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segunda-feira, março 16

Descubra as palavras-chave do marketing digital em 2015


Os termos crowdsourcing, compra programática e internet das coisas são citados como as novidades que chegam com força total ao Brasil em 2015 para potencializar o mercado de marketing digital. Mas além de se encantar com o que nem chegou é preciso cuidar para não esquecer do básico.

Nesse segmento, o "básico" é composto por conceitos simples e de fácil entendimento:conteúdo rico, inovador e que se conecta com as emoções dos usuários, com recursos como texto, imagens e vídeos; também a segmentação (ou micro-targeting), que divide o público em categorias para uma visão ampla, a fim de definir estratégias certeiras de acordo com cada perfil de público é um elemento essencial; e, na fase final, a divulgação eficiente é essencial, seja por meios orgânicos ou pagos, o que contribui para alcançar a audiência almejada.

Outra palavra que permeia o tema de muitas campanhas de marketing digital em 2015 é mobile. É o momento de aproveitar todo o potencial desse conceito, suas funcionalidades e seu grande poder de alcance. O modelo de templates responsivos (que se adapta aos dispositivos móveis), por exemplo, deve ganhar força à medida que o número de usuários cresce exponencialmente ano a ano.

Mesmo aparentemente simples, essas estratégias funcionais acabam sendo deixadas de lado por empresas que ainda concentram esforços apenas em buscar profissionais conceituados e tecnologias de ponta. Toda grande campanha começa com uma ideia viável e, às vezes, o "feijão com arroz" pode ser melhor do que um prato incrementado que ninguém sabe como aproveitar direito.



FONTE: Adnews

quarta-feira, março 11

O fantástico mundo onde só vejo o que me interessa


Se você é homem e em um passado não tão distante já se deparou com propagandas de absorventes enquanto navegava na rede, ou é mulher e cansou de ver o Brad Pit te recomendando creme para barbear, deve ter percebido que algo mudou de uns tempos para cá. Mas o que nos levou a viver nesse mundo sublime onde só vemos o que nos interessa? A resposta pode não ser das mais poéticas, mas é eficiente.

A responsável por essa mudança é a chamada mídia programática. A configuração desse tipo de campanha costuma ser baseada em aquisição de perfis por meio de cookies. O algoritmo da ferramenta utilizada monta uma espécie de ranking que define quais usuários são mais interessantes levando em conta o objetivo da campanha. 

Usuários que não possuem ranking elevado, são menos impactados do que aqueles que possuem maior propensão em gerar uma compra, que são aqueles que possuem um ranking maior. Tudo isso funciona através de uma espécie de leilão em real time. O lance maior é dado em cima daqueles que possuem maior probabilidade de conversão.

A nova modalidade de compra de mídia representa para as marcas um investimento mais seguro e preciso, além da oportunidade de entender melhor seu publico, evitando banners fora de contexto. Assim, os anúncios passam a apresentar maior relevância para o consumidor. Para o usuário é o início do fim de anúncios que não passam de poluição visual. Embora o uso da mídia programática ainda seja algo relativamente novo por aqui, o Brasil já esteve bem mais longe dessa realidade. 

A grande maioria das marcas que possuem e-commerce já operam a publicidade online através desse tipo de ferramenta. O impacto dessa modalidade de compra de mídia tende a ser ainda maior, tendo em vista que ela também passará a operar em TVs. Assim, as possibilidades de integração com TV e internet ampliam-se ainda mais, muito além do conceito de segunda tela. Já imaginou assistir somente a propaganda que te interessa na TV?

Vale salientar a atenção ao cumprimento das leis que regulamentam a captação dos dados de navegação dos usuários. O conceito de privacidade na web é um assunto bastante complexo mas tenho uma visão bem positiva a respeito, afinal é quase como uma troca de favores: os dados captados tendem a fazer com que os usuários sejam impactados por propaganda que será útil a eles. Se por um lado isso é interessante para as marcas, também é interessante para o usuário final. É imprescindível que as agências trabalhem para terem domínio dessa ferramenta para potencializar a interação entre empresas e consumidores em busca do melhor ROI. 



FONTE: Adnews

quarta-feira, março 4

Marketing corporativo no LinkedIn

Marketing corporativo no LinkedIn
Ter uma estratégia de marketing corporativo no LinkedIn é atualmente uma das grandes opções em termos de marketing nas mídias sociais, principalmente para empresas que possuem um perfil mais conservador e que devido a isso, não encontram lugar apropriado em outras redes sociais mais “descoladas” como o Facebook, por exemplo.

Por ser a maior plataforma de relacionamentos profissionais do mundo, o marketing corporativo no LinkedIn encontra nesse ambiente as condições ideais para geração de exposição da marca e criação de novas oportunidades de negócios.

Delimitando os espaços

Muitas marcas ainda resistem a ideia de ter uma presença marcante no LinkedIn por desconhecerem as ferramentas disponíveis e até mesmo as diretrizes para criação desta presença. Diferentemente de outras redes sociais, o LinkedIn tem regras próprias e a atuação das marcas precisa respeitar essas regras, muitas delas não ditas.
Por ser um ambiente mais formal, estratégias que são aplicadas a outras redes como o Facebook, são vistas como inadequadas no ambiente do LinkedIn, e muitas marcas por desconhecerem essas nuances da criação de uma presença no LinkedIn, acabam colocando tudo a perder e não raramente saem com sua imagem arranhada.

As ferramentas do marketing corporativo no LinkedIn

O interesse cada vez maior pela exposição de marcas no LinkedIn levou rede a desenvolver uma série de alternativas para o marketing corporativo em sua interface, o que vem proporcionando novas oportunidades de divulgação nesta rede.
O volume de alternativas cresceu tanto que criamos alguns módulos em nosso Curso de LinkedIn Online para abordar detalhadamente cada uma delas, já que na medida em que crescem as opções, cresce também o grau de complexidade do seu uso e estratégias possíveis dentro da rede.
O modelo proposto para marketing empresarial no LinkedIn segue a linha do Facebook e várias opções que vemos disponíveis quando trabalhamos com os Facebook Ads estão também presentes no leque de ferramentas oferecido pelo LinkedIn.
Abaixo comentamos sobre as principais opções disponíveis atualmente:

LinkedIn Company Pages

Pensando exatamente na presença corporativa, o LinkedIn oferece como principal ferramenta nesta área as Company Pages. Nelas as marcas podem desenvolver um ambiente de apresentação formal da empresa, sua proposta de valores, de forma parecida com o que é feito nas Fan Pages do Facebook, só que com uma outra abordagem.
Nas páginas corporativas do LinkedIn é possível criar um resumo descritivo das atividades da empresa e trabalhar sua imagem junto a profissionais com os quais a marca tenha interesse de manter contato.
O importante em termos de marketing corporativo no LinkedIn é das um tratamento impecável a essa página, com uma boa apresentação gráfica, riqueza de informações sobre a empresa e acima de tudo, atualização constante do conteúdo.
As Company Pages do LinkedIn funcionarão como o hub para todas as ações de marketing empresarial nesse rede e como peça central do processo merecem toda atenção possível. A página da empresa funcionará como um verdadeiro cartão de visitas e por isso precisa de um planejamento prévio e total conhecimento das ferramentas disponíveis.
Além dessa questão de apresentação formal, as Páginas Corporativas do LinkedIn ainda oferecem outras opções de trabalho, como a descrição de produtos e serviços através das Showcase Pages, ferramenta recentemente adicionada às Company Pages em substituição à aba de Produtos e Serviços, e também a possibilidade de disponibilizar vagas de trabalho na página.

