terça-feira, fevereiro 24

Mulheres elevam escolaridade do empreendedorismo brasileiro

Mais da metade das donas de pequenos negócios possuem, no mínimo, o Ensino Médio incompleto


A participação das mulheres no empreendedorismo brasileiro tem elevado o índice de escolaridade dos donos de pequenos negócios. De acordo com o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 55% das donas de pequenos negócios tinham, pelo menos, iniciadoo Ensino Médio. Já entre os homens, esse percentual é de 38,5%.
A publicação ainda revela que, na última década, tanto homens quanto mulheres apresentaram aumento na proporção de pessoas com, no mínimo, o início do Ensino Médio, mas que as mulheres investiram mais tempo nos estudos. Há uma década, 39,3% das mulheres tinham, pelo menos, o Ensino Médio. Entre os homens, esse valor era de 26,4%. “Enquanto a quantidade de mulheres que possui pelo menos o Ensino Médio cresceu quase 16 pontos percentuais em dez anos, a dos homens cresceu 12 pontos percentuais”, destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Na média geral, o aumento dos anos de estudo de homens e mulheres empreendedores promoveu, na última década, um crescimento de 14 pontos percentuais. “As mulheres, que já tinham maior escolaridade, continuaram investindo na educação durante esse período, o que acabou elevando a média geral de escolaridade dos donos de negócios no país”, analisa Barretto.
As empresárias também procuram mais o curso superior. Atualmente, 18,6% delas já, pelo menos, iniciaram uma faculdade. Entre os homens, esse percentual cai para 12,1%. “As mulheres investem mais na educação, o que é muito positivo para a qualidade do empreendedorismo. Quanto mais o empreendedor se capacita, mais chance de sucesso tem”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
“Esse aumento da escolaridade é elemento fundamental para o incremento da produtividade e peça-chave para o crescimento econômico”, acrescenta o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. “E para as mulheres, especialmente, é muito importante, pois em longo e médio prazo tende a ser revertido em melhoria salarial".
O estudo revelou ainda o crescimento da participação das mulheres no empreendedorismo,. “Elas ainda são minoria no comando das empresas, mas cada vez ganham mais espaço. Em uma década, a presença de mulheres no comando de micro e pequenas empresas cresceu em 25 estados. Dos homens, em 18 estados”, revela o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. A maior proporção de empreendedoras está na região Sudeste, onde 32% das empresas são lideradas por mulheres. Com exceção da região Norte, nas outras quatro regiões brasileiras elas ampliaram a participação no empreendedorismo.


FONTE: administradores

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