Mostrando postagens com marcador FRANCHISING. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FRANCHISING. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, fevereiro 23

100 Franquias Mais Baratas do Mercado

Você está pensando em abrir seu próprio negócio? Está analisando a possibilidade de ser um franqueado?
As franquias são uma excelente opção de investimento, se você quer ser dono de um negócio que já nasce com uma marca estabelecida no mercado, com credibilidade e recursos prontos para crescer rápido.
mercado de franquias no Brasil está em alta e mostra números promissores. Mas é preciso escolher o melhor nicho para investir, de acordo com o valor a ser investido, o mercado que você pretende atuar, o setor desejado etc.
Está em dúvida em qual franquia apostar as suas fichas? Está procurando pelas opções mais baratas do mercado?
Então confira a lista com as 100 franquias mais baratas do mercado, preparada pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios em parceria com a Serasa Experian.

As 100 franquias mais baratas do mercado

Clique na imagem abaixo para acessar a lista completa, organizada por valor total inicial de investimento, tipo de negócio, setor etc.
100 franquias mais baratas do mercado
(Clique na imagem para ver a lista completa)
Para te ajudar em sua escolha, veja quais os melhores setores para investir em franquias no Brasil, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising).
E antes e bater o martelo, conheça os 4 cuidados que você deve ter ao abrir uma franquia. Eles poderão te ajudar muito neste momento de indecisão sobre qual nicho atuar.

FONTE: sobreadministração

segunda-feira, setembro 8

Franqueado, cuidado: 16 cláusulas contratuais que colocam você em risco

Franqueado, cuidado: 16 cláusulas contratuais que colocam você em risco



Quando tive a oportunidade de ter minha empresa através de uma franquia, nunca parei para imaginar no que estava me envolvendo.
A única coisa que eu pensava era de começar logo a trabalhar a marca que eu gostava e abrir as portas com uma fila de gente esperando para comprar meus produtos e serviços.
Acho que é normal pensar assim… E comigo não foi diferente.
O contrato chegou pelos Correios, assinei rapidamente e devolvi para o Rio de Janeiro.
Estava feliz, mas não sabia o que tinha assinado.
Aliás, acho que isso acontece com a maioria das pessoas, seja no dia a dia ou em algo tão específico como essa situação.
Quantas vezes você já assinou um contrato com o banco para abrir uma conta corrente e sequer o analisou?
E o contrato da sua seguradora do carro?
E o financiamento da sua casa ou apartamento?
“Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção.” ~ Steve Jobs (Tweet Isso)
O contrato de franquia é um caso ainda mais complexo, pois a Lei 8.955 que rege esta relação, apenas orienta os Franqueadores e Franqueados até o momento antes da assinatura do contrato.
Depois da assinatura do contrato fica difícil o franqueado contestar alguma coisa, pois já concordou com as informações enviadas pela franqueadora através da COF (saiba mais sobre isso clicando aqui).
Claro que não é impossível contestar o contrato, mas você e seu advogado terão um trabalhinho para isso… Além de gastar uma boa “graninha” também.
Portanto, sempre é bom evitar assinar qualquer contrato sem o apoio do seu advogado!
O contrato que assinei naquele época tinha 32 cláusulas, mas aqui optei por citar apenas as principais cláusulas que você, como franqueado, deve analisar:
  1. Conferir os dados da Franqueadora: CNPJ e responsável principalmente a fim de comparar com os dados da COF.
  2. Verificar as concessões feitas para os Franqueados: marca, produtos, serviços e possibilidade de inclusão de novos produtos ou serviços através de um aditivo.
  3. Exclusividade de região: checar se existe exclusividade no local ou região de atuação. Dependendo da região e do tipo de negócio a Franqueadora pode conceder exclusividade para a Franquia trabalhar a cidade inteira ou somente em determinados bairros ou regiões.
  4. Suporte da Franqueadora aos Franqueado: Como e quando ele é feito?
  5. Exclusividade de ramo: Por exemplo, se você contratar uma franquia de restaurante de frutos do mar, possivelmente eles irão por uma cláusula no contrato falando que você só pode ter restaurante de frutos do mar se for com ela.
  6. Valor da multa caso descumpra alguma cláusula do contrato.
  7. Analisar criteriosamente as obrigações da Franqueadora.
  8. Analisar, mais criteriosamente ainda, as suas obrigações como Franqueado.
  9. Valor da Taxa de Franquia após assinatura do contrato.
  10. Valor da Taxa de Royalties que normalmente é sob o valor da RECEITA BRUTA. Portanto, fique atento: o valor da Taxa de Royalties será calculado em cima de tudo que você vendeu, sem descontar o que foi cancelado ou devolvido, os impostos ou quaisquer outras taxas, ok? É em cima do que vendeu e pronto.
  11. Valor da Taxa de Propaganda.
  12. Validade do contrato.
  13. Tempo de antecedência para solicitar a rescisão contratual.
  14. Tempo após a rescisão que a sua empresa e você não poderão abrir quaisquer outras empresas que ofereça, direta ou indiretamente, os produtos ou serviços similares ou que possam ser considerados concorrentes da Franqueadora. Isso é para evitar que alguém contrate uma franquia somente para aprender como se faz e depois rescindir o contrato e abrir algo parecido.
  15. Motivos para rescisão imediata.
  16. Onde é o foro (ou fórum) da Comarca. Isso é importante saber, pois quer dizer onde os assuntos serão tratados caso necessite de justiça, tribunal. No meu caso, era no Rio de Janeiro e eu moro em Fortaleza (nem isso eu prestei atenção…)
Esses são as cláusulas principais para você colocar a sua atenção e assim consiga ter um relacionamento saudável com a sua Franqueadora.
No entanto, não quer dizer que você não precise de um advogado para lhe ajudar a entender todos os pormenores do contrato e, se necessário, solicitar algumas alterações nas cláusulas.
Sim, é possível pedir alteração de algumas coisas no contrato.
A franqueadora irá analisar a solicitação e deferir ou indeferir suas modificações.
Acabei de adicionar um PDF com a Análise Completa de um Contrato Real de Franquiapara os membros do Campus Insistimento.
Trata-se do contrato que assinei em junho de 2011 como Franqueada e que transcrevi especialmente para os membros do Campus terem em mãos uma situação real com as minhas análises e comentários de cada cláusula. Clique aqui e acesse.
“A prudência é o olho de todas as virtudes.” ~ Pitágoras (Tweet Isso)
Clique aqui e torne-se o primeiro a ser informado sobre novos artigos "fora da caixa" para impactar positivamente a sua vida, quer você seja dono do seu próprio negócio ou não.

