segunda-feira, junho 2

Quatro estratégias para aumentar produtividade no Brasil

Foto: AP

Nos anos 80, o Brasil e a Coreia do Sul tinham índices de produtividade semelhantes. Hoje, o que um coreano produz em um dia, um brasileiro produz em três, segundo dados da entidade americana de pesquisas Conference Board.
"O Brasil e outros países da América Latina precisam olhar urgentemente para experiências de países de fora da região se quiserem impulsionar seus índices de produtividade”, disse à BBC Carmen Pagés, especialista em mercado de trabalho do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID).
"Há experiências muito valiosas em países como a Coreia e a Austrália que poderiam ajudar os brasileiros principalmente a alinhar os conhecimentos e habilidades desenvolvidos em seu sistema educacional ao que as empresas precisam para produzir mais e melhor."
Em um cenário de taxas de desemprego historicamente baixas, há certo consenso entre economistas brasileiros de que para acelerar o crescimento será preciso aumentar a produtividade dos trabalhadores no país.
"Pela primeira vez na nossa história falta mão de obra - o que nos obriga a aproveitar nossos trabalhadores de forma mais eficiente", diz Hélio Zylberstajn, professor de economia da Universidade de São Paulo (USP).
É por isso que a "produtividade" tornou-se um dos temas centrais do atual debate econômico.
"Qualificar melhor os trabalhadores brasileiros é hoje um dos nossos grandes desafios - e é sempre importante conhecer a experiência dos outros países nessa área", diz Silvani Pereira, secretário substituto de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego.
Pereira explica que o ministério tem promovido visitas e parcerias com outros países buscando se informar sobre seus sistemas públicos de emprego, qualificação profissional e estratégias de treinamento dentro da empresa.
"Mas é claro que é crucial fazer a ressalva de que nem tudo o que tem sucesso e ajuda a ampliar a produtividade em um lugar pode ser automaticamente aplicado em outro em função de especificidades econômicas, históricas e sociais."
Abaixo, a BBC Brasil listou quatro estratégias sugeridas por especialistas em um evento promovido pelo BID em São Paulo. Segundo eles, poderiam inspirar o Brasil e outros países latino-americanos em sua busca por mais produtividade.
Eles ressaltam que não se tratam de experiências que poderiam ser implantadas automaticamente por aqui, mas soluções que podem ajudar o país e a região a encontrarem respostas originais ao problema do ajuste das habilidades dos trabalhadores às necessidades das empresas:
Para Carmen Pagés, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a falta de trabalhadores de formação técnica é hoje um dos fatores que afeta a produtividade na América Latina.
Segundo ela, países como a Coreia do Sul, a Austrália, o Canadá, a Nova Zelandia, a Alemanha e a Suíca, que integraram "perfeitamente" o ensino técnico em seu sistema educativo estão entre os que melhor conseguiram alinhar a formação dos trabalhadores às necessidades das empresas.
"Nesses países o sistema é muito flexível", diz Pagés. "Você pode passar do acadêmico ao técnico e do técnico ao acadêmico com facilidade e há mais integração entre esses dois ramos - o que ajuda a evitar o estigma em relação ao ensino técnico que existe no Brasil, além de reduzir o problema do 'isolamento' dos ambientes acadêmicos do mercado."
Pagés diz que na Suíça algo em torno de 60% dos estudantes do ensino médio optam pelo ramo técnico.
"Eles sabem que se quiserem trabalhar, isso lhes dará mais possibilidade de inserção no mercado, mas também sabem que se, depois disso, resolverem voltar para a sala de aula para seguir o ramo das ciências humanas, ou debater aspectos teóricos ligados a sua profissão, por exemplo, a transição será simples."
Na Austrália, os estudantes podem transferir créditos dos cursos técnicos da chamada Technical and Further Education Commission (Tafe) para os cursos de universidades regulares, o que permite uma combinação entre os dois tipos de ensino.
"As pessoas nos procuram em qualquer etapa de sua vida profissional: temos cursos para quem tem 18 anos e para quem tem 40 e quer ampliar suas possibilidades profissionais", explicou à BBC o australiano Peter Holden, diretor da Tafe.
O ensino técnico começou a se expandir na Austrália nos anos 70. Nos anos 90, foram feitos ajustes para garantir que os conteúdos dos cursos atendiam a demanda das indústrias locais (até então o foco do sistema era seu papel social).
"Nós passamos a conversar mais com as empresas e, como alguns de nossos professores foram trazidos da indústria, eles também se encarregaram de nos manter informados sobre quais conhecimentos e habilidades são requisitados."



