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quarta-feira, agosto 12

As regras de trabalho que mais irritam os funcionários


Ambiente de trabalho rígido pode levar bons profissionais a pedir demissão

O ambiente de trabalho é cheio de regras que precisam ser obedecidas, muitas delas fruto do bom-senso, mas existem determinados padrões que às vezes são desnecessários ou que irritam profundamente os empregados.
Há casos de regras que irritam tanto que acabam fazendo com que funcionários desistam de trabalhar no lugar. A BBC conversou com dois especialistas no assunto para identificar as piores "regras tolas" e para saber como se deve lidar com cada situação.

LIZ RYAN, DA HUMAN WORKPLACE

A executiva americana fundou a consultoria Human Workplace, que estuda o ambiente de trabalho e dá dicas a empresas sobre como tratar os funcionários. Ela elencou algumas políticas que irritam os funcionários a ponto de fazê-los se demitirem:
HORÁRIO DE CHEGADA CONTROLADO. Pessoas que recebem salários não precisam de políticas de horário controlado para chegar no trabalho, argumenta Ryan. Grande parte dos chefes faz cara feia para quem chega dez minutos atrasado, mas ignora que os seus funcionários estão ficando uma hora a mais no fim do expediente.
REGRAS SOBRE ROUPAS. "Nós costumamos criar políticas sobre roupas a serem usadas porque como chefes morremos de medo de ter que falar cara a cara com alguém sobre a roupa excessivamente informal que usam para trabalhar", diz ela. "Mas somos administradores e essas situações pouco confortáveis são parte da nossa função. É melhor se livrar de regras escritas sobre roupas e simplesmente falar diretamente que os funcionários precisam se vestir profissionalmente."
CURVA FORÇADA DE DESEMPENHO. Uma tática usada por muitos chefes é de classificar o desempenho em um gráfico cujo formato se assemelha a um sino. Na ponta da esquerda estão os poucos funcionários com pior desempenho; na ponta da direita, os poucos com ótimo desempenho; e no meio está a grande maioria que está "na média". O objetivo da tática é estimular a competição. Mas Ryan diz que esse tipo de classificação só desmoraliza os chefes, pois dá a entender que eles não sabem contratar direito.
APROVAÇÃO NECESSÁRIA. É de se entender que grandes orçamentos sempre precisem passar pelo crivo de alguém com mais competência na empresa. "Mas será que é preciso conseguir aprovação do chefe só para trocar o crachá defeituoso? Mais burocracia só reduz o ritmo da empresa", diz Ryan.
POLÍTICA DE MILHAGEM DE VOOS. Viagem a trabalho é sempre um ônus para o funcionário, que precisa deixar sua vida pessoal de lado. Ryan acredita que os pontos acumulados em programas de milhagem de companhias aéreas devem ser dadas ao funcionário, e não à empresa. "Qualquer empresa sovina o suficiente para roubar de seu funcionário as suas milhas não é um empregador que está disposto a investir em você."

JOHN NEARY, DA CARITE

O executivo da empresa de concessionárias americana de carros CARite, John Neary, tem experiência administrando gerentes e funcionários. Ele dá três dicas para evitar que os empregados se sintam oprimidos por regras desnecessárias.
"ESTOU CONTRIBUINDO." As pessoas precisam sempre estar cientes de qual é a missão da empresa, e de preferência elas devem concordar e se inspirar com essa missão. "Quando elas entendem claramente qual é o seu papel em cumprir essa missão, elas reagem de forma positiva", diz Neary.
"ESTOU CRESCENDO." Quando as pessoas em vários níveis têm oportunidades de subir na carreira, seja com treinamentos ou tentando coisas novas, elas reagem de forma positiva. Neary também recomenda que chefes permitam que seus funcionários cometam pequenos erros, para poderem ter a sensação de que estão aprendendo.
"ESTOU CONECTADO." "A confiança mútua entre empregador e empregado é importante", escreve Neary. "As pessoas se sentem mais felizes se acreditam que são parte de uma família coesa e confiável."