Usando os LinkedIn Ads

Uma outra opção para o marketing corporativo no LinkedIn são os LinkedIn Ads, os links patrocinados da rede. Eles funcionam de forma parecida com a dos Facebook Ads e são uma ótima ferramenta para divulgação de produtos e serviços no LinkedIn.
Uma das grandes vantagens dos LinkedIn Ads é a possibilidade de segmentação do público para o qual os anúncios serão exibidos. Com recursos de segmentação bem parecidos com os disponíveis no Facebook, podemos segmentar o público que pretendemos impactar com os anúncios por critérios como:
  • Nome de empresas
  • Setor e tamanho da empresa
  • Funções e nível de experiência dos participantes da rede
  • Instituições de ensino
  • Gênero e faixa etária
  • Participação em Grupos do LinkedIn
Com estes recursos podemos criar campanhas específicas para cada grupo de pessoas que queremos atingir e com isso trazer muito mais retorno para as campanhas.
No caso dos LinkedIn Ads é importante notas que sua estrutura segue algumas técnicas de criação e comunicação que devem ser levadas em consideração. Elementos como a imagem que acompanha cada anúncio e seu título, por exemplo, devem ser previamente estudados para que possamos extrair o máximo em termos de resultado do anúncio.

Postagens Patrocinadas no LinkedIn

Além dos LinkedIn Ads, agora também podemos contar com o recurso de Postagens Patrocinadas em nossa ações de marketing corporativo no LinkedIn. Mais uma vez, a ferramenta é bem parecida com o recurso de Promoção de Publicações no Facebook e tem como objetivo aumentar o alcance das publicações na página da empresa e com isso sua exposição.
Esse recurso é muito interessante quando você está tentando aumentar a base de profissionais que seguem a página da empresa e consequentemente as mensagens publicadas nelas. Para uma estratégia de marketing de relacionamento no LinkedIn, é certamente um recurso que vale a pena tentar.
Embora muita gente acredite que o LinkedIn seja restrito ao marketing pessoal e profissional, como você pode ver, há muito espaço para a criação de ações de marketing corporativo no LinkedIn. É uma questão de conhecer as ferramentas disponíveis e criar as estratégias necessárias para atingir os seus objetivos.




terça-feira, março 3

Como colocar uma loja virtual no Primeiro Lugar do Google

A preocupação dos empreendedores em como colocar uma loja virtual no primeiro lugar no Google faz todo o sentido, mas exige muito planejamento, e por isso não se pode agir de forma precipitada.
É claro que temos urgência de colocar as páginas de uma loja virtual em destaque no Google, pois se depender muito do uso de links patrocinados, sua estratégia de marketing de busca pode ficar muito cara.
É bom conhecer esse conteúdo mesmo que você não venha a desempenhar a função de SEO, pois no caso de contratação você não corre o risco de ser enganado na contratação do serviço de SEO, uma realidade com que infelizmente temos que conviver.

Começando pela base da otimização de um e-commerce

Coloque sua loja virtual no Primeiro Lugar do Google
O primeiro passo para colocar uma loja virtual no primeiro lugar do Google é otimizar os recursos técnicos da plataforma de e-commerce dentro das melhores praticas de otimização.

Um dos parâmetros de avaliação da relevância de uma loja virtual é a organização e relacionamento das páginas como vitrine, seções e produtos da loja.
Nesta área, um dos segredos para colocar uma loja virtual no primeiro lugar do Google é prestar atenção à forma como o sistema organiza a estrutura de endereço de cada tipo de página para podermos extrair o máximo de otimização na construção de URLs amigáveis.
A técnica de URLS Amigáveis nos permite inserir as palavras chave que queremos otimizar na própria URL da página, uma prática bastante relevante para um bom posicionamento nas primeiras posições dos grandes buscadores.
A nomenclatura e estrutura das URLs de produtos, seções e vitrine da loja virtual precisam ter uma relação muito grande de reciprocidade de significado e complementação de significado para que possam ser considerados pertinentes e relevantes dentro do campo semântico das palavras chave utilizadas.

Otimização das páginas de detalhe de produtos

O segundo item para colocar um e-commerce no primeiro lugar do Google é a otimização de páginas de detalhes de produtos dentro dos critérios de melhores práticas de SEO. A pagina de detalhes de produto é muito mais que um simples mostruário digital. Ela é a principal ferramenta de marketing nas ferramentas de busca.
Alguns itens de SEO no e-commerce importantes:
  • Otimização das URLs de produtos;
  • Otimização das meta tags;
  • Otimização das tags de HTML
  • Otimização dos recursos de imagens;
  • Linkagens internas e externas
Depois dessa fase podemos então submeter todo o site a um software de SEO que permita fazer uma auditoria de fatores internos como o SEO Panel ou Screaming Frog, uma ótima ferramenta, cujo manual traduzimos e disponibilizamos para os participantes do nosso curso de SEO. Futuramente estaremos disponibilizando também o SEO Panel em versão online.

Otimização de link externos para loja virtual

A última etapa é a criação da popularidade do site, conhecida entre os profissionais de SEO como estratégia de Link Building. Nessa etapa buscamos pela criação de links de relevância para as páginas de detalhes de produtos do e-commerce.
Link Building – Estratégia em que se busca criar sites que apontem para o nosso site – Outbound Links, de forma a fortalecem o potencial de posicionamento de uma página nas listas de respostas dos buscadores.
Um dos critérios que garantem um bom posicionamento de uma loja virtuais nas primeiras posições do Google é a quantidade de links de relevância estão apontando para o seu site. É ai que entra a etapa de criação de links para a loja virtual.
As técnicas são muitas, mas o envio de press release para portais e a participação ativa em redes sociais são as duas formas mais conhecidas de divulgação de lojas virtuais com o objetivo de criação de links. Se você quer saber como colocar uma loja virtual no primeiro lugar do Google fique sabendo que não depende unicamente de você, e muito dos relacionamentos que você constrói.
O importante nesta estratégia não se tenha como foco a meta de quantidade dos links, e sim a qualidade dos mesmos, pois isso é que faz a diferença junto ao Google atualmente. Se o seu e-commerce recebe links de sites com autoridade, essa autoridade e relevância no seu segmento de atuação é parcialmente transferida para o seu site, e isso contribui para melhorar o posicionamento do seu comércio eletrônico nas páginas de respostas do Google.

Monitorando o caminho da loja virtual rumo ao primeiro lugar do Google

Como tudo em marketing de busca, o trabalho de SEO deve ser monitorado para que possamos acompanhar sua performance e implementar ajustes que se façam necessários.
Existem diversas ferramentas de monitoramento de posições no Google para acompanhar a evolução do trabalho de otimização. Algumas delas, como o SEO Panel, são gratuitas mas nem por isso ficam devendo às grandes ferramentas pagas disponíveis na Web.
Esse acompanhamento deve ser acompanhado de um monitoramento preciso através do Google Analytics para que se possa também verificar o impacto do trabalho de otimização sobre os resultados financeiros da loja virtuais. Não se trata apenas de saber como colocar uma loja virtual no primeiro lugar do Google, mas também saber esse esforço está trazendo resultados.



