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segunda-feira, agosto 17

Algoritmos facilitam classificação automatizada de textos da internet

A representação das relações entre termos em redes permite aprender padrões que não são assimilados em outros tipos de representações (imagem: FAPESP)


Um conjunto de algoritmos desenvolvidos no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, permite filtrar, entre grandes quantidades de textos, dados que possibilitam classificá-los de acordo com o teor de seu conteúdo.
Dessa forma, comentários publicados em redes sociais podem ser facilmente identificados como positivos ou negativos e coleções de bibliotecas virtuais podem ser categorizadas de acordo com o gênero literário, temas e outros aspectos específicos de cada obra.
Os algoritmos foram desenvolvidos por Rafael Geraldeli Rossi, responsável pela pesquisa de doutorado Extraindo padrões de coleções de documentos textuais utilizando redes heterogêneas, realizada com o apoio da FAPESP. O trabalho foi premiado na 16th International Conference on Intelligent Text Processing and Computational Linguistics, em abril, no Egito.
“A quantidade de informações à disposição em diferentes plataformas facilmente acessíveis, como a web, é cada vez maior. É preciso que sejam desenvolvidas novas estratégias para filtrá-las de maneira inteligente, sem que dados se percam no processo e garantindo maior precisão na interpretação das informações”, disse Rossi.
Os algoritmos desenvolvidos por Rossi permitem a classificação, considerando não só a incidência de termos específicos em diferentes textos, mas também redes formadas por associações entre termos, o que agiliza o processo e diminui a quantidade de informações que precisam ser fornecidas para “treinar” a máquina.
O trabalho é desenvolvido por meio de aprendizado de máquina, campo da inteligência artificial dedicado ao desenvolvimento de algoritmos e de técnicas que permitem ao computador aperfeiçoar seu desempenho em alguma tarefa, “aprendendo” a partir de exemplos previamente classificados por um usuário ou especialista.
De acordo com Solange Oliveira Rezende, pesquisadora do ICMC e orientadora da pesquisa, a representação de dados em redes possibilita melhorar a organização e classificação de dados considerando poucos exemplos anteriormente classificados.
“A representação das relações entre termos em redes permite aprender padrões que não são assimilados em outros tipos de representações. A partir daí foram desenvolvidos os algoritmos que manipulam essas representações em redes de termos, permitindo fazer análises sobre os diferentes tipos de relações que podem existir entre os termos e adequando o aprendizado de máquina às necessidades do usuário”, explicou.
Para Rezende, os algoritmos desenvolvidos por Rossi simplificam o processo de classificação sem prejudicar sua precisão e minimizando a complexidade computacional.
“O grande diferencial do trabalho é que ele não considera apenas a frequência dos termos nos documentos, que é o mais comum nesse tipo de pesquisa. Leva-se em conta também a relação entre termos para realizar a classificação dos textos.”
O trabalho foi desenvolvido no âmbito da pesquisa Aprendizado de máquina para WebSensors: algoritmos e aplicações, conduzida por Rezende no ICMC também com o apoio da FAPESP.
O objetivo, explicou a pesquisadora, é investigar métodos de aprendizado de máquina para apoiar a construção automática de sensores da Web.
“O desenvolvimento de um websensor depende de especialistas para definição dos parâmetros do sensor, como expressões para busca, filtros e monitoramentos de conteúdo textual da Web, o que torna o processo mais complexo. Os algoritmos de aprendizado de máquina semissupervisionados para classificação de textos, como os desenvolvidos na pesquisa, podem ser utilizados para gerar sensores e monitorar exemplos de interesse do usuário”, disse Rezende.
Segundo a pesquisadora, o estudo busca contribuir ainda com a exploração do potencial da Web como “um grande e poderoso sensor social, permitindo monitorar vários tipos de eventos a partir de textos publicados em portais de notícias e redes sociais, como detecção de epidemias, extração de indicadores políticos e econômicos e análise de sentimentos”.
Os resultados da pesquisa de Rossi, que conta ainda com a colaboração de Alneu de Andrade Lopes, professor do ICMC, podem ser acessados em sites.labic.icmc.usp.br/ragero/cicling_2015


FONTE: FAPESP


quinta-feira, abril 16

Ferramenta grátis para formatar TCC e trabalhos acadêmicos

Uma das maiores dificuldades de fazer um TCC e trabalhos acadêmicos é a hora em que vamos formatar. Sempre fica faltando algo como página que não foi enumerada, referência escrita de forma errada, espaçamentos e fontes que não ficaram uniformes.