FONTE: BBC

segunda-feira, junho 29

Como causar uma boa impressão na entrevista de emprego

Boas qualificações profissionais não são a única forma de impressionar recrutadores nos processos seletivos. Demonstrar interesse na empresa e autocrítica na medida certa podem garantir pontos extras na 

entrevista de emprego

Entrevista de emprego
A entrevista pode ser a última etapa de um disputado processo seletivo (Getty Images)
Estar bem preparado é o primeiro passo para controlar a ansiedade e o nervosismo do candidato às vésperas de uma entrevista de emprego. Afinal, esta etapa da seleção pode ser o último obstáculo antes de o profissional alcançar um salário maior, dar um salto na carreira ou concretizar um sonho. "O candidato tem entre uma hora e uma hora e meia, que é o tempo médio de uma entrevista de emprego, para convencer o selecionador de que é o profissional mais capacitado para o cargo", diz Mariana Schwarz, gerente de marketing da consultoria Hays.
Veja cinco dicas dos especialistas em recrutamento e seleção para impressionar bem na entrevista de emprego: 
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Banque o detetive


Os especialistas são unânimes: dados financeiros, histórico da empresa, posição no mercado e número de funcionários são informações que se devem ter na ponta da língua na véspera de uma entrevista, independente do cargo, do nível e da área de atuação. Vale captar informações no site da empresa, na imprensa e nas redes sociais. Além de se sair bem ao ser questionado sobre a companhia, o candidato bem preparado não formula perguntas ingênuas, que revelam falta de conhecimento e interesse na empresa






Fontes: empresas de recrutamento e seleção Michael Page, Robert Half, Hays e ManpowerGroup Brasil

terça-feira, junho 23

A morte do ‘curriculum vitae’

As regras do jogo profissional mudaram. É preciso mudar de mentalidade




Este artigo foi escrito para quem está desempregado neste exato momento. Para quem sofre de frustração e impotência ao verificar que não encontra um emprego. Para quem há algum tempo sente que enviar currículos se transformou em uma perda de tempo. E, definitivamente, para quem deixou de ter medo de se reinventar profissionalmente porque já não tem nada a perder. Para todos vocês, descrevemos a seguir um percurso de nove etapas. Cada uma delas representa um caminho que o leitor deverá percorrer por conta própria. Boa viagem.
Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo grau de consciência que o gerou
Albert Einstein
1. Tome as rédeas de sua vida profissional. A crise explicitou a necessidade de transformação do modelo produtivo que rege nosso sistema econômico. Coube a nós viver o fim da era industrial e o início da era do conhecimento. As regras do jogo profissional mudaram e continuarão mudando, cada vez mais depressa. As instituições estabelecidas já não têm a capacidade de garantir segurança econômica para os cidadãos. Os contratos de trabalho por tempo indeterminado estão diminuindo. E para muitos chegou a hora de encarregar-se pessoalmente do trabalho. E de realizar uma função profissional útil, criativa e que faça sentido, que de preferência não possa ser automatizada e digitalizada pelas novas tecnologias, tampouco ser terceirizada para um país em desenvolvimento.

2. Cultive a inteligência emocional. Estar desempregado é uma situação profissional muito complicada de lidar. No entanto, para conseguir iniciar um processo de mudança, é importante não nos deixar levar pela reclamação, pela vitimização ou pela culpa, pois com isso só conseguiremos consumir a energia vital de que necessitamos para buscar novas soluções e alternativas. É fundamental investir tempo em nos conhecer em profundidade, aprendendo a cuidar da nossa autoestima e a cultivar a confiança em nós mesmos. Na medida em que desenvolvemos nossas fortalezas internas, começamos a enfrentar a adversidade de forma mais responsável, otimista e eficiente. E, à base de treinamento, verificamos que nosso grau de satisfação não tem tanto a ver com nossas circunstâncias, mas com a atitude que tomamos diante delas.


3. Treine a inteligência financeira. Em geral, as crenças sobre o dinheiro passam de geração em geração por inércia, sem nos darmos conta. Do mesmo modo que não escolhemos nosso time de futebol, nossa visão profissional e financeira do mundo foi pré-fabricada; é item de série. Não nos ensinaram a resolver nossos próprios problemas econômicos sozinhos. Cultivar nossa inteligência financeira nos capacita a fazer orçamentos, dando-nos a oportunidade de gerar excedentes para economizar, investir e não depender de empréstimos ou dívidas. Também nos mostra como ganhar mais e gastar menos, emancipando-nos das instituições estabelecidas.