FONTE: guiadeecommerce

terça-feira, fevereiro 24

MARKETING: O que você vai querer aprender sobre negócios com Beyoncé

Confira algumas lições dessa mulher que é um dos maiores sucessos da indústria do entretenimento

iStock/Kevin Winter
Com patrimônio líquido de US$ 450 milhões, ficou em primeiro lugar na lista anual de celebridades mais poderosas, elencada pela Forbes em 2014
Qualquer nome além do primeiro é desnecessário quando se trata de Beyoncé. A performer se tornou uma marca maior do que ela mesma. E, na grande parte das vezes, quando um artista não precisa de sobrenome para ser reconhecido, isso significa que ali existe uma estrela. Mais do que isso, sua personalidade é um ícone que representa sucesso. Beyoncé Giselle Knowles-Carter começou a cantar desde criança. Natural de Houston, Texas, a moça venceu lá seu primeiro show de talentos, aos sete anos de idade. Aos poucos, a pequena cantora adquiriu notoriedade na cidade, participando de competições de canto e shows de talentos - e ganhando muitos deles.
Seu grande break aconteceu com o grupo feminino Destiny's Child, em 1996. A música No, No, No se destacou na Billboard, colocando as garotas no mapa dos gêneros Pop e R&B. Quando elas resolveram seguir caminhos diferentes, Beyoncé não teve dificuldades para se manter em evidência. A especialista em Marketing e Branding, Thálassa Coutinho, atribui essa permanência na indústria a uma série de elementos que, combinados, fazem da artista uma marca ímpar. "No sentido profissional, aliar voz, talento nato para dança, o alter ego da mulher poderosa e a facilidade para criar hits que agradam diversos públicos a tornam única", declara.
Queen B, como é chamada pelos fãs, faz questão de dizer que a família tem tudo a ver com o sucesso. No documentário sobre sua vida, Life is But a Dream (A vida não passa de um sonho, em tradução livre), Beyoncé comenta que sua mãe, dona de um salão de beleza, fazia as clientes lhe escutarem cantando quando criança. Ela lembra que muitas que estavam ali não queriam necessariamente ouvi-la, mas Tina Knowles não desistia de divulgar o talento da filha. Essa determinação é um dos pontos-chave da carreira da empresária multimilionária: seus pais lhe ensinaram que trabalho duro e persistência gerariam resultados. Beyoncé aprendeu a lição e a colocou em prática.
O pai, Matthew Knowles, foi seu gerente e mentor durante anos e lhe ensinou muito sobre como se comportar no meio musical: com educação, mas também firmeza, estratégia e clareza de objetivos. Ao montar uma turnê, por exemplo, e é preciso escolher setlists, figurinos, coreografias, e tantos outros detalhes, Beyoncé se serve de uma equipe altamente capacitada e ouve seus conselhos, mas sempre dá a palavra final. Como sua própria gerente, ela se permite fazer todos os ajustes necessários para que a imagem projetada pelos shows reflita a sua visão artística e de negócios. Segundo Karla Ikeda, especialista em Marketing de Serviços, esse cuidado com o branding e o marketing é essencial. "Vejo os artistas como empresas, e suas imagens são a marca que vendem; Beyoncé entende isso e investe na sua", afirma.
Aqui, o produto é a própria personalidade da cantora, e as mídias digitais são de grande importância na construção dessa persona que alcança o público. "Ela usa as redes sociais incessantemente, seja pra postar um teaser de um trabalho que está por vir e aguçar a curiosidade do fã, seja para postar seu look do dia, o lugar onde está ou um momento com a filha", explica Thálassa Coutinho. A artista sabe que as pessoas que consomem sua música e seus produtos consomem na verdade sua imagem; por isso investe na construção da projeção da sua personalidade junto ao público.
Dona de 17 troféus Grammy, Beyoncé é atualmente um dos maiores nomes da indústria musical. Com patrimônio líquido de US$ 450 milhões, ficou em primeiro lugar na lista anual de celebridades mais poderosas, elencada pela Forbes em 2014. No período entre junho de 2013 e junho de 2014, a artista acumulou US$115 milhões entre vendas de álbuns, shows, acordos publicitários e lucros provenientes de vendas de produtos que levam seu nome. Aos 33 anos, Beyoncé é uma marca global.
No final de 2013, Queen B lançou, sem avisos prévios, um "álbum visual", que estreou em primeiro lugar nas principais listas internacionais especializadas. O álbum a levou a fazer história como a primeira mulher a estrear cinco álbuns de estúdio seguidos no primeiro lugar da Billboard; além disso, o projeto foi o que vendeu mais rapidamente na história da iTunes Store. A turnê On The Run (Em Fuga), feita em parceria com seu marido, o rapper e produtor Jay-Z, poderá se tornar a segunda turnê mais bem sucedida da história, de acordo com cálculos feitos pela Forbes. Para completar, o canal de televisão por assinatura HBO comprou os direitos para exibir um especial com o último show da turnê, gravado em Paris.
Beyoncé é, portanto, uma multimarca milionária. Como ela chegou a esse patamar? A empresária sabe muito bem qual é a sua mensagem e investe nos meios adequados para transmiti-la. Assume o controle criativo de sua imagem e explora de forma exemplar a sua persona e performance como ferramentas de construção de marca. E, por fim, busca constantemente a inovação, guiada por uma clara visão de futuro. Em um mundo cheio de "cantores de um hit só", Beyoncé se destaca como exemplo de carreira sólida e duradoura. Construiu uma marca baseada em seu talento e personalidade, gerando grande identificação de público. Aprender as lições que a tornaram milionária antes dos 30 anos é uma tarefa para quem quer correr atrás do sucesso - e alcançá-lo.
Mensagem: "Quem comanda o mundo?/ As garotas"
O trecho acima, da música Run The World (Girls), demonstra que Beyoncé tem uma visão clara de quem é e de quem quer atingir. Sua mensagem é o empoderamento das mulheres, e o seu carisma aliado à imagem de mulher poderosa inspira em seus fãs uma identificação avassaladora. "Uma de suas principais características é o fato de ela ter um feeling apurado pra perceber o que o seu público quer, moldando esses desejos à artista que ela é", aponta Thálassa Coutinho.
(Crédito: iStock)
Controle criativo: "Segui a voz que você me deu/ Agora preciso encontrar a minha própria"
O pai de Beyoncé foi seu gerente, mas eventualmente ela assumiu o controle, tanto para preservar as relações familiares, quanto para executar sua própria visão. "É uma decisão que pode funcionar ou não, mas ter o controle sobre a carreira é o ponto vital pra qualquer profissional", afirma Coutinho. Dirigir, produzir e estrelar o documentário sobre sua vida é uma escolha que exemplifica como a cantora valoriza a forma como será vista. O sucesso de Beyoncé cresceu quando ela encontrou voz e caminho próprios, tomando a frente dos negócios e da própria imagem.
(Crédito: iStock)
Construção de marca: "Sou maior que todos/ Meu nome nos holofotes/ Sou a número 1"
A marca vendida por Beyoncé está inteiramente ligada à sua personalidade, mas ela confessa que não pensa em si como "uma estrela maior do que todas" e até se diz tímida fora do palco. Encarnar o alter ego da mulher poderosa na hora de se apresentar lhe dá confiança. Isso encoraja nos fãs o sonho de criar e projetar uma imagem para o mundo e chegar onde ela chegou. Ao invés de causar estranhamento, revelar o "segredo" da personalidade confere autenticidade à cantora. Esse jogo de equilíbrio entre o que é performance e o que é realidade é a chave da imagem e, consequentemente, da marca construída com maestria pela artista.
(Crédito: Wikimedia Commons/ José Goulão)
Inovação: "Sou uma mulher adulta/ Posso fazer o que eu quiser"
Beyoncé sabe que não precisa se prender a padrões, por isso, inova. O álbum Beyoncé, de 2013, é um exemplo. Foi lançado sem divulgação anterior: nada de coletivas de imprensa, singles e entrevistas. As 14 músicas acompanhadas de 17 clipes foram lançados de uma vez e só poderiam ser comprados por inteiro. Foi um marketing arriscado, mas que se mostrou eficiente. "Trabalhar em formatos diferentes de divulgação e embarcar em parcerias inusitadas são técnicas que ela domina bem", declara Karla Ikeda. Além de cantar e dançar, Beyoncé atua em filmes, possui uma linha de roupas e dirigiu seu próprio documentário. Ela inova nos produtos, nas estratégias de marketing e nas escolhas artísticas.
(Crédito: Wikimedia Commons/ Dumbonyc)
Cinco músicas para conhecer Queen B
1. "Survivor" - Música título do terceiro disco do grupo Destiny's Child 



