade de se reinventar constantemente, olhando pra dentro de si e refletindo por que sua marca está no mercado, no que ela acredita e o que ela quer transmitir como marca para o consumidor, e não pense que isso é papo de publicitário, isso é o mercado atual. A busca por propósito é algo extremamente presente no contexto atual do mercado e se não é claro o seu propósito de nada adianta você ter uma mega equipe que ‘cuida do Facebook’. Ela possivelmente estará mergulhada em reclamações.

Como falei no começo a reflexão é muito mais real do que para gerar polêmica. Espero do fundo do coração que tenha deixado você preocupado com essa rápida reflexão.



FONTE: Adnews

segunda-feira, novembro 24

18 números sobre o desempenho das marcas nas redes sociais

Usuário de smarphone mostra aplicativo do Facebook em seu aparelho



Um estudo inédito no Brasil analisou os 100 maiores perfis de marcas nas redes sociais.
A análise foi feita em uma parceria entre a Faap (Núcleo de Inovação em Mídias Digitais da universidade) e o Socialbakers, maior especialista mundial de monitoramente de redes sociais.
O estudo será divulgado a cada trimestre no Brasil. O primeiro compilou dados de julho a setembro.
É possível fazer comparações de desempenho dos perfis de marcas com não-marcas
De modo geral, as marcas têm menos interação com o público. São menos posts, likes e comentários se comparados com perfis de não-marcas, principalmente de entretenimento e mídia/notícias.
Veja a seguir os resultados:
Facebook
Volume de fãs - Perfis de marcas têm 2.688.233 seguidores em média - contra 2.404.810 dos perfis de mídia/notícias e 1.361.420 dos perfis de entretenimento.
Interações - Perfis de marcas têm 110.801 interações: 88% curtidas, 9% comentários e 3% compartilhamentos. Bem menos que a interação com perfis de mídia/notícias: 1.009.117.
Tempo de resposta - Perfis de marcas demoram 1 hora e 52 minutos para responder algum usuário. A média geral é de 9 horas e 23 minutos.
Publicações - As marcas postam fotos em 83% das atualizações. Cerca de 4% são vídeos e 5% apenas uma atualização de texto. São 374 posts em três meses.
Twitter
Seguidores - As marcas têm perfis pequenos se comparados aos perfis de não-marcas. Elas têm média de 168.085 seguidores - contra 2.381.678.
Interação - Os perfis de marcas têm média de 10.695 interações, a maioria quando há postagem de foto. A média de não-marcas é de 295.413 interações.
Respostas - Quando um usuário fala algo para a marca (uma pergunta, uma reclamação), a média do tempo de resposta é de 8 horas e 35 minutos. Não-marcas respondem em 59 minutos.
Publicações - As marcas publicam 445 tweets em um trimestre, em média. 
Instagram
Publicações - Em três meses, são feitas 100 postagens em média.
Filtros prediletos - 86% das fotos não usam filtro algum. O predileto é Valencia (1,9%), seguido de Amaro (1,7%) e Mayfair (1,6%).
Hashtags - 27% das publicações tinham de 2 a 3 hashtags. 18% colocam apenas uma, mas outros 18% enche com 4 ou 5 ### e 15% colocam mais de dez!
Seguidores - 35.039 é a média de seguidores das marcas. 
Interação - É na base do like: 97,8% fazem isso. Apenas 2,2% comentam.
YouTube
Gostei/Não gostei - Em média, os vídeos das marcas ganham 50 "gostei" e 7 "não gostei".
Visualizações - Os vídeos são vistos 121.806 vezes em média.
Comentários - São 5 comentários em média por vídeo.
Assinantes - 13.935 assinantes por canal em média.
Vìdeos no canal - São 470 vídeos por canal, em média.


FONTE: Exame

A adolescência das marcas



A adolescência das marcas (@istock/mayra@)
Os resultados da pesquisa brandshare, publicados recentemente, incomodaram. Apesar de todo o esforço das marcas em participar das novas mídias, dos crescentes investimentos em mídia e a aparente disposição em diversificá-la, o consumidor parece não reconhecer e se mostra ainda mais insatisfeito e exigente.

No Brasil e no mundo 70% da pessoas consideram as marcas autocentradas e preocupadas apenas com seu próprio lucro. Por outro lado, 87% dos entrevistados (73% dos brasileiros), gostaria que as relações com as marcas tivessem mais significado. O estudo, promovido pela Edelman, ouviu 15 mil pessoas em 12 países.

Entre os brasileiros, 84% querem mais transparência (11% a mais do que no ano passado), enquanto 73% acham que é importante uma marca ter um propósito (além do próprio lucro) e 71% acreditam que a marca deve utilizar seus recursos para tornar o mundo um lugar melhor. No entanto, menos de 25% avaliam que as marcas estão respondendo a essas expectativas.

Além dos aspectos racionais e emocionais, neste ano os aspectos sociais saltaram aos olhos. Leia-se social não apenas no âmbito da responsabilidade social, a expectativa é ampliada para o comportamento social das marcas, abarcando outras dimensões de envolvimento da marca: com os consumidores, com a comunidade, com o mundo, compartilhando suas crenças e valores. Além de mais horizontais, a demanda é por relações mais humanas entre marcas e pessoas, pautadas pela convergência de interesses e pela ampla (e quase irrestrita) disponibilidade para o diálogo. Entre os brasileiros, 87% querem que as marcas respondam seus questionamentos rapidamente e 74% que várias formas de interagir sejam disponibilizadas. Em ambos os casos apenas 20% acham que as marcas estão respondendo a essas demandas adequadamente.

E assim passamos da era do, recém inaugurado e já ultrapassado, storytelling, para o storysharing. Mais do que ter informações sobre os processos produtivos, agora as pessoas querem participar da produção. Mais do que conhecer a história da marca, as pessoas querem co-criar a história, mas só com marcas que se posicionem com clareza e se disponham a trocar valor, elevando as relações transacionais a patamares mais significativos.

Enfim, o consumidor quer namorar sério e não se sente correspondido. Aparentemente o consumidor amadureceu mais rápido do que as marcas. Se formassem um casal, o consumidor estaria querendo morar junto, enquanto a marca ainda estaria cultivando o amor platônico.

Há um paradoxo, porque a marca faz de tudo para conseguir chamar a atenção do consumidor, passa o dia esperando pelo menos uma ligação. Depois de pesquisar, comparar e conversar com os amigos, finalmente o consumidor liga. Quer discutir a relação. Chega a hora tão esperada e a marca... a marca trava, como um menino adolescente. Passa a ligação pra tia, quer dizer pra URA, que passa pra menina do telemarketing, que passa pra outra e finaliza a conversa com um e-mail que traz no cabeçalho a informação que resume tudo: NÃO RESPONDA ESTA MENSAGEM.