4. Descubra seu propósito profissional. Em vez de fazer o que se diz que temos de fazer (buscar saídas profissionais), é hora de encontrar nosso verdadeiro propósito. E para isso é essencial escolher um caminho profissional que faça sentido para nós. Para além dos motivos típicos que nos movem a trabalhar (dinheiro, poder, segurança, comodidade ou reconhecimento), temos de nos conectar com uma motivação intrínseca que nos permita conceber nossa profissão de forma mais vocacional. Para isso, temos de redefinir nosso conceito de sucesso, assim como os valores que queremos que guiem nossas decisões e ações. O que faríamos profissionalmente se não tivéssemos de ganhar dinheiro? A que nos dedicaríamos se soubéssemos que tudo vai dar certo? O que faríamos se não tivéssemos medo? Saber a resposta dessas perguntas não tem preço.

Renovação

Ilustración de João Fazenda

1. LIVRO
O elemento-chave, de Ken Robinson. Ediouro.
Um ensaio que questiona o sistema educacional industrial contemporâneo.

2. FILME
Em busca da felicidade, de Gabriele Muccino
A odisseia de um pai com um filho de cinco anos que luta para tornar realidade o sonho de prosperar profissionalmente.

3. MÚSICA
Hopeless emptyness, de Thomas Newman
Da trilha sonora do filme Foi apenas um sonho, de Sam Mendes, na qual Leonardo DiCaprio interpreta um homem que não acredita em seu trabalho, mas cujo medo o impede de iniciar um processo de reinvenção profissional.

5. Decida seu papel profissional. Cerca de 85% dos profissionais espanhóis trabalham como “funcionários”, vendendo seu tempo em troca de um salário no fim do mês, e fazendo parte de um sistema produtivo que enriquece outras pessoas. Mas além desse papel profissional existe o de “empreendedor”. Ou seja, aquele que trabalha para si mesmo como autônomo ou freelancer, ou que monta um projeto e contrata outras pessoas. Cada um conta com uma série de vantagens e desvantagens, exige um tipo de mentalidade específico e é acompanhado de um determinado estilo de vida. É por isso que passar de funcionário a empreendedor implica em uma mudança profunda na forma de se relacionar com o mercado de trabalho. E como a segurança profissional está na berlinda, é uma questão de escolher entre a incerteza do funcionário e a incerteza do empreendedor.

6. Faça algo que o apaixone e que potencialize seu talento. Apesar de termos sempre ouvido que “não podemos ganhar o pão fazendo o que gostamos”, na hora de se reinventar é fundamental nos dedicarmos a uma profissão que nos motive e interesse de verdade. Só assim encontraremos a força e a dedicação para dar o melhor de nós, potencializando nossas virtudes e habilidades. Todos temos algum tipo de talento a descobrir e desenvolver. Em essência, o talento é a forma pela qual expressamos nosso valor. Isso sim, os dons que são necessários para realizar as novas funções profissionais não têm nada a ver com a educação industrial ou as aptidões acadêmicas convencionais. Em vez disso, surgem quando nos comprometemos com nosso processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Quando mais nos conhecemos, mais nos valorizamos por sermos quem somos. E quanto mais nos valorizamos, mais sabemos para que servimos e como podemos ser úteis para a sociedade.

7. Encontre um problema social que o motive a resolver. As pessoas estão dispostas a pagar por produtos e serviços que atendam às suas necessidades e satisfaçam suas aspirações. O desafio está em saber que problemas podemos resolver fazendo o que gostamos usando nossos talentos. Também é importante criar “propostas de valor” que melhorem a qualidade de vida de outras pessoas. Ao mesmo tempo, é fundamental conhecer as últimas aplicações e ferramentas digitais que podemos empregar na Internet, concebendo assim novas formas de agregar valor ao mercado profissional.
Não permita que ninguém jamais diga quanto você vale. Você é o único capaz de saber seu próprio valor
Muhammad Ali
8. Invista em formações específicas. Nesse ponto do caminho pode ser decisivo assistir a seminários que nos ensinem a “saber como” e a “ter com que” expressar nosso talento. Nesse sentido, a universidade convencional parece estar deixando de ser a única opção. Quanto do que estudamos nos foi realmente útil para desempenhar nosso trabalho atual? A nova formação será cada vez mais focada em oferecer cursos práticos que nos ensinem a desenvolver habilidades que nos permitam resolver problemas concretos. O investimento mais importante tem de ser feito em nós mesmos. Nossa inteligência, nossa criatividade e nosso talento são nossa principal fonte de riqueza.