(Crédito: iStock)

2. "Crazy In Love" - Primeiro single da carreira solo, em parceria com o marido Jay-Z


(Crédito: iStock)

3. "Single Ladies (Put a ring on it)" - Hit que virou febre em 2008
(Crédito: Wikimedia Commons/ Lucas Secret)
4. "Halo" - A canção marca uma fase mais madura e intimista da cantora
(Crédito: Wikimedia Commons/ Claudio Mariotto)
5. Who Run The World (Girls) - Música que evoca o empoderamento da mulher
(Crédito: Flickr/Asterio Tecson)


FONTE: administradores

segunda-feira, fevereiro 23

6 dicas para otimizar seu investimento em search

Alocar seu budget de marketing corretamente é fundamental para maximizar a receita da sua empresa, principalmente se o seu orçamento for limitado. É importante impactar clientes em potencial com assertividade, para que cliques não sejam gerados com baixa probabilidade de conversão. Existem ferramentas de fácil acesso para auxiliar na criação e divulgação das campanhas e, também, para ajudar a investir melhor o dinheiro. Chegou a hora de você conhecer seis maneiras de utilizá-las.

1. Geo-targeting (Onde você quer aparecer?)
Relatórios de custo e receita por localidade permitem analisar e guiar a criação de campanhas, a alocação do orçamento e do valor que você está disposto a pagar pelo CPC. Entenda em que região suas campanhas performam melhor. Entenda as particularidades dessa área para criar campanhas específicas e escrever anúncios relevantes, de preferência, com palavras-chave relacionadas. Aloque seu orçamento nessas campanhas na forma de entrega acelerada e em um CPC que te coloque nas três primeiras posições de ranqueamento.Se o seu KPI de sucesso for ruim em uma determinada cidade, você poderá utilizar as demais dicas a seguir para otimizar seus resultados. No entanto, se o seu orçamento for limitado, exclua essa localidade de suas campanhas e invista onde você tem retorno.

2. Dia / Hora (Em que momento?)
Gerar um relatório de custo e receita por dia da semana e hora do dia é bastante simples e de extrema relevância para o sucesso da sua campanha. Digamos que seus investimentos apresentem maior retorno na segunda e terça-feira, entre 9h e 16h. Por que "bidar" em palavras-chave em todos os horários ao longo da semana? É de suma importância entender o dia e horário que apresentam os melhores resultados. Se você não souber responder a essa questão, já passou da hora de fazer essa análise e distribuir da melhor forma o seu orçamento. Certamente você tem campanhas limitadas por causa do budget, então, os recursos são consumidos na melhor hora do dia?

3. Dispositivo
Outra análise que pode trazer grandes ganhos é a do retorno por tipo de dispositivo (computadores, tablets e celulares). Você deve saber quanto gasta com cada um deles e distribuir o seu orçamento, privilegiando o aparelho em que você tem melhor retorno. De forma geral, apesar de não ser uma verdade absoluta, ao terminar de fazer essa reflexão, você irá concluir que seu retorno com computadores é muito superior ao obtido com celulares, apesar de pagar um CPC mais elevado. Estudos dizem que o consumidor clica no seu anúncio pelo celular, mas finaliza a compra pelo computador. Mas caso seu orçamento seja limitado, e, sendo possível investir no aparelho de melhor retorno, não desperdice cliques em canais onde não há conversão. O mesmo vale caso seus resultados atuais estejam com um ROI que não pague sua operação.

4. Match Type
As melhores práticas recomendam um gasto maior com o tipo de correspondência exata e menor com as palavras amplas. A correspondência ampla deve ser utilizada com cautela e de forma a gerar ideias para palavras-chave relevantes, que devem ser posteriormente adicionadas à conta.
 - Comprando a palavra-chave "calçados femininos" em correspondência ampla, seu anúncio poderá ser exibido para usuários buscando por chinelo, tênis e outras palavras correlacionadas. Se você vende calçados, mas não chinelo, você certamente não está disposto a pagar por esse clique.
 - Já com a palavra-chave "calçados femininos" em frase, você será mais assertivo. Mas se o usuário buscar por calçados femininos vermelhos e você não vender esse produto, esse será outro clique com pouca probabilidade de conversão.
 - Usando "calçados femininos" em exata, você apenas irá aparecer se o usuário fizer essa busca. E esse é um clique pelo qual você está disposto a pagar.
Portanto, invista mais no tipo de correspondência que te trará retorno. Pague mais por uma busca que ative suas palavras em correspondência exata. Sua conta tem que estar 100% otimizada dessa maneira.

5. Impression Share (IS)
Impression Share corresponde a parcela de vezes que seus anúncios apareceram, em relação à quantidade de vezes que poderiam ter aparecido. Um IS de 80% significa que, de cada 100 impressões que seus anúncios poderiam ter, eles tiveram 80, sendo que as outras 20 foram perdidas, ou por um baixo rank (combinação de bid e de quality score) ou por falta de orçamento. A questão é a seguinte: suas melhores palavras e campanhas tem IS superior às suas palavras e campanhas de pior desempenho? Quando você fez essa análise pela última vez?

 6. Anúncios
É importante trabalhar com algo em torno de 3 anúncios por grupo de anúncios e atualizá-los frequentemente. Caso você utilize apenas um anúncio e ele seja reprovado, ou por algum motivo não atraia a atenção dos usuários, as perdas certamente serão grandes. Caso você trabalhe com 20 anúncios será difícil atualizá-los com qualidade e, talvez, muitos não tenham tráfego suficiente para que você possa decidir se são bons ou não. Portanto, seja sensato. Trabalhe com um número adequado de anúncios por grupo de anúncios e busque o melhor CTR possível, o que que aumentará seu quality score e, por consequência, permitirá que você pague um valor menor de CPC para se manter em uma mesma posição. 



FONTE: Adnews

quinta-feira, janeiro 15

"Criar ícones importa, mas você deve continuar inovando sempre"


Peça da Levi´s (Reprodução)
A Levi´s quer ser icônica e inovadora.  James Curleigh, CEO da Levi’s entrou no palco da NRF 205, a maior feira do varejo mundial, cantando uma música dos Beatles. E iniciou sua palestra com a pergunta: Porque a música e o nosso negócio tem o mesmo desafio? 

A Levi´s 501 é um ícone da cultura americana, a maioria das pessoas conhece a marca e um grande número delas tem bons sentimentos com relação a ela, mesmo que tenham deixado de comprá-la.