Embora não seja uma situação geral, para muitos estudantes mais aterrorizante do que montar uma monografia ou trabalho de conclusão de curso é deixá-lo de acordo com as regras e padrões da ABNT.

Monografando é um aplicativo criado para facilitar a vida de quem está fazendo o seu trabalho de conclusão de curso ou a sua monografia. Basicamente, o programa divide o projeto e aplica as normas da ABNT em todas as páginas do seu trabalho. Um dos grandes destaques vai para a interface, que é bem intuitiva e organizada em abas para facilitar os preenchimentos.

 Disponível para download gratuito, o software apresenta interface simples, no estilo formulário, na qual basta preencher os campos requeridos, como nome dos integrantes do grupo, do orientador, capítulos e palavras-chave. Depois basta completá-lo com a dissertação.

Veja abaixo como funciona o Monografando:








FONTE: canaldoensino

quarta-feira, fevereiro 18

Lançado periódico internacional em energia hidrelétrica, água e meio ambiente

A International Association for Hydro-Environment Engineering and Research (IAHR) lançou o periódico científico American Journal of Hydropower, Water and Environment Systems.

A revista, de responsabilidade do Grupo de Trabalho Latino-americano do Comitê de Máquinas Hidráulicas e Sistemas da associação, publicará artigos técnico-científicos, notas técnicas e estudos de caso em áreas relacionadas a energia hidrelétrica, água e meio ambiente.
O grupo foi formado em 2010, iniciativa de pesquisadores que participavam das reuniões mundiais do Comitê de Máquinas Hidráulicas e Sistemas da IAHR, com o objetivo de ampliar a interação da comunidade científica da área na região, desenvolver pesquisas na América Latina e aumentar sua visibilidade internacional.
Em abril de 2015 o grupo realizará, na Universidad Nacional de La Plata (UNLP), na Argentina, o II Latin American Hydropower & Systems Meeting. A primeira edição do evento foi realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 2013.
Além da Unicamp e da UNLP, compõem o grupo as instituições brasileiras Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Instituto Militar de Engenharia (IME), Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade de Brasília (UnB), a mexicana Universidade Nacional Autónoma de México (Unam), as argentinas Universidade Nacional do Comahue (Uncoma) e Universidad Tecnológica Nacional (UTN), a suíça École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) e a espanhola Universitat Politècnica de Catalunya (UPC).
Interessados em submeter trabalhos para publicação devem seguir as orientações publicadas em www.latiniahr.org/pt/publicacoes/sumissao-de-artigos


FONTE: FAPESP

quinta-feira, janeiro 15

Arquiteto indica 4 erros ao projetar um escritório

Ideias preconcebidas do que é um escritório, ou de como eles devem ser, fazem com que empresários caiam em erros do passado ou gastem com modismos que não fazem sentido para suas empresas. "Tem muita gente buscando escritórios do tipo Google. Mas um escritório de advocacia não é o Google", diz o arquiteto Edo Rocha.

Mari Queiroz/Divulgação
Arquiteto Edo Rocha
Arquiteto Edo Rocha
TODO MUNDO JUNTO


Muitos empresários reclamam de salas de reunião demais nos meus projetos. Mas hoje o trabalho é todo em equipe, e locais de reunião são mais importantes do que salas fechadas para a diretoria


ALGUÉM DESLIGA O AR


Um ar condicionado pensado só para gelar o ambiente, em vez de deixar o trabalhador confortável, não só o faz adoecer como também desperdiça energia. Prédios mais econômicos são possíveis


PRECISA DE PAPEL?


Há clientes com uma ideia pronta do que é um escritório Aí pedem mobiliário com mesas só para eles, com espaço para o PC e para apoiar papeis. Mas usa-se cada vez menos papel no trabalho


FUJA DA MODA

Cada ambiente atende a um perfil de trabalho. Não adianta você ser uma firma de advocacia, que faz um trabalho rigoroso, e ter um escritório "estilo Google" todo colorido, que valoriza a criatividade.




FONTE: folha.uol

sexta-feira, dezembro 5

SciELO anuncia medidas para internacionalização de periódicos científicos




SciELO anuncia medidas para internacionalização de periódicos científicos



Com o objetivo de contribuir para a internacionalização dos periódicos científicos produzidos no Brasil, a biblioteca eletrônica SciELO (sigla de Scientific Eletronic Library On Line), mantida pela FAPESP, anunciou novos critérios para indexação em sua plataforma.