FONTE: insistimento

terça-feira, agosto 5

Sinais de que não vale a pena investir em uma franquia

 "Esse momento é bastante delicado, especialmente por mexer no lado emocional do empreendedor e seu sonho"





O mais difícil você conseguiu: juntou todo o dinheiro para investir em uma franquia. Isso é o que parecia mais complicado. Agora, com todo o mercado na sua frente, você pode colocar as mãos na massa e ver qual entre as diversas marcas disponíveis é a melhor. Agora, é só escolher uma e finalmente seguir o seu sonho de empreender.
A situação não é simples assim. O que pouquíssimos textos sobre franquias vão contar é que esse momento é bastante delicado. Especialmente por mexer no lado emocional do empreendedor e seu sonho, esse momento exige muita calma. É nesta hora que uma atitude precipitada pode custar muito caro lá na frente.
Para ajudar nesse processo, há três passos básicos. O primeiro é checar o manual da franquia, documento em que consta a experiência do franqueador, para entender o básico de como as coisas funcionam. Depois, é o momento de conversar com outros franqueados. Por fim, pesquisar na internet a fama da franquia. Depois que você fez isso, certos sinais, como os listados abaixo, podem mostrar que não é a hora de apostar as suas fichas. Confira:

1 - Reclamação de usuários

É óbvio: o sucesso de uma marca depende da aceitação dos consumidores. Empresas que recebem inúmeras reclamações de usuários por conta dos seus produtos e serviços têm dois caminhos a seguir: ou elas mudam de postura para inverter o jogo ou podem se preparar para fechar as portas.
Hoje, com a ajuda da internet, as reclamações em uma rede social, por exemplo, tomam proporções muito maiores do que no boca a boca e podem atingir um número inimaginável de pessoas. Não são poucos os sites dedicados a abrir espaços para consumidores prestar queixas da qualidade de uma empresa.
Você pode aproveitar isso a seu favor. Pesquise sobre a marca que você pensa em escolher na internet. Se houver inúmeras reclamações, de pessoas que colocaram seus nomes reais, é bom pensar duas vezes antes de adquirir essa franquia.

2 - Estrutura de suporte

Não se preocupe apenas com o nome da marca e no segmento em que ela atua. É preciso pensar também como será após a assinatura do contrato.
O franqueador tem condições de dar o suporte necessário para a sua franquia se estabelecer no mercado? Ele informa com antecedência como serão feitos os treinamentos e cursos de reciclagem? Para tirar essas dúvidas, converse com alguns franqueados mais antigos. Se as respostas forem desanimadoras, procure outra franquia para investir.

3 - Taxas cobradas

Lembre-se que o custo total da aquisição do negócio não se limita apenas à taxa de franquia e ao investimento do ponto comercial. A maioria das franquias cobra, mensalmente, taxa de royalties e de publicidade. Veja qual é a média do mercado. Se os valores forem muito maiores, não pense duas vezes em fugir do contrato.

4 - Experiência do franqueador

Outro fator que pesa muito na hora de escolher uma franquia é a experiência do franqueador. Vamos supor que a marca apresente todos os sinais essenciais para obter sucesso, só que ela não tem experiência no mercado e, muito menos, com o modelo de franquias. Será que o franqueador sabe como enfrentar um momento de crise? A resposta é incerta, pois ele nunca passou por isso. Então, a falta de experiência do franqueador pode ser um risco que você precisa levar em consideração.

FONTE: administradores


quinta-feira, maio 29

Marketing para franquias: como criar as melhores estratégias?


Em uma era tão digital, as redes de franquia devem escolher nada mais nada menos que as melhores estratégias para divulgar sua marca e assim fortalecê-la junto ao mercado. Note que estamos falando das “melhores” e muitas vezes isso não tem a ver com as “maiores” estratégias de marketing. As empresas devem estar seguras de que estão alcançando seu público alvo e passando a mensagem correta.