FONTE: BBC

A busca constante por talentos nem sempre é um pesadelo


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Se existem urgência para a contratação do profissional, o processo pode tornar-se muito mais complicado. Afinal, a maioria das organizações vive uma busca constante pela captação e retenção de talentos que façam o diferencial para o negócio. Mas, será que todas as organizações estão, obrigatoriamente, sendo penalizadas pelo ‘apagão de talentos?


Para a Westwing, empresa que atua no mercado brasileiro de Home & Decor e que conta com uma equipe de quase 260 funcionários, essa preocupação pela busca de talentos não tem sido uma dor de cabeça. De acordo com Antony Martins, CEO da companhia, a falta de mão-de-obra especializada não é considerada um entrave para a Westwing, pois seus profissionais são jovens, esforçados, motivados e ávidos em adquirirem conhecimento dos processos relacionados à organização. "Para nós, é muito mais válido contratar um profissional com as características e o perfil da empresa do que extremamente qualificados e experientes que não condizem com a nossa forma de trabalho", assinala Martins, ao acrescentar que novos talentos, mesmo sem experiência comprovada, geralmente se adaptam com muita facilidade à cultura da organização.

A contratação - Para efetivar novo talento à sua equipe, a Westwing define quais são os objetivos de cada contratação e dos KIPs (Key Performance Indicator - indicadores de performance) a serem atingidos. Com isso, a empresa consegue monitorar o desempenho dos colaboradores e conversar com quem precisa de ajuda ou efetivar aqueles que estão com desempenho excepcional.

Ao ser indagado sobre os requisitos que são considerados durante o processo de contratação, por ser uma empresa startup, que trabalha num universo relativamente novo, o e-commerce, o perfil do candidato é primordial. Durante a entrevista, é possível detectar, além dos conhecimentos teóricos e experiências passadas, se o profissional possui características compatíveis com a cultura organizacional e com o cotidiano das funções que serão desempenhadas por ele.

Competências comportamentais - Como o mercado tem sinalizado que muitos profissionais são desligados das organizações mais em decorrência do lado comportamental do que o técnico, a Westwing também se preocupa em tentar captar algumas características de cada candidato que tenta ingressar em sua equipe. Prova disso, é que durante o processo seletivo a empatia entre o gestor da área solicitante e o possível, além da forma como este último se contrata durante a entrevista de seleção, pesam muito na decisão final. Hoje, por exemplo, dentre ascompetências comportamentais valorizadas pela empresa, destacam-se relacionamento interpessoal e proatividade.

Treinamento, sim! - Apesar dos funcionários mostrarem-se tão propensos ao comprometimento, a organização não hesita e para isso, os colaboradores recebem treinamentos de acordo com a área em que atuam. O gestor de cada equipe é responsável por determinar o tempo do curso e este período dependerá também das experiências e habilidades do funcionário. Por exemplo, na área de gerenciamento de campanhas os novos funcionários ficam uma semana ao lado de quem já está há mais tempo na empresa. O objetivo desta ação é além de aprender, entender o porquê do processo. Outro ponto relevante é que a coordenação do treinamento é de inteira responsabilidade da liderança, bem como a avaliação de desempenho das equipes.

Segundo Antony Martins, a capacitação das equipes não acontece apenas de maneira formal, mas também ganha força no dia a dia. Ele afirma que nem sempre a correria do negócio permite que as pessoas sejam dispensadas de suas atividades, para realizarem casos os cursos com a mesma intensidade de quando ingressaram na companhia. Para driblar esse "entrave", frequentemente uma equipe ou parte do time faz alguma reciclagem dentro do horário de trabalho para rever processos, aprimorar os processos ou até discutir novas ideias para melhoria interna. "Consideramos isso essencial para diminuir o retrabalho", reconhece o CEO.

Meritocracia - Uma vez que os recém-contratados já se encontram adaptados à realidade da empresa e começam a gerar resultados em suas atividades, até mesmo por uma questão de sobrevivência ao mercado, é preciso reter esses talentos que agregam valor diferenciado. Nesse sentido, Antony Martins explica que a companhia adota esclarece que a Westwing valoriza a meritocracia. "Faz parte do nosso DNA acreditar que as pessoas devem ser promovidas em função do esforço. É muito gratificante valorizar nossos profissionais e enxergar o crescimento deles na empresa. Com um ano e meio de vida, já temos alguns exemplos de profissionais que foram promovidos a cargos bem mais altos que possuíam quando chegaram", releva animado, ao acrescentar que as promoções ocorrem de acordo com o desempenho e o esforço de cada um, e nunca em razão do tempo de casa ou de preferencialismo em detrimento de outros profissionais.