O anúncio foi feito durante a 4ª Reunião Anual da SciELO, realizada no dia 2 de dezembro, na sede da FAPESP. De acordo com Abel Laerte Packer, diretor do programa SciELO, as medidas anunciadas devem levar a uma “progressiva reconfiguração dos periódicos do Brasil e das pesquisas que comunicam no contexto internacional da ciência”.
“A ciência é, por natureza, internacional. Um esforço que o Brasil vem fazendo em geral – e a FAPESP em particular – é o de dar visibilidade à pesquisa que o país faz, aumentando a colaboração internacional. E nisso os periódicos brasileiros deverão cumprir um papel importante, não só no fortalecimento da presença lá fora como também trazendo autores internacionais e artigos de bom nível para os periódicos do Brasil”, disse Packer à Agência FAPESP.
Os critérios servem para a indexação de novos periódicos e para a permanência dos que já compõem a coleção SciELO Brasil. Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a internacionalização refletirá no impacto das publicações.
“É um esforço que, somado a outros, contribuirá para a inserção dos nossos pesquisadores no contexto internacional da ciência, aumentando sua competitividade. Nossa produção científica cresce consideravelmente e o desafio agora é aumentar seu impacto”, disse Brito Cruz durante a reunião.
As medidas anunciadas abrangem critérios relacionados com a gestão dos processos editoriais, a afiliação dos autores dos artigos e o idioma de publicação, com prazos definidos por área do conhecimento.
A implementação das medidas será avaliada com base em indicadores relacionados à evolução da porcentagem de artigos publicados em inglês e de autores com afiliação estrangeira, além do aumento da proporção de pesquisadores de outros países que exerçam as funções de editores associados e pareceristas.
Também será avaliado o número de downloads originários do Brasil e do exterior, a quantidade de citações por artigos concedidas por autores estrangeiros, tendo o SciELO Citation Index como fonte de referência de cálculo, e a evolução da presença nas redes sociais, com base no índice da Altmetric.com.
Metas por áreas
Os valores de referência utilizados na avaliação da internacionalização dos periódicos foram definidos pelo Comitê Consultivo da SciELO, divididos por áreas temáticas, e sua adoção tem diferentes prazos, variando de um a cinco anos.
“Cada área tem suas idiossincrasias, seus objetivos e legados históricos, então os critérios foram, na medida do possível, adaptados à realidade de cada uma delas e às tendências observadas nos últimos anos”, explicou Packer. As publicações são divididas em oito grandes áreas: Agrárias; Biológicas; Engenharias; Exatas e da Terra; Humanas; Linguística, Letras e Artes; Saúde; e Sociais Aplicadas.
A partir de janeiro de 2016, os periódicos indexados deverão atender às porcentagens mínimas esperadas de editores associados ativos com afiliação institucional no exterior, segundo a área temática.
Para os de Ciências Agrárias, por exemplo, o mínimo é de 20% e o recomendado é de 30%. Já para os de Ciências Sociais Aplicadas, o mínimo é de 15% e o recomendado, 25%. Somando-se as metas de todas as áreas, a SciELO espera ter todos os periódicos com, no mínimo, 20% de editores associados ativos com afiliação estrangeira.
Os novos critérios incluem ainda porcentagens anuais mínimas esperadas e recomendadas de autores com afiliação institucional no exterior, também por área temática. As metas vão de 15%, para Ciências Agrárias, a 30%, para Biológicas, Engenharias, Exatas e da Terra. Assim, a SciELO espera chegar a até 35% de autores com filiação estrangeira.
O idioma em que os artigos são publicados também foi contemplado pelas mudanças. Os trabalhos devem conter título, resumo e palavras-chave no idioma original do texto e em inglês. “O modelo da SciELO permite a publicação simultânea em dois ou mais idiomas. Os periódicos devem maximizar o número de artigos originais e de revisão em inglês com vistas à sua internacionalização”, disse Packer.
Os periódicos da área da Saúde, por exemplo, deverão ter pelo menos 80% de seus artigos originais e de revisão em inglês. Somando-se as metas de todas as áreas, a SciELO espera ter 75% das publicações nessas condições.
Profissionalização
Rogerio Meneghini, diretor científico da SciELO, explicou que os novos critérios de indexação também têm o objetivo de garantir a sustentabilidade dos periódicos. “As metas foram elaboradas com o objetivo de acelerar a profissionalização dos periódicos e torná-los sustentáveis em médio e longo prazo, num cenário de crescente competitividade internacional”, disse.
Dessa forma, além de artigos, os novos critérios contemplam outros documentos publicados pelos periódicos, como editoriais. Foi definido pela SciELO que, a partir de 2015, somente serão indexados, publicados e incluídos nas métricas de desempenho dos periódicos da coleção documentos que apresentem conteúdo científico relevante.
Dessa forma, os documentos deverão apresentar conteúdo científico que justifique sua indexação, incluindo dados de autoria, afiliação institucional, referências bibliográficas e informações com potencial para receber citações.
Além dos editoriais, serão indexados, publicados e incluídos nas métricas de desempenho da SciELO documentos como adendos, artigos de pesquisa, artigos de revisão, cartas, coleções, comentários de artigo, comunicações breves, discursos, discussões, erratas, introduções, normas, relatos de caso, resenhas críticas de livro, respostas e retratações, entre outros.
Não serão considerados anúncios, calendários, chamadas, livros recebidos, notícias, obituários, reimpressões, relatórios de reunião, resumos, revisões de produto, teses e traduções.
Plano de divulgação
Todos os periódicos SciELO devem operar com apoio de um sistema de gestão on-line até o final de 2015. Isso deverá tornar mais eficiente o processo de avaliação, diminuir o tempo entre a submissão e o parecer final, permitir que as partes envolvidas acompanhem o processo de avaliação e obter registros e estatísticas de controle do fluxo de gestão dos manuscritos.
“Também recomendamos a disponibilização dos dados das pesquisas utilizados nos artigos em repositórios de acesso aberto, contribuindo para que os trabalhos sejam replicados e para que aumente a visibilidade e as citações”, disse Meneghini. A disponibilização dos dados passará a ser critério de avaliação a partir de 2015.
Os novos critérios para avaliação da profissionalização dos periódicos contemplam ainda a comunicação social das publicações. A partir de julho de 2015 será exigido pela SciELO um plano operacional de marketing e divulgação, incluindo a gestão de contatos de pesquisadores potenciais, autores e usuários nacionais e internacionais e leitores, entre outros públicos, e a produção de press releases de cada novo número ou de novos artigos selecionados.
“Também esperamos que, a partir dessa data, os periódicos comuniquem suas novas pesquisas nas redes sociais, podendo inclusive utilizar os canais da SciELO nesses ambientes, como o Blog SciELO em Perspectiva”, orientou Packer. “É um esforço em diversas frentes que vai elevar nossos periódicos a um novo patamar e, em última instância, contribuir com a evolução da ciência no Brasil e no mundo.”
O documento com os novos critérios para admissão e permanência de periódicos científicos na coleção SciELO Brasil, assim como a política que orientou sua elaboração e os procedimentos exigidos, está disponível em www.scielo.br/avaliacao/avaliacao_pt