E o que isso tem a haver com a música?  Para ele, a música representa momentos memoráveis, um concerto, um acontecimento importante na vida, memórias e o seu grande desafio é recriar isso automaticamente. Isso tem relação com os fãs e nossos consumidores são nossos fãs. 

E qual é o desafio? É chegar perto dos amantes da Levi´s e fazer com que eles adquiram o nosso produto. Segundo Curleigh, existem três tipos de fãs, os que amam e nunca deixaram a marca, os que gostam mas abandonaram e os que não conhecem, mas uma vez que são apresentados irão amar para sempre.

E o que é necessário para isso aconteça? As marcas precisam crescer e se manter nova na cabeça do consumidor. Elas precisam ser simples e sofisticadas, manter-se fiel ao que as torna um ícone e ao mesmo tempo inovar, ser acessível e também aspiracional, dar aos clientes o que eles esperam e ainda ser capaz de surpreender.

Para Curleigh, ainda há outro desafio para o varejo e não é apenas do ponto de vista da marca, mas também operacional já que os clientes esperam comprar a partir de qualquer lugar, a qualquer momento e obter a mesma experiência.

"Criar ícones importa, mas você deve continuar inovando sempre" – Curleigh. Talvez por isso a, democrática, Levi’s lançou as linhas de calças Lote1 (US$ 750 a peça) e  501 customizável e continua sendo aspiracional para os jovens. E assim, sobreviverá mais 160 anos.  




FONTE: Adnews

terça-feira, janeiro 6

Infográfico: Já Sabe o Que É Inbound Marketing?

Infográfico: Já Sabe o Que É Inbound Marketing?

Um guia simples que irá esclarecer o que é Inbound Marketing e Como Implementá-lo

O Inbound Marketing é uma das mais efetivas técnicas para envolver seus consumidores com o seu negócio e aproximá-los da sua marca. Um consumidor que se relaciona positivamente com sua marca torna-se um vendedor / divulgador em potencial. [Leia mais]


FONTE: UFIRST



Baixar o Infográfico

sexta-feira, dezembro 12

O benchmarking, o quarto lugar e o sobrevivente

Se você tem que provar que sua ideia funciona para ela ser aceita, significa que alguém já fez aquilo antes. Como é possível ser inovador assim?






Outro dia ouvi uma história tão bizarra quanto equivocada. Contava-me um amigo, quase em tom de confissão, que na sua empresa qualquer proposta de se fazer algo novo - seja um produto, serviço ou procedimento interno - deveria ser acompanhada por um benchmarking com, no mínimo, três cases similares.
A primeira conclusão que se tira é que se você tem que mostrar como outras três empresas estão fazendo aquilo que você propõe então há, obviamente, pelo menos outras três empresas fazendo aquilo que você propõe. Logo, você sempre será o quarto. Se você trabalha em um mercado muito competitivo, em que a inovação é fator determinante para o sucesso, então esta é uma ótima receita para fracassar.
A segunda conclusão é que olhando para quem acerta você jamais descobrirá o que pode dar errado - e este é, quase sempre, o objetivo de um benchmarking. É isso que ensina o Viés do Sobrevivente, explicado no vídeo abaixo. Assista (2'15") e depois voltamos à discussão.



Como Wald descobriu há mais de sessenta anos, nossa tendência de buscar os erros olhando para os acertos é tão antiga quanto errada. Se os erros estão no fundo do mar, não adianta procurá-los nas pistas de pouso.
Portanto, se você quer aprender um pouco mais sobre um novo mercado que pretende explorar, ou um procedimento que quer adotar, você pode olhar para quem está fazendo o mesmo atrás de algum insight. Mas as informações mais úteis estarão, provavelmente, com quem tentou e não conseguiu. São essas experiências que podem ajudar-lhe a evitar os erros que benchmarking nenhum será capaz de apontar.


FONTE: administradores

segunda-feira, dezembro 8

Libere o poder do marketing



Há coisa de dez anos, a General Electric não tinha uma organização substancial de marketing. Durante décadas, a empresa confiara tanto em suas tecnologias que parecia crer que os produtos falariam por si sós. Profissionais de marketing ali dentro se dedicavam a dar suporte a vendas (gerar “leads” e participar de feiras, por exemplo) ou à comunicação (publicidade e material promocional). Em discussões sobre estratégia empresarial, o marketing não era incluído. Na melhor das hipóteses, era considerado uma atividade de apoio; na pior, um custo fixo. Em certas divisões da GE, como a de eletrodomésticos e a antiga unidade de plásticos, o marketing era um colaborador viável; já na maioria das demais, suas mentes brilhantes definhavam em cargos sem futuro.
Muitos céticos ali dentro não viam de que maneira o marketing como departamento poderia ajudar a GE a crescer. Peguemos a GE Aviation, a divisão de bilhões de dólares que desenvolve e fabrica motores para aeronaves comerciais e militares. O setor de aviação comercial é relativamente simples: tem um punhado de fabricantes de aeronaves, duas concorrentes da GE (Rolls-Royce e Pratt & Whitney) e cerca de 300 companhias aéreas. “Daria para colocar o setor inteiro numa sala de conferências, de tão compacto que é”, diz Thomas Gentile, vice-presidente de serviços de motores da GE Aviation e ex-diretor de marketing da GE Capital. “Logo, o desafio era descobrir como a pesquisa de mercado poderia nos ajudar — já que daria, literalmente, para pegar o telefone e ligar para todo mundo que importava no setor para saber o que passava por sua mente.”
Mas as coisas vinham mudando. A atividade estava amadurecendo e, como outras empresas, a GE começara a descobrir que, para triunfar, não bastava lançar tecnologias cada vez mais sofisticadas ou levar tecnologias existentes a novos mercados. Algumas das melhores novidades da empresa estavam rapidamente se comoditizando. Até executivos de uma divisão como a Aviation vinham tendo dificuldade para entender um setor em rápida transformação. Preços de combustíveis estavam voláteis; a demanda vinha desacelerando; a regulamentação prometia se intensificar. Qual a saída para a empresa seguir competitiva e também prosperar? “Não sabíamos ao certo como converter a informação que tínhamos sobre os clientes na próxima grande ideia para crescer”, confessa Gentile.
A solução da GE foi focar o crescimento ali dentro, em todas as divisões — algo distinto do que fizera no passado, quando a receita crescera basicamente com aquisições e o lucro, com a busca de eficiências. O novo foco trouxe consigo uma estratégia alimentada por tecnologia, inovação, mercados globais e laços mais fortes com clientes. Para dar certo, seria preciso uma máquina de marketing que promovesse a colaboração mais direta com clientes e abrisse novos mercados — máquina com padrões rigorosos como os de departamentos como finanças e recursos humanos. Jeff Immelt, o presidente, soltou a ordem de que o marketing devia ser um braço operacional vital que promovesse o crescimento orgânico por toda a empresa.
Reconhecer que o marketing era vital para todas as divisões da GE era uma coisa; agir com base nessa constatação era outra, totalmente distinta. A equipe de marketing assumiu o desafio de identificar e claramente codificar a capacitação que precisaria ter nos dias atuais. Tivemos de definir o que seria considerado sucesso e descrever como mediríamos resultados. Na época, a GE não contava com nenhum método coerente para calibrar iniciativas de marketing por divisões, mercados ou modelos de negócios distintos — e não conseguimos achar um em nenhum manual. O mais difícil talvez tenha sido identificar e desenvolver a capacidade de liderança na equipe, cujo histórico era, quando muito, irregular. No processo de criar o que, a nosso ver, seria o departamento de marketing supremo, chegamos a novas formas de pensar sobre habilidades de marketing e sobre como compor uma equipe de marketing de primeira categoria.
O resultado foi um arcabouço de marketing para a empresa inteira com três dimensões: princípios (criar uma linguagem e normas comuns), pessoas (buscar os líderes certos) e processo (incluindo critérios muito específicos para a avaliação do desempenho). Este artigo se concentra no quesito “pessoas”, mas os três são interdependentes e todos são cruciais. Embora o caso seja basicamente da GE, suas implicações são relevantes para equipes de marketing em qualquer lugar — e até para gente de outras áreas, pois mostra como uma equipe pode desafiar expectativas e supostas limitações.