Que fase contraditória essa tal adolescência. 



FONTE: Adnews

segunda-feira, novembro 17

Facebook lança ferramenta para esclarecer termos de uso



O Facebook lança, nesta quinta-feira, 13, o Privacy Basics, nova ferramenta que promete esclarecer os termos de uso e privacidade da rede social. Segundo a companhia, o recurso reduz em 70% as 14 páginas do documento, tornando os dados mais concisos e claros.

Na página, o usuário encontra uma espécie de "perguntas frequentes" para diversos tópicos como dados que são utilizados pelo Facebook e aplicativos e serviços tem acesso a essas informações. Além disso, é possível ver tutoriais para aumentar a privacidade, como por exemplo, mudar a audiência de um post ou escolher que pessoas podem contatar o usuário.

"[O] Privacy Basics é algo que vocês vão ouvir muito a respeito e responde à demanda das pessoas que queriam ter controle de sua privacidade na ponta das dedos no momento que elas precisassem", afirmou ao Olhar Digital Richard Allan, vice-presidente de Políticas Públicas do Facebook na Europa e Oriente Médio.

Reprodução 
Além disso, o Facebook afirma que sentiu a necessidade de esclarecer seus termos também por conta de suas recentes aquisições como o WhatsApp, Oculus e Instagram, além dos novos aplicativos lançados, vide o Slingshot. O que muitas pessoas não sabem é que detendo esses serviços, a rede social tem acesso a inúmeras informações. A promessa é de que, no entanto, somente dados demográficos são usados pela rede social e anunciantes, como idade e cidade.

A novidade chega primeiro em 30 línguas, incluindo o português, e vem como complemento a iniciativas anteriores, como o Privacy Chekcup. Essa ficou conhecida pelo famoso "dinossauro azul" que aparecia mostrando as principais configurações de privacidade do usuário.

Anúncios e nova política de termos de uso

O Facebook também está levando hoje Digital Advertising Alliance a seis novos países: Alemanha, Austrália, Canadá, França, Reino Unido e Irlanda. Lançada no início do ano nos Estados Unidos e Europa, a ferramenta oferece a opção de opt-out nos anúncios da rede social, isto é, o usuário pode escolher deixar de ver publicidade baseada nos sites e apps que ele acessa.

Deste modo, o Facebook deixa de usar a navegação do usuário para oferecer anúncios. O recurso ainda não tem previsão de chegada no Brasil, entretanto, a rede social espera estender a opção para mais países em breve.

Por fim, o Facebook pretende lançar no dia 21 de novembro uma nova política de termos de uso, privacidade e cookies. As mudanças propostas poderão ser opinadas pelos usuários até o dia anterior e então, a partir do feedback, a rede social de Mark Zuckerberg lançará uma nova versão. Os usuários serão avisados tanto por e-mail como em pop-up no site. 


Reprodução 
"Isso tudo faz parte dos nossos planos para ter certeza que as pessoas que estão usando o nosso serviço entendam a forma como a privacidade funciona", defende Allan.





FONTE: olhardigital.uol

terça-feira, outubro 28

Relacionamento com as marcas ainda é visto com desconfiança


O estudo anual brandshare, da Edelman, em sua segunda edição, mostra que as marcas não estão conseguindo criar relações mutuamente benéficas com os consumidores. Dois terços (66%) acreditam que esses relacionamentos são unilaterais e de valor limitado, enquanto a grande maioria (70%) dos consumidores globais acredita que a única razão pela qual as marcas se relacionam com eles é um desejo egocêntrico por aumento de lucro. No Brasil, o cenário se confirma.

O estudo mostrou que 87% das pessoas em 12 países, entre eles Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Holanda, Índia, Japão, México, Reino Unido e Estados Unidos, buscam interações significativas com as marcas, mas apenas 17% acreditam que elas fazem isso corretamente.

 "Os consumidores estão compartilhando conteúdos das marcas e suas informações pessoais, adquirindo produtos, recomendando, defendendo marcas, mas sentem que não estão ganhando muito em troca", acredita Daniela Schmitz, líder de Engajamento para Marketing na Edelman Significa. "As expectativas dos consumidores em relação às marcas cresceram muito e as pessoas esperam mais dessas interações."

O estudo revela que para estimular ações positivas as marcas agora precisam atender a três tipos de necessidades dos consumidores: racional, emocional e social. Os comportamentos que mais tendem a estimular o consumidor a comprar, recomendar e defender uma marca são aqueles mais fortemente relacionados à combinação de suas necessidades emocionais e racionais. Isso foi confirmado em todos países pesquisados.

As pessoas estão buscando maior capacidade de resposta, participação e envolvimento das marcas. A grande maioria dos brasileiros (87%), por exemplo, acredita ser importante as marcas responderem rapidamente a suas preocupações e reclamações, enquanto 84% querem que as marcas falem de maneira aberta e transparente sobre suas cadeias de produção e 67% querem participar dos seus processos de desenvolvimento e aprimoramento. Os números no Brasil, em geral, mostram-se superiores às médias globais, demonstrando a alta expectativa dos brasileiros em relação às marcas.

As necessidades sociais, apontadas pelo estudo como um novo tipo de necessidade do consumidor, vão além das definições tradicionais de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade. As marcas precisam compartilhar suas convicções e assegurar que os consumidores enxerguem seus propósitos e visões de futuro, além do fato de que elas estão usando recursos próprios para estimular mudanças no mundo. Ir ao encontro das necessidades sociais potencializa os resultados atingidos por meio do comportamento das marcas, e aumenta a probabilidade de os consumidores dividirem informações pessoais e compartilharem conteúdos da marca.

Quando os três tipos de necessidade são atendidos simultaneamente, no Brasil ocorre um aumento médio de 9% nas ações dos consumidores relacionadas à compra, recomendação (11%), defesa (12%), compartilhamento de informações pessoais (12%) e compartilhamento de conteúdos da marca (14%).



FONTE: Adnews

quarta-feira, outubro 22

O que os consumidores acham das marcas e suas promoções


Lia Lubambo/EXAME.com
Supermercado em Recife
Supermercado: pesquisa traçou opinião sobre marcas e promoções no Brasil 


Quais as marcas mais lembradas pelos consumidores? E quais as promoções dessas marcas que ficam na lembrança das pessoas?
É isso o que tenta responder o mais novo estudo da consultoria Hello Research.
O estudo foi feito em 70 cidades de todas as regiões do país e com pessoas das classes A a D/E.