FONTE: FAPESP

segunda-feira, dezembro 1

American Journal of Physiology abre chamada para publicações

Revista da American Physiological Society recebe artigos sobre mecanismos e resultados de treinamento físico em doenças cardiovasculares


American Journal of Physiology, revista da American Physiological Society, abriu chamada para artigos originais de pesquisa relacionados a mecanismos e resultados do treinamento físico na doença cardiovascular.
A edição tem como editor convidado Carlos Eduardo Negrão, professor da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação adjunta de Ciências da Vida da FAPESP.
A temática da publicação trata dos aspectos do treinamento físico no contexto da hipertensão, da doença arterial coronariana e periférica e da insuficiência cardíaca. Os autores são incentivados a enviar manuscritos com foco em controle autonômico, funções cardíacas e vasculares e adaptações musculares, esqueléticas e cardíacas.
Todos os manuscritos aceitos a partir da chamada serão incluídos em uma coleção on-line exclusiva com destaque para o tema.
Os originais devem ser submetidos até 15 de maio de 2015, em ajpheart.msubmit.net/cgi-bin/main.plex.
Mais informações podem ser obtidas com Kara Hansell Keehan, editora executiva do American Journal of Physiology, pelo e-mail khkeehan@verizon.net


FONTE: FAPESP

quarta-feira, outubro 22

CONTEÚDO É O QUE?

