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segunda-feira, agosto 17

Algoritmos facilitam classificação automatizada de textos da internet

A representação das relações entre termos em redes permite aprender padrões que não são assimilados em outros tipos de representações (imagem: FAPESP)


Um conjunto de algoritmos desenvolvidos no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, permite filtrar, entre grandes quantidades de textos, dados que possibilitam classificá-los de acordo com o teor de seu conteúdo.
Dessa forma, comentários publicados em redes sociais podem ser facilmente identificados como positivos ou negativos e coleções de bibliotecas virtuais podem ser categorizadas de acordo com o gênero literário, temas e outros aspectos específicos de cada obra.
Os algoritmos foram desenvolvidos por Rafael Geraldeli Rossi, responsável pela pesquisa de doutorado Extraindo padrões de coleções de documentos textuais utilizando redes heterogêneas, realizada com o apoio da FAPESP. O trabalho foi premiado na 16th International Conference on Intelligent Text Processing and Computational Linguistics, em abril, no Egito.
“A quantidade de informações à disposição em diferentes plataformas facilmente acessíveis, como a web, é cada vez maior. É preciso que sejam desenvolvidas novas estratégias para filtrá-las de maneira inteligente, sem que dados se percam no processo e garantindo maior precisão na interpretação das informações”, disse Rossi.
Os algoritmos desenvolvidos por Rossi permitem a classificação, considerando não só a incidência de termos específicos em diferentes textos, mas também redes formadas por associações entre termos, o que agiliza o processo e diminui a quantidade de informações que precisam ser fornecidas para “treinar” a máquina.
O trabalho é desenvolvido por meio de aprendizado de máquina, campo da inteligência artificial dedicado ao desenvolvimento de algoritmos e de técnicas que permitem ao computador aperfeiçoar seu desempenho em alguma tarefa, “aprendendo” a partir de exemplos previamente classificados por um usuário ou especialista.
De acordo com Solange Oliveira Rezende, pesquisadora do ICMC e orientadora da pesquisa, a representação de dados em redes possibilita melhorar a organização e classificação de dados considerando poucos exemplos anteriormente classificados.
“A representação das relações entre termos em redes permite aprender padrões que não são assimilados em outros tipos de representações. A partir daí foram desenvolvidos os algoritmos que manipulam essas representações em redes de termos, permitindo fazer análises sobre os diferentes tipos de relações que podem existir entre os termos e adequando o aprendizado de máquina às necessidades do usuário”, explicou.
Para Rezende, os algoritmos desenvolvidos por Rossi simplificam o processo de classificação sem prejudicar sua precisão e minimizando a complexidade computacional.
“O grande diferencial do trabalho é que ele não considera apenas a frequência dos termos nos documentos, que é o mais comum nesse tipo de pesquisa. Leva-se em conta também a relação entre termos para realizar a classificação dos textos.”
O trabalho foi desenvolvido no âmbito da pesquisa Aprendizado de máquina para WebSensors: algoritmos e aplicações, conduzida por Rezende no ICMC também com o apoio da FAPESP.
O objetivo, explicou a pesquisadora, é investigar métodos de aprendizado de máquina para apoiar a construção automática de sensores da Web.
“O desenvolvimento de um websensor depende de especialistas para definição dos parâmetros do sensor, como expressões para busca, filtros e monitoramentos de conteúdo textual da Web, o que torna o processo mais complexo. Os algoritmos de aprendizado de máquina semissupervisionados para classificação de textos, como os desenvolvidos na pesquisa, podem ser utilizados para gerar sensores e monitorar exemplos de interesse do usuário”, disse Rezende.
Segundo a pesquisadora, o estudo busca contribuir ainda com a exploração do potencial da Web como “um grande e poderoso sensor social, permitindo monitorar vários tipos de eventos a partir de textos publicados em portais de notícias e redes sociais, como detecção de epidemias, extração de indicadores políticos e econômicos e análise de sentimentos”.
Os resultados da pesquisa de Rossi, que conta ainda com a colaboração de Alneu de Andrade Lopes, professor do ICMC, podem ser acessados em sites.labic.icmc.usp.br/ragero/cicling_2015


FONTE: FAPESP


quarta-feira, agosto 12

segunda-feira, junho 29

Quatro dicas e quatro 'micos' para profissionais que usam redes sociais



Plataformas como Twitter, Facebook e Instagram são centro de notícia, ativismo e consumo

"Você usa o Twitter?" era uma pergunta inofensiva que fiz a um executivo de uma multinacional durante um jantar, há alguns anos. Ele ficou incrédulo com minha questão tola. Twitter é coisa para "os meus netos" e "não para mim", ele respondeu.
Não pude resistir. Tirei meu telefone e digitei o nome da empresa dele no Twitter - e fomos inundados com resultados da pesquisa. Em seguida, botei o nome dele - o que o deixou ainda mais apavorado com tudo que viu.
Na sua cabeça, já que ele não estava no Twitter, isso significava que ninguém ali teria interesse nele.
Muitos executivos ainda não percebem que no mundo dos negócios de hoje é preciso entender e participar de alguma forma - mesmo que mínima - de redes sociais. Plataformas como Twitter, Facebook, LinkedIn ou Instagram são hoje o centro das notícias, opinião, ativismo, consumo e muito mais.
Como integrante de vários conselhos de administração de empresas e entusiasta de tecnologias, as redes sociais viraram uma extensão essencial do meu trabalho. Uso o Twitter atrás de notícias e o Facebook para me manter em contato com amigos. O LinkedIn me ajuda a acompanhar colegas e pessoas em quem me interesso profissionalmente. O Instagram é uma forma visual de compartilhar experiências. Já o Pintrest ainda me intriga bastante.
Hoje em dia, "headhunters", que trabalham no recrutamento de bons profissionais, procuram pessoas que tenham desenvoltura para vagas de trabalho importantes. Executivos que usam essas ferramentas são vistos como mais acessíveis e comunicativos - em vez de pessoas ocultas atrás de portas fechadas.
Mas é importante seguir algumas etiquetas. Essas são as regras básicas que eu acho importante:

FAÇA:

  • Envie e receba: Redes sociais são plataformas para interação e aprendizagem. Se você está apenas no modo "enviar" - só transmitindo aos outros o que você quer dizer - você está perdendo uma parcela valiosa da rede. Ligar também o modo "receber" - ao ouvir e interagir com os demais - é bem mais frutífero.
  • Seja autêntico: Se tiver sem tempo, é melhor compartilhar um só post escrito por você mesmo do que ficar repassando vários feitos por outras pessoas. As pessoas sabem identificar se você está só copiando outra.
  • Leia antes de publicar: Já perdi a conta de mensagens minhas com erro de digitação ou grafia, ou coisas que publiquei, quando na verdade achei que estava enviando como mensagem privada. Também, como faço com e-mail, procuro evitar usar redes sociais quando estou irritada. Lembre-se: quando uma coisa é publicada, ela fica lá "para sempre" - especialmente agora que a Biblioteca do Congresso americano começou a arquivar todos os tuítes.
  • Conheça a etiqueta de cada plataforma: É importante entender a linguagem e os costumes de cada rede. No Twitter, nunca repita o que outra pessoa falou sem citá-la. No LinkedIn é bom fazer avaliações e críticas, mas lembre-se que está lidando com a reputação profissional de uma pessoa ou empresa. Se você tiver desavenças, tente ser respeitoso.

NÃO FAÇA:

  • Não ache que tem direito à privacidade na rede social: As mídias sociais são lugares públicos. Não escreva nada que você não gostaria de ver publicado em um jornal. Eu própria passei por isso recentemente. Mesmo que sua conta seja fechada apenas para seu círculo de amigos, há sempre o risco de que alguém ali compartilhe suas opiniões, fotos e conversas.
  • Não dê informações confidenciais: é surpreendente saber o que jornalistas, investidores ou competidores conseguem aprender, só olhando suas fotos ou "status" de Facebook. Qualquer foto que publico nunca mostra nenhum documento importante. Também muito cuidado ao se comunicar com colegas na rede.
  • Não compartilhe textos que não leu ou que podem ser falsos: cuidado para não retuitar boatos ou notícias que não foram apuradas com cuidado. Leia tudo que você publicar até o fim. Não esqueça que investidores, parceiros e empregados estão vendo.
  • Não agende tuítes e compartilhamentos para depois: É tentador agendar posts para os momentos em que você acha que mais pessoas vão ler, mas também há um perigo nisso. Caso alguma catástrofe aconteça, seu tuíte pode ficar completamente irrelevante ou até soar insensível.
O que aconteceu com aquele executivo que encontrei alguns anos? Hoje em dia ele tem uma conta no Twitter - que ele usa para ficar de olho em tudo que acontece na sua indústria. Ele também está no LinkedIn e no Facebook - que, segundo ele, acabou se revelando uma ótima forma de se manter em contato com os netos.


FONTE: BBC

quinta-feira, março 5

Como anunciar no Facebook – Facebook Marketing e Facebook Ads


Veja como anunciar no Facebook
Veja algumas dicas práticas de como anunciar no Facebook

Já pensou em como anunciar no Facebook? Nunca falamos sobre como anunciar no Facebook, quais as estratégias a utilizar e qual a melhor forma de investir o seu dinheiro em prol de um objetivo, seja ele aumentar o seu número de fãs na sua página de fãs do Facebook, ou simplesmente ganhar conversões num programa de afiliação à sua escolha. Então vamos ver isso direitinho porque marketing digital é a expressão do momento.
Obviamente que existem uma série de condicionantes e estratégias para anunciar no Facebook, especialmente quando se pretende investir o mínimo para ganhar o máximo.
A ideia de anunciar no Facebook não se prende particularmente com ganhar dinheiro, embora seja possível realizar grandes conversões de campanhas de afiliação através dos anúncios do Facebook. Obviamente que estas estratégias exigem conhecimento, prática e muitos testes, pelo que ao longo dos próximos dias iremos analisar uma série de questões interessantes relativamente a como anunciar no Facebook.

Aprovação dos Anúncios no Facebook

Conseguir aprovar os seus anúncios para participar de campanhas de marketing no Facebook nem sempre é tarefa fácil, e quando você consegue o seu anúncio aprovado, a probabilidade de este não estar de acordo com as dicas que lhe vamos recomendar, é muito grande. Antes de avançar com as suas campanhas, considere ter em conta uma série de aspectos importantes e que estão diretamente relacionados com a aprovação de anúncios.
Antes de tudo mais, você deverá começar por ler as guidelines dos anúncios Facebook. Estas são as regras e as linhas mestras para que você consiga criar campanhas de sucesso e anunciar no Facebook comodamente. Se por ventura você seguir estas regras estritamente e ainda assim não conseguir que os seus anúncios sejam aprovados, é provável que você esteja a cometer um outro erro qualquer.
A aprovação de anúncios está dependente obviamente do seguimento da maior parte destas regras e guidelines, e normalmente os anúncios são aprovados com alguma brevidade, dependendo claro, do horário de trabalho dos funcionários do Facebook. Tenha em consideração a diferença horária e o timming necessário à aprovação de campanhas.
Alguns anúncios no Facebook são rejeitados por conterem links de afiliação para campanhas que nada têm a ver com o produto anunciado. Seja claro na forma como apresenta aquilo que está a anunciar, de forma a ver os seus anúncios aprovados o mais rapidamente possível.