Confira a seguir os principais resultados:

Promoções

82% das pessoas não lembram de ter visto promoções quando foram ao supermercado.
Sobre o tipo de promoção que mais gostam, os consumidores citaram em primeiro lugar, com 52%, a redução de preço.
Depois, vieram as campanhas do tipo "Pague 2 e leve 3" e aquelas no estilo "Compre um produto e ganhe outro".
A redução de preço foi o fato mais lembrado. Concursos culturais foram os menos lembrados e os menos preferidos.

As melhores

Entre os setores, o de alimentos foi aquele citado como tendo as promoções preferidas (34%). Depois, veio bebidas não-alcoólicas (22%) e limpeza (19%).
Coca-Cola e Omo dividem a primeira colocação entre as marcas com as promoções mais queridas. Depois: Sadia e Nestlé em segundo lugar; e Skol, Danone, Ipê, Brahma e Guaraná Antártica em terceiro.

Varejistas

A empresa mais citada como local de compra foi a Casas Bahia, com 36% de lembrança. Ela foi mais lembrada por mulheres jovens, classe C, da região Sudeste.
Depois, foram lembradas: Magazine Luiza, Ricardo Eletro, Extra, Carrefour, Lojas Cem e Walmart.
53% dos consumidores que compraram televisores e celulares nessas lojas relataram que uma certa promoção foi determinante para optar por aquela marca.
Os produtos da Samsung foram citados como os prediletos. 



FONTE: Exame

terça-feira, outubro 7

MARCAS FAMOSAS: a história da TOYOTA


Tornar-se uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo não acontece de repente. A primeira palavra que vem à cabeça quando se ouve falar em TOYOTA é qualidade. A empresa, não é de hoje, virou uma colecionadora de prêmios de excelência produtiva. Seus carros são objeto de desejo de milhares de consumidores em todo o mundo, não por acaso, a TOYOTA tem um alto índice de fidelização de clientes. Os mais de 70 anos da TOYOTA revelam uma história de respeito e dedicação total com foco no cliente.A históriaNão há como falar da TOYOTA sem mencionar os feitos da família Toyoda. No final do século XIX quando o Japão iniciava seu processo de modernização, o senhor Sakichi Toyoda, filho de um humilde carpinteiro, procurava maneiras de melhorar o tear manual. Ele vivia em um pequeno povoado no qual as mulheres trabalhavam com esse objeto e procurou usar sua grande habilidade com carpintaria para facilitar o trabalho da mãe. Em 1907, ele fundou a empresa Toyoda Loom Works com um capital de 1 milhão de ienes. Foi depois de muito trabalho e de ter criado o tear elétrico que, em 1924, ele criou o primeiro tear automático com a ajuda do seu filho Kiichiro, revolucionando a indústria têxtil do país com sua visão inovadora. Os teares Toyoda ganharam mercado por apresentarem preços menores e assim começaram a ser exportados.
Sakichi e suas empresas sofreram com as crises econômicas vividas pelo Japão devido às guerras pelas quais o país passou. Mas o espírito empreendedor e criativo que Kiichiro herdou do pai não permitiu que o sucesso da família parasse. Na década de 20 ele viajou aos Estados Unidos e à Europa em busca de novidades. Nessas viagens pôde entrar em contato com a indústria automotiva. Por se tratar ainda de algo bastante novo no mercado, esse setor atraiu o senso inovador de Kiichiro. Depois de um ano da morte de seu pai, em 1930, ele começou a trabalhar no desenvolvimento de motores de combustão movidos à gasolina. Em 1933, fundou a Divisão Automobilística da Toyota Automatic Loom Works para cuidar da produção de veículos. Nesta época, o nome original da família Toyoda, foi mudado por questões de facilidade na pronuncia passando a se chamar TOYOTA.

Finalmente, em 1935, ele conseguiu produzir o primeiro protótipo de um caminhão e de um automóvel de passageiros (o modelo A1) com a renda conseguida na venda da patente do tear automático que seu pai havia inventado para uma empresa britânica e fundou, no dia 28 de agosto de 1937, a TOYOTA MOTOR CORPORATION, considerada a primeira montadora japonesa. Já no ano seguinte, a montadora começou a implantar o sistema “just-in-time” em sua produção. Defendia-se que deveria ser produzido apenas aquilo que era estritamente necessário e que era preciso observar o momento adequado e as quantidades certas. Essa filosofia de se buscar fazer mais com menos gerou o conhecido Sistema de Produção Toyota, que é estudado e admirado atualmente por sua constante preocupação em aperfeiçoar-se e pela valorização do comprometimento dos seus empregados. Em seu primeiro ano de pleno funcionamento, a nova montadora vendeu exatos 4.013 automóveis.

Com uma década de vida, em 1947, a TOYOTA já contabilizava 100.000 veículos produzidos, número bastante relevante para uma época em que a indústria automotiva ainda dispunha de uma tecnologia muito débil se comparada com a atual. Além disso, o valor desse número fica ainda mais evidente quando se pensa nos prejuízos econômicos que a Segunda Guerra Mundial trouxe para a empresa. Foi, sem dúvida, uma importante marca. Os negócios da empresa começaram a se expandir para outros países, e a exportação de automóveis ganhou importância cada vez maior.

Em 1950, a empresa detinha 40% do mercado de vendas de automóveis do Japão, sendo a maior fabricante de veículos do país. Pouco tempo depois, em 1957, exportou o primeiro carro japonês (o jipe Land Cruiser) para os Estados Unidos. Mas ainda isso não era nada em relação ao que estava por vir. A TOYOTA conheceu um êxito ainda maior quando decidiu inserir-se no mercado internacional. Foi em 1958 quando fundou a sua primeira fábrica longe de terras nipônicas, aumentando seu reconhecimento e seu crescimento. O destino: Brasil.

Em 1964, além de uma forte campanha para divulgação da marca em solo norte-americano, a TOYOTA introduziu no mercado a primeira picape da montadora com o lançamento da Stout 4x2. Nesse ano foram exportados 2.029 veículos para o mercado americano, porém com a forte campanha, o número passou para 38.073 unidades em 1967, dobrando no ano seguinte com a introdução do modelo Corolla. Nos anos seguintes a montadora japonesa introduziu no mercado modelos que se tornariam líderes em vendas como a picape Hilux, o luxuoso sedã Camry, o utilitário esportivo RAV4 e o compacto híbrido Prius. Além disso, em 2002 a montadora criou a Scion, uma marca voltada para o mercado americano com o objetivo de desenvolver modelos especificamente voltados para o público jovem, onde a TOYOTA poderia inovar, testar coisas novas e criar novos designs de automóveis.