9. Desenvolva sua marca pessoal. O marketing está se democratizando e se personalizando. E cada vez mais será protagonizado pela “marca pessoal”. Uma vez que temos claro o que oferecemos, o desafio é descobrir como oferecer. Ou seja, a maneira como nos comunicamos e conectamos com as pessoas a quem nossos serviços podem servir. É primordial montar uma página na web explicando os benefícios e soluções que oferecemos, utilizando as redes sociais para nos apresentar a nossos potenciais clientes. Por meio de nossa marca pessoal conseguimos que nossa profissão seja um reflexo da pessoa que somos, aprendendo a ganhar dinheiro como resultado de criar riqueza para a sociedade.





FONTE: elpais

quinta-feira, abril 16

Como colocar-se no mercado de trabalho após os 50 anos

Cuide da aparência pessoal e siga todas as regras de entrevistas de emprego e tenha em mente e buscar emprego sempre é um desafio em qualquer idade



Neste final de semana estive pesando sobre o assunto e coincidentemente conheci o Sr. Antônio em um desses aniversários de criança de um ano. Quando fui tirar uma foto de recordação com o aniversariante Seu Antônio posicionou a câmara e tirou uma, duas e três fotos. Não estranhei porque todos fazem isso para tirar as melhores fotos. Quando eu estava retornando Sr. Antônio veio me mostrar as três fotos como se estivesse pedindo uma opinião acerca de qual ficou melhor.
Vi as fotos e começamos a conversar e ele falou que agora estava mais fácil exercer a profissão de fotografo pois não era mais necessário usar vários filmes como antigamente e que agora ele podia oferecer um serviço diferenciado pois as fotos escolhidas pelas pessoas poderiam passar por tratamento de Photoshop para a melhora de imagens com o objetivo de oferecer um diferencial ao cliente. Meio sem graça perguntei a sua idade e Sr. Antônio me disse que tinha 44 anos de profissão e 67 anos de idade e que para se manter no mercado tinha que fazer cursos de qualificação e atualizar os equipamentos de trabalho.
Depois desse exemplo de determinação e profissionalismo pensei quais seriam a qualidades que o profissional de 50 anos precisa ter para se manter no mercado de trabalho?

Em primeiro lugar é preciso saber que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e que o profissional de mais de 50 anos precisa encontrar uma maneira de desviar a atenção do entrevistador em relação ao quesito idade.
O primeiro passo é atualizar o seu currículo pois alguns cursos podem já não estar adequado ao mercado.

Também é preciso se atualizar com práticas atuais do mercado, hoje em uma rápida pesquisa no Google podemos atualizar nossos conhecimentos, existem muitos cursos gratuitos e muitos sites especializados no seu segmento de atuação.

Sempre é recomendável procurar nichos de mercado onde a sua experiência pode ser bem vinda, muitas empresas precisam de consultorias de pessoas que possam transmitir responsabilidade e confiança. Como alternativa considere trabalhar por projetos ou de forma autônoma como uma forma de poder ser mais competitivo (custo para as empresas) no mercado de trabalho.
Também considere que você precisa aprender a utilizar o Facebook, Whatsapp,

MySpace, Twitter, Linkedin e afins pois hoje muitos empregos e oportunidade são encontrados através dessas redes.

Por fim cuide da aparência pessoal e siga todas as regras de entrevistas de emprego e tenha em mente e buscar emprego sempre é um desafio em qualquer idade.  Tenha em mente que você ao mesmo tempo que leva para mesa do entrevistador anos de experiência o profissional mais velho leva duvidas como uma possível falta de flexibilidade para aprender coisas novas ou menor tolerância para acabar ordens de uma pessoa mais jovem.
Por isso tudo que escrevemos é muito importante que o profissional de mais de 50 anos faça um auto avaliação e veja quais são seus pontos fortes e fracos com a finalidade de mostrar ao mercado de trabalho que a sua idade não faz diferença quando o assunto é o perfil da vaga. Vamos refletir sobre isso!


