quinta-feira, junho 12

O que fazer quando a insatisfação profissional toma conta de tudo?

Hoje em dia é muito comum lermos artigos, livros e até mesmo participar de debates sobre qualidade de vida no trabalho, sobre amor e reciprocidade profissional. Mas a questão que quero levantar hoje é: todos nós estamos mesmo apaixonados por nossos trabalhos? A felicidade profissional enfim tomou conta das empresas e a satisfação chegou de vez no mercado? As empresas estão valorizando mais seus profissionais ou tudo isso não passa de pura teoria distante da realidade?
Acredito que houve um despertar dos empregadores em relação ao tratamento e comportamento com o público interno, porém, infelizmente, essa fatia não é a predominante.
Motivar, valorizar e manter relacionamentos saudáveis com os colaboradores não devem apenas fazer parte de ações esporádicas. Usando o velho clichê, um banho só não te fará limpo para sempre. Assim funciona em relação ao público interno. Mas enfim, não é sobre isso que irei falar hoje. Falarei sobre a etapa seguinte, quando você já se deu conta de que a empresa não irá cumprir o que prometeu na entrevista de seleção e que os benefícios de permanecer em um local de trabalho sem retorno de crescimento e sem a tão falada paixão já não são suficientes para te segurar ali por muito tempo.
Quem nunca sentiu aquele aborrecimento ao pensar em ter que ir para o trabalho, ao ter que realizar aquelas mesmas tarefas que já não fazem mais sentido e até mesmo de conviver oito horas com pessoas que não correspondem com os seus anseios profissionais? Não é vergonha dizer que aquele emprego não te satisfaz mais. Não é absurdo nenhum querer abrir mão do certo pelo duvidoso nesse caso. Acredito e defendo a ideia de que ser infeliz no trabalho não é questão de aprendizado. Ninguém merece sofrer oito horas por dia, cinco dias por semana para aprender. Aprender o que afinal? Garanto que você poderá aprender muito mais se estiver em um ambiente que faça mais sentido para o seu momento profissional, que te faça sentir melhor, que te de prazer em realizar coisas novas e, até mesmo que não te passe a impressão de estar trabalhando. Sim, quando gostamos muito do que fazemos, a sensação árdua do trabalho desaparece e tudo fica mais leve de ser vivido.
Na verdade, esse texto é sobre coragem. Coragem de trocar o salário sofrido, mas garantido de todo mês por uma busca constante de felicidade e crescimento profissional. Coragem de assumir a falta de tesão e dizer: basta, quem está no controle da minha carreira sou eu, portanto, eu decido onde quero ficar e até quando ficarei.
Se a infelicidade bateu na sua porta, não a convide para entrar e tomar uma xícara de café. Sem cerimônias, mande-a dar uma volta e procure o que realmente faça mais sentido para você. A época dos empregos eternos chegou ao fim e, para que uma nova Era de paixão e felicidade saia das páginas dos livros e torne-se real depende da postura dos profissionais de hoje que não se limitam ao feijão com arroz e não têm medo de encarar o desconhecido para encontrar o que sempre procuraram: a tal da felicidade!


FONTE: ideiademarketing