A eficiência e sua obsessão em tornar-se a maior montadora do mundo já pode ser vista em 2005, quando, segundo uma matéria na Newsweek International, a TOYOTA obteve lucros recordes de US$ 11 bilhões, que ultrapassaram os ganhos da GM, Ford e DaimlerChrysler, juntas. Finalmente, em 2007, a TOYOTA tornou-se a maior empresa automobilística do mundo, o que era previsto somente para o ano seguinte, desbancando a gigante americana General Motors. Mas a grave crise financeira que assolou o mundo em 2008, colocou em xeque a eficiência da TOYOTA: um prejuízo líquido de US$ 4.4 bilhões. Esta foi a primeira vez que a TOYOTA encerrou um exercício fiscal com resultado operacional no vermelho desde que começou a publicar seus resultados financeiros, em 1941. No início de 2009, Akio Toyoda, neto do fundador da empresa, e um executivo com ampla experiência internacional, foi escolhido para o cargo de presidente com a missão de conduzir a montadora em meio à crise econômica e à queda global nas vendas. Mas o período negro não parou por aí: recentemente um recall de mais de 10 milhões de veículos colocou em cheque a sempre inabalável qualidade da montadora japonesa, e custou bilhões de dólares para os cofres da empresa. Mesmo assim, sua imagem parece não ter sido tão abalada e os resultados financeiros positivos recentes provam que a TOYOTA é uma empresa diferenciada no setor automobilístico.

A linha do tempo
1950
● Desenvolvimento do jipe LAND CRUISER, que estreou internacionalmente somente em 1953.
1966● Lançamento do TOYOTA COROLLA, um dos maiores sucessos de venda da história da indústria automobilística. Atualmente o modelo está em sua 10ª geração.1967● Lançamento do TOYOTA CELICA, um carro esportivo equipado com motor 1.6 litros, disponível nas versões ST e Sport-Coupe.1968● Lançamento da TOYOTA HILUX, uma caminhonete 4x2 que podia ser utilizada para lazer ou trabalho, estando apta para enfrentar as condições de terreno mais adversas. O modelo já vendeu mais de 12 milhões de unidades desde seu lançamento.1982● Lançamento do TOYOTA CELICA TURBO no Japão.1983● Lançamento do TOYOTA CAMRY, um sedã luxuoso de médio porte com motor 2.0 de quatro cilindros que veio substituir o TOYOTA CORONA. O modelo, que passou a ser produzido nos Estados Unidos em 1988, é o carro mais vendido do mercado americano em sua categoria.1984● Lançamento do TOYOTA 4RUNNER, um utilitário esportivo de médio-grande porte.
1989
● Lançamento da LEXUS, marca de automóveis de luxo da montadora japonesa.
1990● Lançamento da TOYOTA ESTIMA, uma van de porte grande.1994● Lançamento do TOYOTA RAV4, um utilitário esportivo compacto. A sigla do modelo por si só demonstrava as pretensões da montadora japonesa: Recreational Active Vehicle (algo como veículo de recreação ativa).1995● Lançamento da TOYOTA TACOMA, uma caminhonete compacta.
● Lançamento do TOYOTA AVALON, um sedã de grande porte com motor V6 de 3.0 litros.
1997● Lançamento, no mercado japonês, do TOYOTA PRIUS, um carro compacto híbrido movido à gasolina e eletricidade. O modelo seria lançado oficialmente no mercado americano somente em 2000. Em 2010 foi o carro mais vendido do Japão, confirmando ser o modelo mais importante da TOYOTA, uma vez que montadoras ao redor do mundo preparam uma nova geração de veículos de baixa emissão de poluentes. O TOYOTA PRIUS ultrapassou em 2011 a marca de 3 milhões de unidades vendidas desde seu lançamento.1998● Lançamento do TOYOTA AVENSIS, um sedã de porte médio especialmente desenvolvido para o mercado europeu. O modelo, que atualmente é produzido na Inglaterra e oferece além da versão sedã, a perua, está na sua terceira geração.
● Lançamento da TOYOTA SIENNA, uma minivan de porte médio que compartilha motor e plataforma com o TOYOTA CAMRY.
1999● Lançamento do TOYOTA YARIS, um carro compacto e primeiro modelo desenhado pela divisão européia da montadora (no Design Center, agora chamado de ED2 situado em Nice, França).2000● Lançamento da TOYOTA TUNDRA, uma picape de porte grande e um dos grandes sucessos da montadora no mercado americano.
● Lançamento da TOYOTA SEQUOIA, um utilitário esportivo de grande porte.
2001● Lançamento da TOYOTA HIGHLANDER, um utilitário de porte grande.
● Lançamento do TOYOTA NOAH, uma van de grande porte com capacidade para oito passageiros comercializada somente na Ásia.
2002● Lançamento da TOYOTA MATRIX, um hatchback compacto desenvolvido para o mercado da América do Norte. É conhecido como a versão compacta do modelo Corolla.2003● Lançamento do TOYOTA WISH, uma minivan compacta.2005● Lançamento do TOYOTA AYGO, nome que surgiu da conjugação verbal em inglês I go (eu vou). É um automóvel hatch de pequeno porte para quatro passageiros desenvolvido especialmente para o mercado europeu em parceria com a PSA Peugeot Citroën.
● Lançamento do TOYOTA FIELDER, versão perua do modelo Corolla.
2006● Lançamento do TOYOTA FJ CRUISER, um jipe com estilo retro baseado no designer do famoso Land Cruiser da década de 60.2008● Lançamento do TOYOTA VENZA, um crossover de porte médio. O novo modelo esbanja agressividade e lembra o Camry, com a grade cromada do radiador aliada aos faróis que acompanham o desenho dos pára-lamas. Quando visto de perfil, o automóvel passa uma ligeira idéia de sedã, devido ao desenho da área envidraçada. No interior, muito luxo.2009● Lançamento do TOYOTA VERSO, uma minivan compacta de cinco portas, com excelente espaço interno para seus cinco ocupantes.2011● Apresentação do TOYOTA GT 86, modelo que marca a volta da montadora japonesa no segmento de carros esportivos. O design do GT 86 carrega a nova linguagem em design da TOYOTA, com atenção focada na parte inferior do carro. A grade dá ao modelo uma aparência mais poderosa, com mais detalhes esportivos, incluindo spoiler traseiro e escapamentos duplos.
Um ícone japonêsTOYOTA COROLLA celebrou em 2011 seu 45º aniversário com inúmeras conquistas a serem comemoradas. A montadora já buscava com o Corolla fabricar um veículo de alta qualidade, que superasse não só as expectativas do mercado japonês como também de clientes espalhados pelo mundo, oferecendo, principalmente, desempenho, segurança e conforto. Para isso, a TOYOTA construiu uma fábrica somente para a construção desse primeiro modelo, que hoje conta com 1.1 milhões de m² e capacidade para 600 mil carros por ano. Neste primeiro modelo, quando os carros no Japão eram equipados com motores 1.0 litros, a montadora desenvolveu um motor de 1.1 litros que fez sucesso no mercado local. O Corolla foi introduzido com o slogan:“Ser o carro mais procurado pelo mercado global, apresentando ao mundo a essência da tecnologia da Toyota”. Além de seu design atraente, o modelo, já na primeira geração, introduziu novos recursos e equipamentos comparáveis aos encontrados em automóveis mais sofisticados. Como resultado, o Corolla conquistou o público e alcançou um sólido primeiro lugar em vendas no mercado interno, apenas três anos após seu lançamento. O nome Corolla foi definido após intensa pesquisa da equipe de desenvolvimento com o objetivo de criar uma marca visando o mercado internacional. Uma série de dicionários em inglês, italiano, francês e livros da antologia japonesa foram consultados até se chegar na palavra em latim, que significa “coroa de flores”. Logo após o início das vendas, 15 unidades do modelo foram exportados para a Austrália e, no ano seguinte, o número subiu para 15 mil unidades. Em 1968, teve início as exportações para os Estados Unidos e, um ano depois, mais de 100 mil Corolla já corriam pelo mundo.
A infraestrutura rodoviária no Japão estava em franco desenvolvimento no período e, em 1969, a estrada que liga Tóquio ao sul do país foi inaugurada, com aproximadamente 500 km. O desafio do segundo Corolla foi cobrir toda a distância dessa rodovia sem reabastecer. Assim, foi idealizado o inédito tanque de 45 litros para a segunda geração do modelo. Em 1970, quatro anos após seu lançamento, a primeira geração do Corolla já havia se tornado o carro mais exportado do mundo. A terceira geração do Corolla foi introduzida em 1974 com características de segurança e conforto equivalente aos carros considerados luxuosos e, ao mesmo tempo, mantendo o aspecto de carro de família. Em 1979, para ser um verdadeiro concorrente internacional, a quarta geração do modelo passou por testes rigorosos. Protótipos de veículos foram enviados pelo mundo, onde ocorreram testes de compatibilidade local. A quinta geração, introduzida em 1983, foi marcada pelo intenso investimento em pesquisas de segurança. A carroceria do Corolla deveria absorver a energia do impacto e proteger os passageiros em caso de colisão do veículo. No ano de 1987, para a sexta geração do modelo foram feitos esforços para a redução de ruídos sentidos no interior do carro e provocados, por exemplo, pelo motor, pela rodagem na estrada e pelo vento.