Mas as perguntas que ficam diante das inúmeras oportunidades e canais de divulgação são: qual a melhor estratégia de marketing para a minha marca? Que mensagem quero passar? Qual público desejo atingir? Antes de definir qualquer estratégia, estude seu produto ou serviço, analise seu mercado, entenda seus diferenciais e explore-os para atingir sua fatia de mercado.

Existem inúmeras opções que podemos listar, entretanto cada operação possui suas particularidades e requer uma estratégia diferente. Uma operação pode buscar novos clientes ou atrair novos franqueados trazendo a eles o sentimento de pertencimento junto à marca, ou seja, existe a opção de fazer com que eles se sintam parte do seu mundo e tenham sua marca como primeira referência quando sentirem necessidade de adquirir determinado produto ou contratar certo serviço.

Como exemplo de estratégia grandiosa, podemos citar a marca Heineken que sempre gera WOW no mercado quando executa suas ações de marketing. Uma delas, a “Você ainda está com a gente?” trouxe um resultado fora das proporções normais e repercutiu mundialmente. Vale a pena buscar o vídeo no Youtube.

Para as redes menores, muitas vezes não é possível desenvolver ações tão elaboradas, por isso existem as ações menores e que se executadas da maneira correta podem sim trazer grandes resultados.

Pode-se começar com uma boa página na internet onde seu cliente ou futuro franqueado obtenha as informações necessárias de forma rápida e com a divulgação dos preços de seus produtos ou serviços - não há problema algum em apresentar essas informações. O importante é que eles sempre fiquem próximos aos seus diferenciais. Isso faz com que o leitor entenda o motivo pelo qual ele deverá pagar o preço ofertado. Num único clique ele consegue enxergar além do preço, ele passa a entender quais benefícios ele estará adquirindo.

Não é novidade para ninguém que hoje as redes sociais influenciam cada vez mais a decisão de compra dos consumidores, por isso, uma boa página e com conteúdo apropriado certamente trará os seguidores que estão interessados em ler os posts da sua marca. Dessa forma em pouco tempo você terá uma base segmentada e composta por pessoas que realmente estão interessadas em ler o conteúdo que diz respeito ao seu negócio.

Para as redes sociais a padronização das páginas das unidades é tão importante quanto o conteúdo publicado. Tome cuidado com o conteúdo que será divulgado na fan page institucional e com as informações particulares de cada unidade.

Estratégias simples também podem ser utilizadas nos pontos de venda. Você pode iniciar seu trabalho construindo um mailing de clientes e informando a eles todas as novidades inerentes ao seu mercado, lançamento de novos produtos ou serviços, abertura de novas unidades, enfim, busque sempre deixá-lo a par das novidades.

Por último, mas não menos importante, é o bom e velho boca a boca. Falamos inicialmente em sentimento de pertencimento, então lembre-se que um cliente satisfeito atrai outro e mais outro. Bom atendimento também faz parte das estratégias de marketing, por isso busque e cobre excelência permanente em atendimento.

Faça com que as experiências negativas se revertam em fidelização do cliente. Corrija, resolva, se desculpe e encontre a solução para o problema ocorrido. Uma situação problemática bem conduzida e bem solucionada desperta surpresa e sempre causa uma boa impressão. Lembre-se que sendo uma experiência positiva ou negativa, no final de tudo o cliente sempre terá como referência a sua marca.



FONTE: Adnews

quarta-feira, maio 7

Gestão de franquias: 3 dicas para criar e expandir a sua rede

Veja como estruturar um sistema de franquias sólido e, ao mesmo tempo, simples de gerenciar



Segundo pesquisa da ABF, Associação Brasileira de Franchising, o setor de franquias faturou, em 2012, mais de 103 bilhões de reais. Um aumento contínuo desde 2002, e que representou 16,2% de crescimento no último ano. Olhando dessa forma, implementar um sistema de franquias que acelere o desenvolvimento e o faturamento da sua marca pode se mostrar uma ótima ideia. Infelizmente, a busca e a dependência por gestores multidisciplinares, capazes de replicar a excelência do modelo de negócio desenvolvido é o gargalo mais comum para a construção e a expansão das redes de franchising. Afinal, como encontrar o franqueado perfeito?


É fato que dificilmente as empresas encontrarão franqueados que entendam simultaneamente de finanças, marketing, vendas, empreendedorismo, entre outros. Uma alternativa para resolver este problema é focar na padronização do modelo de negócio, e não na busca por profissionais específicos. Em outras palavras, a empresa deve oferecer subsídios para que os gestores executem os planejamentos e especificações da rede de maneira simplificada, dispensando a necessidade de grandes conhecimentos específicos. Em síntese, existem três dicas básicas para quem quer seguir por esse caminho:

Estabeleça processos

Ter processos e fluxos de trabalho bem definidos possibilita a padronização do modelo de negócio que será adotado em todas as unidades, garantindo a qualidade e a eficiência da matriz e fortalecendo a identidade da marca. Nesta etapa é importante definir claramente o trabalho que o franqueado precisa fazer em relação às diferentes áreas da franquia, como, por exemplo: acompanhamento de vendas, performance de vendedores, decisão de compra de produtos, controle financeiro, entre outros, a fim de eliminar ou minimizar os erros básicos de gestão, que podem virar um tiro no pé caso o franqueado não esteja devidamente habilitado. Vale lembrar que processos bem estruturados permitem tanto a execução simplificada da operação, como também sua expansão de maneira organizada e consistente.


