domingo, dezembro 8

Segundo Ibope, 35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo

Pesquisa afirma que homens são os que mais reclamam da falta de horas no dia



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Homens na faixa etária entre 35 e 64 anos não estão satisfeitos com a forma que gastam seu tempo.

A rotina de quem trabalha e/ou estuda, precisa cumprir prazos e chegar a tempo em algum compromisso é definida por algo em comum: o tempo. Se você já desejou que seu dia tivesse algumas horas a mais, é bem provável que você faça parte da população que se sente presa ao relógio.
Segundo estudo inédito realizado pelo IBOPE Inteligência, 35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo e o resultado é ainda mais crítico entre os homens na faixa etária entre 35 e 64 anos, que estão menos satisfeitos com a forma que gastam suas horas. O levantamento analisou como os brasileiros fazem uso e se relacionam com o tempo, a partir de uma visão 360 graus (quantitativa e qualitativa) de um tema que interfere em todas as dimensões da vida humana.
“Com base na intimidade que temos com o comportamento dos brasileiros, queremos ajudar nossos clientes a desenvolver relações cada vez mais proveitosas e sustentáveis com seus consumidores, cidadãos e sociedade em geral, e essa pesquisa sobre o tempo é uma das nossas iniciativas nesse sentido”, diz Silvia Cervellini, diretora executiva de negócios do IBOPE Inteligência.
Por meio de um painel online, o CONECTAí, foram propostas dez situações do dia a dia para que os internautas brasileiros fizessem escolhas entre diferentes experiências - atendimento humano ou eletrônico, ambiente, experimentação de produto, aconselhamento, marca reconhecida etc. - e os tempos gastos para cada situação. Um padrão ficou evidente: a tão falada escassez de tempo é relativa.
Resultados
Foi observado que as mulheres se dispõem a gastar até 50 minutos a mais para ter a experiência da aplicação da maquiagem por uma profissional em loja especializada, mas só 10 minutos a mais se puderem apenas experimentar elas mesmas a maquiagem na loja. No caso de exame médico preventivo de baixa complexidade em um laboratório, homens e mulheres gastariam até 1h10min a mais para fazer em laboratório conhecido e bem recomendado, ao invés de um laboratório muito próximo e eficiente, mas desconhecido.
Em relação à alimentação fora de casa, sozinho, em um dia útil, brasileiros gastam até 1h a mais para ter “comida caseira”. E quando vão fazer uma refeição com a família ou amigos no final de semana, a tendência é se permitirem gastar até 2h a mais (além das 2h básicas esperadas) se o local tiver diversão/distração/mordomia para crianças, mesmo entre quem não tem filhos.
E o “cineminha” com filhos, amigos ou companheiro no final de semana? Para assistir ao filme no shopping que já costumam frequentar, podem gastar até 1h40 a mais, ao invés de irem a um cinema de rua ou um shopping center bem próximo, mas que não costumam frequentar.
Brasileiros realtime
O levantamento verificou que há uma necessidade de que tudo e todos estejam disponíveis em um sistema 24X7 e simultâneo. Tudo o que seja lento ou atrasado, que represente espera, está em desacordo com o tempo pós-moderno. No entanto, o brasileiro não quer necessariamente que todas as atividades tenham um caráter instantâneo: ao contrário, quanto melhor a experiência, mais querem prolongá-la. Para unir todas essas experiências ao mesmo tempo, é preciso ter um perfil realtime.
Pesquisa-Tempo-escravos
Ainda na mostra domiciliar, as atividades do último dia útil e do último dia de folga do entrevistado foram lembradas, sendo que todos foram estimulados a falar do que tivessem feito simultaneamente. Considerando certa resistência em assumir a falta de concentração no trabalho ou no estudo, a pesquisa verificou 22% de brasileiros que declaram realizar alguma atividade simultaneamente com outra em seu dia a dia como, por exemplo, utilizar a TV e a internet juntos, TV e rádio, rádio e internet etc.
Quanto vale uma hora a mais no seu dia?
O estudo também analisou um dia útil típico na vida do brasileiro e descobriu que começa entre 6 e 7 da manhã e acaba por volta das 22h, incluindo cerca de 40 minutos de deslocamentos ao longo do dia. Quando questionados quanto pagariam por uma hora a mais no dia, apenas 1/3 dos brasileiros demonstraram interesse na compra, sendo que o valor seria, em média, R$ 50 em um dia útil. Mas os homens tenderiam a pagar R$85 por uma hora a mais em um dia de folga.
Pesquisa-Tempo-escravos


FONTE: revista.penseempregos

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