Em 1994, o desenvolvimento da sétima geração sofreu transformações importantes para levar o carro a uma nova dimensão. A montadora se baseou principalmente em três pontos cruciais: design externo e interno para oferecer visual agradável para quem vê de fora e conforto os passageiros; desempenho para ter o desempenho de um veículo robusto e; segurança para manter a confiança dos clientes com o Corolla. Quase uma década mais tarde, em 2002, a nona geração do modelo estabeleceu novos parâmetros no segmento e redefiniu o conceito de sedã médio, oferecendo a qualidade de um carro de luxo. Em 2008, a décima geração do Corolla foi desenvolvida com design mais moderno, esportivo e sofisticado, além de novos equipamentos de série, acabamento interno aprimorado e uma nova família de motores e transmissões.

Através das 10 gerações cada modelo (clique na imagem abaixo para acompanhar a evolução) sempre buscou superar as expectativas de seus clientes e criar uma harmonia entre os ciclos da indústria e da natureza. Hoje, a TOYOTA foi classificada, dentre diversas empresas, como a mais verde do mundo, segundo o ranking “Best Global Green Brands 2011”, publicado pela Interbrand, consultoria especializada em gestão de marcas. Desde a primeira geração do Corolla, a montadora desenvolve tecnologias para criar um produto com conforto, segurança e desempenho, características que estão no DNA da marca de qualidade, confiabilidade e durabilidade.

No mercado brasileiro, o Corolla chegou em 1994, já em sua sétima geração, e começou a ser fabricado em 1998, na fábrica da montadora em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Em 2002 foi desenvolvido o motor Flex, um trabalho em conjunto das engenharias da subsidiária brasileira com a matriz japonesa. Foi a primeira vez que a empresa desenvolveu a tecnologia bicombustível e, no caso, exclusivamente voltada ao mercado brasileiro. Nos últimos 10 anos, o Corolla foi líder no segmento de sedãs médios em sete anos. Em 2010, foram comercializadas no Brasil 55 mil unidades, atingindo participação de 31.2% do mercado nacional de sedãs médios. Em 2011 foram vendidos aproximadamente 45 mil unidades. Comercializado aproximadamente 150 países, o Corolla, desde seu lançamento em novembro de 1966 até 2010, já tinha comercializado mais de 35 milhões de unidades, sendo reconhecido como o carro global mais vendido da indústria automotiva mundial.

O modelo TOYOTAO famoso e eficiente sistema de produção da TOYOTA surgiu quando a empresa passava por sua pior crise, após o final da Segunda Guerra Mundial. À beira da falência, o então presidente da empresa, Eiji Toyoda (primo do fundador, Kichiro Toyoda), pediu a seu principal executivo, o engenheiro Taiichi Ohno, que reinventasse o processo produtivo da montadora. Os tempos de aperto não permitiam mais o desperdício e os estoques altos, comuns às indústrias da época. Para encontrar a resposta ao problema, ele não recorreu à consultorias, foi para dentro da fábrica e passou um pente-fino em cada etapa do processo de fabricação de automóveis. Nascia ali o que veio a ser chamado de Sistema Toyota de Produção. O padrão TOYOTA, que se opõe radicalmente ao sistema de produção convencional inventado pelas gigantes do setor automobilístico americano, ganhou até definição acadêmica: TOYOTISMO.
Na prática, a metodologia permitiu que a TOYOTA fizesse e desenvolvesse carros pela metade do tempo, metade do custo, em metade do espaço. E, obviamente, sem comprometer a qualidade. Ao contrário. Na TOYOTA, a qualidade não é medida por amostragem de produtos acabados, mas feita peça por peça, processo por processo. Não por acaso, a empresa ousou lançar no mercado veículos com três anos de garantia. O que a TOYOTA faz na fábrica é se restringir às necessidades do mercado. Ela atende aos apelos de seus clientes proporcionando conforto e tecnologia na medida certa, mas eliminando desperdícios, inclusive descartando valores agregados ao produto que o cliente nem está disposto a pagar. O Corolla, por exemplo, é oferecido ao mercado em apenas cinco cores. Os concorrentes têm mais de dez. Uma pesquisa mostrou que 70% dos consumidores preferem este tipo de veículo nos tons prata e preto. Com isso, a montadora fez uma economia brutal.