Retorno da campanha com anúncios no Facebook

Para conseguir bons rendimentos com as suas campanhas de anúncios no Facebook, existem também uma série de recomendações que são importantes de ter em conta. Algumas provavelmente você já sabe, pois o princípio de marketing é o mesmo dos afiliados, mas outras certamente serão uma novidade importante. Vejamos algumas delas.
Um bom CTR é importante – Tenha em consideração que dependendo da performance dos seus anúncios, o Facebook dar-lhe-á maior visibilidade durante a campanha. Isto significa que se você arrancar com uma campanha que está com excelentes rendimentos, ou seja, um CTR (rácio de cliques) relativamente interessante, a plataforma de gestão de anúncios do Facebook dar-lhe-á mais impressões e mais “tempo de antena” para que você possa maximizar o potencial dessa mesma campanha. Obviamente que se a sua campanha não despertar qualquer tipo de interesse, devolvendo um CTR muito baixo, o seu número de impressões será restrito e nessa altura o melhor a fazer é criar um novo anúncio.
Escolha bem o título e a imagem – O mais importante do seu anúncio é o Título a Imagem que este utiliza. Procure utilizar imagens apelativas, que estejam diretamente relacionadas com o produto que está a anunciar, e também um título atrativo que se destaque dos demais concorrentes.
Mais CTR = Menos CPC – O CTR das suas campanhas é diretamente proporcional ao CPC da mesma. Quantos mais cliques a sua campanha tiver, mais barato será o preço por clique e vice-versa. Concentre-se em criar campanhas atrativas que possam atrair os usuários do Facebook, gerar muitos cliques e ao mesmo tempo um investimento reduzido.
Filtragem de audiência é imprescindível – Utilize sempre a geolocalização e procure filtrar ao máximo a audiência dos seus anúncios. Não lhe interessa certamente anunciar para todo o público do Facebook, pelo que é recomendável que se restrinja ao público alvo da sua campanha. Se você está a anunciar uma página de fãs de BTT, por exemplo, é importante que restrinja a sua campanha a pessoas que tenham especificado serem fãs de bicicletas, desporto, etc.
Vários anúncios para uma mesma campanha – Crie várias campanhas para vários segmentos de ataque. O ideal será você criar uma campanha para homens, uma campanha para mulheres, criar também também campanhas por idades e ainda campanhas por interesses. Depois disso, analise os resultados e veja quais os tipos de pessoas que estão a clicar nos seus anúncios e a converter melhor. Se conseguir, crie canais na sua página de aterragem ou objetivos no seu Google Analytics, e controle quais os utilizadores alvo preferíveis para as suas campanhas.
Faça muitos testes – Antes de conseguir chegar à fórmula perfeita, é necessário que você realize muito e muitos testes. Tal como acontece com as campanhas do Google Adsense, você terá de realizar testes atrás de testes, até descobrir qual o tipo de anúncio que funciona melhor e que atrai o maior número de cliques. Anunciar no Facebook é assim, sem realizar testes, criar critérios de seleção e avaliar os resultados das suas campanhas online, é impossível você conseguir chegar a resultados que o ajudem a ganhar dinheiro.

Boas práticas no Facebook Marketing

Como em tudo na vida, existem boas e más práticas no que toca ao anunciar no Facebook, especialmente quando existem tantas regras e tanta concorrência. Durante as próximas semanas iremos falar de boas e más práticas na criação de campanhas do Facebook, como criar uma campanha de sucesso, como medir os resultados das campanhas e como aproveitar ao máximo os anúncios do Facebook para fazer crescer o seu negócio online, seja através da captura de fãs para a sua página de fãs do Facebook, seja através da geração de contatos ou comissões para programas de afiliados.
Se você queria saber como anunciar no Facebook, agora já tem um ponto de partida para os Facebook Ads. Se você quiser realmente dominar essas técnicas, uma boa indicação é fazer um Curso de Facebook Ads onde certamente você conhecerá outras técnicas em profundidade.


FONTE:guiadeecommerce

quarta-feira, março 4

Marketing corporativo no LinkedIn

Marketing corporativo no LinkedIn
Ter uma estratégia de marketing corporativo no LinkedIn é atualmente uma das grandes opções em termos de marketing nas mídias sociais, principalmente para empresas que possuem um perfil mais conservador e que devido a isso, não encontram lugar apropriado em outras redes sociais mais “descoladas” como o Facebook, por exemplo.

Por ser a maior plataforma de relacionamentos profissionais do mundo, o marketing corporativo no LinkedIn encontra nesse ambiente as condições ideais para geração de exposição da marca e criação de novas oportunidades de negócios.