Escolha as ferramentas de gestão corretas

Além de viabilizar a correta execução dos processos, essas ferramentas vão permitir que franqueado e franqueador tenham pleno controle sobre os caminhos que o negócio está tomando. Em geral, a tecnologia é um mecanismo que facilita muito o gerenciamento da rede e das unidades na medida em que possibilita análises inteligentes e compartilhadas sobre a situação e as necessidades globais. A ideia é ter uma ferramenta que permita entender melhor cada situação e dar pistas de onde focar os esforços, tanto sob o ponto de vista do franqueado como do franqueador.


Ofereça treinamentos

Bons treinamentos são fundamentais para que gestores e colaboradores de fato compreendam e incorporem os processos e a devida utilização das ferramentas. Estabeleça também processos de reciclagem e uma comunicação estratégica para reforçar constantemente a metodologia adotada e oferecer atualizações sobre as inovações e os rumos do negócio. Lembre-se que, neste caso, disseminar o conhecimento sobre como manter o bom funcionamento da operação será fundamental para garantir o retorno sobre os investimentos da expansão.
Por fim, vale a pena reforçar que não precisamos parar de buscar o perfil ideal de franqueado, afinal, é sempre bom ter as melhores pessoas no nosso time. O principal, porém, é não permitir que o desempenho e o crescimento do negócio tornem-se dependentes disso. É preciso investir em processos e ferramentas que facilitem e simplifiquem o trabalho a ser feito, a fim de que pessoas que hoje dificilmente conseguiriam operar sua franquia de forma conveniente possam fazê-lo por meio desses instrumentos.

FONTE: Administradores

domingo, março 30

Investir em franquia sem deixar o trabalho é uma opção possível

Confira exemplos de franquias que não exigem 100% da atenção do empresário


Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão
Cristiane abriu uma franquia de escola de idiomas em SP
Sabe aquele história de que o sucesso de uma franquia depende, fundamentalmente, da dedicação exclusiva do empresário no comando da operação? Bom, há casos e casos. E nesta matéria, ganham destaque as histórias de empreendedores que não se desligaram totalmente de sua atividade original assim que investiram em uma nova oportunidade de negócio.



Basicamente, eles delegaram parte da gestão da marca ou encontraram meios de dividir o dia entre um empreendimento principal e um segundo investimento; no caso, a nova franquia, idealizada e tocada como um meio de complementar os rendimentos mensais de seu proprietário.

Cristiane Prado, dona de um escritório de advocacia com o marido em São Paulo, é um desses exemplos. Em 2008, ela desembolsou R$ 38 mil para investir na abertura de sua primeira unidade da escola de idiomas UNS, também na capital. A decisão de entrar no segmento de franquias foi inspirada pelo filho de Cristiane. "Ele se identificou com o método da escola, aprendeu inglês em um ano e meio e se tornou professor, então investi em uma escola para ele trabalhar", diz.
Atualmente, a empresária tem duas unidades, uma na cidade de Osasco e outra no Tatuapé, que atendem cerca de 800 alunos. Há também o plano de abrir mais uma escola em Barueri, na Grande São Paulo.
O segredo da empresária é delegar as responsabilidades por entre a família. Cristiane é a chefe da turma e responsável pela área administrativa. O filho Felipe cuida da área pedagógica. Já a filha Tainah é responsável pelo departamento comercial. “Com as escolas de idiomas, aumentei meu rendimento em torno de R$ 10 mil por mês”, conta.
Outra profissional que faz jornada para manter uma franquia é a professora de matemática Simone Rossin. Há cinco anos ela trocou a sala de aula por uma consultoria financeira que oferece cursos para crianças, adolescentes e adultos. No final do ano passado, Simone investiu cerca de R$ 20 mil para comprar uma franquia da Mídia Pane, um negócio que vende espaço publicitário em embalagens de pães.
"A franquia é mais fácil, já vem estruturada. Já nos cursos (do seu negócio principal), eu que faço tudo", afirma ela, que apesar disso, planeja delegar a parte comercial do novo empreendimento. "No segundo semestre, quero trazer uma ou duas pessoas para não estar mais no campo o tempo todo."


Análise. Para quem deseja investir em uma franquia e, ao mesmo tempo, manter outro trabalho, o professor da PUC-SP José Palandi Júnior orienta para a necessidade de, antes, combinar o jogo com o franqueador. "Tradicionalmente, os franqueadores exigem que os empresários se disponham a exercer a atividade dedicando-se 100%. É preciso abrir o jogo desde o início", afirma.

Mas considerando possíveis empreitadas como as aqui registradas, o professor salienta a necessidade de buscar por oportunidades identificadas com as habilidades e anseios do franqueados. A dinâmica é a mesma trabalhando ou não em tempo integral com o negócio. "Mesmo se não vai ficar o tempo todo (trabalhando), é preciso fazer o que gosta", diz.