Outro segredo da excelência produtiva é a relação com os fornecedores. Se a montadora identifica um preço elevado praticado por um bom fornecedor, prefere ajudá-lo operacionalmente para que ele chegue ao valor justo para as duas partes. Parceiro bom, na filosofia TOYOTA, é garantia de qualidade. Em questão de pontualidade na entrega de encomendas, por exemplo, exige 100% de desempenho. Mas os fornecedores não reclamam. Outro ponto importante do sistema é: trabalhadores multifuncionais, ou seja, desenvolvem mais do que uma única tarefa e operam mais que uma única máquina. A base de sustentação do SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO é a absoluta eliminação do desperdício e os três pilares necessários à sustentação é o Just-in-time (Produção Linear), Kaizen (Melhora Contínua) e Jidoka (Autonomação). Os 7 desperdícios que o sistema visa eliminar são:
● Superprodução, a maior fonte de desperdício.
● Tempo de espera, refere-se a materiais que aguardam em filas para serem processados.
● Transporte, nunca gera valor agregado ao produto.
● Processamento, algumas operações de um processo poderiam nem existir.
● Estoque, a redução ocorrerá através de sua causa raiz.
● Movimentação.
● Defeitos, fabricar produtos defeituosos significa desperdiçar materiais, mão-de-obra, movimentação de materiais defeituosos e outros.

Durante cinco décadas, a TOYOTA dedicou-se a aperfeiçoar seu método de trabalho, tornando a produção cada vez mais enxuta e eficiente. Aos poucos, virou referência não apenas para outras montadoras, as fábricas da GM, da Ford ou da Volkswagen, por exemplo, são praticamente idênticas às da montadora japonesa, mas também para empresas de outros setores, casos de Alcoa e Bosch, duas de suas seguidoras. É justamente essa paciência e atenção aos detalhes que as rivais, por mais que tentem, não conseguem replicar.

Por dentro da giganteA TOYOTA é um verdadeiro tédio. Na montadora asiática não há “executivos celebridade”, seu presidente, o japonês Akio Toyoda, é um sujeito discreto, pouco afeito a entrevistas, festas ou frases bombásticas. As maiores inovações da empresa levam anos até sair das pranchetas e ganhar as ruas, o híbrido PRIUS, por exemplo, seu modelo mais revolucionário, demorou quase 50 meses para ser idealizado e atingir o nível de desempenho exigido pelos engenheiros da montadora. Na matriz, os funcionários têm emprego vitalício, uma instituição decrépita até mesmo na conservadora sociedade japonesa; e a alta cúpula trabalha com um conceito muito particular do que seja meritocracia: para galgar posições na hierarquia é preciso ter não apenas talento, mas também idade (mais de 50 anos, no caso dos vice-presidentes, e perto de 60 para assumir a presidência). Nenhum julgamento é feito da noite para o dia ou baseado no argumento de “aproveitar oportunidades de mercado”, na TOYOTA, a tomada de decisão é um processo consensual. Tudo é lento, planejado, modorrento. Mas tudo é também praticamente perfeito.
A fórmula, apoiada em discrição, busca pela qualidade, longo relacionamento com empregados e fornecedores e crescimento meticulosamente calculado, conduziu a TOYOTA à inédita liderança do mercado mundial de automóveis no fim de abril de 2007, ultrapassando a americana General Motors, que há 73 anos ocupava o posto. Tratava-se de um daqueles momentos históricos em que um sistema mais forte e competitivo finalmente deixava para trás outro envelhecido. Passo após passo, a montadora conseguiu se reinventar nas últimas décadas. A GM, um dos símbolos máximos do capitalismo americano, perdeu-se em sua teia de ineficiência e agora tenta desvencilhar-se dela. Esse fato é mais importante que os números em si. E os japoneses parecem saber disso. No primeiro trimestre de 2007, a TOYOTA produziu 2.35 milhões de veículos em todo o mundo, ante 2.26 milhões fabricados pela GM no mesmo período. O recorde, porém, não mereceu grandes comemorações na matriz. Ao contrário. Seus executivos tentaram a todo custo minimizar o feito. “Nossa maior luta é para ser a número 1 em termos de qualidade, não em quantidade”, afirmou o presidente da empresa na época, Katsuaki Watanabe, poucos dias depois da TOYOTA assumir a liderança do mercado mundial de automóveis. O ano de 2007 fechou com um recorde: 8.91 milhões de veículos produzidos. Há anos a montadora japonesa vem mostrando que é mais eficiente que suas concorrentes americanas. Com praticamente o mesmo número de funcionários da GM, a TOYOTA ganha mais dinheiro e tem um valor de mercado muito superior.

Para entender como a montadora japonesa se tornou uma máquina de crescimento, capaz de gerar lucros contínuos (isto até 2007), é preciso visitar sua sede, em Toyota City, uma cidadezinha próxima a Nagoya, no interior do Japão. Em frente ao imponente edifício, inaugurado há pouco mais de dois anos, uma enorme cerejeira florida, a árvore símbolo do Japão, chama a atenção dos visitantes. Dentro do prédio, recepcionistas miúdas e risonhas encarregam-se de dar boas-vindas a quem chega. Ao lado do edifício principal fica o centro de inovação da montadora, área em que a circulação de visitantes é, obviamente, restrita. Olhada por dentro, fica claro que nada é mais forte na TOYOTA do que sua cultura. Tudo mais, como a produção enxuta, a logística super afiada, os carros que fazem sucesso com o consumidor, são apenas reflexo do jeito TOYOTA de pensar e agir. Qualquer um dos 317.700 funcionários da montadora sabe exatamente quais os princípios e os valores da empresa. Como seguidores de uma doutrina, eles parecem acreditar em cada palavra que dizem. Da lista de “preceitos” da montadora constam recomendações como “Seja gentil e generoso, lute para criar uma atmosfera calorosa e caseira”. Enquanto em boa parte das empresas o principal motor do crescimento é o reconhecimento do sucesso individual, que se manifesta no pagamento de bônus atrelados ao cumprimento de metas, em programas de opções de ações e na ascensão meteórica na carreira, na TOYOTA o que move os funcionários é a certeza de que é possível fazer mais e melhor a cada dia, o chamado kaizen. Todos os empregados devem ser eternos insatisfeitos, buscando obsessivamente a qualidade, uma lógica que se aplica do operário ao presidente e que privilegia o trabalho em grupo.