conteudo



Hoje até que nem tanto, mas alguns anos atrás espaços em branco poderiam ser considerados ausência de informação. Páginas e mais páginas eram carregadas de várias letrinhas e imagens para aproveitar cada pedacinho de papel, o que provavelmente ocasionava uma leitura mais cansativa. Com isso, muitos impressos não atingiam o público destinado. Atualmente, qualquer designer sabe da importância do espaço em branco e não tem receio em aplicá-lo. Mas afinal, o branco serve para que?
Primeiro, o branco não remete à cor em si e sim à ausência de imagem ou texto em determinados locais. Em grande maioria o espaço vazio é colorido, pois deve proporcionar um descanso aos olhos do leitor de determinado impresso ou produto, facilitando muitas vezes a compreensão da mensagem.
Considere o espaço como necessário, afinal margens de corte, segurança são fundamentais para qualquer projeto. Não se esqueça também do espaçamento entre as linhas, imagens, fotos, textos e claro, tudo considerando o que é o material e tamanho que ele deverá ter. Avaliando essas medidas as informações podem ser compreendidas facilmente.
Uma norma, muito conhecida na fotografia e também é aplicada no design, é a regra dos terços. Ela consiste na divisão da tela ou do produto em nove partes iguais, sendo cortada por duas linhas horizontais e verticais. A maioria conhece-a por jogo da velha, a brincadeira de marcar três ‘x’ ou círculos em uma linha antes do outro jogador.
No design existem dois tipos principais de espaço em branco, o feito ‘de caso pensado’, onde sua aplicação melhora a estrutura do layout da página ou produto e que em muitas situações valoriza a informação. Já o espaço em branco ‘gerado por acaso ou descuido’, que aparece nas páginas ou produtos de maneira padronizada, não é algo que realmente tenha sido pensado.
A principal sugestão é: pense na mensagem que você deseja transmitir. Depois da avaliação, torna-se mais fácil criar a estrutura do seu produto. E lembre-se de que espaço em branco pode ajudar muito na compreensão da sua mensagem. Converse com um designer, pois ele pode fazer vários modelos do seu material para você definir qual é o melhor.


FONTE: criativedg

terça-feira, outubro 21

Como conferências acadêmicas podem ajudar um pesquisador?

Se você é pesquisador, certamente já ouvir várias vezes que frequentar conferências acadêmicas é muito importante para a evolução do seu trabalho. Veja a seguir como conferências acadêmicas podem fazer isso por você.
1 – Tirando-o de sua zona de conforto: ter que expor seu argumento há quem não o conhece, se expor às críticas e intervenções alheias em conferências acadêmicas pode fazer muito bem à sua pesquisa. Aprende-se muito mais sobre o próprio problema de pesquisa quando se é obrigado a argumentar sobre ele com outras pessoas. É neste momento que você observará se é capaz ou não de expor e defender suas questões de forma convincente, uma habilidade fundamental no mundo acadêmico. É importante também aprender a “vender” o próprio trabalho ao público como prática para defender teses, dissertações e outros projetos a bancas avaliadores.
2 – Dando-lhe a oportunidade de ouvir outros pontos de vista: o pesquisador nunca é capaz de enxergar todos os lados de seu problema de pesquisa e um interlocutor com outra trajetória e outra base teórica pode apresentar-lhe um aspecto de sua questão até então inexplorado e que pode inclusive ajudá-lo a resolver outros pontos nebulosos de seu trabalho. Só tenha cuidado para triar aquilo que é realmente útil às suas questões, sem se deixar levar por argumentações menos pertinentes.
3 – Permitindo que você descubra o que está chamando mais atenção em sua área no momento: conferências acadêmicas são um local privilegiado para saber o que está sendo mais debatido no momento e como outros pesquisadores estão se posicionando em relação a novas e velhas questões. Pode ser um momento oportuno também para entrar em contato com uma nova bibliografia que dê mais consistência à sua pesquisa ou até mesmo indique possibilidades para temas de pesquisas de projetos futuros.
4 – Ajudando-o a fazer “networking”: este é certamente um dos pontos mais atrativos das conferências acadêmicas. Mas, embora seja produtivo conhecer novos pesquisadores e colocá-los a par do que você faz e da importância de seus pesquisa, a discrição é importante para que você não se torne inconveniente. Por isso, esteja aberto a diálogos, mas não force aproximações com aqueles que se mostrarem menos receptivos. Dica: aproveite almoços, passeios e outras atividades coletivas para conhecer os demais pesquisadores que estão participando do evento. Muitas vezes são nessas ocasiões mais descontraídas que as pessoas se sentem mais à vontade para falar de seus trabalhos e ouvir mais sobre o trabalho dos outros, vindo a considerar novas parcerias acadêmicas.
5 – Criando o espaço apropriado para que outros pesquisadores conheçam seu trabalho: outros pesquisadores podem ter acesso aos seus artigos online, mas para que procurem por você é necessário primeiro que saibam de sua existência. Comparecer a conferências acadêmicas é uma ótima forma de expor seu trabalho a outros pesquisadores e assim fortalecer a relevância do mesmo, já que uma maior visibilidade aumenta suas chances de ser mais referenciado em outros trabalhos.
6 – Diminuindo as chances de que você cometa negligência científica: muitas vezes pesquisadores comentem negligência científica por falta de rigor e não necessariamente por agirem de má fé. Uma forma de diminuir as chances de incorrer em negligência científica é expor trabalhos em conferências acadêmicas, de modo que outros pesquisadores tenham a oportunidade de conhecer e debater sobre seu trabalho, apontando equívocos que tenham porventura passado despercebidos a você e às vezes até mesmo indicando soluções que podem fortalecer sua pesquisa.
7 – Criando a oportunidade de encontrar novos colaboradores: às vezes uma parte inacabada do raciocínio de sua pesquisa ou um ponto que seja mais complicado para você desenvolver já está sendo trabalhado por outros pesquisadores. Parcerias nestes casos são benéficas a ambos os lados, permitindo que as duas pesquisas evoluam melhor e abrindo espaço para a troca de outros contatos profissionais entre os envolvidos.

