É preciso fomentar o conhecimento compartilhado no Brasil. Mas o caminho até que esta integração do setor científico chegue a um nível satisfatório é longo e complexo. Uma das saídas é fortalecer sistemas de compartilhamento de dados. E é exatamente esta a função do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad), uma plataforma que fornece capacidade de processamento para programas e sistemas científicos “pesados”.
Coordenado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e gerido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Sinapad se propõe a preencher esta lacuna. A expectativa é que o sistema possa entrar em operação em breve para suprir projetos de maior demanda de capacidade de processamento. Atualmente, as instituições brasileiras que precisam deste tipo de serviço recorrem a computadores no exterior para dar conta de cálculos computacionais mais complexos.
“Hoje, há pesquisadores que utilizam centros estrangeiros para rodar programas mais pesados, porque não temos capacidade ainda. Mesmo o LNCC precisa usar centros dos Estados Unidos. A ideia é fazer do Sinapad o sistema nacional para este tipo de operação. Temos um projeto junto à Finep para usá-lo para rodar grandes projetos. Os menores, infelizmente, vão continuar nessa espera e fila”, afirmou Antônio Tadeu Azevedo Gomes, pesquisador do LNCC, durante palestra no Fórum RNP de e-Saúde.
Além do Sinapad, há uma outra tentativa de criar um sistema de infraestrutura computacional nacional: a Eu Brazil Cloud Connect. A plataforma aberta é voltada exclusivamente para pesquisas científicas e é baseada no compartilhamento construtivo.
“Ela é uma saída para resolver esse problema ligado à e-Ciência”, completou Azevedo Gomes.
FONTE: Agência Gestão CT&I
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