Delimitando os espaços

Muitas marcas ainda resistem a ideia de ter uma presença marcante no LinkedIn por desconhecerem as ferramentas disponíveis e até mesmo as diretrizes para criação desta presença. Diferentemente de outras redes sociais, o LinkedIn tem regras próprias e a atuação das marcas precisa respeitar essas regras, muitas delas não ditas.
Por ser um ambiente mais formal, estratégias que são aplicadas a outras redes como o Facebook, são vistas como inadequadas no ambiente do LinkedIn, e muitas marcas por desconhecerem essas nuances da criação de uma presença no LinkedIn, acabam colocando tudo a perder e não raramente saem com sua imagem arranhada.

As ferramentas do marketing corporativo no LinkedIn

O interesse cada vez maior pela exposição de marcas no LinkedIn levou rede a desenvolver uma série de alternativas para o marketing corporativo em sua interface, o que vem proporcionando novas oportunidades de divulgação nesta rede.
O volume de alternativas cresceu tanto que criamos alguns módulos em nosso Curso de LinkedIn Online para abordar detalhadamente cada uma delas, já que na medida em que crescem as opções, cresce também o grau de complexidade do seu uso e estratégias possíveis dentro da rede.
O modelo proposto para marketing empresarial no LinkedIn segue a linha do Facebook e várias opções que vemos disponíveis quando trabalhamos com os Facebook Ads estão também presentes no leque de ferramentas oferecido pelo LinkedIn.
Abaixo comentamos sobre as principais opções disponíveis atualmente:

LinkedIn Company Pages

Pensando exatamente na presença corporativa, o LinkedIn oferece como principal ferramenta nesta área as Company Pages. Nelas as marcas podem desenvolver um ambiente de apresentação formal da empresa, sua proposta de valores, de forma parecida com o que é feito nas Fan Pages do Facebook, só que com uma outra abordagem.
Nas páginas corporativas do LinkedIn é possível criar um resumo descritivo das atividades da empresa e trabalhar sua imagem junto a profissionais com os quais a marca tenha interesse de manter contato.
O importante em termos de marketing corporativo no LinkedIn é das um tratamento impecável a essa página, com uma boa apresentação gráfica, riqueza de informações sobre a empresa e acima de tudo, atualização constante do conteúdo.
As Company Pages do LinkedIn funcionarão como o hub para todas as ações de marketing empresarial nesse rede e como peça central do processo merecem toda atenção possível. A página da empresa funcionará como um verdadeiro cartão de visitas e por isso precisa de um planejamento prévio e total conhecimento das ferramentas disponíveis.
Além dessa questão de apresentação formal, as Páginas Corporativas do LinkedIn ainda oferecem outras opções de trabalho, como a descrição de produtos e serviços através das Showcase Pages, ferramenta recentemente adicionada às Company Pages em substituição à aba de Produtos e Serviços, e também a possibilidade de disponibilizar vagas de trabalho na página.

Usando os LinkedIn Ads

Uma outra opção para o marketing corporativo no LinkedIn são os LinkedIn Ads, os links patrocinados da rede. Eles funcionam de forma parecida com a dos Facebook Ads e são uma ótima ferramenta para divulgação de produtos e serviços no LinkedIn.
Uma das grandes vantagens dos LinkedIn Ads é a possibilidade de segmentação do público para o qual os anúncios serão exibidos. Com recursos de segmentação bem parecidos com os disponíveis no Facebook, podemos segmentar o público que pretendemos impactar com os anúncios por critérios como:
  • Nome de empresas
  • Setor e tamanho da empresa
  • Funções e nível de experiência dos participantes da rede
  • Instituições de ensino
  • Gênero e faixa etária
  • Participação em Grupos do LinkedIn
Com estes recursos podemos criar campanhas específicas para cada grupo de pessoas que queremos atingir e com isso trazer muito mais retorno para as campanhas.
No caso dos LinkedIn Ads é importante notas que sua estrutura segue algumas técnicas de criação e comunicação que devem ser levadas em consideração. Elementos como a imagem que acompanha cada anúncio e seu título, por exemplo, devem ser previamente estudados para que possamos extrair o máximo em termos de resultado do anúncio.

Postagens Patrocinadas no LinkedIn

Além dos LinkedIn Ads, agora também podemos contar com o recurso de Postagens Patrocinadas em nossa ações de marketing corporativo no LinkedIn. Mais uma vez, a ferramenta é bem parecida com o recurso de Promoção de Publicações no Facebook e tem como objetivo aumentar o alcance das publicações na página da empresa e com isso sua exposição.
Esse recurso é muito interessante quando você está tentando aumentar a base de profissionais que seguem a página da empresa e consequentemente as mensagens publicadas nelas. Para uma estratégia de marketing de relacionamento no LinkedIn, é certamente um recurso que vale a pena tentar.
Embora muita gente acredite que o LinkedIn seja restrito ao marketing pessoal e profissional, como você pode ver, há muito espaço para a criação de ações de marketing corporativo no LinkedIn. É uma questão de conhecer as ferramentas disponíveis e criar as estratégias necessárias para atingir os seus objetivos.




sexta-feira, fevereiro 20

Facebook volta atrás: Youtube segue rodando na plataforma


Facebook volta atrás em decisão envolvendo Youtube (Reprodução/Facebook)
Diferentemente do que informou à imprensa esta semana (relembre aqui e aqui), o Facebook seguirá reproduzindo os vídeos do Youtube na própria timeline dos usuários, conforme informou em nota divulgada na noite desta sexta-feira (5).
Segundo a rede social, voltar atrás na decisão não tem a ver com a repercussão negativa que a notícia ganhou ao longo da semana (aquiaqui e aqui, por exemplo). A rede não especifica na nota divulgada qual é o problema com os vídeos do site do Google exibidos em alguns perfis e que não podem ser tocados no próprio Facebook.
"Alguns usuários observaram uma alteração relacionada a exibição direta de vídeos externos dentro do Facebook, mas a questão já está sendo corrigida", diz o comunicado.