Para que todos saibam exatamente qual é seu papel na engrenagem, os recém-contratados passam por um treinamento de cinco meses antes de assumir seu posto: 30 dias dedicados à cultura TOYOTA, dois meses numa fábrica, para ver de perto como os carros são produzidos, e o restante dentro de uma concessionária, porque é preciso saber o que quer o consumidor. A sensação de que todos estão remando juntos por um objetivo comum é reforçada pela política salarial. Na matriz, o salário do presidente não é nem dez vezes superior ao de um funcionário do chão de fábrica. Só para efeito de comparação, é comum em empresas americanas que o presidente ganhe mais de cem vezes o salário de um operário. O conservadorismo manifesta-se também na seleção dos principais executivos, quase todos recrutados logo depois do término da faculdade e treinados pela própria empresa. Com 51 fábricas espalhadas por 27 países, a TOYOTA hoje produz quase metade de seus veículos fora do Japão. Mesmo assim, na alta administração, que conta com aproximadamente 30 executivos, há apenas um estrangeiro, o americano Jim Press, responsável pela operação nos Estados Unidos (a maior fora da matriz). Mulheres são minoria. Somente 10% da força de trabalho da empresa no Japão é feminina. Há apenas uma mulher em um cargo de liderança: Mayasyo Hasegawa, chefe do departamento de responsabilidade social.

A ascensão da TOYOTA ao topo da indústria deveu-se, em parte, à crise aguda pela qual passaram as montadoras americanas. Atoladas em dívidas, GM e Ford chegaram perto da insolvência e hoje tentam desesperadamente reverter a situação. Com a liderança do mercado, a TOYOTA agora passa também a ser mais visada. O principal temor é que os consumidores tenham uma reação ANTI-TOYOTA, sobretudo nos Estados Unidos, onde os problemas das montadoras locais ganharam ampla repercussão na mídia e, em alguns estados, serviram de combustível para campanhas nacionalistas. Para não ser vista como “a forasteira que devastou Detroit”, a montadora japonesa tem feito uma ampla campanha de relações públicas. Segundo reportagem publicada recentemente pela revista americana Business Week, desde 2002 a empresa investiu mais de US$ 5 milhões por ano em campanhas para reforçar sua imagem perante consumidores, políticos e formadores de opinião. Paralelamente, tem contratado fornecedores americanos e instalado fábricas em estados mais conservadores, como o Texas, de onde saem as picapes Tundra. O outro desafio é continuar desenvolvendo carros que caiam no gosto dos consumidores. Para alcançar a meta, a montadora alicerça seu processo de inovação em um longo planejamento em seus 11 centros de Pesquisa & Design e num investimento mais que generoso, em 2010 foram 3.8% do faturamento total aplicados em pesquisa e desenvolvimento.

O museuTOYOTA AUTOMOBILE MUSEUM (Museu do Automóvel Toyota) foi inaugurado no mês de abril de 1989 para contar a rica história da montadora japonesa, mostrando sua inovações e modelos ao longo dos anos. O museu está localizado em uma área de 46.700 m² na cidade de Nagakute, na província de Aichi e conta com um acervo de aproximadamente 120 veículos. Para os nostálgicos, a TOYOTA expõe os automóveis mais importantes da sua história,, como por exemplo o primeiro Corolla fabricado em 1966 com motor de mil cilindradas. Há também outros carros de passeio como o Crown 1955, Corona 1973, Camry 1982, ESV 1970, Celsior 1989, Progres 1998 e o recente veículo híbrido e campeão de vendas, Prius. Entre os principais veículos comerciais expostos estão: Truck G1 1935, SKB 1954 e a réplica em madeira do BX Truck. Além da evolução dos modelos é possível observar a interessante evolução dos acessórios e equipamentos dos veículos, como por exemplo, retrovisores, cintos de segurança, airbags, sistemas elétricos e até rádios toca-fita.
A visita ao museu não poderia acabar de forma diferente: no futuro. Há um vídeo onde a TOYOTA conta o que pretende para o futuro e para ilustrar isso há também em exposição alguns dos veículos conceitos de mobilidade pessoal. Apesar do nome, o museu conta também com veículos de inúmeras montadoras de todo o mundo. Isso permite que o visitante conheça não só a história da TOYOTA, mas também a história dos veículos automotores.

A comunicaçãoA TOYOTA também investe em eventos para divulgar ainda mais a sua marca. O mais importante deles era sua participação nas competições automobilísticas de Fórmula 1. Desde 2002, a equipe Panasonic Toyota Racing vinha conquistando respeito nesse esporte, o que comprovava a sua fase de crescimento. Mas a crise global de 2008 caiu como uma bomba devastadora na empresa e a montadora japonesa se viu obrigada a sair da principal competição automobilística do mundo em 2009.
O emblemaNo dia 2 de outubro de 1990 a empresa apresentou oficialmente ao mundo o novo símbolo da marca TOYOTA. Este emblema simboliza as características avançadas e a confiabilidade do produto e, hoje em dia, é utilizado em todos os modelos da montadora. O desenho consiste em 3 elipses entrelaçadas. Em termos geométricos, uma elipse possui dois pontos centrais: um deles representa o coração dos clientes e o outro o coração do produto. A elipse maior unifica os dois corações. A combinação das elipses vertical e horizontal simboliza o “T” de TOYOTA. O espaço do fundo representa o contínuo avanço do desenvolvimento tecnológico da TOYOTA e as ilimitadas oportunidades à nossa frente.
A evolução visualO logotipo da TOYOTA passou apenas uma única vez por uma transformação radical. Isto ocorreu em 1990 quando o logotipo ganhou o tradicional símbolo da marca japonesa.
Os slogans
Moving forward.
 (2007)
Today. Tomorrow. Toyota. (2006)
Get the feeling. (2004)