Por fim, Antony Martins diz que a Gestão de Pessoas da empresa tem evidenciado a retenção dos profissionais, pois eles percebem a oportunidade de crescimento interno é uma realidade. Em contrapartida, eles se mantêm motivados a trabalhar da melhor forma possível. "Somos uma empresa com perfil jovem, em que cargos altos são designados a pessoas talentosas e eficazes e isso transparece no cotidiano da empresa e na cultura organizacional. Isso faz com que nossos profissionais vistam a camisa da empresa mais rapidamente", sintetiza o CEO da Westwing.






FONTE: RHPortal

FAPESP: Prazos de três chamadas de propostas terminam em junho

Um deles envolve a FAPESP e o British Council, outro integra acordo com a Academy of Finland e o terceiro é ligado a programa do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (foto: British Council)


 Três chamadas de propostas lançadas pela FAPESP encerram seus prazos para a submissão de projetos em junho.
A primeira delas tem como data-limite para envio de projetos o dia 9 e foi lançada pela FAPESP e pelo British Council para apoiar a realização de workshops de pesquisa. As instituições fornecerão apoio financeiro para a realização de encontros entre jovens cientistas do Reino Unido e do Estado de São Paulo com vistas ao estabelecimento de futuras colaborações em pesquisa.
São aceitas propostas em qualquer área de conhecimento. Os workshops deverão ser coordenados por dois pesquisadores líderes, um no Reino Unido e outro de instituição de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo, e poderão ser sobre uma área de pesquisa específica ou sobre tema interdisciplinar. Mais informações: http://www.fapesp.br/en/8553
Já a chamada lançada pela FAPESP e pela Academy of Finland (AKA) recebe propostas até o dia 18 de junho. As duas instituições vão selecionar e apoiar projetos de pesquisas em materiais em eletrônica, fotônica e engenharia de comunicações. O objetivo é fortalecer as colaborações entre pesquisadores do Estado de São Paulo e da Finlândia.
A chamada abrange três temas amplos e inter-relacionados: Plataformas multimateriais para a eletrônica do futuro; Sensores para eficiência energética; e Nanofotônica avançada. Mais informações: http://www.fapesp.br/en/8580
A terceira oportunidade é relacionada ao programa i-LINK+ 2014 do Consejo Superior de Investigaciones Cintífica (CSIC), da Espanha.
O CSIC lançou uma chamada de propostas para apoiar o intercâmbio de pesquisadores que queiram participar de encontros e workshops realizados em conjunto com os países participantes do programa.
Com o objetivo de estimular colaborações entre o Estado de São Paulo e a Espanha, a FAPESP apoiará a participação de pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa do Estado de São Paulo no programa i-LINK+ 2014. As propostas deverão ser submetidas com base nas normas da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, seguindo as diretivas especificadas no texto da chamada, cujo prazo para recebimento de propostas termina em 19 de junho. Mais informações: http://www.fapesp.br/en/8608


FONTE: FAPESP

PAINEL: Temas emergentes na interface ambiente, saúde e sustentabilidade e sua incorporação na agenda midiática

O Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) promove, no dia 5 de junho às 10 horas, o painel “Temas emergentes na interface Ambiente, Saúde e Sustentabilidade e sua incorporação na agenda midiática”.
O encontro tem como objetivo promover um debate sobre questões relacionadas a ambiente, saúde, qualidade de vida e sustentabilidade e contará com a presença de profissionais da mídia. O evento faz parte das atividades realizadas no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado todo dia 5 de junho.
Direcionado a pesquisadores e estudantes, mas também aberto ao público, o evento oferecerá certificado aos participantes.
As inscrições podem ser feitas pela internet. A FSP/USP fica na Avenida Dr. Arnaldo, 715, em São Paulo.


FONTE: FAPESP

Projetos de startups consolidam empreendedorismo digital

Projetos de 40 startups desenvolvidos em Belo Horizonte foram avaliados como propulsores do estado como polo de inovação e empreendedorismo

Empreendedorismo
Empreendedorismo: startups sediadas em Minas terão chance de receber novo aporte