FONTE: Adnews

quarta-feira, fevereiro 18

11 previsões sobre mídia e o mercado digital em 2015

A Millward Brown, agência global que auxilia empresas a construírem grandes marcas, revelou pelo sétimo ano consecutivo suas previsões para mídia e digital em 2015. "Procuramos traçar um panorama para as mudanças constantes no ambiente digital, para que os responsáveis pelas marcas conheçam as tendências mais relevantes e possam aproveitar as oportunidades, sem perder o foco entre as infinitas ferramentas novas que aparecem a cada dia. Nosso objetivo é muito claro: ajudar as empresas a criar marcas ainda mais fortes", disse Gonzalo Fuentes, CEO da Millward Brown para a América Latina.

Confira as 11 tendências apontadas pela agência:

Maior controle da publicidade sincronizada com segunda tela: a Millward Brown espera que mais anunciantes aproveitem a oportunidade para impactar o consumidor através de seus dispositivos digitais (computadores, laptops, telefones celulares e tablets), uma vez que eles receberão mais mensagens relacionadas aos anúncios da TV. Este tipo de publicidade utiliza a tecnologia auditiva para identificar quando um anúncio vai passar na televisão e envia imediatamente mensagens publicitárias para as outras plataformas. Além disso, o sincronismo das telas pode oferecer outras estratégias para as marcas, como responder aos anúncios dos concorrentes no ambiente digital ou fazer uma promoção combinada com outro produto do portfólio.

Integração de mídia social e móvel: prevemos uma abordagem cada vez mais multidispositiva, multiplataforma e multimídia, que permitirá um impacto mais forte e integrado sobre o valor das marcas, o comportamento dos consumidores e as vendas.


De "Big Data" para "Intelligence Data": o conhecimento humano aplicado aos dados robustos do Big Data será a chave para transformar a promessa dessa tecnologia em benefícios reais para as marcas.

O crescimento dos vídeos de curta duração com publicidade: novas oportunidades de anúncios pagos surgirão nas plataformas de microvídeo (como Vine e Instagram), mas apenas as marcas que conhecem e já atuam nessas plataformas terão êxito.


Adaptação do marketing multitela a cada geração de consumidor: ao aliar o objetivos de branding com os hábitos de uso de telas em cada faixa etária do seu público, os profissionais de marketing vão otimizar em grande parte os resultados de suas campanhas.

Aumento da criatividade em marketing programático: a publicidade programática é a compra automática de espaço publicitário através de softwares e algoritmos para alcançar de maneira mais precisa o consumidor. "Até o momento, o debate sobre as mídias programáticas tem como foco a maneira que ocorrem as operações e métricas de desempenho, tais como custo por clique", disse Duncan Southgate, Director de Marca Global de Digital em Millward Brown. "Em 2015 esperamos que os especialistas em marketing se concentrem em explorar a oportunidade de potencializá-las de forma mais criativa", completa.

Marketing programático passa a contemplar as marcas: em 2015, os anunciantes vão utilizar novas metodologias para medir de forma mais eficiente os benefícios que as mídias programáticas podem oferecer na construção de marcas relevantes.

Expansão do marketing baseado em geolocalização: os anunciantes que mais se beneficiarão dessa ferramenta serão aqueles que vêem a tecnologia a partir da perspectiva das necessidades dos consumidores, em vez de simplesmente projetar seus próprios interesses. Estudar o comportamento do consumidor e adaptar a experiência da marca será a chave para se destacar na multidão.


Publicidade nativa com conteúdo relevante: publicidade nativa é um conteúdo produzido em formato publieditorial para ser transmitido em mídias digitais (blog, revista ou jornal on-line, redes sociais). Quando feito de maneira adequada, essa ferramenta gera mais credibilidade do que a tradicional. À medida que a publicidade nativa torna-se um meio estabelecido, os anunciantes devem aliar-se aos veículos, para encontrar o equilíbrio entre conteúdo comercial e editorial.

Implementação de conectividade móvel com programas de marketing coerentes: Para maximizar o retorno sobre o investimento, em 2015, os comerciantes devem explorar o uso de tecnologias digitais para criar uma interação móvel simples e fácil em todos os pontos de contato, deixando os consumidores no controle de quando e como eles querem se envolver com as marcas.

Vencendo na era digital: toda empresa deve avaliar o quão bem está estruturada para a era digital e incorporar uma abordagem holística.




FONTE:  Adnews

sexta-feira, janeiro 23

Governo promoverá debates para construir regras de uso de dados pessoais na internet

A partir de 28 de janeiro, o Ministério da Justiça inicia uma série de debates públicos sobre a regulamentação do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e sobre o anteprojeto de lei para a Proteção de Dados Pessoais. Ainda que já esteja em vigor, a lei precisa ser regulamentada em alguns pontos e a intenção do governo é fazer este trabalho em conjunto com a sociedade civil, utilizando a mesma plataforma participativa adotada durante as discussões sobre o Marco Civil da Internet. As sugestões poderão ser encaminhadas ao poder Público por meio de dois  portais na internet, que serão lançados nos próximos dias.