FONTE: estadao.pme

sexta-feira, março 7

Franquias com mulheres faturam 34% mais, diz pesquisa

A alta no faturamento está ligada à vontade de aprender e a facilidade de gerenciar problemas

Mulher faz ligação ao telefone


Mais focadas, curiosas e atentas. Estas seriam as principais características demulheres à frente de franquias. Hoje, elas representam 48% dos franqueados no Brasil. As unidades sob o comando feminino podem ter faturamento até 34% mais alto. Os dados são da pesquisa anual do perfil do franqueado brasileiro, realizada pela consultoria Rizzo Franchise, e divulgada com exclusividade a EXAME.com.
O estudo mostra ainda que existem mais de 65 mil mulheres comandando franquias e quase 500 mil se candidataram à compra em 2013. A participação das mulheres neste mercado cresceu 6,9% no último ano. Para Marcus Rizzo, que comandou o estudo, as mulheres encontram nas franquias uma chance de desenvolver suas carreiras. “O faturamento maior se deve a uma característica muito forte. É uma questão de permanência nos negócios. Elas têm uma permanência mais constante e isso gera resultado. Franquia é negócio de barriga no balcão”, diz Rizzo.
Mirian Delavalli, 46 anos, é um exemplo disso. Depois que o marido ficou sem emprego, o casal resolveu investir as economias em uma franquia da Patroni Pizza, no Rio de Janeiro. Hoje, a unidade tem o segundo maior faturamento da rede, chegando a 200 mil por mês.
Para Mirian, a complementariedade entre ela e o marido ajudaram no negócio. “Ele é frio, calculista e objetivo. Tudo que ele é eu não sou. Quando a gente dividiu nossas tarefas, naturalmente, eu preferi lidar com as pessoas, os funcionários e com detalhes”, conta.
A atenção ao detalhe é também responsável pelo melhor resultado. “As mulheres são mais presentes, fazendo o negócio acontecer, se envolvendo. Elas usam a disponibilidade de maneira muito intensa e com mais vontade de aprender”, afirma Rizzo. 
Hoje, os setores mais procurados pelas mulheres são saúde e beleza, acessórios e fast food. Apesar disso, negócios mais “masculinos” também são explorados pelas empreendedoras. “A gente começa a ver muitas mulheres em negócios tipicamente de homens, como posto de gasolina a oficina. Ainda não é representativo, mas é um movimento forte”, explica o consultor.
Setor% de interessadas% de franqueadas
Saúde e beleza14,818,4
Acessórios11,914,7
Fast food11,213,9
Vesturário9,712,0
Alimentação8,110,0
Móveis e Decoração7,69,5
Serviços6,48,0
Educação4,25,2
Livros3,44,3
Serviços Especiais3,24,0
A flexibilidade feminina aparece também na criação de novas redes. É o caso de Maria Eduarda Pessôa de Queiroz, sócia-fundadora da Play Space, franquia de espaços recreativos em shoppings. Para contornar um ponto ruim no shopping, Maria Eduarda apelou para os sentidos. “Resolvi fazer pipoca e torcer para as pessoas virem atrás do cheiro. E isso aconteceu”, conta.
Depois de 15 anos no mercado, começa a vender suas primeiras franquias. “Foi um desafio, igual um filho. Eu fui entregar os manuais e titubeei. Parecia que era um filho que eu estava entregando e foi uma sensação dúbia na hora. É uma mistura de história de vida e da empresa”, confessa.
A motivação é, segundo o estudo, uma das características determinantes para o crescimento das mulheres neste mercado. É o caso de Eloisa Oliveira Kalaf, franqueada da rede Mr. Kids. Ela se divide entre uma empresa da família e as máquinas de vendas de brinquedos. Depois de muitos testes, conseguiu chegar a um resultado satisfatório. “Eu tiro de 6,5 mil a 7 mil reais ao mês. O desafio maior é você conseguir fidelizar um ponto bacana e que seja rentável”, conta. 

FONTE: exame.abril

quarta-feira, fevereiro 26

10 coisas que você precisa saber antes de comprar uma franquia

Quem nunca teve o sonho de ter seu próprio negócio? Cerca de 40% dos brasileiros tem vontade de abrir uma empresa. Para os que já passaram da fase de sonhar, existem inúmeras decisões importantes antes de dar o ponta pé inicial. Certamente uma das ideias que ocorre é se é melhor investir num negócio novo ou comprar uma franquia. Se a opção for o sistema de franchinsing, veja as 10 coisas que você precisa considerar antes de fechar um contrato.

1. COF é a regra do jogo: A lei de franquias n. 8.955/94 estabelece que todos os franqueadores elaborem uma Circular de Oferta de Franquias (COF) para que os interessados em adquirir a marca possam decidir se vão ou não investir no negócio. A COF é a regra do jogo. Este instrumento jurídico possui todas as obrigações e deveres de cada parte, bem como demais regras que envolvam o dia a dia da operação. Leia atentamente este documento, pois uma vez que o contrato seja assinado, você não poderá alegar que desconhecia ou não concordava com alguma de suas clausulas.