Projetos de 40 startups desenvolvidos nos últimos seis meses em Belo Horizonte pelo SEED (Programa de Desenvolvimento do Ecossistema de Empreendedorismo e Startups) e pelo Acelera MGTI, foram avaliados nesta sexta-feira como propulsores do estado como polo "de inovação e empreendedorismo".
O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas de Gerais, André Barrence, aproveitou para anunciar a parceria com o Conselho Nacional de Imigração para estimular que os pesquisadores de startups internacionais continuem no Brasil por meio do programa do governo estadual.
"Ampliamos a nossa parceria com o Conselho Nacional de Imigração. A partir de agosto deste ano, o SEED irá solicitar visto permanente para os empreendedores que queiram constituir legalmente suas startups em Minas Gerais", disse.
Segundo ele, o prazo esperado entre a solicitação do visto ao Conselho Nacional de Imigração e sua concessão será de um mês.
"Vamos ficar em Belo Horizonte porque, além do custo de vida aqui ser ótimo, é uma cidade maravilhosa (...) e tem as melhores iniciativas de tecnologia do Brasil", destacou Drew Beaurline, CEO da Construct, startup norte-americana acelerada pelo SEED.
A feira "Demoday", realizada ontem, reuniu 426 participantes, entre eles 95 investidores e 40 startups, com o objetivo de contribuir para desenvolvimento de network e atrair investimento para os projetos que estão sendo desenvolvidos na capital mineira.
Entre as startups brasileiras está a "Cabe na Mala", em que a empresa carioca desenvolveu uma intermediação entre pessoas que querem comprar produtos no exterior e viajantes que podem trazer a compra na bagagem.
Outras iniciativas estão na área de logística, transportadoras e até mesmo terceirização de serviços de publicidade mais baratos.
"Companhias quebram. Ideias falham. Os empreendedores devem estar certos disso e ter força para começar de novo", afirmou Mike Lyons, da Shadow Networks e professor da Stanford University, que fez uma palestra de abertura para as 100 pessoas que participaram do projeto.
De acordo com Barrence, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) aprovou investimentos no Fundo da Microsoft, o Brasil Aceleradora de Startups.
"Isto significa que as startups sediadas em Minas terão a oportunidade de receber um novo aporte de recursos e uma nova rodada de aceleração na fase mais crítica do ciclo de vida dessas empresas", explicou o diretor.


FONTE: Exame

Microsoft Brasil abre inscrições para estágios em Administração e mais nove cursos

A seleção é composta por testes online, etapa presencial com recrutadores e fase no Microsoft Technology Center



A Microsoft Brasil está com inscrições abertas para seu programa de estágios. Os aprovados na seleção irão trabalhar nas cidades de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. As outras cidades que contam com sedes não foram citadas pela empresa.
É necessário que o candidato esteja no último ou penúltimo ano de um curso de graduação, além de dominar a língua inglesa com fluência na escrita e na fala. As inscrições podem ser feitas pelo site da empresa até o dia 5 de junho.
Podem se inscrever os alunos dos cursos superiores em Administração, Ciências da Computação, Direito, Economia, Engenharias, Jornalismo, Marketing, Publicidade, Relações Internacionais e Sistemas da Informação.
A carga horária é de 30 horas por semana. A seleção é composta por testes online, etapa presencial com recrutadores e fase no Microsoft Technology Center.

FONTE: Administradores

O líder e Niki Lauda, cinco grandes lições

Só podemos dizer que somos líderes após ultrapassarmos provações significativas e termos aprendido lições com elas. Quer dizer que um líder será um eterno aprendiz e um verdadeiro pedagogo, transmitir e colocar foco nas distrações seu especial segredo.

Daniel Goleman estabelece no seu último livro “Foco” o fundamento maior do líder, sabendo escapar do reino das distrações.

Niki Lauda, que ficou 42 dias semimorto em um hospital depois de um acidente com queimadura facial e nos pulmões, vindo a vencer, após o acidente, mais dois grandes prêmios e tornando-se tricampeão mundial, nos oferece cinco grandes lições: 
1 – Admiração e competição totalmente focada no seu maior adversário – aprender com o inimigo (James Hunt).
2 – Pagou para correr, o que significa empreendedorismo. Não esperou por patrocínios, confiança total no seu dom. Foi e ainda é empresário de si mesmo.
3 – Conhecimento profundo da tecnologia, liderava mecânicos e engenheiros, possuía um feeling fora do normal para as máquinas de corrida. Domínio de como a empresa funciona no estado da arte.
4 – Compreensão da importância da performance regular a longo prazo, versus as euforias com sucessos fugidios e passageiros. Olho no longo prazo.
5 – Quando vitimado na sua pior situação, recebendo a extrema unção no hospital, mantinha-se vivo por ter um sentido superior vivo em sua alma: as corridas. E o seu maior inimigo nas pistas foi a sua maior motivação para viver, voltar e ser tricampeão.
Quando temos um grande “porque”, viver, suportamos quase todo os “como”… viver.


FONTE: Exame