FONTE: administradores

quarta-feira, março 18

CARREIRA: Pedir demissão não deve ser um tabu

Sair de uma empresa em busca de outras oportunidades não é sinal de fraqueza, afirma especialista




iStock
"Se o seu dia a dia já não lhe acrescenta mais nada, é hora de sair da zona de conforto"
O antigo conceito de fazer uma carreira bem-sucedida em apenas uma empresa está ultrapassado. Os jovens atualmente estão à procura de oportunidades de aprendizado constantes, sendo frequente a troca de empregos no início da carreira.
De acordo com uma pesquisa da consultoria norte-americana Future Workplace, 91% dos jovens não pretendem passar mais de três anos em uma mesma companhia. “O jovem quer aprender e tem energia para isso. Enquanto os objetivos dele e da empresa estiverem em sintonia, a parceria funciona, mas se os focos estão diferentes só há dois caminhos a seguir; conversar com o superior e explicar a necessidade de mais conhecimento ou pedir demissão", explica Stanlei Bellan, CEO da startup MoneyGuru.
Para Bellan, pedir demissão não deve ser encarado como um sinal de fraqueza quando isso representa a busca por um maior aprendizado. Focar na carreira, e não no empregador ou atual posição, é fundamental para não se afastar dos objetivos. “Ao começar a trabalhar é importante ter em mente que as empresas não estão preocupadas com você ou com seus desejos profissionais, elas querem fazer dinheiro”, Bellan alerta.
É necessário também saber reconhecer a hora de pedir demissão. "Se o seu dia a dia já não lhe acrescenta mais nada e você se sente estagnado, é hora de sair da zona de conforto e continuar a crescer", afirma Stenlei Bellan. 


FONTE: administradores

segunda-feira, março 16

Casos de LER/Dort ainda preocupam

LER/DORT - DILEMAS, POLÊMICAS E DÚVIDAS - Série A. Normas e Manuais Técnicos, n.° 104 (2001)

Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforços Repetitivos em 28 de fevereiro serve de alerta sobre adoecimento

Por ACS/CR em 27/02/2015
Após 11 anos desossando coxas, Valdirene Gonçalves da Silva não aguentou mais. Sempre muito dedicada a sua atividade, o processo de adoecimento foi evoluindo sem que ela pudesse modificar o seu ritmo de trabalho e o número de horas dedicado por dia à tarefa em que se especializara. Canhota, sofria com uma rotina de dor e cãibras, mas, na empresa, não acreditavam em sua dor. Por muito tempo, ela tentou superá-la e manter o ritmo intenso de trabalho. Toda manhã seu marido puxava e esticava seu braço, depois abria sua mão para que ela pudesse fazer seu trabalho no frigorífico, até que chegou o dia em que não conseguiu abrir mais os dedos: os nervos de seu braço esquerdo atrofiaram. Vítima de LER/Dort (Lesões por esforços repetitivos / Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho), seu caso se tornou conhecido ao ser apresentado no documentário Carne e Osso.
Neste 28 de fevereiro, Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforços Repetitivos, a história de Valdirene serve mais uma vez de alerta sobre esse adoecimento ligado à organização do trabalho, com seu ritmo intenso, sem pausas, com metas abusivas. Infelizmente não se trata de um caso isolado. A Pesquisa Nacional de Saúde 2013, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que 2,4% dos entrevistados referiram diagnóstico médico de LER/Dort. Considerando o universo de 146,3 milhões de pessoas com mais de 18 anos representado pela pesquisa, estima-se que cerca de 3,5 milhões de pessoas têm ou já tiveram essa doença diagnosticada.
Segundo dados da Previdência Social, em 2006, somente 19.956 benefícios acidentários foram concedidos para pessoas com doenças do sistema osteomolecular e do tecido conjuntivo. Em 2007, esse número subiu para 98.415, passando para 117.353 em 2008. O aumento ocorreu devido à adoção do critério epidemiológico para a caracterização do nexo causal entre a doença e o trabalho, o chamado Nexo Técnico Epidemiológico – NTEP.
“Com a implementação do NTEP, as estatísticas da Previdência Social retrataram a situação sobre a qual se tinha conhecimento, mas não se tinha registro em nível nacional. Houve um grande aumento do reconhecimento do caráter ocupacional para determinados tipos de adoecimento, entre os quais aqueles relacionados às LER/Dort, o que mostra a importância do conceito epidemiológico para o estabelecimento do nexo causal entre uma doença e o trabalho”, explica a pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno.
A partir de 2009, observa-se uma tendência de queda na concessão de benefícios acidentários ligados às doenças do sistema osteomolecular e do tecido conjuntivo. Em 2013, foram concedidos 76.400. Na avaliação da profissional, essa tendência merece uma investigação. “Devemos estudar se houve queda real de ocorrência das LER/Dort no país, diminuição do acesso dos segurados aos benefícios ou um aumento da subnotificação do caráter ocupacional. Em alguns ramos econômicos, como no caso dos bancos, embora as LER/Dort sejam ainda importantes, houve diminuição de postos de trabalho com exigências de movimentos repetitivos, concomitantemente ao aumento da pressão por alcance de metas crescentes, o que resulta em aumento de outras manifestações de adoecimento, como os transtornos psíquicos”, completa Maeno.
Já os dados de acidentes do trabalho do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2013 apontam a ocorrência de 101.814 casos de lesões e doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo. Esses dados incluem acidentes sem CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) registrada e utiliza os códigos da Classificação Internacional de Doenças – CID.
Outra questão a ser avaliada é o impacto da Medida Provisória 664 sobre os pacientes com LER/Dort. O trabalhador passa a ter direito ao auxílio doença a partir do trigésimo primeiro dia do afastamento da atividade. Os primeiros trinta dias serão pagos pela empresa. “Trabalhadores com doenças crônicas que, nos momentos de crise precisam de 20, 25 dias de afastamento não serão computados pela Previdência Social”, avalia a médica.
Assim elas não seriam incluídas como doenças ocupacionais pelo INSS, o que pode levar à diminuição do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) de cada empresa, à diminuição das alíquotas do RAT (Riscos Ambientais do Trabalho) do ramo econômico e das ações regressivas contra as empresas que causam adoecimentos. “Também a terceirização das perícias, que poderão ser realizadas por médicos contratados pelas empresas, mediante convênio com o INSS, poderá ser mais um elemento de contribuição à subnotificação de doenças ocupacionais, entre as quais, as LER/Dort”, finaliza a pesquisadora.

