quinta-feira, janeiro 16

Saúde dos executivos brasileiros: Cuidados à vista

A saúde dos executivos brasileiros não está das melhores e doenças emocionais, como depressão, têm ganhado cada vez mais espaço nas empresas


Quem assume uma cadeira de liderança sabe que ocupá-la não é das tarefas mais fáceis: lidar com gente, cumprir prazos cada vez mais apertados, aguentar a pressão do chefe por resultados, do mercado por rentabilidade, da família por mais atenção, e de si mesmo pela melhor performance. Para gerir tudo isso é preciso ter saúde de ferro. O problema é que a saúde dos executivos brasileiros anda enferrujada e está na corda bamba do mundo corporativo. Segundo especialistas, doenças como colesterol alto, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares continuam na lista das preocupações entre a população de terno e gravata e, se comparadas com os últimos dois anos, continuam com índices preocupantemente altos. A novidade é que doenças emocionais têm ganhado mais espaço nos relatórios médicos. E isso não é nada bom. 


Das doenças que afetam a mente, ansiedade, estresse e a depressão são as mais comuns entre os executivos. E não é difícil entender os motivos, como explica a médica e líder da área de clientes da AxisMed, Ana Claudia Pinto. 'São vários fatores que levam a essa condição, como a excessiva busca pela felicidade constante. As pessoas não estão sabendo lidar com as frustrações normais da vida. A pressão por resultados e a enorme carga de trabalho também contribuem para esse cenário', diz. A companhia faz o monitoramento individual de pessoas que passaram por check-up e precisam realizar algum tratamento ou mudanças de hábitos - a ideia é gerenciar o tratamento e dar suporte à mudança. E do total de executivos monitorados pela empresa, 11% possuem depressão e riscos de depressão. Destes, 14% são mulheres e 7% são homens.



FONTE: RevistaMelhor

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