 FONTE: posgraduando

sexta-feira, setembro 26

CNPq cria novas normas para impulsionar a proteção do conhecimento

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aposta na Resolução Normativa n° 34 para estimular o de projetos inovadores e simplificar o trabalho cooperativo entre instituições de ensino superior, o sistema produtivo e os cientistas. A norma, publicada no dia 1° de setembro, instaura novas diretrizes sobre a política de propriedade  intelectual, padronizando o acesso aos dados elaborados por meio de projetos financiados pelo CNPq, e ainda esclarece o dever de cada profissional, o que permite mais celeridade no registro de inovações.
A Resolução também fortalece o papel dos núcleos de inovação tecnológica (NITs), atualiza a interação entre o CNPq e cientistas e ainda apresenta proposições que fortalecem as diretrizes presentes nas Leis de Inovação e de Propriedade Industrial.
Outro ponto importante da nova resolução diz respeito a não participação do CNPq nos royalties da comercialização de projetos financiados pela entidade. Isto, no entanto, somente ocorrerá caso o pesquisador sigam estas recomendações: estimulem o compartilhamento dos recursos financeiros providos dos royalties da propriedade intelectual; evitem o estabelecimento de proteções que restrinjam ou impeçam a criação de novas tecnologias e inovações baseadas no conhecimento relacionado a proteção solicitada; deem mais importância ao pedido de depósito/registro da proteção intelectual, sua eventual concessão, licenciamento ou comercialização; busquem chances de licenciamento e comercialização da propriedade intelecual; e procurem por opções de uso e transferência de tecnologia que auxiliem no desenvolvimento econômico do Brasil.
Para saber mais sobre a nova resolução acesse este link.



FONTE: Agência Gestão CT&I, com informações do CNPq

quinta-feira, setembro 25

5 dicas para dominar o jargão acadêmico em inglês

inglês


Dominar a linguagem acadêmica não é fácil, ainda mais em uma língua estrangeira. A tarefa é inevitável se você quer divulgar sua pesquisa no exterior ou fazer um intercâmbio acadêmico. Neste post, vamos citar algumas das frases mais comuns usadas em artigos em inglês:

1 – Certifique-se sobre o domínio do vocabulário formal

Os cursos de inglês em geral focam na linguagem do dia-a-dia, dando uma grande ênfase à conversação. Ao escrever academicamente, você terá que trabalhar uma outra área do seu vocabulário. Um ótimo exemplo disso é o verbo shall, um verbo que seria mais apropriado saindo da boca de um membro da aristocracia britânica. Mas na escrita acadêmica, ele é uma boa maneira de introduzir o seu tópico:
[EN]
In this essay / paper / thesis I shall examine/investigate/evaluate/analyze…
[PT]
Nesta redação / tese / dissertação será examinado(a)/ investigado(a)/ avaliado(a)…

2 – Usando a primeira pessoa

Você pode notar que no exemplo anterior usamos a primeira pessoa, o que não seria adequado para a academia brasileira. Na academia de língua inglesa a forma é aceita e é uma boa maneira de conectar aspectos da sua pesquisa. Alguns exemplos:
[EN]
Let us now analyze / turn to / examine…
[PT]
Examina-se / Analisa-se agora…
[EN]
It is now clear that… . Let us turn our attention to…
[PT]
Está claro que… .A atenção agora se volta para…
[EN]
Our purpose is to…
[PT]
Nosso propósito é…