Doença Invisível

Para a pesquisadora da Fundacentro, Thaís Barreira, a LER/Dort tem sido naturalizada. Nos anos 1990, havia campanhas sindicais e uma preocupação em mostrar que esse processo de adoecimento poderia ser interrompido precocemente. Os trabalhadores eram alertados para reconhecer os sintomas que afetavam, principalmente, os membros superiores (mãos, punhos, braços, antebraços, ombros e coluna cervical), como fadiga muscular, alteração da sensibilidade, sensação de peso, perda de controle de movimentos, dificuldade para encostar a ponta de um dedo em outra ponta, formigamento e dor. “Temos que ter atenção para receber as pessoas em seus primeiros estágios para que o adoecimento não se torne irreversível”, alerta Barreira.
Já a tecnologista da Fundacentro Baixada Santista, Juliana Oliveira, destaca os aspectos sociais da LER/Dort: “É uma doença invisível”. Doutora em sociologia pela USP, ela discute hoje, no prédio da Fundacentro em Santos, os problemas que os trabalhadores enfrentam devido a LER/Dort com sindicalistas da região. “Vamos distribuir um kit com publicações da Fundacentro e fazer uma discussão para que eles repliquem essa conscientização entre seus sindicatos e percebam a presença da LER/Dort em sua categoria”, explica Oliveira.
Invisibilidade e naturalização andam lado a lado. “Banalizar a LER/Dort é muito grave. Está se naturalizando a doença como se a sociedade, trabalhadores e empresas nada podem fazer para se contrapor intervindo nas condições de trabalho adoecedoras”, critica Thaís Barreira, que é fisioterapeuta, mestre em Ergonomia e doutora em Políticas Públicas em SST.
Esse tipo de adoecimento está ligado à produção e às condições físico-materiais do posto de trabalho. “Mas se as melhorias materiais em instrumentos, ferramentas e postos de trabalho são insuficientes, ainda não vemos qualquer mudança na organização do trabalho, na pressão por metas de produção que acarretam sobrecarga muscular, fator do trabalho abordado na revisão da NR 17 em 1990, e que perpetua a intensificação do trabalho”, completa a pesquisadora.
Há assim uma disseminação em todas as categorias que têm um trabalho manual intensivo, abrangendo trabalhadores do comércio, de telemarketing, de frigoríficos, da indústria da alimentação, de calçados, bancários, jornalistas, entre outros. Mesmo trabalhadores autônomos que trabalham em casa e intensificam o ritmo para receber uma remuneração melhor são atingidos, desde jornalista freelancer à terceirização em indústrias de calçado e vestuário.
“A pesquisa técnica já demonstrou as fontes que geram o problema. É necessário voltar-se para o aspecto político e mobilizar os atores sociais para uma possibilidade real de prevenção”, acredita Thaís Barreira, que participou do processo de construção daNR-36, norma regulamentadora voltada para os trabalhadores de frigoríficos. A NR abordou questões como a necessidade de pausas no trabalho. Outra norma referência para LER/Dort é a NR 17 sobre ergonomia e seus anexos I (operadores de checkout) II (teleatendimento e telemarketing).
“A forma de organização tem que ser considerada, mas tem ficado evidente que isso é letra morta. O problema ainda existe em proporções exageradas. As pessoas se sentem impotentes para mudar situações adoecedoras”, conclui Barreira.