Na avaliação do Ministério da Justiça, é preciso se criar um marco legal de proteção de dados, “baseado no consentimento e no uso legítimo dessas informações, ferramentas de exercício de direitos e padrões mínimos de segurança e privacidade para o cidadão”. Desta maneira, o Brasil seguiria uma tendência mundial de regulamentação do setor, uma vez que mais de cem outras nações já o fazem.

“A participação de cada cidadão com ideias, críticas e avaliações é fundamental para que possamos construir uma regulamentação moderna e adequada às necessidades da sociedade”, afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.




(Agência Gestão CT&I, com informações do Ministério da Justiça e do Blog do Planalto)

sexta-feira, janeiro 16

5 tipos de conteúdos para o canal de Youtube da sua startup


O YouTube é o segundo maior buscador do mundo. Com mais de 58 milhões de vídeos assistidos por mês, é fácil imaginar que a rede está chamando a atenção de empresas, que querem ser cada vez mais vistas e lembradas na internet.

O curioso, entretanto, é que por conta da democratização ao acesso a ferramenta, não só as grandes empresas estão criando os seus canais de YouTube. Muitas startups estão aproveitando a efetividade da comunicação em vídeo para dialogar com seus consumidores.

Seguem algumas dicas para as startups que pensam em criar um canal no YouTube, mas não sabem que tipo de conteúdo produzir:

1- Quem é você?
Está difícil entender o que algumas startups fazem. Os negócios estão cada vez mais complicados de serem explicados. Foi por isso que surgiram os "explainer vídeos", produções que comunicam de forma rápida o que a sua empresa faz. Estes vídeos geralmente utilizam a linguagem de animação e quase sempre são postados na capa do site de startups.

2- Alô, suporte!
Já parou para analisar o tempo que você dedica dando explicações de suporte para os seus consumidores? Faça vídeos detalhados com as dúvidas mais frequentes relacionadas ao seu produto e poste no YouTube. Isso pode facilitar muito a sua vida e fazer com que sua equipe aproveite melhor o tempo de trabalho.

3- Faça MVP em vídeo
Quando você estiver pensando em colocar um novo produto no mercado, faça um vídeo beta do lançamento. No final, peça para as pessoas assinarem um newsletter ou dizerem se gostaram da sua ideia. Assim, você vai saber rapidamente se o seu produto vai cair ou não nas graças do público. O Dropbox, por exemplo, iniciou assim. Tudo começou com um vídeo teste que chamou a atenção de mais de 70.000 early adopters em uma noite.

4- Branded content
Hoje você não precisa tanto da mídia para dialogar com o seu público. Aproveite isso e encare a sua empresa como produtora de conteúdo, tornando a sua startup referência no segmento em que atua. Se você tem um e-commerce de moda, por exemplo, pode pensar em dar dicas de looks para usar com o seu produto. Já se o seu negócio está relacionado à alimentação, crie uma playlist de receitas exclusivas.

5- Cases
No início, testimoniais de clientes são importantes para certificar a sua startup. Escolha os melhores cases da sua empresa e grave alguns vídeos com depoimentos de clientes. As produções, mesmo que simples, trazem mais confiança ao consumidor na hora de escolher o seu produto.




FONTE: Adnews

quinta-feira, janeiro 8

Facebook deverá alertar usuários sobre postagens embaraçosas

A empresa está trabalhando em uma maneira de evitar com que as pessoas publiquem quando estiverem bêbadas




Stock

Pense antes de postar é um dos lemas dessa geração. Entretanto, muitos ainda preferem arriscar e acabam passando vergonha nas redes sociais. Pensando nisso, o Facebook deverá lançar uma ferramente que advertirá os usuários quando eles estiverem prestes a postar fotos ou textos potencialmente embaraçosos. 
De acordo com Dr. Yann LeCun, da Universidade de Nova York e dirigente do laboratório de inteligência artificial do Facebook, a empresa está trabalhando em uma maneira de evitar com que as pessoas publiquem quando estiverem bêbadas, por exemplo. “Imagine se você tivesse um assistente inteligente para mediar sua interação com seus amigos no Facebook”, afirmou LeCun.


Além de criar uma “consciência virtual”, o recurso deverá contar com um alerta para quando outros usuários publicarem fotos em que você apareça a fim de proteger sua privacidade.




FONTE: Administradores


quarta-feira, dezembro 10

Entender as lógicas das redes sociais é entender o ser humano

Muito mais que meros aparatos tecnológicos, gadgets adquirem uma carga simbólica e fazem parte da vida dos consumidores