2. Diferentes perfis de franquias: Existem diferentes tipos de franquias no mercado. É importante ter ciência de qual delas mais se encaixa com o seu perfil e com os seus objetivos pessoais e profissionais. É importante saber quais são as exigências que a franqueadora possui quanto à dedicação ao negócio. Pode ser somente um franqueado investidor? Precisa ter algum conhecimento técnico ou de mercado para operar o negócio? Pode ter outras atividades em paralelo? Pode ter outras lojas franqueadas no futuro? As respostas destes questionamentos lhe ajudarão a tomar a melhor decisão com base nas suas expectativas desta nova fase de sua vida.

3. Investimento real: Preste atenção nos números de investimento inicial apresentados. A grande maioria das franquias colocam uma faixa de investimento devido as variações que podem ocorrer em virtude da localização, tipo e estado do imóvel, formato do modelo de negócio, dentre outras variações. Esteja preparado para o pior e tenha uma reserva maior do que o exigido pelas empresas franqueadoras. Desta forma, caso tenha alguma surpresa durante a implantação da sua franquia, você estará preparado para arcar com todos os custos. Começar a operação devendo dinheiro, seja para a família, amigos ou instituições bancárias, certamente não será agradável.

4. Consumir versus trabalhar no negócio: É óbvio dizer que é preciso ter afinidade com o produto e a marca para se abrir uma franquia. Entretanto, o fato de você ser um consumidor assíduo e fiel, não significa que será um franqueado de sucesso gerenciando este negócio. Recomendo que você colete informações de como é trabalhar neste segmento. Será preciso trabalhar aos finais de semana e feriados? Qual é o horário de funcionamento da loja? Precisa estar presente em que momentos? O que é preciso fazer para se ter sucesso neste segmento? Está disposto a cumprir todos estes requisitos?

5. Retorno esperado: Muitas empresas apresentam um retorno do investimento padrão, deixando claro que pode variar de acordo com a localização e dedicação do franqueado. É preciso fazer uma análise minuciosa com os números apresentados, pois algumas vezes não fazem muito sentido. Faturamento superestimado, despesas e custos subestimadas e um investimento inicial irreal, podem apresentar números maravilhosos, que dificilmente se tornarão realidade. Converse com os franqueados atuais e verifique o quão consistente são as premissas utilizadas no modelo financeiro. Não negligencie esta fase e lembre-se que a decisão precisa ser feita racionalmente e não de forma emocional. Afinal de contas, você não está comprando um sapato, e sim, um negócio que pode durar para a vida inteira.

6. Sucesso = suor: Se você quer abrir uma franquia para trabalhar menos, desista da ideia. Grande parte do sucesso de seu novo empreendimento virá de seu esforço e dedicação. Em muitos casos, há um aumento significativo de trabalho pois no início, o negócio exigirá que você seja mais participativo e multifuncional. Além disso, saiba que a gestão da franquia é sua responsabilidade. O franqueador não tem uma equipe que irá substituir um funcionário que falte ou que esteja de férias. Arregace as mangas e mãos à obra!

7. As promessas são cumpridas: Converse com os franqueados atuais para saber se as promessas feitas durante a venda da franquia são cumpridas depois. Os franqueados já passaram pela mesma situação que você e a maioria deles terá o maior prazer em lhe ajudar. Diante disso, pode ter certeza que se o franqueador pisou ou pisa na bola, você ficará sabendo.

8. Capacidade de abastecimento e tempo de entrega: Tenha certeza que o franqueador e /ou seus fornecedores homologados tenham capacidade de abastecimento. É comum ver alguns casos em que o franqueado fica sem os produtos para vender bem na época de maior demanda. Tenha certeza que não faltará ovos de páscoa na páscoa! Outro ponto é com relação ao tempo de entrega. Avalie quanto tempo a fábrica leva para lhe entregar os produtos. Esta informação é vital para definir o tamanho do seu estoque, bem como os prazos limites que você deve fazer os pedidos de compras, de forma a não faltar os produtos para os seus clientes.

9. Nível de envolvimento da rede na tomada de decisão: Tente identificar se o franqueador envolve a rede franqueada nas decisões estratégicas da empresa. O ideal é que a franqueadora tenha momentos formais que envolvam os franqueados, pois eles que estão na linha de frente do negócio e podem identificar novas necessidades ou oportunidades de melhorias. Algumas redes de franquias já realizam ações para envolver os franqueados nas decisões através de comitês, convenções e reuniões diversas. Via de regra, franqueadores que acham que sabem tudo, podem ser um problema, pois dificilmente eles irão atender as suas demandas caso não tenham vivenciado algo semelhante. Definitivamente, envolver a rede é importante pois é o canal de entrada de informações para que a empresa possa crescer cada vez mais.

10. Territorialidade: A maioria dos contratos de franquia possuem uma clausula de territorialidade, em que prevê quais são as regras de territorialidade para o franqueado. Há três opções: sem território definido, com exclusividade territorial e com preferência territorial. Sem território definido é quando o franqueado não tem direito ou garantia alguma quanto ao território que irá atuar. Por um lado é ruim pois não se tem uma segurança, mas por outro, permite o franqueado ter maior liberdade a desbravar outros mercados. Exclusividade territorial é quando o franqueado possui exclusividade sobre um determinado espaço definido. Em outras palavras, durante a vigência do contrato, somente o franqueado poderá explorar o mercado de sua região. Já a preferência territorial é quando o franqueado possui um território determinado, mas tem preferência sobre este espaço em uma futura expansão. Caso o franqueador identifique que há potencial para abrir novas unidades, o franqueado da região terá preferência, mas se não quiser exercê-la, o franqueador poderá colocar outro franqueado no mesmo território.