Para saber mais

Textos
Podcast
Vídeos


FONTE: Fundacentro

terça-feira, março 3

14 Dicas Efetivas Para Ser Encontrado No Linkedin

Cada vez mais os profissionais brasileiros estão usando o Linkedin – rede social profissional, para fazer contatos, aumentar sua rede de relacionamentos profissionais e conseguir novas oportunidades de emprego.
E com o aumento no número de usuários da rede, aumentam também os perfis mal elaborados, que mais atrapalham do que ajudam os profissionais. Por isso, hoje daremos dicas preciosas para você ser encontrado no Linkedin.

1. Tenha uma boa foto

Ter uma boa foto no seu perfil profissional pode aumentar em até sete vezes a sua chance de ser clicado no LinkedIn. Por isso, a dica é colocar uma imagem que transmita seriedade e profissionalismo.
Evite utilizar fotos de festas, momentos de descontração etc. Sempre que possível, tire uma foto específica para o Linkedin. Vista uma roupa adequada para um ambiente de trabalho, faça uma pose mais séria e tire uma foto de boa qualidade.
Como bem sabemos, em muitos casos, a primeira impressão é a que fica. Então capriche na sua foto de perfil.

2 – Torne o seu perfil público

De nada adianta você caprichar no seu perfil, adicionar informações importantes, ter uma boa foto etc., se você guardar tudo isso para você.
Por isso, verifique se o seu perfil está habilitado para ser visto por todo mundo ou apenas por você e seus amigos. Opte sempre por mostrar seu perfil para o máximo de pessoas possível. Nunca se sabe quando alguém estará procurando um profissional como você para uma vaga importante.

3 – Invista em um bom resumo

O resumo é a primeira coisa que alguém vai ler em seu perfil, e por isso você precisa produzir um texto de alta qualidade para impactar positivamente os seus visitantes.
Você tem poucos segundos para cativar e prender a atenção de quem lê seu perfil, portanto seja breve e tente mostrar em poucas linhas quem você é e o que você faz ou fez.
Conte brevemente sobre suas principais realizações, suas especializações mais importantes etc. Descreva de forma primorosa o profissional que você é, venda o seu peixe da forma mais convincente possível.

4 – Siga empresas que você gostaria de trabalhar

No LinkedIn, você pode acompanhar não somente os seus amigos, como também perfis de grandes empresas dos mais diversos setores.
Assim, se você possui uma lista de empresas em que sonha trabalhar, procure segui-las no Linkedin para estar atento a suas novidades, notícias sobre o mercado e vagas disponíveis. Desta forma, você fica antenado com o que acontece no mercado em que você atua e ainda mostra ao recrutador que você possui interesse naquela empresa.

5 – Estude o perfil dos profissionais que estão onde você quer trabalhar

Observe com atenção as características dos funcionários da empresa que você deseja trabalhar. Essa é uma forma de saber quais competências eles têm que você precisa adquirir, ou mostrar que já tem.

6 – Fale mais sobre você

Suas competências e experiências profissionais são muitos importantes na hora de conseguir um novo emprego, mas não precisam ser a única face que você mostra no Linkedin.
Você se preocupa com os direitos dos animais, por exemplo? Inclua esse fato no campo “Causes I care about”. Isso pode criar mais possibilidades de identificação com o recrutador.
Tome cuidado com os excessos, não seja específico demais sobre tudo o que você gosta. Filtre as informações mais importantes e que podem te ajudar a conseguir a tão almejada vaga de emprego na empresa dos seus sonhos.