 
Mais do que atividade de apoio

Nosso arcabouço buscou dar ao marketing um papel de geração de receita por si só. Se a GE já não podia apostar exclusivamente em avanços tecnológicos para obter margens polpudas, teríamos de achar maneiras inovadoras tanto de servir a clientela com base em investimentos já feitos como oportunidades em novos mercados, novos segmentos e novos produtos.
O marketing virou o estandarte daquilo que, internamente, foi chamado de “inovação comercial”. A GE já tinha uma longa e rica história de inovação tecnológica. Agora, essa inovação passava a incluir ideias fundadas em necessidades de clientes e tendências de mercado. Profissionais de marketing assumiriam seu lugar ao lado de especialistas em tecnologia e passariam a ter voz lá no início do processo, para garantir que a GE lançasse coisas diferenciadas e voltadas aos segmentos certos de clientes. Na visão de Immelt, o marketing na GE teria um papel operacional (e não o histórico papel de “apoio”) e estaria a cargo de mecanismos operacionais cruciais como definir preços e quantificar o valor para clientes. Immelt promoveu o crescimento global da GE com o mantra “mais produtos em mais níveis de preços”, o que significava que a GE não poderia mirar apenas o usuário sofisticado, mas também teria de aplicar a tecnologia “na medida necessária” para melhor atender às necessidades de clientes (veja “GE está virando a própria mesa”, HBR Outubro 2009.)
A prova do papel ampliado do marketing está numa série de novas iniciativas transversais na empresa — entre elas a carteira de projetos de crescimento Imagination Breakthroughs, criada em 2004 e feita para mesclar marketing e tecnologia de modo a gerar novo valor. Esses projetos recebem atenção, verba e tempo para se desenvolver, algo especialmente importante em tempos de crise econômica, quando projetos voltados ao futuro costumam ser os primeiros a sofrer cortes. O desenvolvimento de baterias de sódio na GE — negócio surgido da necessidade de uma nova tecnologia para locomotivas híbridas e hoje uma operação independente servindo à indústria de telecomunicações e outros setores novos para a GE — foi parte da Imagination Breakthroughs. Uma novidade da GE Healthcare que combinava tecnologias existentes para um novo propósito — a saber, permitir que equipes de resgate distinguissem um acidente vascular isquêmico de um hemorrágico para poder direcionar o paciente ao hospital certo — também o foi. No todo, as inovações da Imagination Breakthroughs geram US$ 2 bilhões ao ano em nova receita.
A Ecomagination, a iniciativa de tecnologia limpa da GE, foi lançada em 2005 para nortear o investimento em pesquisa e desenvolvimento de produtos na arena verde e de sustentabilidade. Hoje um plano de negócios com vários níveis, um ponto de vista para a marca e um propósito para o pessoal da GE, a Ecomagination trouxe mais de 90 novos produtos e US$ 70 bilhões em receita nos primeiros cinco anos. Em todas essas iniciativas o marketing entra em cena logo no início, dimensionando oportunidades em “espaços brancos”, casando necessidades não atendidas com novas tecnologias e conduzindo a marca a novos rumos.
O DNA do profissional de marketing

Embora a liderança de marketing da GE tivesse estabelecido uma pauta ambiciosa, nem toda a ambição do mundo podia compensar a escassez de talentos — daí a equipe ter dobrado seus quadros: de 2.500 profissionais em 2003 para 5 mil hoje. Foi criado o cargo de diretor de marketing em todas as divisões e na matriz. Esses líderes vieram da própria GE e de uma série de outras empresas (tanto voltadas ao consumidor como a clientes empresariais). Mais da metade dos que vieram dali de dentro não tinha formação em marketing. Tinham entrado para a empresa como engenheiros, vendedores ou líderes de Six Sigma e sido promovidos pelo forte desempenho, por falarem a mesma língua que os clientes e por virem do mesmo setor que eles. Aprenderam o marketing na prática, do melhor jeito que puderam — dada nossa limitada experiência. Quem veio de fora tinha uma formação mais clássica; muitos tinham MBA e a maioria contava com anos de sucesso comprovado em organizações de marketing mais sofisticadas. Tínhamos um modelo para os papéis e responsabilidades desses profissionais. A expectativa era que o pessoal de fora ampliasse nossa capacitação e o de dentro unisse os pontos culturalmente. Montamos programas de treinamento para garantir que, com o tempo, todos tivessem dominado nossos princípios básicos. Para a equipe de marketing, foi um prazer poder se alinhar ao saudável crescimento da GE durante aquele período.
Quando a crise se instalou, no início de 2008, nossa dúvida era se o marketing poderia dar resultados num mundo de crescimento lento a nulo. Tínhamos a capacitação necessária para criar valor em tempos difíceis? E mais: após cinco anos de investimento e formação, éramos bons ou não no marketing? Como saber se estávamos entregando resultados?
Para achar a resposta, fizemos uma avaliação das competências da equipe de marketing e uma auditoria de sua contribuição (veja o quadro “Avaliação da maturidade”). Apesar do conhecimento e da capacitação somados da equipe, o impacto e os resultados eram irregulares. Por quê?
Quando examinamos especificamente líderes de marketing, cuja capacitação tinha de ser uma prioridade se quiséssemos fazer do departamento uma verdadeira fonte de vantagem competitiva sustentável, ficamos ainda mais perplexos. O problema era que os modelos tradicionais que tínhamos estudado não davam uma luz suficiente para a identificação dessa capacitação. Esses modelos são ótimos para traçar princípios de marketing, mas não para traduzi-los em ação. Ficou evidente que comportamentos cruciais eram (a) omitidos da formação clássica em marketing e (b) não raro subestimados por líderes operacionais da GE, em grande medida por estarem, às vezes, em conflito com o comportamento de outras áreas.
Teríamos de identificar nós mesmos a capacitação necessária, estudando indivíduos da equipe que vinham se destacando. Descobrimos que quatro papéis fundamentais são necessários para transformar o marketing numa atividade estratégica: instigador, inovador, integrador e implementador. É que o chamamos de “DNA do profissional de marketing”. Cada papel tornou-se absolutamente crucial na GE.
Instigador