Foto: Erico Hiller/ @ericohiller

“A nossa interação social surge a partir dos propósitos individuais que incluem, entre outros, os interesses de poder, vaidade e riqueza”, disse, certa vez, o sociólogo alemão Georg Simmel, que viveu até os anos de 1918. Vejo essa lúcida fala dele como um apontamento essencial para entender as lógicas de uso e apropriação desses espaços online que protagonizam boa parte de nosso dia hoje: os avassaladores, potentes, onipresentes e complexos sites de redes sociais. 
Nas nossas práticas cotidianas, os aplicativos de redes sociais fazem parte de nossas vidas de uma forma cada vez mais íntima. Antes de dormir, sempre damos aquela última olhada no visor do celular (como se já não tivesse sido suficiente ter feito esse ato centenas de vezes ao dia), acionamos o alarme sonoro para acordarmos cedo na manhã seguinte e vamos dormir. Despertamos pela manhã e, ainda meio entorpecidos por Morfeu, já esticamos o braço e pegamos nosso inseparável smartphone. Afinal, antes de irmos ao banheiro para nossos habituais e compulsórios afazeres fisiológicos, não podemos começar nosso dia sem uma prática igualmente obrigatória: dar uma checada nas notificações do Facebook, nas mensagens do Whatsapp e verificar quem curtiu nossa última foto do Instagram. Feito isso, pronto! Podemos começar mais um dia.
Os chamados gadgets, como o iPhone da Apple, o Samsung Galaxy, o nosso iPad, iPod, a GoPro, surgiram nos últimos anos e alcançam hoje volumes de vendas exponenciais. Muito mais que meros aparatos tecnológicos, eles adquirem uma carga simbólica e fazem parte da vida dos consumidores contemporâneos, sobretudo os jovens, contribuindo para a formação de uma identidade social. Afinal, quando as pessoas compram um iPhone, por exemplo, estão não apenas adquirindo um aparato tecnológico, como também vivenciando certo estilo de vida e se inscrevendo num imaginário tecnológico que enfatiza as ideias de inovação, elegância e distinção econômica”, disse certa vez Erick Felinto, pesquisador da UERJ.

Já o antropólogo Néstor García Canclini argumenta que “no limite, chega-se a fenômenos de autismo e desconexão social, devido às pessoas preferirem antes ficar na frente da tela do que relacionar-se com interlocutores em lugares fisicamente localizados. Conectividade não é sinônimo de interatividade”. Ou seja, não é porque estamos conectados que estamos necessariamente interagindo com outros usuários. Aqui, nota-se que o pesquisador, que vive hoje no México, entende que o efeito dessa disseminação de novos ambientes virtuais pode ser nocivo ao processo de ensino-aprendizagem de jovens, pois “cada vez se lê menos livros e mais xerox de capítulos isolados, textos curtos obtidos na internet, que comprimem a informação. Diminuem os “leitores fortes”, enquanto aumentam os “leitores fracos” ou “precários”, pondera o antropólogo em uma de suas mais brilhantes obras, “Leitores, espectadores e internautas”.

É em virtude disso que evidencia-se o fechamento de livrarias, pois os jovens estão lendo menos e com novos parâmetros de comportamento. Anos atrás, por exemplo, a Borders (até então, a segunda maior livraria dos Estados Unidos) entrou em falência. O ato de ler perde valor em uma vida rodeada por telas e aqui entende-se melhor o magnetismo dos míseros cento e quarenta caracteres que norteiam as conversas e interações no microblog Twitter, por exemplo.

"Eu sei que deveria, mas isso não vai acontecer. Se eu receber uma mensagem no Facebook ou algo postado no meu mural, eu tenho que ver isso. Tenho que ver”. Eis o depoimento de Roman, um jovem de 18 anos, extraído do livro “Alone Together”, da psicóloga do MIT Sherry Turkle, ao admitir que envia mensagens de texto enquanto dirige seu carro, e diz que não vai parar. Nas redes sociais, parece que encontramos um local que sempre procurávamos. Ali podemos organizar nossos contatos e nos confortamos com a conveniência de estarmos em contato com um número enorme de pessoas (todos cirurgicamente mantidas à distância). Mas não é possível ter uma relação boa se usarmos a tecnologia para nos mantermos separados por distâncias controladas: nem perto demais, nem longe demais, no ponto certo. Aliás, esse é um alerta importante que a psicóloga do MIT nos faz. Afinal, mensagens de texto, e-mails e atualizações de status permitem que mostremos o “eu” que desejamos ser. Isso significa que podemos editar. E, se quisermos, podemos deletar. Ou retocar: a voz, a carne, o rosto, o corpo. Nem muito, nem pouco – na medida certa.
Ao analisarmos de um modo mais reflexivo todo esse manancial de novos espaços sociais, o que nos fica evidente é que cada rede social apresenta potenciais que lhe são próprios, por exemplo as especificidades do Instagram em relação ao Facebook, e este em relação ao Twitter ou ao Whatsapp, embora todas as redes sociais tenham um fio condutor marcado pela forma como as pessoas se apropriam desses espaços.

Quer entender as lógicas dessas apropriações? Vá entender o ser humano primeiro. E foi o que fiz nos últimos dois anos, quando fui estudar a forma como jovens estudantes constroem sua identidade por meio do Facebook. Percebi que para entender essas estratégias identitárias, seria preciso entender antes como se dá o processo de formação da identidade de um indivíduo. Deixei as redes sociais de lado. Por exemplo, fui tentar achar respostas no campo da comunicação, onde uma parte significativa dos estudos relacionados aos sites de redes sociais digitais vai buscar fundamentos nos estudos de Erving Goffman e a corrente do interacionismo simbólico, surgida na Escola de Chicago no início do século passado.

Goffman vai explicar que geralmente as pessoas esperam que haja uma “compatibilidade” entre quem nós realmente somos e a nossa aparência, mas sabemos que nem sempre isso ocorre (como quando alguém de altíssimo status social age de modo igualitário ou humilde com atores sociais de status menos proeminente). A aparência está, então, para o status social assim como a maneira está para os gestos e ações do ator social.