What moves you?
 (2003)
For everyday people. (1998)
Live a little. Everyday. (1999)
The car in front is a Toyota. (1999)
People drive us. (1997)
The most reliable car in the world. (1994)
I love what you do for me, Toyota! (1990)
Who could ask for anything more. (1986)
Think it over. (1980)
Oh, what a feeling! (1978)
Pensando mais longe. (Brasil, 2009)
Ampliando horizontes. (Brasil, 2008)

Dados corporativos● Origem: Japão
● Fundação: 
28 de agosto de 1937● Fundador: Kichiro Toyoda● Sede mundial: Toyota City (Aichi), Japão● Proprietário da marca: Toyota Motor Corporation● Capital aberto: Sim
● Chairman: 
Fujio Cho● Presidente: Akio Toyoda● Faturamento: US$ 235.8 bilhões (2010)
● Lucro: US$ 5.82 bilhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 112.8 bilhões (dezembro/2011)
● Valor da marca: US$ 27.764 bilhões (2011)
● Fábricas: 
51● Subsidiárias: 522● Vendas globais: 8.418.000 (2010)
● Presença global: 
+ 170 países● Presença no Brasil: Sim (4 fábricas)
● Maiores mercados: 
Japão, América do Norte e Europa● Funcionários: 317.700
● Segmento: Automobilístico
● Principais produtos: 
Automóveis, caminhões e ônibus● Principais concorrentes: Honda, Nissan, GM, Ford, VW, Kia e Hyundai● Outras marcas: Lexus, Scion, Daihatsu e Hino (caminhões)● Slogan: Moving Forward.● Website: www.toyota.com.br
O valorSegundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca TOYOTA está avaliada em US$ 27.764 bilhões, ocupando a posição de número 11 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. É a marca de automóvel mais valiosa. Além disso, a TOYOTA é a 8ª maior empresa do mundo de acordo com a Fortune 500 de 2011.A marca no BrasilA aventura em terras Tupiniquins começou no dia 23 de janeiro de 1958, quando a TOYOTA inaugurou um escritório no centro da cidade de São Paulo. Ele serviu de base para que a empresa conhecesse e compreendesse melhor o mercado brasileiro. Depois de 11 meses, a empresa deu início às suas atividades como montadora e instalou, no bairro do Ipiranga, a sua primeira fábrica em território nacional. Os brasileiros puderam conhecer o modelo Land Cruiser em maio do ano seguinte. Em 1962, a empresa montou em São Bernardo do Campo sua nova fábrica, primeira unidade industrial da empresa fora do Japão, e começou a fabricar o modelo Bandeirante, equipado com motor a diesel, tração nas quatro rodas e disponível nas versões jipe e caminhonete de carga e de uso misto, que atuou por 40 anos como referência no mercado de utilitários. No ano de 1998, a TOYOTA do Brasil inaugurou em Indaiatuba, no interior do estado de São Paulo, a sua principal fábrica no país. Com cerca de 1.500.000 m², esse estabelecimento destinava-se à produção do modelo Corolla: o carro mais vendido do mundo.
E esse sucesso aumentou ainda mais quando foram investidos mais US$ 300 milhões na modernização e ampliação da estrutura da fábrica para que ela abrigasse a produção da nova geração do Corolla, que se deu a partir do mês de junho de 2002. Em 2003, a América Latina sentiu os benefícios trazidos pela implantação da TOYOTA MERCOSUL. Surgida da união da TOYOTA do Brasil com a TOYOTA Argentina, essa união se transformou em um pólo de produção e exportação voltado para toda a América Latina, incluindo-se México e Caribe. A consolidação do Novo Corolla fez com que a TOYOTA decidisse lançar um novo modelo derivado do sedã: o FIELDER, veículo que redefiniu o segmento de peruas (station wagons).

Com a injeção de US$ 15 milhões, a fábrica de Indaiatuba começou em maio de 2004 a produzir o TOYOTA FIELDER, que imediatamente assumiu a posição de liderança, conseguindo reavivar esse segmento no mercado automobilístico nacional. Em 2007, passou a fabricar em Indaiatuba, com novo investimento de US$ 15 milhões, a linha Corolla Flex, composta pelo tradicional sedã e pela versão perua. Para atender à crescente demanda pelos seus veículos, TOYOTA também ampliou sua rede de distribuição, passando de 90 concessionárias, em dezembro de 2004, para 122 em 2007 (atualmente são 134 concessionárias). Com mais de 5.000 pessoas empregadas nas duas unidades, a TOYOTA Mercosul contribuiu para o crescimento sócio-econômico desses países, gerando bem-estar social. Hoje, a TOYOTA do Brasil tem 50 anos de história e uma cobertura que atinge aproximadamente 90% do território brasileiro. Seus 3.800 colaboradores se espalham pelas 4 unidades de produção da empresa no país e confirmam a filosofia de que a TOYOTA está “ampliando horizontes” no Brasil. A TOYOTA bateu seu recorde histórico de vendas no Brasil, em 2010, com a comercialização de 99.570 unidades. A montadora japonesa tem, atualmente, 3% de participação no mercado nacional de automóveis. A linha de produtos da TOYOTA no Brasil é composta, atualmente, pelo Corolla, produzido em Indaiatuba (SP), pela Hilux e SW4, fabricados na unidade industrial da TOYOTA Argentina em Zárate, e pelos modelos importados do Japão: os utilitários esportivos Land Cruiser Prado e RAV4, o sedã Camry, além dos luxuosos Lexus.

A marca no mundoPelo mundo a TOYOTA, maior montadora de veículos do mundo, respondendo por 12% da produção de carros do planeta, encontra-se presente em mais de 170 países (possui 51 fábricas em 27 deles) e sua marca está entre as mais valiosas do planeta, graças à constante busca pela satisfação do cliente através da durabilidade e confiabilidade dos produtos e serviços pós-vendas. Em 2010, excluindo as marcas Daihatsu e Hino, a TOYOTA vendeu 7.528.000 de unidades. Líder incontestável do mercado japonês e asiático, a TOYOTA é o maior vendedor de veículos não americanos nos Estados Unidos e a marca japonesa líder na Europa. Atualmente a TOYOTA tem uma linha de 70 modelos diferentes, incluindo sedãs, cupês, vans, picapes, híbridos, utilitários esportivos e crossovers.
Você sabia?● A empresa japonesa é proprietária ainda de 51% da Daihatsu; 16.7% da Fuji Heavy Industries, fabricante dos veículos Subaru; e 5.9% da Isuzu Motors.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). Última atualização em 16/12/2011





FONTE: mundodasmarcas