Um líder de marketing precisa pensar de modo estratégico e desafiar o status quo, usando seu singular ponto de vista externo para ver o que talvez não seja aparente para outros na empresa. Às vezes, isso significa deixar de alardear os méritos do marketing e imaginar cenários que cabeças de unidades possam enfrentar — talvez o papel mais importante do marketing. Um líder deve estar disposto a defender mudanças. Mas a dura realidade é que qualquer simpatia por agentes de mudança se dissolve quando os outros não gostam do que está sendo proposto. Talvez isso explique por que, segundo várias sondagens, um diretor de marketing dura apenas 23 meses no posto, em média — pouco mais de metade da duração do mandato de outros executivos do mesmo nível.
Segundo Jean-Michel Cossery, vice-presidente e diretor de marketing da GE Healthcare, sua divisão sempre agira como “vendedora de tecnologia”. “Tínhamos a tendência a criar produtos porque sabíamos como, e não porque o mercado pedia”, diz. Era uma abordagem insustentável. Em 2005, quando o Congresso americano aprovou o Deficit Reduction Act — eliminando quase que instantaneamente uma verba de US$ 13 bilhões para diagnóstico médico por imagem —, a GE Healthcare teve de explorar novos mercados e novos produtos e serviços.
Cossery criou um fundo incubador interno que recrutou e patrocinou uma pequena equipe (um “skunkworks”) para esquadrinhar o mercado inteiro — em vez de pensar apenas num produto ou num silo de P&L — e sugerir ideias de marketing fora do radar dos líderes de divisões ou a princípio intratáveis. Cossery acreditava, por exemplo, que o sistema de saúde que existia em 2005 não seria capaz de atender às exigências de uma população que envelhecia e queria se manter independente e longe de hospitais. Somada a um número crescente de portadores de males crônicos, essa população representava um mercado potencial de US$ 10 bilhões com imensa oportunidade comercial. Mas a GE não tinha nada para tal mercado. A equipe de Cossery entrou em contato com cientistas do laboratório de informática da GE, que vinham fazendo experimentos com sensores para monitorar a atividade humana — a de um doente em casa, por exemplo. No centro de P&D da GE em Niskayuna, no estado americano de Nova York, criaram uma “casa do futuro”. A equipe criou algoritmos ligados a movimentos de pacientes e chegou a fazer testes na casa de pais já idosos de cientistas.
A equipe de Cossery enfrentou resistência interna; é que, para alguns, o projeto era pequeno demais para a clientela de hospitais e grandes clínicas médicas visada pela GE. Mas, no final, munido dos resultados de estudos e de protótipos de produtos, o marketing se uniu ao desenvolvimento de produtos e lançou o QuietCare, um sistema de monitoramento para o lar. Hoje, esse braço é um negócio independente e uma prioridade para a GE Healthcare. Embora ainda engatinhe, e não seja alvo unânime de entusiasmo, hospitais começam a pedir soluções para o lar para evitar reinternações. Em agosto passado, a GE anunciou uma joint venture com a Intel para acelerar o progresso de inovações para monitoramento da saúde em casa.
Inovador

Enquanto relegado a uma função de apoio em grande parte da GE, o marketing se limitara a passar informações a áreas centrais responsáveis pela inovação — em geral, a P&D ou a engenharia. O marketing podia, por exemplo, identificar uma tendência junto a clientes e comunicá-la ao departamento de P&D de produtos. Ou, então, ser convocado a desenvolver uma campanha publicitária criativa para um novo produto. Fora isso, grupos e diretores de marketing não tinham um método reiteradamente bom para influenciar a pauta de inovação da empresa. Tivemos de ir além de recursos e da funcionalidade de produtos e passar a pensar também em preços, distribuição, envolvimento do cliente, a complicada divisão de risco e recompensa e novos modelos de negócios — tudo parte da inovação comercial.
Era um terreno conhecido para Lorraine Bolsinger, a diretora de sistemas da GE Aviation que chefiara o marketing durante a investida da divisão no mercado de pequenas aeronaves (como um “táxi aéreo” para o transporte de cinco a seis passageiros para pequenos aeroportos regionais) em 2004. A ideia do táxi aéreo parecera absurda para a maioria das pessoas na GE Aviation. Por que entrar nesse mercado se a divisão estava indo bem na grande arena comercial e militar? Não esqueçamos que o ciclo de desenvolvimento de um motor pode durar uma década ou mais. O compromisso com um novo mercado é um grande compromisso futuro.
Não obstante, Bolsinger e a equipe achavam que o mercado era importante para a GE. Com a explosão de jatinhos regionais, o setor de aviação comercial vinha migrando sem parar do sistema “hub-and-spoke” para um sistema “ponto a ponto”. Por que não encolher ainda mais? No começo, foi difícil fazer as pessoas ouvirem — mas Bolsinger trouxe gente empreendedora, inteligente e sofisticada do mercado de táxi aéreo para explicar como seu modelo de negócios diferia do tradicional. A tarimba da GE no projeto de motores, maior do que a das concorrentes, poderia somar valor considerável ao derrubar custos operacionais (com o consumo de menos combustível) e aumentar a utilização de ativos (com uma confiabilidade maior e ciclos mais longos), fazendo a matemática fechar para operadoras de táxi aéreo.
Mais recentemente, o pessoal de marketing da Aviation percebeu que a divisão estava vendendo motores com base na potência e em outros indicadores quantitativos, enquanto podia estar vendendo com base na eficiência operacional e na produtividade de recursos. Esse insight, fruto de estudos, levou à criação do myEngines, que oferece a clientes um serviço de manutenção de motores atualizado em tempo real: que reparos são necessários, quanto tempo vão levar, quanto vão custar e por aí vai. A informação pode ser repassada convenientemente a smartphones ou tablets do cliente.
A inspiração para o myEngines veio de Tim Swords, um executivo de marketing da GE Aviation que pensou no sistema como um Facebook para motores. Ele e a equipe criaram um piloto para testar aplicativos junto a um pequeno grupo de clientes. A resposta foi muito positiva, reforçando o argumento em favor do projeto e fazendo com que recebesse financiamento. O aplicativo foi lançado comercialmente em 2010 na feira Farnborough International Airshow, com o anúncio de que o primeiro cliente, a companhia chilena LAN, tinha escolhido o myEngines para toda a sua frota de cerca de cem aeronaves.
Um marketing inovador usa insights únicos sobre o mercado para criar produtos, serviços ou soluções com base em ideias ainda não testadas. A P&G e outras empresas em contato direto com o consumidor adotam essa visão ampla da inovação — visão difícil de vingar em empresas normalmente voltadas a clientes empresariais, como a GE. Quanto mais uma ideia se afasta do status quo, maior a oportunidade de mercado — e, naturalmente, maior o risco pessoal para quem defende a ideia. Líderes de marketing precisam não só de coragem para investir em iniciativas ousadas, mas também de persistência e de traquejo político para vencer quem é do contra. Antes de o modelo de negócios e do retorno do myEngines se tornarem claros, Thomas Gentile recorda, “tivemos de lutar com unhas e dentes para conseguir os recursos de que precisávamos”.
Integrador