Nos sites de redes sociais digitais, as ações dos usuários ficam visíveis e expostas, sendo passíveis de serem analisadas. A aparência (tangibilizada em símbolos que indicam status, gestos expressivos e insinuações, por exemplo) torna-se elemento fundamental na interação social para que o indivíduo possa tentar prever minimamente com quem e com qual situação está lidando, conforme explica Goffman, quando disse que para descobrir inteiramente a natureza real de uma situação, seria necessário que o indivíduo conhecesse todos os dados sociais importantes relativos aos outros, assim como os mais íntimos sentimentos deles a seu respeito. Raramente se consegue completa informação dessa ordem. Na falta dela, o indivíduo tende a empregar substitutos – deixas, provas, insinuações, gestos expressivos, símbolos de status, etc. – como recursos para a previsão. (…) Paradoxalmente, quanto mais o indivíduo se interessa pela realidade inacessível à percepção, tanto mais tem de concentrar a atenção nas aparências.
Foto: Erico Hiller/ @ericohiller


Desse modo, a aparência não deve ser vista em oposição a uma suposta essência dos indivíduos, mas sim como um dos relevantes fatores que podem ser indicativos de que um indivíduo deseja ser visto e de como constrói sua identidade. O que se deixa à mostra nos sites de redes sociais digitais é fundamental para que se possa conhecer melhor as pessoas, como defendemos, em um lugar no qual não se pode contar com a presença do corpo físico. No entanto, nota-se também que nesses espaços virtuais há um jogo entre o “ser você mesmo” e o ajustar-se aos diversos ambientes sociais, o que nos interessa para pensar que tipos de estratégias são adotadas, ou seja, como determinados elementos discursivos são elencados para compor os perfis identitários e por que isso ocorre.

Essas estratégias efetuadas visam à adaptação a diferentes situações, buscando manter a “coerência da autoidentidade”, e passam pelo que Goffman chama de “manipulação da impressão”. Tanto a dimensão cultural (língua e comportamento, por exemplo) quanto a material (como roupas, acessórios e os próprios corpos dos atores sociais) dessa impressão são igualmente relevantes. A importância ocorre por seu valor simbólico, pelo que significam e pelo que comunicam sobre a construção de identidade que se busca fazer, tanto na vida off-line, ou seja, na vida como ela realmente é. E também nos sites de redes sociais.

Quando imprimimos nosso olhar para esses novos ambientes discursivos, pode-se observar inúmeras facetas como, entre elas, as múltiplas identidades que se pode adotar nesses espaços plurais e possibilidade do anonimato. O mundo online provoca atração dos usuários, pois não carrega as exigências do relacionamento pessoal. Ao evidenciarmos o comportamento de cibernautas em usos cotidianos dessas plataformas, vemos que boa parcela de pessoas preferem desejar a um outro usuário palavras de feliz aniversario com mais frequência pela rede social do que por meio de contato telefônico ou pessoal.

O que são afinal as redes sociais digitais? Como se dão as estratégias de uso e apropriação desses espaços virtuais? Por que as pessoas constroem modo de apresentação de si na cena digital que destoam de sua persona offline? É com base em tais questões que me arrisco a debruçar. Sem pretender aprofundar na seara da psicanalítica, porém tomando emprestada a sua principal contribuição para o entendimento das complexas motivações do comportamento humano, podemos dizer que de modo consciente ou inconscientemente cada pessoa usuário desenvolve uma série de estratégias de apropriação de um site de rede social digital como o Facebook.
Quem está certo e quem está errado nesse palco? Quem usa bem e quem usa mal as novas, magnéticas e sedutoras ferramentas digitais? Quem é mais competente e quem é menos competente em suas escolhas sobre o tipo de conteúdo que irá produzir e tornar público nos ambientes online? Não nos cabe oferecer simples respostas para essas perguntas. Devemos analisar e entender essas estratégias discursivas com o foco bem ajustado, conferindo-lhe o devido tamanho, sem euforia contida na retórica da “revolução” digital, porém com serenidade, rigor e sensatez. Mais importante ainda, interessa proceder essa análise procurando sempre entender o mais claramente possível o contexto sociocultural de cada usuário do Facebook.

Espero, com minhas pesquisas, sempre contribuir para os debates sobre a construção identitária nos sites de redes sociais digitais. Entendo que nunca ofereço conclusões definitivas sobre as questões  que me inquietam, mas empreendo sempre um fértil debate pelos complexos, difusos, incompletos e dinâmicos modos de apresentação de si nos sites de redes sociais. Continuo sempre mergulhando nessas águas, já não tão turvas e agitadas como estavam anos atrás. Na verdade, percebo hoje que não se trata de um mar, mas de um oceano. 

De que modo a forma com que nos apropriamos desses espaços está impactando as lógicas dos afetos? Quais seriam os efeitos danosos do uso irrefreado de sites de redes sociais? Até que ponto poderia se afirmar que as interações em aplicativos como Facebook, Instagram e Whatssup intensificariam realmente essa espécie de autismo e desconexão social nas pessoas? Essas são questões candentes, inquietações que levaram estudiosos como Sherry Turkle a considerar que estamos “alone together” nas redes sociais digitais. Para revitalizar nossos vínculos afetivos interpessoais, a autora propõe um regime de desintoxicação por meio de abstinência digital. Embora considere um tanto radical a perspectiva adotada por Turkle, a julgar pelos resultados de minhas recentes pesquisas, entendo que os efeitos de longo prazo de nossas interações mediadas por computador necessitem ainda de muito estudo. Fui picado pela mosca Tse-Tse da paixão pela pesquisa dos sites de redes sociais e por isso o desafio não me desanima.


FONTE: Administradores