A escolha por uma rede de franquias precisa ser feita com base em preencher os apontamentos acima. Em alguns momentos será preciso que o potencial franqueado abra mão de algumas coisas. Porém, ignorar alguns fatores e readequar o sonho para caber dentro dos modelos disponíveis no mercado pode acabar fazendo com que tudo se transforme num grande pesadelo.


FONTE: Adnews

sábado, fevereiro 15

Vantagens de ter uma franquia sem ponto comercial

A disciplina é indispensável para quem pretende trabalhar em ambiente residencial


O sistema de franquias home based, ou seja, aquelas que podem ter sua base na residência do franqueado, vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro. E as vantagens são muitas. Além de não exigirem um ponto comercial logo no início do negócio, essas redes têm baixo investimento inicial, poucos custos fixos e flexibilidade de horário para quem opta em abrir esse modelo de franquia.
Por essas características, a maioria dessas redes são de serviços e o próprio franqueado pode começar colocando a mão na massa. No caso da Jan-Pro, rede especializada em limpeza comercial, a residência serve como ponto de partida da equipe. "Precisamos apenas de um lugar onde a equipe possa se trocar para ir até os clientes agendados no dia. Claro que após o crescimento e desenvolvimento da franquia pode ser que haja necessidade de um local físico, o escritório, mas a princípio o franqueado pode tranquilamente gerenciar e trabalhar de casa" afirma Renato Ticoulat Neto, diretor de novos negócios da rede.
Vale ressaltar que a disciplina é indispensável para quem pretende trabalhar em ambiente residencial. "A casa precisa estar em ordem e o escritório deve estar em um lugar que não tenha movimentação de pessoas o dia todo, além de estar livre de barulho. É preciso muita responsabilidade e automotivação por parte do empreendedor para fazer o negócio engrenar", finaliza Ticoulat.
Veja abaixo cinco motivos para abrir uma franquia home based segundo Ticoulat:
1) Possibilidade de trabalhar em casa reduzindo custos operacionais de ponto comercial;
2) Empreender no lar e receber todo o suporte e expertise de uma rede;
3) Começar colocando a mão na massa, diminuindo assim o número de funcionários contratados;
4) Vantajoso para quem não pode se dedicar em período integral;
5) Retorno rápido, já que, por não ter custos fixos, o investimento é baixo.

FONTE: administradores

domingo, fevereiro 9

Especialista aponta desafios do setor de franquias para os próximos 5 anos

Mudanças no comportamento de consumidores devem afetar as franquias, que precisarão ser mais profissionais, de acordo com a análise do especialista


Um estudo realizado pela consultoria Rizzo Franchise revela quais são as tendências para os próximos 5 anos no setor de franchising.


De acordo com o especialista da consultoria, Marcus Rizzo, o Franchising continuará crescendo e até 2018, o Brasil deverá ter mais de 4 mil diferentes ofertas de franquias, com uma taxa média de crescimento anual de 8%.

“O mercado está se profissionalizando em todos os sentidos, os franqueados e candidatos à franquia estão muito mais bem informados e deverão buscar negócios com maior nível de estruturação e com experiência operacional efetiva. É por isso que crescerão no país as franquias que apresentarem maior profissionalização e especialização de suas operações”, explica Rizzo.
Segundo a pesquisa, além do crescimento do número de novas franquias no mercado, também deve aumentar bastante o número de unidades das marcas existentes. “O índice de produtividade das redes brasileiras é ainda muito baixo – uma média de 76 franquias por franqueador. No mercado americano, que possui 1.500 franqueadores, o número médio de unidades para cada rede é de 670, quase 10 vezes mais”, detalha ele.
O especialista também alerta para as novas exigências do consumidor brasileiro, que impactará diretamente em mudanças para as franquias. Segundo ele, a maior seletividade do consumidor exigirá atenção redobrada dos franqueadores, tais como: 
1) Menos variedade, maior especialização: grande variedade de produtos ou mesmo extensos cardápios nas franquias de alimentação vão perder espaço. Os consumidores desejam menos opções nos pontos de venda, desde que sejam bem selecionadas e de acordo com suas necessidades e desejos
2) Localização conveniente: pressionado com o estresse cotidiano e muitas horas perdidas no trânsito, o consumidor vai buscar cada vez mais negócios próximos de sua casa e que apresentam comodidade e conveniência. Com isso, os deliverys terão grande crescimento.
3) Experimentação da marca: consumidores vão optar por negócios que transformem a simples compra em experiência agradável de consumo. Crescerão as redes com lojas bem sinalizadas, que orientam o cliente, com exposição conveniente e informação preparada para facilitar o acesso e o atendimento.
4) Experiência de consumo: cada vez mais o atendimento vai fazer a diferença entre negócios que estão se tornando tão iguais. Autenticidade e experiência só terão êxito através de um atendimento de qualidade, que é um dos fatores mais desejados pelo consumidor.