3 – Dando opiniões

Dar opiniões também é uma possibilidade na academia de língua inglesa, mas é bom ter cautela ao usar esse recurso. Como qualquer trabalho acadêmico, a sua opinião deve estar fortemente embasada em dados coletados através da sua pesquisa e na literatura especializada. Com isso em mente, não há motivo para evitar estruturas frasais como:
[EN]
I believe that there are several reasons. Firstly,… Secondly…
[PT]
Acredita-se que existem muitas razões. Primeiro,…segundo,…

4 – Abreviações

Em geral, as abreviações acadêmicas em inglês não diferem tanto das que usamos no português. Et cetera (etc), id est (i.e.), coluna (col.), edição (ed.), são usadas em ambas as línguas. Ressaltamos abaixo algumas diferenças:
[EN]
e.g. (exempli gratia)
[PT]
p.ex. (por exemplo)
[EN]
ch. (chapter)
[PT]
cap. (capítulo)
[EN]
ca. (circa)
[PT]
cerca

5 – Finalizando

Ao concluir o seu texto, é bom ter em mente algumas construções frasais bastante comuns:
[EN]
The foregoing discussion has attempted to…
[PT]
A prévia discussão buscou…
[EN]
On balance…
[PT]
Recapitulando, …
[EN]
By and large…
[PT]
De modo geral, …
[EN]
All in all…
[PT]
Em síntese, …
Como tudo relacionado à escrita, só a prática leva à perfeição. Para ajudar pesquisadores se aventurando na escrita em idiomas estrangeiros, o portal de línguas bab.la criou o Guia de Frases Acadêmicas, que possui centenas de exemplos de termos acadêmicos em inglês, espanhol, francês, alemão e outras 15 línguas.

FONTE: posgraduando

ABNT: o que você precisa saber

tumblr ln93naCAi01qlc0voo1 1280 450x303 ABNT: o que você precisa saber
Muita gente, até chegar no TCC, não faz ideia do que realmente é a tal ABNT. Vamos por partes:

ABNT = Associação Brasileira de Normas Técnicas
Ela existe para que seja utilizado sempre o mesmo padrão em determinadas coisas. Isso faz com que muitas coisas aconteçam sempre da mesma forma e, assim, fiquem mais organizadas. Sendo assim, o seu TCC deve estar formatado de acordo com normas já existentes. É impossível fugir disso. Dessa forma, em qualquer lugar, qualquer pessoa será capaz de compreender seu trabalho.
O tipo de formatação exigida muda um pouco em cada instituição de ensino, portanto, você precisa encontrar o formato praticado na sua, que, quase sempre, parece muito com as outras. Para todos os elementos do seu trabalho existe um formato específico, um tamanho específico, uma posição específica… E você precisa entender que NÃO se faz um trabalho acadêmico sem essas especificações.
Algumas coisas que você precisa saber:
– Orientadores têm pavor de trabalhos com formatação errada. Até mesmo durante as orientações. Seus pontos vão desaparecer só por causa disso, acredite;
– Não se deve formatar de acordo com as normas só depois que o trabalho estiver pronto. Se precisar, encontre um TCC bem avaliado e vá escrevendo exatamente da mesma forma desde o ínicio;
– Se você achar um capítulo de livro que será útil para sua pesquisa, lembre-se de anotar o capítulo e a ficha catalográfica (que fica lá no início). Você vai agradecer a si mesmo por isso;
– Todas as informações retiradas da internet precisam ser referenciadas. E há regras para isso! O santo Google poderá te ajudar;
– Diferença entre apêndice e anexo:
Apêndice: materiais que você mesmo produziu, como um questionário, por exemplo;
Anexo: materiais produzidos por outras pessoas, uma lei ou os resultados de uma pesquisa já existente.
Se tiver um tempinho, aqui você pode assistir a uma aula sobre formatação super bacana e completa.


FONTE: tccendo

terça-feira, setembro 23

TCC e monografia: tem diferença?