Um integrador ergue pontes entre distintos silos e áreas da organização para uni-los num caminho único. Às vezes, esse líder precisa agir como “tradutor”, tornando insights de clientes lá fora relevantes e significativos para aqueles dentro da organização. Embora o marketing esteja em posição única para tal, quando começamos a equipe nem de longe era capaz de exercer esse papel. Percebemos que teríamos de falar a língua do produto com a P&D e a do cliente com a força de vendas — para unir atividades em contato direto com o cliente à retaguarda da organização e permitir a venda cruzada de pacotes de produtos.
Em outros casos, integração pode simplesmente significar reunir grupos distintos da organização para uma avaliação conjunta da dinâmica do mercado. Peguemos a GE Capital. É possível que nenhuma outra divisão da GE tenha enfrentado tanta turbulência nos últimos dois anos. Lá atrás, a GE Capital era basicamente uma central de negócios. “Tínhamos liquidez de sobra e tentávamos abocanhar todo negócio que houvesse no mercado”, lembra Lee Cooper, vice-presidente e diretor de marketing da GE Capital para as Américas. Mas a recessão mundial sacudiu o setor em 2008. “Estávamos vendo nosso negócio encolher de cerca de US$ 650 bilhões em ativos para algo como US$ 450 bilhões”, diz Cooper.
A solução de Cooper e Dan Henson, presidente da GE Capital Americas (e ex-diretor de marketing na matriz), foi organizar uma reunião semanal para que altos líderes da divisão analisassem indicadores cruciais — margens, preços, pipelines de clientes e por aí vai — de distintas atividades e tomassem providências rápidas para abordar questões que viessem à tona. Antes da crise, a divisão tinha analisado muitas carteiras de forma agregada, conferindo indicadores da saúde da divisão e do setor com frequência mensal ou até trimestral. Acelerar o processo permitiu à GE Capital remanejar recursos rapidamente quando necessário. Com as perdas se acumulando, por exemplo, a divisão suspendeu iniciativas de vendas em certos setores da indústria e destacou equipes de vendas para outros, mais saudáveis, obtendo bilhões de dólares em novos ativos.
Mais de 20 executivos da GE Capital participam semanalmente dessa reunião, incluindo líderes de unidades de negócios, o presidente, o diretor de marketing, o diretor financeiro, o diretor de informação, o diretor jurídico, o chefe de operações, diretores de risco, o diretor de desenvolvimento de negócios e o diretor de RH. As coisas saem do papel — não ficam paradas em comitês ou em eterna análise. Aliás, a ideia dessa reunião deu tão certo que cada unidade de negócios hoje tem sua própria miniversão.
“No início, [a reunião] era um processo, mas de lá para cá virou mais uma mentalidade para a tomada de decisões comerciais e para promover a prestação de contas”, explica Cooper. “Virou parte de nossa cultura.” Com efeito, a GE Capital pretende manter a prática mesmo quando a economia se recuperar. “O perigo é que, ao sair dessa recessão, deixemos de administrar o negócio com a disciplina e o rigor necessários”, diz ele. “Mas isso só faria com que não fôssemos capazes de reagir à recessão seguinte até que seja tarde demais.”
Implementador

Embora todo líder deva ser capaz de executar, executivos de marketing precisam ser particularmente bons no quesito, pois em geral não têm muito cacife organizacional. Na GE, se a pessoa não dirige um negócio com balanço próprio, a tese é que provavelmente não tem influência para promover mudanças. Logo, um líder de marketing precisa montar coalizões e persuadir os outros, usando — em vez de autoridade — tarimba funcional, insights e trabalho em equipe. Precisa mobilizar as pessoas e, basicamente, fazer com que as coisas aconteçam. É comum o executivo de marketing ser pintado como alguém que dá ideias mas não fica por perto para acompanhar a implementação ou como um guru que receita doses pesadas de teoria. Logo, para ter credibilidade, precisa mostrar resultados.
Líderes de marketing da GE Energy — a divisão de bilhões de dólares que fornece geradores, turbinas a gás e eólicas, transformadores e outros equipamentos e serviços na área de energia — perceberam que os diversos grupos de P&L da divisão não tinham uma metodologia comum para avaliar concorrentes de uma perspectiva geral. “Cada um tinha sua visão paroquial, de uma só unidade de negócios ou de um produto específico”, lembra Mark Dudzinski, diretor de marketing da GE Energy. Dependiam da perspectiva interna e de dados anedóticos; inteligência competitiva consistia basicamente de fazer circular artigos com informações sobre rivais.
O que o marketing fez, então, foi encabeçar a criação de um Centro de Excelência que colhesse e divulgasse informações cruciais sobre a concorrência. A meta era oferecer análises perspicazes, além de estudos inéditos. O centro começou por publicar um exame trimestral de cada grande concorrente — com informações básicas como resultados financeiros da concorrente versus resultados financeiros da GE, o que analistas vinham dizendo, o que executivos da concorrente vinham dizendo, grandes vitórias da concorrente. Mas a maior contribuição do centro é traçar potenciais cenários — o que prevê, por exemplo, mudanças de preços, expansão em novos mercados, inovação em produtos e aquisições.
Com efeito, além de informar, o Centro de Excelência analisa e prevê. Certa vez, indicou que empresas entrariam num determinado segmento do mercado de geração de energia e quais não, o que ajudou a GE a traçar sua própria estratégia para a área (uma análise indicou, por exemplo, que a GE não devia derrubar preços para se equiparar a uma rival, pois os preços desta pareciam insustentáveis dado seu modelo de negócios, que não iria mudar porque a concorrente faturava com ele). O centro também previu que empresas iriam fabricar novas turbinas a gás, maiores, e quais não iriam, afetando o investimento da GE em novos produtos. Em outro caso, o centro se aliou ao RH para analisar que tipo de profissional as concorrentes estavam contratando mundo afora e, com base nisso, prever que tipo de produto deviam estar desenvolvendo. “Deixamos de dar conselhos táticos — como competir com uma determinada empresa, digamos — e passamos a fornecer informações mais estratégicas sobre o setor”, diz Dudzinski.
Com seus êxitos iniciais se difundindo, o Centro de Excelência foi convocado a prestar consultoria a vários projetos. Hoje, seus dados e insights são parte de reuniões semanais de operações da GE Energy, tornando o marketing um componente integral do processo de tomada de decisões da divisão.
Caminho à frente

Cada um dos quatro componentes do DNA do profissional de marketing foi abordado como comportamentos e ações distintos, mas qualquer iniciativa ambiciosa de marketing requer que estejam concatenados. Embora os quatro sejam essenciais, um líder de marketing que tenha todos é raro. Por sorte, a função não exige tal pessoa. Uma divisão da GE tem dois diretores de marketing com tarimba em áreas complementares: o primeiro é excepcionalmente bom na integração com outras áreas, especialmente tecnologia e vendas, e tirar as coisas do papel. O segundo vasculha o mercado para decifrar e analisar tendências importantes e expectativas do setor.
Isso posto, a GE é rápida a reconhecer e premiar líderes de marketing com o DNA certo. Identificamos os 50 profissionais de marketing mais promissores da empresa como “celebridades” e fazemos de seu desenvolvimento uma prioridade da empresa. Recebem coaching adicional e aconselhamento de carreira e todos participam do planejamento do futuro do braço de marketing.
Pela primeira vez, a GE está tratando o marketing como uma atividade crítica — e para todo momento. Isso energiza nossa comunidade de marketing e promove um diálogo construtivo com equipes executivas. Estamos erguendo um vasto sistema para fazer circular melhores práticas e incorporá-las a cada unidade de negócios. Lançamos uma rede social interna, a MarkNet — um verdadeiro destruidor de silos. Mais de dois terços dos membros de equipes globais hoje blogam e se comunicam com gente de outras divisões, de outros níveis, de outras regiões. O Marketing Council, de frequência trimestral, arma o palco para projetos em divisões e entre elas e dá a gente do marketing da GE no mundo todo uma linguagem e um arcabouço de fácil compreensão.
A transformação do marketing da GE é uma obra em andamento. Continuamos a testar novas propostas de valor, a criar novos indicadores voltados ao cliente e a explorar oportunidades de estabelecer contato digital com o mercado. Ganhamos embalo graças a gols importantes, mas ainda falta alcançar nossa verdadeira meta: um marketing de primeiríssima categoria em toda a organização. A jornada continua.



FONTE: hbrbr