FONTE: administradores

sábado, fevereiro 8

Veja como transformar seu negócio em franquia

O Brasil tem hoje 2.700 empresas que atuam no modelo de franquias, um número quase quatro vezes maior do que há dez anos. Por causa dessa competição, abrir uma rede dessas exige preparação, investimento, e, especialmente, criar um produto ou um serviço que tenham diferenciais difíceis de serem copiados.

Para vender franquias, a empresa precisa ser rentável e ter um produto que possa ser replicável em diferentes mercados.

Para que o sistema funcione, o franqueado, ou seja, quem compra o direito de usar a marca, deve ter uma lucratividade anual de pelo menos 25% do investimento inicial -ou seja, se ele gastou R$ 100 mil para montar a loja, o lucro anual deve ser de, no mínimo, R$ 25 mil.

A exceção fica com o setor de alimentação, que costuma ter margens menores.

"O mercado onde você atua também tem que estar em expansão", afirma Gustavo Schifino, vice-presidente da ABF (Associação Brasileira de Franchising).

Ele lembra do boom do frozen yogurt há alguns anos. O produto tinha potencial, mas o surgimento de novas redes foi tão grande que saturou o mercado. "Metade das lojas acabou fechando."

O empresário também precisa ser "franqueável". Segundo Schifino, é comum existirem empreendedores sem o perfil de um franqueador, que precisa ter vocação para ensinar outras pessoas a operar o negócio.

Fabio Braga/Folhapress
Lucas Lassen estuda maneiras de transformar a loja de artesanato dele em franquia
Lucas Lassen estuda maneiras de transformar a loja de artesanato dele em franquia

"Ao abrir uma franquia, o franqueador deixa de ser um vendedor e passa a ser um professor", diz Schifino.

O franqueador precisa ensinar ao seu franqueado o que ele tem de mais precioso: o segredo do seu sucesso. Por isso, empresários arrogantes, centralizadores e pouco flexíveis podem não ser bem-sucedidos no modelo.

Analisar o grau de "franqueabilidade" do seu negócio é o primeiro passo fundamental para o empreendedor que quer virar franqueador.

Lucas Lassen, 35, criador da Paiol, loja que vende artesanato há seis anos na rua Frei Caneca (região central de São Paulo), já escutou várias propostas de clientes para franquear a marca.

Ele, que vem estudando o sistema de franquias, tem consciência de que sua rede de fornecedores precisa ser mais bem estruturada para uma futura expansão.

"Meus fornecedores são artesãos, muitas vezes de locais remotos do Brasil, nem todos eles têm hoje capacidade de aumentar sua produção."

Lassen está fazendo um levantamento de quais são os fornecedores mais bem estruturados e também está profissionalizando a gestão. O próximo passo será verificar se ele consegue replicar seu modelo de negócio em outro ambiente. Para isso, vai abrir uma loja virtual.

Depois de constatada a "franqueabilidade" (do negócio e do empresário), especialistas recomendam que seja aberta uma segunda loja -e que ela seja operada de maneira independente, como se fosse uma franquia.


CRESCER SOZINHO

Clederson Cabral, 38, que comanda a marca de sorvetes Mr. Mix, hoje com 140 unidades, começou pequeno e sem grandes ambições. Ele trabalhava em uma grande empresa e abriu sua primeira loja, em 2006, em Porto Ferreira (interior de São Paulo).

Com bons resultados, decidiu abrir uma segunda sorveteria em Paulínia e uma terceira em Campinas. "Minha ideia inicial era só ter lojas próprias e daí começaram a surgir os problemas. Uma coisa é administrar uma loja outra coisa é gerenciar três."

Foi quando um cliente se propôs a adquirir uma franquia. O empresário percebeu que, ao resolver os problemas de gestão das suas três lojas, estava formatando a marca para o sistema de franquias.


Eduardo Anizelli/Folhapress
Pouco depois de abrir a primeira unidade, Gustavo Andare vendeu 210 franquias de 'nail bar
Pouco depois de abrir a primeira unidade, Gustavo Andare vendeu 210 franquias de 'nail bar'


De acordo com especialistas, o ideal é que o empresário opere seu negócio por um tempo -a ideia é ganhar experiência, que é justamente o que se vende no mercado de franquias.


"Esperamos que um franqueador tenha várias unidades próprias, três ou quatro em diferentes locais, e que tenha um ciclo de negócio completo, o que não acontece antes de dois anos", afirma o consultor Marcus Rizzo.


Mas uma pesquisa feita pela empresa dele neste ano mostrou que 31% dos franqueadores nunca operaram o próprio negócio antes de aderir ao sistema.
É o caso da Esmalteria Nacional, que foi concebida para ser uma franquia. A empresa oferece o serviço de "nail bar": enquanto clientes fazem as unhas, podem beber espumante. "No dia que inaugurei minha primeira loja, comecei a vender franquias", afirma Gustavo Andare, 33, criador da rede. Em apenas um ano, Andare vendeu 210 unidades.

Segundo Paulo Cesar Mauro, autor do livro "Guia do Franqueador" (editora Nobel), sucesso demais pode significar fracasso. "Um dos riscos é implantar a rede em uma velocidade maior do que o suporte a ser dado para os franqueados e queimar a marca."


FONTE: classificados.folha.uol