7 – Não perca tempo caçando recomendações

No Linkedin, as recomendações são muito importantes para que os recrutadores conheçam um pouco mais sobre a sua trajetória nos últimos empregos que teve.
Este é um diferencial muito valioso, que pode lhe conferir uma vantagem competitiva frente a seus concorrentes. Conseguir recomendações de ex-chefes e colegas de trabalho podem enriquecer ainda mais o seu perfil na rede.
E a forma mais comum de obtenção de uma recomendação é recomendar alguém. Normalmente os profissionais retribuem a gentileza com outra gentileza. Mas é importante que você se preocupe com a qualidade das recomendações e “endorsements” e não com a quantidade. Por isso, pare de sair pedindo para todo mundo te recomendar.

8 – Utilize URL personalizada

Você pode até não saber, mas o Linkedin oferece a opção de personalizar o endereço do seu perfil profissional.
Desta forma, você tem uma URL personalizada com seu nome e sobrenome, que facilitará muito a divulgação do seu perfil nas redes sociais, ou mesmo no seu currículo, por exemplo.
Para configurar a sua URL é muito simples. Clique em Perfil no menu superior e escolha Editar Perfil.  Em seguida, clique em editar ao lado da URL abaixo da sua foto de perfil. Clique em editar para personalizá-la.

9 – Foque em seus resultados

Ao descrever suas experiências de trabalho, foque principalmente nos seus resultados, e não apenas nas funções desenvolvidas naquele cargo. Utilize frases claras e sucintas, sem enrolar demais.
Destaque suas principais realizações nas principais empresas que passou. Cite os projetos que desenvolveu, as melhorias que ajudou a implementar etc. Se você não possui tanta experiência, foque nos cursos que já fez, nos estágios que realizou etc.

10 – Busque um bom relacionamento com os recrutadores

Mesmo um perfil impecável não é o suficiente para se fazer notar. O LinkedIn é uma rede social, e por isso se pauta pelas relações entre pessoas. Ter um bom relacionamento com os recrutadores, aliás, é essencial até para quem não está procurando emprego.
Por isso, além de criar um perfil de qualidade, busque sempre interagir com as pessoas, faça networking, expanda sua rede de contatos profissionais para que as oportunidades acabem chegando de forma orgânica.

11 – Use bem as palavras-chave

Quando os recrutadores vão até o Linkedin em busca de profissionais, eles utilizam alguns recursos básicos para encontrar aquilo que precisam. E talvez o mais importante deles sejam as palavras-chave.
É por meio delas que eles conseguem filtrar os milhões de profissionais de acordo com suas necessidades. Ao digitar “programador” ou “administrador” na ferramenta de busca, os recrutadores conseguem encontrar profissionais que estejam de acordo com os critérios buscados pelos empregadores.
Pense sobre os termos que podem ser importantes sobre sua carreira para os potenciais empregadores. Para aumentar suas chances de ser encontrado por empresas potenciais, alinhe suas palavras-chave com o cargo que você está tentando conquistar.

12 – Conecte-se a  grupos da sua rede

Comece também a utilizar os grupos existentes no Linkedin. Lá você encontra grupos de interesse, páginas de empresas, compilados de vagas de emprego e muito mais.
E por ser um grupo, é claro que existem pessoas interagindo lá. E é aí que você estabelece novas conexões, troca informações, compartilha conteúdo e qualidade etc. Participar de grupos é uma ótima forma de abrir portas para novas oportunidades também.

13 – Deixe seu perfil o mais completo possível

Quanto mais completo for seu perfil, mais fácil será achá-lo em meio a tantos outros perfis profissionais. E depois de achá-lo, mais fácil será para a pessoa que o visualiza saber quem é você e o que você faz.
Muita gente não dá a devida atenção aos passos que o próprio LinkedIn recomenda para preencher seu perfil. Em outras redes, talvez não seja interessante oferecer tantas informações da sua vida pessoal, mas em se tratando de uma rede profissional, onde você compartilhará apenas informações de carreira, pode ser bacana oferecer um perfil mais completo.
Tenha sempre em mente que a concorrência é enorme e, por isso, quanto mais detalhes você oferecer, mais vantagens você terá em relação a um candidato parecido com você.

14 – Utilize a rede social

Manter um perfil impecável não é o suficiente, você precisa também utilizar a rede social.
Quanto mais interação você tiver, melhor. Mantenha contato com as pessoas, mantenha seu perfial atualizado, escreva recomendações, participe de grupos etc.
Interaja com seus amigos, recrutadores, empresas etc. Mostre que você existe e que é um profissional em potencial para as ótimas vagas que eles oferecem na rede.

FONTE: sobreadministração