Be Different 450x328 TCC e monografia: tem diferença?
Quem nunca percebeu que fez tudo errado até ler o TCC dos outros e descobrir que um trabalho acadêmico é bem diferente do que aquilo que você entregava para os professores com uma capa estranha?
O TCC, Trabalho de Conclusão de Curso, é um tipo de trabalho acadêmico realizado no final da graduação, em que você pesquisa e escreve sobre um determinado assunto, mostrando todo o seu conhecimento sobre ele. Tudo deve ser feito com o acompanhamento de um orientador e seguir um padrão.
Você não vai poder escrever e formatar seu trabalho como quiser, companheiro! Essa moleza acabou! Existem normas que padronizam os trabalhos e normas, como a tia lá do jardim já dizia, devem ser seguidas. Sempre. Conteúdo, espaçamentos, referências, tipos de fonte… Há vários detalhes que devem ser observados na hora de formatar seu trabalho. Isso fará com que ele tenha carinha de trabalho acadêmico.
No TCC, tudo depende. Ele pode ter vários formatos, dependendo do curso e até mesmo da instituição. O formato mais recorrente de TCC é a monografia. 
A monografia é um estudo aprofundado de um determinado assunto, portanto, se espera aprofundamento num TCC de graduação da mesma forma que em uma pós-graduação.
Só para lembrar: pós-graduação é especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado… TUDO o que se faz depois da graduação.
Enquanto você faz seu TCC, deixa de ser um simples espectador e para de assistir Chaves e se torna um pesquisador pronto para compartilhar novas informações com o mundo! Não é incrível?
Já ouviu a frase “tem que delimitar o tema” de algum professor? Pois é, no TCC é assim, o assunto é beeeeeem delimitado e específico. Fazer uma pesquisa é defender uma ideia, fundamentando-a com bibliografias. Conforme o assunto, consultar, por meio de questionários, entrevistas a pessoas relacionadas ao assunto, estudos de caso e ainda outras técnicas possíveis, para mostrar, com gráficos, tabelas ou outras formas de apresentação, as análises e interpretação dos resultados obtidos. Fazer pesquisa é crescer profissionalmente e adquirir conhecimento.
Viu? Não dói nada!

FONTE: tccendo

Dicas para escrever um artigo em inglês




Se durante a Pós-graduação você ainda não precisou escrever um artigo em inglês, certamente em breve precisará. E, quando esse momento chegar, provavelmente surgirão dificuldades aqui e ali, devido ao simples fato de que escrever em outro idioma não é como escrever em nossa língua materna.
Foi tendo isso em mente que Mariel Marlow, epidemiologista americana com doutorado realizado no Brasil, resolveu fazer um compilado de 10 deslizes bastante comuns que nós brasileiros cometemos quando escrevemos em inglês e, o mais importante, sugerindo maneiras de melhorarmos nossa escrita.
Como ela própria diz em seu texto, publicado em março de 2014 como editorial na revista Clinics, estes 10 deslizes não são exatamente erros, mas sim um inglês “fraco” que pode facilmente ser substituído por termos mais adequados. Afinal, uma coisa é escrever em inglês, e outra é escrever bem em inglês.
Por isso, como aperitivo para o editorial de Mariel, que fortemente recomendo para quem esteja precisando escrever em inglês (isto é, quase todos nós pós-graduandos!), resolvi colocar neste texto uma demonstração com três das 10 dicas que ela oferece:
 1. Evitar frases que começam com “It is”
No português, é muito comum começarmos frases com “é muito comum”, e isso normalmente não fere o bom uso do idioma. Por outro lado, na tradução direta para o inglês, “it is very common” tem uma estrutura simples e até infantil, ainda que gramaticalmente esteja correta. Isso vale também para os sempre utilizados “It is important” e “It is interesting”, que podem ser substituídos por uma inversão na frase – por exemplo, ao invés de “It is important to highlight the results of Fulano et al.”, escrever “The results of Fulano et al. are important to highlight…”, e então explicar o motivo de você enfatizar estes resultados.
 2. Usar o “the” somente quando se referir a objetos, pessoas ou eventos específicos
O português permite que comecemos frases com os artigos “O”, “Os”, “A” ou “As”, como no caso de “As células foram plaqueadas”. No inglês, entretanto, uma frase começando com “The cells were plated” soa pouco profissional, e o ideal é remover o “the” do início de frases e, nesse caso, escrever “Cells were plated”.
3. Remover o “that”
O texto de Mariel sugere que um jeito rápido de começar a escrever bem em inglês é reescrevendo esta mesma frase removendo o “that”: “Mariel’s text suggests that a quick way…”. Se você ler a frase em voz alta com e sem o “that”, perceberá que ela flui melhor sem ele. Entre as palavras na literatura científica que normalmente não precisam ser acompanhadas do “that” estão: suggest (ou suggested), observefound (ou was found), show (ou shown), is important highlight.
Pode ser que a princípio algumas dessas modificações soem um pouco esquisitas, mas se prestarmos atenção na ortografia dos papers, veremos que de fato estão entre os primeiros passos para um texto bem escrito. Assim, dica após dica e com um tantinho de treinamento, vamos aprendendo a redigir bons artigos.
Boa escrita!
Referência:MARLOW, M. A. Writing scientific articles like a native English speaker: top ten tips for Portuguese speakers. Clinics, 69(3): 153-157. 2014.