terça-feira, fevereiro 24

Quer se manter no mercado? Então se demita ou alguém o fará

É comum na vida de um empreendedor, gestor, presidente , CEO, entre outros casos que vivem no topo da pirâmide, acostumarem-se a conviver com uma espécie de solidão do cargo. Poucos falam sobre o assunto, mas muitos convivem diariamente com este fantasma.

Com o tempo, vamos nos acostumando a conversar conosco mesmo, e digo que esta é uma das conversas mais francas que um ser humano pode ter com alguém, pois esta sim é aberta ao extremo, não a 0,1% de mentiras ou esconderijos, ali o papo é reto mesmo, frente a frente com todas as cartas na mesa, principalmente para aqueles que já têm alguns cabelinhos brancos com 25, 30 ou mais anos nesta atividade.

Diante da nua e crua realidade é comum haver uma cobrança ainda mais excessiva sobre quem conhece todas as informações envolvidas, de quem você pode fazer comparativos reais de performance a qual é muito difícil de comparar entre os concorrentes ou membros da equipe.

Costumo questionar os outros sobre o quanto existe de vontade, coragem e determinação pessoal, se está num nível de 1 ou 10, mais ou menos, muito ou pouco. Como definir parâmetros sem conhecer os reais referenciais de vida que podem distorcer totalmente esta mensuração?

Uma das maiores buscas pessoais é o reconhecimento da importância perante a sociedade, os chamados crachás ou medalhas das quais passamos muito do nosso tempo nos esforçando para ganhá-las, seja na empresa, entre os amigos, no mercado e assim por diante.

O fato de estar ilustrando este assunto está diretamente ligado ao tema proposto. Será que não está na hora de fazer uma real avaliação dos seus referenciais de atitudes e comportamentos. Pare um instante e retorne em sua escalada e reveja os níveis de pontuação que existiam nos anos em que estava galgando seus patamares de vida, recorde-se a intensidade de sua vontade, sua entrega pessoal, seus níveis de determinação e persistência e, principalmente, a sua coragem diante dos mais variados desafios pelos quais precisou passar para chegar onde está.

Conquistou cargos, posses, medalhas, status, construiu um legado, construiu ao seu redor admiração, se tornou um exemplo, para alguns superou o posto de ser comum e alçou status de mestre, professor da matéria entre tantas outras conquistas.
Merecido, verdadeiro, justo, não há quem possa  tirar estes méritos e créditos, pois foi você quem lutou para que essas conquistas fossem sólidas e reais.

E agora?

Neste momento em que vivemos, será que todos esses atributos fazem parte do SER ou do TER?

Somos ou somente temos todos estes atributos? Fazer o comparativo destes níveis, podem trazer à tona muitas respostas das quais estamos com dúvidas. Reavaliar níveis destes atributos podem nos mostrar em quais campos deixamos de ser aquilo que por anos nos levou ao topo de nossas vidas.

Normalmente são os nossos líderes, gerentes, diretores, professores, pais e mães que costumam chamar a atenção para esse assunto.

Será que não chegou a hora de VOCÊ assumir a liderança de sua vida e ter esta conversa com VOCÊ mesmo, sem esperar que terceiros venham despertar e empurrar a sua carroça?

Por natureza o ser humano tende a se acomodar e assim ficar levando a vida e quem sabe aguardando algum superior vir cobrar mais empenho, mais vontade , mais isso, mais aquilo, tudo que você já sabe, mas que às vezes deixa adormecer dentro do ego e da vaidade.

Bem, se existe uma hora para que isto aconteça, faça esta ser a hora, ACORDE, LEVANTE, ERGA-SE, retorne às suas origens, aquelas que fizeram de você o que VOCÊ  é. Não perca esta oportunidade de não ficar à deriva no universo profissional, pois nem sempre as condições serão favoráveis para este momento.

Quer se manter no mercado sem empreender esforço para isso? Então demita-se antes que alguém o faça, simplesmente, por VOCÊ!




FONTE: Adnews

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